Policiais militares rodoviários da Base Operacional de Amambai, do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), recuperaram uma caminhonete com registro de furto e prenderam dois homens na manhã deste domingo (12), durante ações da Operação Protetor.
A equipe realizava patrulhamento em Amambai quando abordou uma Toyota Hilux que trafegava pela Avenida Nicolau Otano.
Durante a abordagem, os ocupantes desembarcaram do veículo e informaram espontaneamente que a caminhonete era produto de furto. Em consulta aos sistemas policiais, foi confirmado que o veículo possuía registro de furto ocorrido na madrugada do mesmo dia.
Os dois ocupantes relataram que haviam recebido o veículo na cidade de Campo Grande/MS e que receberiam R$ 2 mil para transportá-lo até Coronel Sapucaia/MS, onde fariam a entrega a uma pessoa desconhecida.
Diante dos fatos, os autores receberam voz de prisão e foram encaminhados, juntamente com a caminhonete recuperada, à Delegacia de Polícia Civil de Amambai para as providências cabíveis.
A recuperação do veículo representa um prejuízo estimado de R$ 210 mil ao crime.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social – BPMRv/PMMS
Policiais militares do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), apreenderam 549 quilos de drogas em duas ocorrências registradas neste domingo (12), durante ações da Operação Protetor das Divisas e Fronteiras, nas rodovias MS-295 e MS-156, no município de Tacuru.
A primeira ocorrência foi registrada por volta das 12h40, quando a equipe realizava bloqueio policial e deu ordem de parada ao condutor de um VW Gol, que desobedeceu à determinação e iniciou fuga.
Após acompanhamento tático, o motorista perdeu o controle da direção, saiu da pista e tentou fugir a pé por uma área de mata, sendo localizado e preso pelos policiais. Na vistoria do veículo, foram encontrados 28 quilos de maconha e 9 quilos de skunk, totalizando 37 quilos de entorpecentes. O autor informou que havia carregado a droga em Paranhos/MS e que a transportaria até Fátima do Sul/MS.
A segunda ocorrência aconteceu por volta das 13h10 quando a equipe deu ordem de parada ao condutor de uma VW Saveiro. O motorista também desobedeceu à ordem policial e iniciou fuga. Após acompanhamento, interrompeu a evasão, estacionou o veículo e se entregou aos policiais, informando que transportava maconha.
Durante a vistoria, a equipe localizou 512 quilos de maconha na carroceria do veículo. O autor relatou que havia carregado a droga em Paranhos/MS e que a levaria até o Estado de Minas Gerais, onde receberia R$ 20 mil pelo transporte.
Nas duas ocorrências, os autores, os veículos e os entorpecentes foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Tacuru para as providências cabíveis.
Ao todo, foram apreendidos 549 quilos de drogas, entre maconha e skunk, causando prejuízo estimado de R$ 1.250.000,00 ao crime organizado.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social – BPMRv/PMMS
Última aparição de Bernal foi em interrogatório sobre homicídio (Foto: Clara Farias)
O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal morreu na madrugada desta segunda-feira (13), na véspera de completar 61 anos. Ele havia sido hospitalizado duas vezes desde a semana passada devido a problemas cardíacos.
Bernal recebeu alta da Santa Casa na sexta-feira e retornou ao Presídio Militar Estadual Fidelcino Rodrigues, localizado no Complexo Penal do Jardim Noroeste. Menos de dois dias depois, voltou a passar mal e precisou ser levado novamente ao hospital.
No sábado, ele foi internado na ala vermelha da unidade hospitalar, em estado de grande fragilidade e com a pressão arterial muito baixa.
A morte ocorreu na madrugada desta segunda-feira. A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que fazia a escolta de Bernal, e pelo seu advogado de defesa, Wilton Acosta. Recentemente, o ex-prefeito passou por dois cateterismos e por uma cirurgia cardíaca.
Roberto Carlos Mazzini era fiscla tributário do Estado (Foto: redes sociais) Alcides Bernal estava preso desde 24 de março de 2026, quando se entregou à polícia após a morte do auditor fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, atingido por disparos em um imóvel no Jardim dos Estados, em Campo Grande. A prisão preventiva foi decretada no dia seguinte, 25 de março.
O caso teria ocorrido em meio a uma disputa envolvendo o imóvel onde Bernal morava. A Justiça determinou que o ex-prefeito fosse levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, acusado de homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e invasão de domicílio. A defesa sustentava a tese de legítima defesa, que foi rejeitada pelo juiz na decisão de pronúncia. Bernal permanecia preso preventivamente enquanto aguardava julgamento.
O ex-prefeito começou a vida pública como radialista no início dos anos 90 e foi apresentador de programa de televisão, ganhando muita popularidade. Ele também foi advogado. Bernal tinha forte articulação na comunidade paraguaia. Em 2012, Bernal foi eleito prefeito de Campo Grande e cassado um ano após a posse, decisão da Câmara de Vereadores que depois foi revertida pela Justiça, que entendeu que houve ilegalidade na decisão. Votaram pela saída dele 23 dos 29 vereadores.
No lugar, ficou o vice, Gilmar Olarte. Após concluir o mandato, ele não foi mais eleito. Do período à frente do Poder Executivo, acabou respondendo a processos, inclusive com condenações e ficou inelegível, assim como Olarte também sofreu processos e foi condenado. Bernal também passou pela Câmara, sendo eleito em 2004 e reeleito; na sequência subiu para a Assembleia Legislativa como deputado estadual. Esse mandato ele não concluiu porque decidiu disputar a eleição para prefeito, saindo vitorioso.
Fonte: Bruna Marques e Maristela Brunetto/Campo Grande News
Fachada da Delegacia de Polícia Civil de Amambai, que atua nas investigações do caso. (Foto: Vilson Nascimento)
Vilson Nascimento
A Polícia Civil local investiga o atropelamento que resultou na morte de um jovem indígena de 23 anos, em Amambai.
O atropelamento que resultou na morte de Roni Montania, morador na Aldeia Limão Verde, aconteceu no início da noite desse domingo, dia 12 de julho, na Rodovia MS-156, entre Amambai e Tacuru, no trecho que corta a citada comunidade indígena, nas proximidades da cidade, em Amambai.
Segundo a Polícia Civil de Amambai, que atua nas investigações do caso, após se envolver no atropelamento o veículo fugiu do local sem ser identificado e sem prestar socorro à vítima.
Equipes das polícias, Civil, Rodoviária Estadual e da Polícia Cientifica da Unidade de Perícia e Identificação de Amambai estiveram no local do acidente.
Time Projetinho, campeão do Intervilas 2026. Fotos: Assessoria
Na tarde deste domingo, no campo do Centro Poliesportivo José Valci de Araújo, aconteceram as finais do Campeonato Municipal de Futebol Intervilas em Sete Quedas. O campeonato que é tradicional no município é realizado pela Prefeitura Municipal através da Secretaria de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer e é composto por equipes de diferentes bairros do município e também de Pindoty Porã.
A edição deste ano começou em 10 de maio com a participação de 06 equipes: Centro, Conjunto Iporã, Faixão, Pindoty Porã, Projetinho e Rural e, após 5 rodadas da primeira fase, Centro, Faixão, Projetinho e Rural se classificaram para as semifinais, onde, o Centro venceu a Rural em uma das semifinais e o Projetinho venceu o Faixão na outra e se credenciaram para disputar a decisão deste domingo.
Antes da decisão, Rural e Faixão entraram em campo para decidir o terceiro lugar e, após empate em 0x0, a equipe Rural acabou vencendo por 5×4 na decisão por pênaltis. No jogo decisivo, a equipe do Centro entrou em campo para fazer a sexta final consecutiva e buscava o quarto título da competição.
Do outro lado estava a forte equipe do Projetinho que havia perdido a última decisão justamente para o Centro. Em um jogo muito disputado e com boas oportunidades para as duas equipes, o placar não saiu do zero e, assim como a disputa de terceiro lugar, a decisão também foi para as cobranças de pênaltis onde a equipe do Projetinho acabou vencendo por 3×2.
Foi o primeiro título do Projetinho quebrando a hegemonia do Centro na competição. O artilheiro do campeonato foi o jogador Cleison Coelho do Centro com 12 gols marcados. O melhor goleiro ou menos vazado foi o Eduardo Peres do Faixão com apenas 4 gols sofridos.
O prefeito Erlon Daneluz esteve presente acompanhando os jogos assim também como o presidente da Câmera Miro do Carioca e os vereadores Saulinho, Welton e Donozete.
Centro – Vice CampeãoRural – Terceiro lugarDione Coelho capitão do Projetinho recebendo o troféuBruno Becker capitão do centro recebendo o troféuEduardo Peres – Melhor goleiro com o vereador Welton SchutzArbitragem da final: Renan e Felipe de Naviraí e Daniel de TacuruCleison Coelho – Artilheiro
O que leva tantas gestantes brasileiras a terem seus filhos por cesariana ao invés do parto normal? De acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), não é uma escolha individual isolada, mas uma consequência de fatores psicológicos, sociais e estruturais.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que até 15% dos nascimentos ocorram via cesariana, cirurgia que salva vidas em situações de emergência, mas também traz riscos por se tratar de um procedimento extenso e complexo. Mas, no Brasil, a proporção de cesarianas passa de 60%, se aproximando de 90% na rede privada de saúde, de acordo com dados oficiais. Isso coloca o nosso país entre os três com a maiores taxas de cesária do mundo.
O estudo partiu de uma pesquisa divulgada em 2014 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), segundo a qual sete em cada dez gestantes do país desejavam ter um parto normal no começo da gravidez. O objetivo foi entender o que acontece durante a gestação ou parto para que boa parte dessas pessoas acabem passando por uma cesárea.
Intitulada Já decidiu sobre o parto? Influências e barreiras na decisão da via de nascimento entre gestantes, a pesquisa ouviu 94 gestantes e puérperas e 37 profissionais de saúde em São Paulo (SP) e Belém (PA), tanto na rede pública quanto na rede privada.
Fatores econômicos e psicológicos
Na capital paulista, em 2024, 56,19% dos nascimentos foram por cesariana, alcançando 71,05% nos hospitais privados. Já em Belém essa taxa sobe para 69,28% dos nascimentos em geral e chega a 80,41% na rede particular. Ambas as cidades têm leis que dão direito à gestante de pedir pela cirurgia no momento do parto.
O Unicef identificou influências positivas e barreiras que favorecem ou impedem a escolha pelo parto normal. “Embora o desejo de protagonismo e de uma experiência positiva esteja presente, outras condições sociais e estruturais também são determinantes na forma como cada gestante vivencia e constrói sua decisão”, conclui o estudo.
No plano psicológico, pelo lado positivo, as participantes relataram que a recuperação mais rápida favorece a escolha pelo parto normal. Já o medo da dor faz a balança pender para o lado da cesariana.
Essas crenças estão relacionadas ao plano social, porque as gestantes são fortemente influenciadas pelas experiências de outras mulheres, principalmente mães, avós e demais familiares.
De acordo com a especialista em Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil Stephanie Amaral, essas histórias contribuem muito para a construção social do parto normal como uma experiência de grande sofrimento. Mas, na verdade, muitas situações configuram violência obstétrica e não deveriam ter acontecido.
“Relatos de parto altamente desrespeitosos, com episiotomia presente, com vários procedimentos e intervenções que não eram necessárias, com indução de parto sem necessidade…Todas essas violências estão muito presentes no imaginário das pessoas e na vivência de outras”, ela complementa.
Ainda assim, entre as usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), as experiências familiares tendem a valorizar mais o parto normal, por causa das dificuldades vividas após a cirurgia. Mas, de acordo com Stephanie, isso se deve principalmente a uma faceta cruel da desigualdade social.
“Essa escolha pelo parto normal está muito relacionada à necessidade de ter uma recuperação rápida, por não ter uma rede de apoio para cuidar do bebê e até de outros filhos e da casa”, diz a especialista do Unicef.
Já entre as usuárias do serviço privado, a ausência da rede de apoio como desvantagem para a cesária sequer foi mencionada.
“No setor privado, as mulheres que escolhem o parto normal fazem isso porque entendem os benefícios para a mãe e para o bebê. Então, elas se preparam e muitas vezes têm condição de contratar uma equipe própria para ter realmente uma experiência positiva de parto”, complementa.
Outra barreira, verificada exclusivamente entre usuárias do Sistema Único de Saúde, é o desejo de fazer uma laqueadura, o que acaba levando as gestantes a optarem pela cesariana, mesmo reconhecendo os riscos da cirurgia e o desconforto do pós-operatório.
De acordo com Stephanie, isso mostra como as mulheres não são orientadas a respeito de outros métodos contraceptivos de longa duração, eficazes e disponíveis no SUS, como o implante subdérmico e o DIU, ou mesmo sobre a possibilidade de fazer a laqueadura após o parto normal ou fora da gestação.
Fernanda Lopes de Almeida fez tratamento na Maternidade da UFRJ, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil
Preparação para o parto
Entre os fatores estruturais, a centralidade das equipes de assistência aparece tanto como facilitador, quanto como barreira. De um lado, a equipe de pré-natal continua tendo maior autoridade, frente à enxurrada de conteúdo das redes sociais, e iniciativas institucionais de incentivo ao parto normal fazem diferença.
Por outro lado, as gestantes afirmam receber informações superficiais sobre o trabalho de parto durante o pré-natal e desconhecer a possibilidade de fazer um plano de parto com as suas preferências, principalmente no SUS. A pesquisa também identificou baixa adesão às atividades de orientação ou início tardio do pré-natal, além de acolhimento inadequado das adolescentes.
Já as gestantes e puérperas do setor privado demonstraram maior preparo, por iniciativa própria. Algumas, inclusive, relataram ter trocado de profissional diversas vezes diante da recusa em realizar o parto vaginal, ou de abordagens desestimulantes.
“No setor público, elas falam assim: ‘Ah, não adianta me preparar. Eu não quero ter expectativa sobre o parto porque na verdade quem vai decidir vai ser o médico’. Então, tem esse sentimento de impotência. Para que eu vou criar um monte de expectativa, sendo que, lá, vai acontecer o que a equipe médica quer fazer, dependendo se o médico vai com a minha cara ou não?”, relata Stephanie Amaral.
Outro ponto de diferença entre as duas redes é o acesso à analgesia, amplamente disponível na rede privada e restrito a poucos hospitais de referência no SUS.
“O parto é um momento muito imprevisível. A gente não sabe quanto tempo ele vai durar, qual o nível de dor que essa mulher vai tolerar, se ela vai precisar ou não de analgesia para não entrar em sofrimento. Então, ter analgesia disponível é uma questão de dignidade”, defende a especialista do Unicef.
Grávidas se exercitam na preparação para o parto – Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Recomendações
A ampliação da oferta de analgesia e de outros métodos não farmacológicos para alívio da dor é uma das principais recomendações do Unicef para gestores públicos e privados, assim como:
Qualificar e melhorar o pré-natal com informações claras sobre fases do trabalho de parto, manejo da dor, Plano de Parto, direitos, e planejamento reprodutivo, incluindo orientação sobre laqueadura após parto vaginal e métodos contraceptivos reversíveis de longa duração.
Incluir parceiros e acompanhantes no pré-natal e nas orientações sobre trabalho de parto, para que possam apoiar a decisão informada da mulher sem substituí-la ou pressioná-la. Também reconhecer e ampliar a atuação de doulas como apoio físico, emocional e informacional.
Mobilizar mães, avós, sogras, parteiras e referências locais como aliadas do cuidado, reconhecendo saberes tradicionais em territórios indígenas, quilombolas e ribeirinhos, entre outros povos e comunidades tradicionais, e fortalecendo conteúdos confiáveis nos espaços digitais onde gestantes buscam informação.
Ampliar as políticas públicas para apoiar mães antes, durante e depois do parto, como programas de busca ativa e adesão precoce ao pré-natal; garantia da recepção e registro do Plano de Parto nas maternidades; fortalecimento da vinculação prévia da gestante ao local do parto; qualificação das equipes de saúde para o uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor, ampliação de Centros de Parto Normal e Parto Humanizado; e expansão do acesso à analgesia e à laqueadura após parto vaginal.
Revisar modelos que favorecem a cesariana sem indicação médica, ao fortalecer a segurança jurídica das equipes para decisões baseadas em evidências; incluir capacitação sobre direitos, desigualdades e cuidado respeitoso na formação de profissionais de saúde; criar modelos de financiamento e remuneração que não incentivem cesarianas sem indicação clínica; e monitorar indicadores de saúde materna e neonatal com transparência.
O Unicef também lançou a campanha Parto normal. Uma escolha que merece respeito, que convida gestantes, famílias, redes de apoio e profissionais de saúde a refletirem sobre como as opiniões podem pressionar as mulheres, a despeito de seus desejos e das melhores recomendações de saúde.
“A OMS traz esse conceito de experiência positiva de parto. Então, não é um parto qualquer, só para as crianças nascerem e continuarem saudáveis e vivas. A gente tá falando de uma experiência que realmente deve ser respeitosa, que fique como algo importante para a mulher”.
“A gente teve pessoas que falaram assim: ‘Deus me livre ter outro filho!’, porque a experiência foi tão ruim que ela não quer passar por isso de novo. Mas o parto não precisa ser traumático. Ele é uma experiência intensa, mas que pode ser positiva e transformadora”, conclui Stephanie.
A partir desta segunda-feira (13) estarão abertas as inscrições para a segunda edição do Prêmio iCS de Economia & Clima, uma iniciativa do Hub de Economia & Clima do Instituto Clima e Sociedade em parceria com a Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (Anpec).
O prêmio reconhece estudos científicos sobre os impactos das mudanças climáticas na economia brasileira e sobre os caminhos para uma transição mais sustentável e alinhada aos desafios climáticos.
Podem concorrer pesquisadores com título de doutorado e que tenham publicado estudos entre maio de 2024 e maio de 2026 em periódicos científicos nacionais e internacionais classificados entre A1 e B2 no Qualis-Capes , além de artigos apresentados em seminários da Anpec.
Segundo os organizadores, os trabalhos inscritos devem abordar temas prioritários na interface entre economia e clima, como impactos macroeconômicos das mudanças climáticas, custos econômicos e sociais da inação climática e políticas fiscais e incentivos econômicos relacionados à agenda ambiental.
Os três melhores trabalhos serão premiados em dinheiro: R$ 20 mil para o primeiro colocado, R$ 10 mil para o segundo e R$ 5 mil para o terceiro colocado.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão de especialistas que vão analisar a relevância macroeconômica, a qualidade metodológica, a clareza e o potencial impacto para políticas públicas. O resultado será divulgado em novembro.
O ator neozelandês Sam Neill, conhecido pelo filme “Jurassic Park”, morreu nesta segunda-feira (13), em Sydney, na Austrália. A informação foi confirmada por sua família em um comunicado em suas redes sociais.
“É com imensa tristeza que a família de Sam Neill comunica seu falecimento”, abre a nota. “Sam estava cercado por seus familiares e partiu com a dignidade que marcou toda a sua vida. A perda foi repentina e inesperada, mas houve o conforto de saber que Sam permaneceu livre do câncer”, diz o comunicado.
Recentemente, ele havia informado que estava recuperado de um câncer após cinco anos de tratamento. Segundo ele, a remissão foi possível graças a uma terapia genética que modificou seu sistema imunológico.
Em 2023, Neill escreveu em seu livro de memórias que estava “possivelmente morrendo” após ser diagnosticado com linfoma não Hodgkin em estágio três.
Em entrevista exibida no fim de semana pelo Canal 7 da Austrália, o ator contou que conviveu com a doença por cinco anos e que o tratamento com quimioterapia deixou de fazer efeito. “Eu estava desorientado e parecia que estava de saída, o que obviamente não era o ideal”, afirmou.
Neill passou então por uma terapia conhecida como CAR-T, que utiliza células de defesa do próprio paciente, modificadas em laboratório, para atacar o câncer. “Acabei de fazer uma tomografia e não tenho câncer. É algo extraordinário”, disse.
O ator também pediu que governos federais e estaduais da Austrália ampliem o financiamento desse tipo de tratamento para pacientes com a doença no país.
Com carreira iniciada nos anos 1970, Sam Neill tinha dezenas de trabalhos no cinema e na TV, incluindo a série “Peaky Blinders” e o filme “O Piano”.
A proteção de cultivos em 2026 tem sido influenciada por uma combinação cada vez mais ampla de fatores, que vai além das condições climáticas e exige decisões mais criteriosas dentro da lavoura. Segundo o engenheiro agrônomo Vitor Kieckhoefel, o cenário atual mostra que clima, custos de produção, crédito e volatilidade das commodities passaram a atuar de forma conjunta sobre as estratégias de manejo.
O excesso de chuvas, por exemplo, aumenta a pressão de doenças e reduz as janelas adequadas para aplicações, enquanto períodos de estiagem podem limitar o potencial produtivo e modificar a dinâmica de pragas e plantas daninhas. Ao mesmo tempo, o clima representa apenas uma parte de uma equação que também inclui despesas elevadas, maior restrição no acesso ao crédito e oscilações frequentes no mercado.
Nesse ambiente, a proteção de cultivos deixa de ser tratada apenas como uma questão técnica e passa a integrar a estratégia de gestão de risco das propriedades. O desafio não está somente na escolha de fungicidas, inseticidas ou herbicidas, mas na construção de programas de manejo capazes de equilibrar eficiência agronômica, viabilidade econômica e sustentabilidade do sistema produtivo.
A análise também aponta uma mudança para indústrias, distribuidores, revendas e consultores, que precisam compreender de forma mais ampla a realidade de cada cliente. Isso envolve conectar informações sobre clima, pressão fitossanitária, custos, crédito e perspectivas de mercado.
Diante de um cenário mais complexo, conhecimento, planejamento e capacidade de adaptação tendem a ganhar peso nas decisões e a se consolidar como diferenciais competitivos no campo.
Numa safra de margem apertada, a pergunta que decide o ano não é quanto vale a terra na sua região, e sim quanto a sua fazenda aguenta pagar de arrendamento sem sair no prejuízo.
Na média do Brasil, segundo os dados do Aegro Insights, a soja fechou a safra com receita de cerca de R$ 7.700 por hectare, custo de R$ 5.251 e lucro de R$ 2.511 por hectare, uma lucratividade de 27%. Para quem arrenda, porém, esse lucro não é o fim da linha: é dele que ainda sai o valor da terra.
Mais do que a lucratividade em percentual, o que importa é a folga que sobra, medida em sacas, porque o dinheiro do produtor é grão. Na média, produzir a soja custou cerca de 45 sacas por hectare, sem o arrendamento. Com o ponto de equilíbrio perto de 44 sacas, sobra uma folga de cerca de 14 sacas por hectare. É dessa folga que sai o arrendamento, o financiamento e o imposto.
Pagar 20, 25 sacas de arrendamento, como ainda se vê no mercado, não cabe nessa conta: o que era lucro se torna pagamento de terra, e o produtor termina a safra trabalhando para o dono da terra, para o banco e para o governo.
Com base nessa folga, dá para estimar o teto do que faz sentido pagar. Para quem arrenda uma área grande só para produzir grão, o valor que fecha a conta hoje é de no máximo cerca de 10 sacas por hectare.
Para quem arrenda uma parte menor da área, entre 20% e 30%, dilui o custo na operação própria, algo perto de 12 sacas. Para quem produz semente, que agrega mais valor, até 15 sacas. Acima disso, a conta não sobra.
“A lucratividade em percentual importa menos do que a folga que sobra de verdade, e é dela que sai o arrendamento. Hoje, com a conta apertada, essa folga não comporta os valores que o mercado ainda pratica. Decidir isso no achismo custa caro: precisa ser conta, não intuição”, afirma Maurício Schneider, CEO da Aegro.
Quem faz uma boa gestão tem mais espaço para pagar
Quanto a fazenda comporta também depende de quão eficiente ela é. Os dados mostram que as 10% mais rentáveis do país lucram 123% mais que a média, com um custo operacional 26% menor, mesmo produzindo só 15% a mais.
Ou seja, a folga que paga o arrendamento vem muito mais do controle de custo do que da produtividade.
Quem gere melhor tem mais espaço para pagar pela terra. Quem não acompanha os próprios números muitas vezes descobre tarde que arrendou no vermelho. A conta que importa é a da sua fazenda
Decidir o arrendamento pela cotação da região é o erro mais comum, porque a cotação não diz nada sobre a sua operação. O número que importa, quantas sacas sobram por hectare depois do custo, é o da sua fazenda, e depende do seu custo, da sua produtividade e da sua relação de troca.
No Aegro, você acompanha o financeiro e o custo da safra num só lugar e enxerga, em sacas, quanto a sua fazenda realmente comporta de arrendamento antes de assinar o contrato.
O Aegro é o sistema de gestão de fazendas que une campo e financeiro num só lugar. São mais de 10 mil fazendas e cerca de 5 milhões de hectares gerenciados no Brasil.
Um homem de 42 anos foi preso pela Polícia Civil local nesse domingo, dia 12 de julho, horas depois de furtar a moto do próprio cunhado e sofrer uma queda durante a fuga, em Sete Quedas.
Segundo a ocorrência policial o acusado teria adentrado no quintal da residência do cunhado, localizada na região central da cidade, durante a madrugada desse domingo (12) sem que os moradores percebessem e furtado a motocicleta, uma Yamaha Crosser, cor vermelha.
Ao tomar conhecimento do furto a Polícia Civil passou a atuar nas investigações do caso e acabou recuperando a moto na região da Vila Carioca, uma comunidade rural localizada a linha internacional que separara Brasil e Paraguai, distante cerca de 50 quilômetros da cidade de Sete Quedas.
Segundo a Polícia Civil, a prisão aconteceu quando o acusado sofreu uma queda durante a fuga com o veículo furtado.
De acordo com a ocorrência policial, por conta da queda o acusado acabou sofrendo ferimento no tornozelo esquerdo. Ele foi preso e autuado em flagrante por furto.
Os participantes da primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2026/1 já podem consultar o resultado definitivo da análise da documentação comprobatória de conclusão de curso.
A divulgação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) foi na última sexta-feira (10), após a apreciação dos recursos interpostos pelos candidatos que discordaram do resultado preliminar, conforme previsto em edital.
O Inep também publicou o gabarito definitivo da prova objetiva.
Critério
A aprovação na primeira etapa do Revalida 2026/1 exige que o participante alcance, no mínimo, 59 pontos, de um total de 100 possíveis na prova objetiva. Além disso, é preciso ter a documentação comprobatória de conclusão do curso de Medicina aprovada, conforme as regras estabelecidas no edital.
O Revalida tem o objetivo de verificar se médicos formados no exterior aquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício profissional no Brasil, adequados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
O exame é composto por duas etapas de avaliação, a teórica e a prática. O processo organizado pelos ministérios da Educação e da Saúde serve para dar validade aos diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior que desejam atuar no Brasil.
A revalidação de diplomas médicos é feita por instituições públicas de educação superior que aderiram ao Revalida.
As referências exigidas no Brasil são os atendimentos no contexto de atenção primária, ambulatorial, hospitalar, de urgência, de emergência e comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, nas normas e na legislação profissional.
Deputada estadual Mara Caseiro durante visita a O Progresso, em Dourados, na tarde de sábado.
Alfredo Barbara Neto
Inconformada com a divisão política que vigora no Brasil, a deputada estadual Mara Caseiro (PL) refletiu, durante visita a O Progresso, que posicionamento extremo não é bom para ninguém. “É preciso sim respeitar opinião diferentes”, ressaltou ao acrescentar que o “interesse maior de tudo tem que ser o Brasil, temos que pensar grande pelo nosso país”.
A deputada chegou em Dourados na sexta-feira indo diretamente para a prefeitura. Depois foi para Nova Andradina, onde permaneceu até o meio-dia de sábado, quando retornou para Dourados.
No meio da tarde, esteve na sede de O Progresso, depois conversou com algumas lideranças e participou de festa julina numa escola municipal, no Água Boa. De lá, foi para um evento em Fátima do Sul.
“Sempre tive proximidade com os municípios e agora pretendo estabelecer uma identidade”, disse ela, explicando porque decidiu disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições gerais de outubro deste ano.
Mara Caseiro iniciou a carreira política em Eldorado, onde foi vereadora e prefeita. Foi diretora-presidente da Fundação de Cultura do Estado pelo período de dois anos e, atualmente, exerce o quarto mandato na Assembleia Legislativa.
“Penso que cumpri meu papel nesses cargos e chegou a hora de ampliar o serviço prestado e na Câmara dos Deputados terei oportunidade de contribuir ainda mais com prefeitos e vereadores, porque é nos municípios que estão as pessoas que precisam de ações efetivas do governo”, defende.
Na Câmara em Brasília, caso seja eleita, disse que pretende atuar diante de pautas nacionais, especialmente em temas como insegurança no campo e na defesa de mulheres e crianças. “Precisamos ter penas mais duras para quem comete crimes como mulheres e crianças”, reforça.
Também defende um “debate responsável e olhando para os dois lados” quando o assunto é conflito entre indígenas e produtores ruais. “Esse é um confronto cruel”, afirma. Mara Caseiro avalia que aldeias indígenas devem ser independentes, com direitos e deveres. E que o produtor rural deve ter segurança para investir em suas terras.
Mais votada em 2022
Mara Caseiro foi a candidata mais votada na eleição de 2022 para a Assembleia Legislativa de MS, tendo recebido 49.512 votos nas urnas. Na época, estava filiada ao PSDB e posteriormente se mudou para o Partido Liberal.
A expressiva votação abriu caminho para amadurecer a possibilidade de subir um outro degrau na vida pública. A deputada avalia que o período em que esteve à frente da Fundação de Cultura contribuiu para ter maior proximidade com os municípios.
Enquanto se prepara ao início de campanha, ela vem realizando visitas às bases. “Quero estabelecer uma identidade com Dourados”, declarou. Especialmente por causa da área de saúde que, segundo ela, “precisa de investimentos, não tem mágica”.
Mara lembra que o Hospital da Vida de Dourados é porta aberta para 34 municípios da região. “Precisamos ter um olhar mais cuidadoso”, reflete a deputada, que é dentista de formação.
Já no final da entrevista, disse que seu foco no momento é consolidar as bases de apoio nos municípios e que está pronta para iniciar a campanha.
Indagada se deseja ser eleita governadora de MS, ela diz que “ir para o Executivo é uma decisão que exige muita reflexão e a pessoa tem que querer muito mesmo”.
Finaliza ressaltando que “as coisas foram acontecendo naturalmente” em sua carreira política. E que agora está focada na Câmara Federal, mas deixa uma porta aberta: “Se lá na frente, dentro de um projeto e eu me sentir pronta…”.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou, na última semana, a coleta da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026), realizada em parceria com o Ministério da Saúde.
A PNS é realizada por amostragem. Até 30 de novembro, cerca de 1,8 mil entrevistadores visitarão aproximadamente 140 mil domicílios distribuídos em todos os estados brasileiros.
O levantamento domiciliar vai coletar informações sobre as condições de saúde da população, hábitos de vida, acesso e utilização dos serviços de saúde, ocorrência de doenças crônicas e fatores associados à qualidade de vida.
Os dados da PNS 2026 servem para acompanhar e avaliar políticas públicas, planejar as ações do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer a saúde privada e monitorar o cumprimento de metas nacionais e internacionais relacionadas ao tema.
“Os resultados permitem conhecer melhor a realidade do país, apoiar estudos e pesquisas e subsidiar ações voltadas à promoção da saúde e à redução das desigualdades”, disse em nota o IBGE.
Exames de sangue e urina
O Instituto destaca que, na edição 2026, será feita uma coleta de biomarcadores, por meio de exames gratuitos de sangue e urina, entre julho e outubro.
Uma amostra de 15 mil a 20 mil moradores com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas, será convidada a participar da coleta domiciliar. Posteriormente, os participantes voluntários receberão gratuitamente os resultados dos exames realizados.
Os exames previstos incluem hemograma, lipidograma (mede as taxas de colesterol), hemoglobina glicada (mede a taxa média de glicose no sangue nos últimos três meses para diagnosticar pré-diabetes e diabetes), creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para Chikungunya e a possível presença de metais pesados, como chumbo e mercúrio, no corpo.
As análises dos resultados das amostras permitirão produzir indicadores relacionados a doenças crônicas, fatores metabólicos, função renal, exposição a contaminantes ambientais, entre outros.
Questionário da pesquisa
Durante a visita, o entrevistador do IBGE aplica um questionário com perguntas gerais sobre características do domicílio, as condições de saúde de seus moradores e os fatores que influenciam a qualidade de vida destas pessoas.
Entre os assuntos investigados estão doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, colesterol alto), saúde da mulher, saúde da população idosa, saúde bucal, saúde mental, atividade física, alimentação, tabagismo, consumo de álcool, acidentes, violência, doenças transmissíveis (dengue e Chikungunya, entre outras), pessoas com deficiência, cobertura por plano de saúde e uso dos serviços de saúde.
Em seguida, será selecionado aleatoriamente um morador com 15 anos ou mais, no domicílio pesquisado, para responder ao questionário individual da pesquisa. Como parte da coleta, os participantes selecionados para a entrevista individual terão aferidas a pressão arterial, o peso e a altura.
O objetivo é ampliar a qualidade das informações produzidas pela pesquisa e monitorar indicadores de risco à saúde como hipertensão arterial e excesso de peso corporal.
Todas as informações prestadas ao IBGE são confidenciais.
Participação da população
O IBGE destaca que a participação dos moradores dos domicílios selecionados é fundamental para garantir que os resultados representem adequadamente as condições de saúde da população do país.
Por isso, se um pesquisador bater à porta, o IBGE orienta que o morador colabore e responda aos questionamentos.
Para realização da edição 2026 da Pesquisa Nacional de Saúde, os servidores do IBGE que estão em campo passaram por um treinamento nacional específico, que incluiu atividades voltadas à aplicação dos questionários, aos procedimentos de antropometria (medição física do corpo) e à aferição da pressão arterial.
Todos os cerca de 1,8 mil entrevistadores do IBGE deverão estar devidamente identificados com crachá, uniforme institucional e dispositivo eletrônico de coleta de informações.
Para verificar a identidade dos servidores e conhecer mais a pesquisa, a população pode acessar o site Respondendo ao IBGE ou ligar gratuitamente no telefone 0800 721 8181. O atendimento é de segunda-feira a sábado, das 8 horas às 21h30, no horário de Brasília.
Terceira edição
A primeira edição da Pesquisa Nacional de Saúde foi realizada em 2013. A segunda, em 2019 e a terceira ocorre neste ano.
Com a nova pesquisa, será possível comparar indicadores das três edições e, desta forma, acompanhar mudanças no perfil de saúde dos brasileiros.
Pela metodologia do levantamento, cada domicílio selecionado para amostragem representa um conjunto maior de domicílios com características semelhantes para, no fim, os resultados refletirem a realidade da população brasileira.
Comunicamos com pesar o falecimento nesse domingo, dia 12 de julho, em sua residência, no Conjunto Habitacional Nhuverá, em Amambai, de Livian Lohayne Farias Silva, de 24 anos.
Seu corpo foi velado no Memorial da Pax Vida Amambai e o sepultamento aconteceu nesta segunda-feira (13) às 9h30 da manhã, no Cemitério Municipal Crepúsculo.
A Polícia Militar de Ponta Porã prendeu, na madrugada deste sábado (11), um homem de 48 anos acusado de ameaçar de morte a ex-companheira e suas filhas durante um episódio de violência doméstica registrado no bairro Residencial Ponta Porã I.
A equipe policial foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) para atender a ocorrência. No local, a vítima, de 34 anos, relatou aos policiais que está separada do autor há cerca de quatro meses, mas que ele invadiu sua residência em estado de grande alteração e sob efeito de álcool e cocaína.
Segundo o relato da vítima, o homem passou a proferir diversos insultos e ameaças, afirmando que mataria ela e suas filhas e que colocaria fogo na residência com todos os moradores dentro. Ainda conforme a ocorrência, o autor também teria ameaçado executar as vítimas caso a Polícia Militar fosse acionada.
Durante o atendimento, os policiais localizaram o autor no interior da residência. Ele apresentava comportamento bastante alterado e, segundo ele mesmo informou à equipe, havia consumido bebidas alcoólicas e cocaína. O homem foi imediatamente detido, garantindo a segurança da vítima e de seus familiares.
A mulher informou aos policiais que possui gravações em seu aparelho celular registrando as ameaças e demais atos praticados pelo autor. Ela também manifestou interesse em solicitar medidas protetivas de urgência, alegando temer por sua vida e pela segurança de suas filhas pois, segundo ela, o autor é integrante de facção criminosa.
Após checagem dos sistemas policiais, foi constatado que o homem possui antecedentes relacionados aos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.
Diante dos fatos, o autor recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Primeira Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, onde permanece à disposição da Justiça para as providências cabíveis.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do 4° BPM/CPA 4
A Polícia Militar de Aral Moreira recuperou, na madrugada deste sábado (11), todos os objetos furtados de um estabelecimento comercial localizado na região central do município. A ação rápida resultou ainda na prisão do autor, que foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.
A equipe de Rádio Patrulha foi acionada após o sistema de monitoramento do comércio identificar a invasão do local por um indivíduo durante a madrugada. Conforme as imagens, o autor permaneceu por alguns minutos no interior da loja, de onde subtraiu cinco aparelhos celulares, uma caixa de som e um smartwatch com duas pulseiras. Todos os produtos eram novos.
Logo após o acionamento, os Policiais Militares realizaram diligências nas imediações, porém o suspeito não foi localizado naquele momento.
Pouco tempo depois, a equipe recebeu a ligação da mãe do autor, indicando que seu filho havia chegado em sua residência portando diversos objetos de origem suspeita. Com a autorização da moradora para ingresso no imóvel, os policiais localizaram o indivíduo em um dos quartos da casa, manuseando o aparelho celular e na posse dos demais produtos furtados.
Durante a abordagem, o homem informou que havia deixado a caixa de som no quintal se uma igreja para buscar em momento oportuno. A equipe deslocou-se até o endereço indicado e conseguiu recuperar também o último objeto, totalizando a recuperação de todos os itens levados do estabelecimento.
O autor recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com os objetos recuperados, para as providências legais. Representantes da empresa compareceram à unidade policial e reconheceram os produtos recuperados.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do 4° BPM/CPA 4
Uma noite marcada por alegria, integração e belas apresentações dos alunos da Educação Infantil com danças típicas dessa época do ano. A quadra de esportes da Secretaria de Educação ficou totalmente lotada. Assim foi a “Festa Julina”, promovida pela Direção e Coordenação da Educação Infantil Municipal. O evento, aconteceu nesse sábado (11), e contou com presença da Vice-Prefeita Patrícia Margatto, Secretária Municipal de Educação Rosângela Socovoski, Vereadora Rose Boscarioli, Vereador Agnaldo de Souza, pais e familiares dos alunos.
Durante a festa, no uso da palavra, a Secretária de Educação Rosângela, agradeceu a presença de todos, parabenizou a Diretora da Educação Infantil Silvia Gonçalves e toda a equipe de Professores pelo empenho e dedicação para que essa festa fosse realizada. Em seguida, a Diretora Silvia anunciou cada apresentação. Oito turmas do Pré I e Pré II, deram um show com suas danças e coreografias, provocando muitos aplausos dos presentes.
A realização desses eventos, tem como objetivo promover celebrações que fortaleçam os vínculos entre a escola e as famílias. O espaço, foi preparado com uma linda decoração. A festa, contou também com a venda de salgados e chá de amendoim.
A Selic alta no agro não aparece apenas na taxa cobrada diretamente do produtor. Seus efeitos percorrem bancos, cooperativas, revendas, fabricantes de máquinas, tradings e fornecedores de insumos antes de chegar à margem da propriedade rural.
Em 17 de junho de 2026, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica brasileira para 14,25% ao ano. Apesar do corte, o patamar ainda é elevado quando comparado aos 2% registrados em agosto de 2020. No caminho entre esses dois momentos, a Selic chegou a 13,75% em agosto de 2022 e a 15% em junho de 2025.
Essa trajetória ajuda a explicar por que o crédito se tornou uma das principais preocupações econômicas do setor. O produtor pode até acessar uma linha com taxa controlada, mas continua inserido em uma cadeia na qual empresas, distribuidores e instituições financeiras captam dinheiro a custos influenciados pela política monetária.
A Selic é a taxa básica utilizada como referência para as demais taxas de juros da economia. Quando permanece elevada, aplicações financeiras conservadoras tornam-se mais rentáveis e aumenta o custo de oportunidade de emprestar dinheiro para atividades produtivas.
Os bancos também passam a exigir uma remuneração maior para conceder crédito, especialmente nas operações sem subsídio ou direcionamento governamental. O próprio Banco Central reconhece que os efeitos de uma política monetária restritiva aparecem, entre outros canais, na desaceleração do crédito livre.
No agro, essa transmissão pode ocorrer por diferentes caminhos:
capital de giro contratado diretamente com bancos;
financiamento oferecido por revendas e fornecedores;
operações com recursos livres;
antecipação de recebíveis;
financiamento de máquinas e estruturas;
custo financeiro embutido no prazo para pagamento dos insumos;
carregamento de estoques depois da colheita.
Isso significa que a taxa de uma linha oficial não representa, sozinha, o custo financeiro total de uma safra.
O crédito rural brasileiro reúne recursos controlados e não controlados. Nos controlados, existem condições definidas pelas regras da política agrícola e, em alguns casos, subvenção do Tesouro. Nos não controlados, as taxas ficam mais próximas das condições de mercado e da negociação entre cliente e instituição financeira.
No ano agrícola 2024/25, foram concedidos aproximadamente R$ 369,8 bilhões em crédito rural. Desse total, cerca de R$ 160,6 bilhões vieram de recursos não controlados. Isso corresponde a aproximadamente 43,4% de todo o valor liberado, segundo cálculo feito a partir dos números do Banco Central.
As diferenças entre as taxas médias mostram a existência de realidades financeiras bastante distintas dentro do mesmo setor.
A taxa média dos recursos livres foi mais de três vezes superior à verificada nas operações do Pronaf com recursos obrigatórios. A comparação não significa que todos os produtores possam escolher livremente entre uma modalidade e outra. O acesso depende do enquadramento, da finalidade, da disponibilidade de recursos, das garantias e da análise de risco.
Em um exemplo simplificado, um financiamento de R$ 1 milhão com juros anuais de 8% teria uma despesa de R$ 80 mil em um ano. Aplicando uma taxa de 16,8%, o custo subiria para R$ 168 mil.
A diferença seria de R$ 88 mil, sem considerar amortizações, tarifas, seguros, garantias ou juros compostos.
Na propriedade rural, esse valor pode representar parte do orçamento destinado a fertilizantes, sementes, manutenção de máquinas ou contratação de serviços. Quanto menor a margem da atividade, maior tende a ser a importância do custo financeiro no resultado final.
Investimentos em tratores, colheitadeiras, irrigação, energia e armazenagem costumam exigir prazo longo para retornar. Quando os juros sobem, aumenta o valor presente das parcelas e diminui a atratividade econômica dos projetos.
Uma máquina pode continuar proporcionando ganho de produtividade, mas o produtor precisa comparar esse benefício com o custo do financiamento. Projetos que seriam viáveis em um ambiente de juros menores podem ser adiados quando o capital fica mais caro.
O mesmo raciocínio vale para a armazenagem. Manter uma safra estocada à espera de preços melhores possui um custo financeiro. O produtor deixa de receber imediatamente pela produção e mantém capital imobilizado no estoque.
Quanto maior a taxa de juros, maior precisa ser a valorização futura do produto para compensar a espera, além dos gastos com armazenagem, seguro e possíveis perdas de qualidade.
Pronaf e Pronamp oferecem condições inferiores às encontradas no mercado livre, o que reduz parte do impacto direto da Selic. Essa proteção, porém, não elimina todos os efeitos.
O fornecedor que precisa financiar o próprio estoque pode repassar parte do custo financeiro aos preços. A revenda pode reduzir prazos ou exigir maior entrada. O fabricante de máquinas pode enfrentar crédito mais caro para produzir e comercializar seus equipamentos.
Além disso, a disponibilidade das linhas controladas não é ilimitada. Quando os recursos se tornam escassos, produtores podem recorrer a modalidades mais caras ou postergar decisões.
Por isso, mesmo quem contrata crédito subsidiado pode sentir a Selic por meio do custo dos insumos, das condições de pagamento e da menor disposição das empresas para assumir riscos.