2009-09-22 02:24:00
Nove capitais brasileiras – seis delas do Nordeste – registraram, em agosto, retração no custo da cesta básica, conforme apurou o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Os recuos mais expressivos ocorreram em Natal (-3,22%), Aracaju (-3,12%), Fortaleza (-3,05%) e João Pessoa (-3,02%). Em Vitória, o valor para o conjunto de gêneros alimentícios essenciais manteve-se praticamente inalterado e sete localidades apresentaram alta, com destaque para Curitiba (2,30%) e Manaus (1,15%).
A aquisição dos itens básicos, em Porto Alegre, custou R$ 238,67, o maior valor dentre as cidades pesquisadas. Em São Paulo, o preço da cesta correspondeu a R$ 225,69 e, em Vitória, ficou em R$ 223,09. As cidades com preços mais baratos foram Aracaju (R$ 168,06), Fortaleza (R$ 176,57) e João Pessoa (R$ 178,12).
Com base no maior valor apurado para a cesta e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o salário mínimo necessário. Em agosto, o valor do mínimo foi calculado em R$ 2.005,07, o que representa 4,31 vezes o mínimo em vigor, de R$ 465,00. Em julho, o piso mínimo era estimado em R$ 1.994,82 (4,29 vezes o menor salário pago), enquanto em agosto do ano passado correspondia a R$ 2.025,99, ou seja, 4,88 vezes o piso então vigente (R$ 415,00).
Na capital do nosso Estado (Campo Grande), no item carnes, do grupo Alimentação, constatou-se que os preços de alguns cortes sofreram inflação e outros deflação. De acordo com a estatística da Produção Pecuária do IBGE, os índices de abate de bovinos caíram 11,1% devido ao pequeno volume de animais prontos para o abate, fazendo com que o preço da carne bovina, de um modo geral, aumentasse, o que refletiu no bolso do consumidor. O volume exportado de carcaça apresentou significativo crescimento (51%) na comparação de janeiro com julho de 2009, refletindo, também, no preço da carne.
Aumentos de preços ocorreram com os cortes: filé mignon 5,45%, fígado 5,01%, coxão-mole 4,96%, costela 3,66%, entre outros cortes com menores aumentos. As quedas mais expressivas de cortes de carne bovina foram os seguintes: ponta de peito (-2,51%), cupim (-1,89%), alcatra (-1,26%), entre outros cortes com menores quedas. Quanto à carne suína, ocorreram aumentos de preços em todos os cortes: bisteca 14,01%, pernil 4,85% e costeleta 4,29%. O frango congelado teve deflação (-1,00%) e os miúdos com deflação de 2,40%. O Quadro 04 apresenta as variações nos preços da carne de um modo geral.
Já no município de Amambai, foi possível verificar que os preços dos produtos estão diminuindo. Durante a pesquisa realizada nos supermercados do município, entre os dias 9 e 15 de setembro, foi possível identificar um pequeno aumento dos preços dos produtos da cesta básica. Importante salientar que é possível verificar nos dados acima que em muitas capitais o preço da cesta básica diminuiu. Sendo assim, os produtos que apresentaram os maiores acréscimos no nosso município foram: carne, arroz, legumes, açúcar, a farinha de trigo, o óleo, o café, a manteiga e leite. As oscilações de alta foram entre 5% e 9%. A nova situação comparativa é relacionada à pesquisa realizada no dia 26 de agosto, onde era possível comprar a cesta básica por R$ 103,17. Diante da nova situação, agora esta passa a custar R$ 106,25, representando um aumento de 2,99%. Com isso, o acumulado das altas subiu para 2,87%, desde a primeira pesquisa, no final do mês de março.
Para levantamento das informações sobre o município de Amambai, foram pesquisados os seguintes estabelecimentos: Supermercado Master Ki-Carne, Supermercado Planalto e Supermercado Sol. Lembrando que os produtos pesquisados são os mais baratos encontrados em cada estabelecimento e o custo da cesta básica identifica a seleção dos menores preços entre todos os estabelecimentos.
Já nos produtos de materiais de construção, onde foram pesquisados, no mesmo período, os estabelecimentos: Exata Materiais de Construção, São Luis e Cimentão -, foi identificada redução nos preços de uma forma geral. Porém, foi possível identificar que os preços dos produtos derivados do ferro e madeiras apresentaram alta em média de 5,32% e mesmo assim os preços da maioria dos produtos se mantiveram estáveis. Lembrando também que os produtos pesquisados são os mais baratos de cada estabelecimento, sem analisar a marca ou qualidade dos mesmos.
Esta pesquisa também esta disponível no site www.fiama.edu.br.