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sexta-feira, 26 de junho de 2026
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Ciclo pecuário entra em fase de transição e exige decisões estratégicas do produtor

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Análise do Departamento Técnico da Famasul indica que Mato Grosso do Sul vive uma fase de transição do ciclo pecuário. O Estado começa a sair do período de baixa e avança, de forma gradual, em direção à fase de alta.

Nesse estágio, os preços começam a reagir, enquanto a oferta de animais ainda permanece elevada, reflexo das decisões produtivas dos últimos anos. O mercado apresenta sinais positivos, mas com margens ainda pressionadas em parte da cadeia.

Os efeitos desse movimento variam conforme o sistema produtivo.

Cria ganha fôlego, enquanto recria e engorda enfrentam pressão

Na cria, o cenário já se mostra mais favorável. A valorização do bezerro eleva a receita do sistema e sinaliza melhores perspectivas no médio prazo. Ainda assim, a retenção de fêmeas deve ser avaliada com cautela, especialmente em propriedades com limitações de capital, pastagem ou estrutura.

Nos sistemas de recria e terminação, o impacto é mais desafiador no curto prazo. O aumento do preço dos animais de reposição ocorre antes da valorização plena da arroba do boi gordo, o que comprime as margens. Esse descompasso é típico da fase de transição do ciclo.

Segundo a Famasul, o Estado já superou o fundo do ciclo, marcado por preços deprimidos e descarte acelerado de fêmeas, mas ainda não ingressou plenamente na fase de alta, que pressupõe redução mais clara no abate de matrizes e recomposição consistente do rebanho.

“O cenário atual é compatível com uma fase de inflexão, em que os preços começam a reagir antes que as mudanças biológicas na oferta se materializem plenamente”, afirma Diego Guidolin, consultor em pecuária do Departamento Técnico da Famasul.

Histórico ajuda a entender o momento atual

Entre 2019 e 2021, o setor registrou preços elevados da arroba e dos animais de reposição, estimulando a retenção de fêmeas e a expansão do rebanho. A partir de 2022, houve aumento consistente no abate de fêmeas, com participação próxima ou superior a 49% do total abatido, patamar associado às fases de baixa do ciclo.

Ciclo pecuário entra em fase de transição e exige decisões estratégicas do produtor

Esse movimento contribuiu para a redução do rebanho estadual, que passou de mais de 20,5 milhões de cabeças em 2017 para cerca de 17,2 milhões em 2023.

Nos anos mais recentes, os indicadores começaram a sinalizar mudança de tendência. Em 2024 e 2025, apesar de o abate de fêmeas ainda permanecer elevado, observa-se estabilização e leve recuperação do rebanho, além da valorização da arroba do boi gordo, que alcançou R$ 306,93, considerando dados até novembro.

O preço do bezerro também voltou a subir, atingindo R$ 2.658,03, o que indica expectativa de restrição futura na oferta de animais de reposição.

“Mesmo antes de uma redução expressiva no abate de fêmeas, o encarecimento da reposição sinaliza mudança de percepção dos agentes de mercado, o que historicamente antecede a consolidação da fase de alta do ciclo”, destaca Guidolin.

Volatilidade e estratégia de comercialização

Nas fases de transição e de alta do ciclo, os preços tendem a melhorar, mas também se tornam mais voláteis. Oscilações podem ocorrer mesmo em um cenário de tendência positiva, influenciadas por fatores como oferta momentânea, exportações e condições econômicas externas.

Nesse contexto, a comercialização assume papel estratégico na gestão da atividade. No mercado físico à vista, todo o risco de oscilação recai sobre o produtor. Contratos a termo oferecem previsibilidade ao permitir a fixação antecipada de preço, quantidade e data de entrega.

O mercado futuro possibilita proteção contra quedas de preço por meio do hedge, enquanto as opções funcionam como um seguro de preço mínimo, garantindo ao produtor o direito de vender a arroba por um valor previamente definido.

Essas ferramentas são especialmente importantes para os sistemas de recria e engorda, mais expostos ao aumento dos custos de reposição. Ao alinhar custos e preços de venda, o produtor reduz riscos e ganha previsibilidade.

“O produtor que interpreta corretamente o ciclo e ajusta sua estratégia produtiva e de comercialização tende a atravessar esse período com mais segurança e competitividade”, reforça o consultor.

O momento atual exige maior profissionalização na gestão de preços. O cenário cria oportunidades, mas demanda planejamento e uso consciente das ferramentas de comercialização, permitindo atravessar o ciclo com mais segurança econômica e preparação para as próximas fases.

No site do Sistema Famasul, é publicado mensalmente o Boletim Técnico da Bovinocultura de Corte, que reúne informações estratégicas sobre o setor, como cotações, valor médio da arroba, abates de bovinos, giro sanitário, entre outros indicadores. Acesse aqui.

Para aprofundar o tema, confira também a primeira matéria da série especial sobre o ciclo pecuário, na qual a Famasul explica de que forma esse movimento influencia diretamente as decisões do produtor rural. Clique aqui.

Assessoria de Imprensa do Sistema Famasul – Ana Palma

Foto de destaque: João Carlos Castro

Com chuvas irregulares, dezembro teve metade do Estado abaixo e outra metade acima da média histórica

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O regime de chuvas foi estritamente irregular em Mato Grosso do Sul no mês de dezembro, conforme demonstra o Monitor de Secas elaborado pelo Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Dos 50 pontos monitorados pelo Centro, 23 apresentaram registros de chuvas abaixo da média histórica, enquanto 26 ficaram acima e apenas 1 manteve-se dentro da média.

Essa situação havia sido prevista pelos meteorologistas do Cemtec/MS ao fazerem o prognóstico do tempo para o Verão. Os dados mostravam que o regime de chuvas poderia ficar abaixo ou acima da média histórica, e ambas as situações acabaram ocorrendo.

O maior volume de chuva foi observado no município de Mundo Novo, com um total acumulado de 439 milímetros, o que representa um 144% acima da média climatológica do período. Em Campo Grande, o acumulado de chuvas para o mês de dezembro ficou acima da média histórica nos cinco pontos de monitoramento, com percentuais que variaram de 18% a 40%, dependendo da região.

Já os municípios com as menores quantidades de chuva (comparadas às médias históricas) foram: Paranaíba (-58%), Paraíso das Águas (-48%), Cassilândia (-47%), Chapadão do Sul (-47%), Camapuã (-45%), e Corumbá, na estação localizada na Fazenda São Cândido, com -40%.

Acompanhando a variação de chuvas, as temperaturas também apresentaram grande amplitude térmica no mês de dezembro. A amplitude térmica é a diferença entre a temperatura mínima e a temperatura máxima registradas. Em Mato Grosso do Sul, no mês passado, a temperatura variou de 12,8°C até 39,8°C. A menor temperatura foi registrada em Aral Moreira, no dia 17 (12,8°C) e a maior (39,8°C) em Porto Murtinho no dia 1° de dezembro.

Conforme a coordenadora do Cemtec/MS, Valesca Fernandes, para o trimestre de fevereiro a abril a análise do conjunto de modelos climáticos indica que a situação vá se repetir. “Em uma grande parte do Mato Grosso do Sul haverá um cenário de irregularidade na distribuição das chuvas. No entanto, a expectativa é de que, de modo geral, os volumes de chuva fiquem abaixo da média histórica”, afirmou.

João Prestes, Comunicação Semadesc

Mesmo com alta semanal, milho acumula recuos em janeiro

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Foto: Vilson Nascimento

O mercado futuro do milho encerrou a semana entre 19 e 23 de janeiro em alta na B3, com média de R$ 69,95 por saca. O avanço de 1,09% frente à semana anterior foi impulsionado pela valorização dos contratos na Bolsa de Chicago, reflexo direto do novo relatório de exportações divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou volumes elevados de vendas externas.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o desempenho internacional influenciou temporariamente as cotações internas, trazendo um alívio pontual para os preços no Brasil. Ainda assim, o movimento não foi suficiente para reverter a tendência dominante observada ao longo de janeiro.

No mercado doméstico, os preços seguem pressionados principalmente pela perspectiva de ampla oferta. O avanço da semeadura da safra 2025/26, somado às boas condições climáticas em importantes regiões produtoras, tem elevado as estimativas de produção, contribuindo para uma sensação de tranquilidade na ponta da oferta. Além disso, o mercado vem operando com estoques iniciais elevados, fator que reforça o ambiente de sobreoferta e limita reações mais consistentes nas cotações. Esse cenário mantém os preços sob pressão e próximos da trajetória de queda observada nos últimos meses.

Mesmo com a recente valorização, agentes do setor ainda veem dificuldade na sustentação dos preços em patamares mais altos, sobretudo diante da expectativa de colheita robusta no ciclo atual. A possível continuidade desse cenário dependerá do comportamento da demanda externa e da manutenção dos ritmos de exportação nos próximos meses.

Com isso, a tendência no curto prazo ainda aponta para um mercado ajustado à realidade de oferta confortável, o que tende a conter repiques de preço mais significativos no mercado brasileiro de milho.

Falhas de manejo seguem reduzindo produtividade de pastagens

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De forma geral, os trabalhos reforçam que a correta implantação da pastagem - Foto: Canva

Estudos técnicos realizados no país apontam que falhas de manejo seguem como uma das principais causas da perda de produtividade das pastagens, gerando impactos diretos sobre o desempenho animal e os custos da pecuária. Problemas na implantação, no manejo inicial e no pastejo comprometem o aproveitamento das forrageiras, reduzem ganhos de peso e produção de leite e elevam o custo por hectare.

Pesquisas indicam que esse cenário está ligado ao descompasso entre o potencial genético das cultivares e práticas de manejo inadequadas ou genéricas. Forrageiras tropicais desenvolvidas para alta produtividade e melhor valor nutricional dependem de ajustes específicos para expressar plenamente seus atributos. Estudo conduzido no IFTM, em Uberlândia, mostrou que o manejo do pastejo do capim Mavuno influencia diretamente a estrutura do dossel, a proporção de folhas e a qualidade da forragem, além de indicar alturas mais adequadas em sistemas de lotação contínua.

De forma geral, os trabalhos reforçam que a correta implantação da pastagem, com atenção à fertilidade e à correção do solo, é decisiva para o desempenho das forrageiras. A ausência de análise química limita o desenvolvimento radicular e reduz a eficiência do uso de fertilizantes. Também é consenso que erros na fase inicial comprometem a rebrota, reduzem a vida útil do pasto e aceleram processos de degradação.

Segundo avaliação da Wolf Sementes, esses problemas se repetem pela subestimação do manejo desde a implantação. No caso do capim Mavuno, a empresa destaca a necessidade de solos corrigidos, boa preparação da área e ajustes adequados de pastejo. Diante desse contexto, a empresa passou a oferecer orientação técnica pós-compra aos clientes, com acompanhamento desde o plantio até períodos críticos, como a seca, buscando ampliar a eficiência produtiva no campo.

Segurança pública reforça ações e orientações na volta às aulas em Mato Grosso do Sul

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Com o início do ano letivo de 2026, as forças de segurança vinculadas à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) reforçam orientações e ações preventivas com o objetivo de assegurar um retorno às aulas mais seguro. Aproximadamente 172 mil alunos da Rede Estadual de Ensino retomam as atividades escolares em Mato Grosso do Sul na próxima semana.

Segurança pública reforça ações e orientações na volta às aulas em Mato Grosso do Sul
Delegada Daniella Kades durante palestra realizada em escola

O período, marcado por alterações na rotina das famílias e pelo aumento da circulação de estudantes, demanda atenção de pais, responsáveis e de toda a comunidade escolar.

A titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), delegada Daniella Kades de Oliveira Garcia, destaca que “a prevenção começa dentro de casa”.

Segundo ela, manter um diálogo frequente com os filhos e com a direção da escola é fundamental para evitar conflitos e identificar situações de risco logo no início.

“Entender que a escola é uma aliada na educação dos jovens é o primeiro passo para que eventuais problemas sejam superados com mais facilidade ao longo do ano letivo”, orienta.

Entre os cuidados recomendados estão o acompanhamento da rotina escolar e a supervisão do uso de mochilas, cadernos e celulares. De acordo com a Polícia Civil, essa prática não configura invasão de privacidade, mas uma forma de cuidado que pode prevenir problemas mais graves, inclusive relacionados à saúde mental de crianças e adolescentes.

Cuidados no trajeto e com desconhecidos

Em relação ao trajeto entre casa e escola, a orientação é que pais e responsáveis façam o percurso ao menos uma vez com a criança, indicando locais mais seguros para circulação, como calçadas, áreas iluminadas e pontos adequados para atravessar vias públicas. Sempre que possível, o uso do localizador do celular também é recomendado, permitindo o acompanhamento do deslocamento.

A Polícia Civil alerta ainda para que crianças e adolescentes evitem o uso de celulares e aparelhos eletrônicos durante o trajeto, mantendo-os guardados para não chamar a atenção de criminosos. Em caso de furto ou roubo, a recomendação é não reagir e procurar ajuda imediatamente. “Nunca conversar com estranhos e, em nenhuma hipótese, aceitar alimentos ou doces de pessoas desconhecidas”, reforça a delegada.

Uso de celulares e redes sociais

Outro ponto de atenção é o uso de celulares e redes sociais. Apesar de serem ferramentas importantes para estudo e comunicação, o uso excessivo pode prejudicar o desempenho escolar. A Polícia Civil orienta que pais e responsáveis utilizem mecanismos de controle parental e acompanhem de perto o acesso de crianças e adolescentes às plataformas digitais.

Em situações de suspeita de violência, maus-tratos, conflitos escolares ou desaparecimento, o registro do boletim de ocorrência pode ser feito em qualquer delegacia. Casos mais específicos são atendidos pelas delegacias especializadas, como a DEPCA e a DEAIJ.

Operação Volta às Aulas

Segurança pública reforça ações e orientações na volta às aulas em Mato Grosso do Sul
Policiamento será reforçado nas primeiras semanas de volta às aulas

Para ampliar a segurança neste período, a Polícia Militar realiza a “Operação Volta às Aulas – 1º Semestre 2026”, entre os dias 26 de janeiro e 13 de fevereiro, em Campo Grande.

A ação é coordenada pelo Comando de Policiamento Metropolitano e prioriza o policiamento ostensivo preventivo, com foco na orientação da comunidade escolar e no cumprimento dos protocolos de segurança.

Segundo a PM, o objetivo é coibir situações que coloquem em risco alunos, professores e funcionários, além de promover um ambiente escolar mais seguro.

O Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) também atua com reforço no entorno das escolas, realizando policiamento, fiscalização e blitz educativas. A PM alerta para práticas como fila dupla, que comprometem a fluidez do trânsito e aumentam o risco de acidentes.

“O trânsito é um espaço coletivo, e o respeito às regras cria um ambiente mais seguro e harmônico para toda a comunidade escolar”, destaca o comandante do BPMTran, tenente-coronel PM Augusto.

Proerd

Segurança pública reforça ações e orientações na volta às aulas em Mato Grosso do Sul
Proerd continuará com ações nas escolas em 2026

As ações preventivas incluem ainda a continuidade do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), que seguirá em 2026 com atuação em escolas da capital. O programa é voltado a alunos da educação infantil e do 5º ano do ensino fundamental, com encontros conduzidos por policiais militares, abordando temas como autoestima, cidadania e prevenção à violência. As forças de segurança reforçam que a parceria entre família, escola e poder público é essencial para um ano letivo tranquilo e seguro.

Escola Segura, Família Forte

O retorno às aulas em Campo Grande, Dourados e Ponta Porã também conta com o apoio do Programa Escola Segura, Família Forte, desenvolvido em parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) e a Secretaria de Estado de Educação.

Por meio da ronda escolar, a iniciativa atende milhares de alunos da rede estadual. Na primeira semana do ano letivo, todas as escolas recebem a visita de policiais militares, que apresentam à comunidade escolar as ações que serão desenvolvidas ao longo de 2026.

Criado em 2017, o programa tem como foco a prevenção, a mediação de conflitos e a redução da criminalidade no entorno das unidades de ensino. A Sejusp-MS prevê ainda a ampliação da iniciativa para outros municípios, com a aquisição de novas viaturas ainda no primeiro semestre de 2026.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp
Foto: Everton Gentil/Sejusp/Arquivo

UBS, UPA, hospital ou Samu: você sabe, caso a caso, onde buscar atendimento no SUS?

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Você sabe exatamente onde procurar atendimento no SUS quando surge um problema de saúde? Entender como o sistema funciona na prática faz toda a diferença para receber o cuidado certo, no tempo adequado.

O SUS (Sistema Único de Saúde) é organizado em Redes de Atenção à Saúde (RAS), que conectam UBSs (Unidades Básicas de Saúde), UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), hospitais, SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e outros pontos de atenção. Cada serviço tem uma função específica, mas todos atuam de forma articulada. No centro dessa organização está a Atenção Primária à Saúde, responsável por coordenar o cuidado e orientar o acesso aos demais níveis do sistema.

Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, com trajetória profissional vinculada à própria construção do SUS em Mato Grosso do Sul, a organização dos fluxos de atendimento é fundamental para a sustentabilidade do sistema. “Quando o cidadão procura o serviço adequado, a rede funciona de forma mais equilibrada, garantindo prioridade a quem mais precisa, melhor uso dos recursos públicos e maior resolutividade no cuidado. Esse é um compromisso permanente do SUS com o acesso qualificado e com a eficiência da gestão”, destaca.

Reconhecido como um dos maiores e mais complexos sistemas públicos de saúde do mundo, o SUS garante atendimento universal, integral e gratuito para toda a população brasileira. Ele acompanha o cidadão ao longo de toda a vida, desde ações simples de promoção e prevenção — como vacinação e acompanhamento da pressão arterial — até procedimentos de alta complexidade, como cirurgias especializadas e transplantes. Criado a partir da Constituição Federal de 1988, o SUS ampliou o acesso à saúde e transformou esse cuidado em um direito de todos.

Para dar conta dessa diversidade de atendimentos, o sistema é organizado em níveis de atenção e funciona com responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. Saber onde buscar atendimento em cada situação ajuda a evitar filas desnecessárias, agiliza o cuidado e fortalece toda a rede de saúde.

UBS, UPA, hospital ou Samu: você sabe, caso a caso, onde buscar atendimento no SUS?
UBS, UPA, hospital ou Samu: você sabe, caso a caso, onde buscar atendimento no SUS?

Atenção Primária à Saúde: A porta de entrada do SUS

A APS (Atenção Primária à Saúde) é a principal porta de entrada do SUS e, na maioria dos municípios, está presente nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Localizadas próximas às residências da população, essas unidades são o primeiro lugar que o cidadão deve procurar para cuidar da saúde no dia a dia.

De acordo com a superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Karine Cavalcante, a UBS é o espaço onde o cuidado começa e se mantém ao longo do tempo. “A Atenção Primária acompanha o cidadão em todas as fases da vida. É na UBS que a população encontra orientação, prevenção, acompanhamento contínuo e o encaminhamento adequado quando há necessidade de outros serviços”, destaca.

São nas UBSs que acontecem as consultas de rotina, o acompanhamento de crianças, gestantes e idosos, o controle de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, além de atendimentos médicos, de enfermagem e multiprofissionais. As UBSs também realizam atendimentos de urgências menos graves, além de ofertarem serviços como vacinação, pré-natal, atendimento odontológico, distribuição de medicamentos e ações coletivas de vigilância em saúde.

UBS, UPA, hospital ou Samu: você sabe, caso a caso, onde buscar atendimento no SUS?

As UBSs realizam ainda testes rápidos de HIV, sífilis, hepatites virais e gravidez, exames de rastreamento de câncer e ações de planejamento reprodutivo, como a distribuição de preservativos e a inserção de DIU. “Mais do que resolver demandas pontuais, a Atenção Primária conhece o território, cria vínculo com a população e coordena o cuidado dentro da rede”, reforça Karine.

Quando há necessidade de consultas especializadas, exames ou atendimento hospitalar, é a equipe da UBS que faz o compartilhamento adequado, garantindo a continuidade do cuidado dentro da rede.

Quando procurar uma UPA?

As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) são indicadas para situações de urgência que precisam de avaliação imediata, mas que nem sempre demandam internação hospitalar. Elas funcionam todos os dias, durante 24 horas, e fazem parte da Rede de Atenção às Urgências e Emergências.

Casos como febre alta (acima de 39°C), dor intensa, falta de ar, crises convulsivas, fraturas leves, ferimentos com sangramento sem controle e urgências clínicas, traumáticas ou psiquiátricas devem ser atendidos na UPA. O atendimento segue o protocolo de classificação de risco, o que garante prioridade aos casos mais graves, independentemente da ordem de chegada.

Com complexidade intermediária, as UPAs resolvem grande parte das urgências. Quando o quadro exige atendimento especializado ou internação, o paciente é encaminhado para outro ponto da rede. Já nos casos menos graves, após o atendimento inicial, o usuário é orientado a continuar o acompanhamento na UBS do seu território.

O papel dos hospitais no SUS

Os hospitais integram os níveis de média e alta complexidade do SUS e são destinados a atendimentos que exigem maior estrutura, como internações, cirurgias, exames complexos e cuidados intensivos.

Segundo a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, os hospitais são destinados aos atendimentos que exigem maior estrutura. “Os hospitais atendem os casos que realmente precisam de internação, cirurgias ou exames especializados. Por isso, o acesso acontece de forma organizada, por meio da regulação. Quando o paciente passa pela UPA ou por outro serviço e há indicação clínica, a equipe avalia o caso e faz o encaminhamento para o hospital mais adequado. Esse fluxo garante mais segurança ao paciente, evita deslocamentos desnecessários e contribui para que o SUS funcione de forma mais eficiente para todos”, destaca.

Essa lógica segue o princípio da hierarquização do SUS, no qual cada serviço é acionado conforme a complexidade da necessidade de saúde apresentada pelo paciente.

UBS, UPA, hospital ou Samu: você sabe, caso a caso, onde buscar atendimento no SUS?
UBS, UPA, hospital ou Samu: você sabe, caso a caso, onde buscar atendimento no SUS?

Quando acionar o SAMU?

O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) deve ser acionado em situações graves e emergenciais, quando há risco imediato à vida e necessidade de atendimento rápido no local ou durante o transporte até uma unidade de saúde.

O SAMU atua de forma integrada à rede de urgência, prestando os primeiros atendimentos e encaminhando o paciente para a UPA ou hospital, conforme a gravidade do caso.

Um sistema que funciona em rede

O SUS funciona como uma grande rede articulada, na qual UBSs, UPAs, hospitais e serviços de urgência atuam de forma integrada para garantir cuidado integral à população. Esse modelo respeita os princípios da universalidade, equidade e integralidade e depende da atuação conjunta da União, dos estados e dos municípios.

Ao buscar o serviço adequado para cada situação, o cidadão contribui para um atendimento mais rápido, eficiente e resolutivo. Conhecer o funcionamento do SUS é também uma forma de fortalecer esse sistema que cuida da saúde de milhões de brasileiros todos os dias.

UBS, UPA, hospital ou Samu: você sabe, caso a caso, onde buscar atendimento no SUS?

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto de capa: Fernando Frazão/Agência Brasil

Galeria 1: Arquivo/SES
Galeria 2: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

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Foto: Lyon Santos/ MDS

A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (29) a parcela de janeiro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9.Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com adicionais o valor médio do benefício sobe para R$ 697,77. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,77 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,1 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento dos seguinte adicionais:

  • Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança
  • Acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam)
  • Adicional de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.
  • Adicional de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 176 cidades de nove estados receberam o pagamento no último dia 19, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 120 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Bahia (29), Sergipe (10), Roraima (6), Paraná (4), Amazonas (3), Piauí (2), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,44 milhões de famílias estão na regra de proteção em janeiro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

No ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Auxílio Gás

Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em fevereiro.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Calendário do Bolsa Família de 2026
Calendário do Bolsa Família de 2026 – Arte EBC

Casa do Trabalhador disponibiliza 51 oportunidades de emprego em Amambai

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Fachada da edificação onde funciona a Casa do Trabalhador em Amambai. Órgão oferece pelo menos 51 oportunidades de emprego. (Foto: Vilson Nascimento)

Vilson Nascimento

A Casa do Trabalhador, órgão ligado a Fundação do Trabalho (Funtrab) do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza pelo menos 51 oportunidades de emprego para esta quinta-feira, 29 de janeiro, em Amambai.

Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas

7 vagas para pedreiro 

5 vagas para vendedor ou vendedora 

4 vagas para atendente 

3 vagas para  vigia 

3 vagas para servente de pedreiro 

3 vagas para  mecânico de automóveis 

2 vagas para auxiliar de mecânico 

2 vagas para empregada doméstica 

1 vaga para confeiteiro 

1 vaga para cozinheira 

1 vaga para garçom 

1 vaga para padeiro 

1 vaga para costureira 

1 vaga para desenhista copista 

1 vaga para auxiliar mecânico de refrigeração 

1 vaga para controlador de qualidade 

1 vaga para instalador de sistema eletrônico 

1 vaga para banhista de animais domésticos 

1 vaga para auxiliar de linha de produção 

1 vaga para auxiliar de limpeza 

1 vaga para lavador de carro 

1 vaga para caçambeiro 

1 vaga para motorista categoria E 

1 vaga para mecânico de bicicleta 

1 vaga para mestre de obras 

1 vaga para pintor de obras 

1 vaga para servente de obras 

1 vaga para carpinteiro de obras 

1 vaga para torneiro mecânico 

Casa do trabalhador também oferece

A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região. 

Segundo o órgão para dar entrada no pedido de benefício o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade). 

A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa às instalações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.

O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 11h. Das 13h às 17h o trabalho é interno.

Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148 ou celular/WhatsApp (67) 9880-0533

Nota de falecimento de Valmir de Jesus Rodrigues Lopes

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Comunicamos com pesar o falecimento nessa quarta-feira, dia 28 de janeiro, no Hospital Regional, em Ponta Porã, de Valmir de Jesus Rodrigues Lopes, de 58 anos.

Trasladado para Amambai, seu corpo foi velado no Memorial Primavera e o sepultamento aconteceu nesta quinta-feira (29) às 10h30 da manhã, no Cemitério Municipal Santo Antônio.

Informou Pax Primavera- Fone: 3481-1887

Zanotti decide, Corinthians bate Gotham e vai à final do Mundial feminino

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O Corinthians está na final do Mundial de Clubes feminino. Após se segurar em grande parte do jogo, as Brabas contaram com o faro artilheiro de Gabi Zanotti para vencer o Gotham por 1 a 0, no Gtech Community Stadium, em Brentford (Inglaterra), e carimbar a vaga na decisão.

As Brabas demoraram para entrar no jogo, e o Gotham empilhou chances perdidas. As norte-americanas controlaram, mas não acertavam a direção do gol de Lelê. Do outro lado, o Corinthians tentava nos contra-ataques e chegou perto com Andressa Alves.

No segundo tempo, mais pressão das norte-americanas, mas brilhou a estrela da capitã Gabi Zanotti. O Corinthians segurou as investidas do Gotham durante grande parte da etapa final, até que, em rara escapada, a camisa 10 marcou e colocou o time paulista na decisão.

Brilha estrela de Zanotti

Gotham dominou um afobado Corinthians, mas não acertou a meta de Lelê. O time norte-americano ditou o rimo da partida e teve facilidade para encontrar espaços, especialmente pelos lados do campo, e chegar à meta de Lelê. Faltou, porém, pontaria para abrir o placar. Do outro lado, a bola queimava nos pés das Brabas, que tinham dificuldade para construir e acalmar a partida.

Corinthians equilibrou e viu Andressa Alves perder a melhor chance da 1ª etapa. Após algumas puxadas em contra-ataque, mas sem grande perigo, o Alvinegro conseguiu equilibrar a semifinal na marca dos 20 minutos, ficando mais com a bola e colocando a zaga adversária para trabalhar.

Duda tentou do meio-campo, e Corinthians seguiu com dificuldade. Acuadas no seu campo, as Brabas passaram o segundo tempo correndo atrás do Gotham e quase não chegaram ao campo de ataque. Diante da dificuldade, Duda Sampaio viu a goleira Berger adiantada e tentou do meio-campo, mas a bola passou à esquerda do gol.

Brabas conseguem rara escapada, e Zanotti enfim abre o placar na Inglaterra. Aos 37 minutos do segundo tempo, o Corinthians puxou um contra-ataque pela direita, Tamires cruzou, e a camisa 10 bateu no cantinho. Berger ainda tocou na bola, mas ela morreu no fundo da rede.

Árbitra “acaba” o jogo, volta atrás e dá mais 2 minutos de acréscimo. Tess Olofsson causou uma confusão ao apitar duas vezes aos 98 minutos do segundo tempo — completados os oito minutos de acréscimos. As jogadoras do Corinthians começaram a comemorar a classificação, mas a pausa era apenas para sinalizar a adição de mais dois minutos de acréscimos. A partida foi retomada na sequência.

Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao ano

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Foto: CNI/Divulgação

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa Selic em 15% ao ano, anunciada nesta quarta-feira (28), teve repercussão negativa entre representantes da indústria, da construção civil e de entidades sindicais, que apontam impactos sobre o crescimento econômico, o crédito e o emprego.Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao anoSetor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao ano

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o atual patamar dos juros impõe um custo elevado à economia e desconsidera a trajetória recente de desaceleração da inflação. Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, o Banco Central deveria ter iniciado o ciclo de flexibilização monetária.

“Ao manter a Selic em nível insustentável, o Copom prejudica a economia e aprofunda a desaceleração do crescimento. É indispensável iniciar a redução dos juros já na próxima reunião”, afirmou em nota.

Segundo a CNI, a inflação corrente e as expectativas inflacionárias caminham para o centro da meta. O IPCA fechou 2025 em 4,26%, abaixo do teto de 4,5%, enquanto projeções do Boletim Focus indicam inflação de 4% em 2026 e convergência gradual para 3% nos anos seguintes. Ainda assim, a taxa real de juros segue em torno de 10,5% ao ano, cerca de 5,5 pontos percentuais acima da taxa neutra estimada pelo próprio Banco Central.

O setor da construção civil também manifestou preocupação. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, os juros elevados restringem o crédito imobiliário, reduzem a demanda por novos empreendimentos e dificultam a viabilização de projetos. “Uma política monetária contracionista desacelera a atividade e afeta toda a cadeia produtiva, com reflexos prolongados sobre emprego e renda”, disse.

Em tom mais moderado, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) avaliou que a decisão reflete cautela diante de incertezas fiscais e externas. O economista Ulisses Ruiz de Gamboa destacou que, apesar da desaceleração da atividade, inflação e expectativas ainda se mantêm acima da meta. Para ele, o comunicado do Copom será decisivo para entender se há sinalização de início do ciclo de cortes.

Centrais sindicais

Já as centrais sindicais reagiram de forma mais dura. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou que a manutenção da Selic mantém o Brasil no topo do ranking mundial de juros reais e penaliza a população. “Juros altos encarecem o crédito, reduzem o consumo e resultam em menos empregos”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Segundo a entidade, cada ponto percentual da Selic acrescenta cerca de R$ 50 bilhões aos gastos públicos com juros da dívida.

A Força Sindical classificou a decisão como “irresponsabilidade social” e acusou o Banco Central de favorecer a especulação financeira em detrimento do setor produtivo. Para o presidente da entidade, Miguel Torres, a política monetária atual restringe o crédito, eleva o endividamento das famílias e trava o desenvolvimento econômico.

Apesar das críticas, o Copom manteve a Selic pela quinta vez consecutiva em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. A decisão veio em linha com a expectativa da maioria dos analistas de mercado, em um cenário de inflação ainda acima da meta, incertezas fiscais e riscos externos.

Coronel David articula na Seilog início imediato de pavimentação em bairros de Aparecida do Taboado

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O deputado estadual Coronel David (PL) cumpriu agenda nesta quarta-feira (28) na Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), onde se reuniu com o secretário Guilherme Alcântara de Carvalho, o diretor-executivo da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) Rudi Fiorese e o prefeito de Aparecida do Taboado, José Natan (PP), para tratar do início imediato das obras de pavimentação e drenagem nos bairros São João e Tauan.

Durante a reunião, foram alinhados os encaminhamentos técnicos para que as intervenções avancem nos próximos dias, dentro do pacote de investimentos de R$ 11 milhões anunciado pelo governador Eduardo Riedel (PP)  para o município, durante o MS Ativo Municipalismo. Os recursos contemplam obras de drenagem de águas pluviais e pavimentação asfáltica, além de recapeamento na Vila Pereira.

Coronel David destacou a prioridade dada às demandas apresentadas pelo município. “São melhorias esperadas há anos pelos moradores dos bairros São João e Tauan. e que agora começam a ganhar força”, afirmou.

O prefeito Zé Natan ressaltou que os investimentos representam avanço direto na qualidade de vida dos moradores, especialmente nas regiões que ainda sofrem com lama no período chuvoso e poeira na seca. Segundo ele, as obras aproximam o município da meta de universalização do asfalto, drenagem e esgoto, considerada fundamental para a estrutura urbana da cidade.

Os avanços em Aparecida do Taboado nos últimos três anos incluem obras realizadas com recursos próprios e em parceria com o Governo do Estado e com apoio do mandato de Coronel David, como a pavimentação e drenagem do bairro Redentora, já concluídas.

MS estrutura modelo integrado e fortalece combate à sonegação e recuperação de ativos

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Mato Grosso do Sul dá mais um passo estratégico no fortalecimento das ações de combate à sonegação fiscal e à recuperação de ativos públicos. Nesta quarta-feira (28), foi realizada a primeira reunião do ano do Grupo Diretivo do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de Mato Grosso do Sul (CIRA-MS), instância responsável por definir diretrizes e coordenar a atuação integrada entre órgãos do Estado e do sistema de Justiça. O encontro aconteceu na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ).

Instituído pelo Decreto nº 16.676, de 24 de setembro de 2025, o CIRA-MS tem como finalidade propor medidas para o aprimoramento das ações e a ampliação da efetividade na recuperação de ativos de titularidade do Estado, especialmente em casos envolvendo ilícitos fiscais, crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial.

A reunião marcou um avanço importante na consolidação do Comitê. Na pauta, os integrantes do Grupo Diretivo deliberaram pela aprovação do regimento interno do CIRA-MS e pela indicação dos membros que irão compor o Grupo Operacional, responsável pela execução das ações conjuntas, preventivas e repressivas.

“O combate à sonegação estruturada e aos crimes contra a ordem tributária exige cooperação institucional, inteligência e respeito às competências de cada órgão. A Secretaria de Fazenda tem orgulho de presidir esse processo e de contribuir para um Estado mais justo, que protege o erário, fortalece a legalidade e garante concorrência leal para quem cumpre suas obrigações”, destaca o secretário de Fazenda, Flávio César Mendes de Oliveira, que preside o Grupo Diretivo.

Para o secretário, o CIRA-MS simboliza uma mudança de patamar na atuação do Estado. A iniciativa reforça a justiça fiscal, protege os recursos públicos e contribui para a construção de um ambiente econômico mais equilibrado e transparente.

“Mato Grosso do Sul fortalece sua governança fiscal e avança na construção de um modelo institucional moderno, cooperativo e eficiente no enfrentamento aos ilícitos que afetam a arrecadação e o interesse público”, complementa.

O modelo institucional do CIRA-MS prevê uma atuação organizada em dois níveis. O Grupo Diretivo é responsável pelo estabelecimento das diretrizes estratégicas do Comitê. Já o Grupo Operacional atua na identificação e apuração de ilícitos, na proposição de ações integradas e na recuperação de bens e direitos obtidos ilegalmente.

O Grupo Diretivo é composto pelo secretário de Estado de Fazenda, pelo superintendente de Administração Tributária da Secretaria de Fazenda, pelo procurador-geral do Estado, pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, pelo procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual e pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. A Secretaria-Geral do Comitê é exercida pelo Ministério Público Estadual.

A Secretaria de Estado de Fazenda exerce papel central na condução do CIRA-MS, não apenas por presidir o Grupo Diretivo, mas também por atuar como instância de triagem técnica das demandas que envolvam indícios de fraude fiscal e elevado potencial de lesividade ao erário, conforme previsto no decreto.

“A consolidação do CIRA-MS é resultado de um trabalho que vem sendo construído há bastante tempo, com diálogo permanente e apoio das instituições que integram o Comitê. Hoje, esse esforço se concretiza em um modelo que será fundamental no enfrentamento à fraude e à sonegação estruturada. Estamos lidando com ações complexas, muitas vezes sofisticadas, que exigem cooperação institucional, inteligência fiscal e atuação integrada para que o Estado seja mais efetivo na proteção do erário e na promoção da concorrência leal”, afirma o superintendente de Administração Tributária da Sefaz-MS, Bruno Gouvêa Bastos.

O decreto que institui o CIRA-MS estabelece que a atuação do Comitê deve respeitar integralmente as autonomias, atribuições e competências legais de cada órgão e instituição participante. O compartilhamento de informações segue rigorosamente as normas legais vigentes, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e, quando necessário, depende de autorização judicial.

Além disso, o CIRA-MS poderá firmar convênios e acordos de cooperação com órgãos das esferas federal, estadual e municipal, ampliando o alcance das ações integradas e alinhando o Estado às melhores práticas nacionais no enfrentamento à sonegação estruturada e aos crimes econômicos.

Definidos os duelos e mandos de campo da Copa do Brasil até a 3ª fase

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Os confrontos, mandos de campos e chaveamento das primeiras três fases da Copa do Brasil 2026 foram definidos por sorteio nesta quarta-feira (28), na sede da CBF, no Rio de Janeiro. O torneio reunirá ao todo 126 times, sendo que apenas 28 deles começam a competir na primeira fase, a partir de 18 de fevereiro.Definidos os duelos e mandos de campo da Copa do Brasil até a 3ª faseDefinidos os duelos e mandos de campo da Copa do Brasil até a 3ª fase

A edição deste ano, com 34 times a mais que na edição do ano passado, distribuirá duas vagas para a Copa Libertadores (campeão e vice) e terá nove fases eliminatórias, as primeira quatro com jogos únicos. Os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro entrarão na disputa na quinta etapa da Copa do Brasil – início dos jogos de ida e volta -, programada para o final de abril.

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Os 14 duelos da primeira fase serão entre os times com menos pontuação no Ranking Nacional de Clubes (RNC), elaborado pela CBF. Os times classificados se juntarão a outros 74 clubes que disputarão a segunda etapa, totalizando 88 equipes. Aterceira etapa reunirá os 44 classificados na etapa anterior e também os campeões da Copa Verde (Paysandu), Copa Nordeste (o vice-campeão Confiança herdou a vaga do Bahia, vencedor), Série C (Ponte Preta) e Série D.

A quarta fase está prevista para os dias 18 19 de março, com os 24 classificados na etapa anterior. Na quinta etapa da Copa do Brasil, entram na competição os 20 clubes da Série A: Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Bragantino, Mirassol, Atlético-MG, Cruzeiro, Internacional, Grêmio, Athletico-PR, Coritiba, Bahia, Vitória, Remo e Chapecoense. A elite do futebol nacional se junta aos 14 classificados na quarta etapa. As partidas únicas serão nos dias 22 e 23 de abril (jogos de ida) e 13 e 14 de maio (volta).

A partir das oitavas de final, com exceção da decisão do título, os mandos de campos serão definidos por sorteio. O calendário prevê a disputa das oitavas em 1º e 2 de agosto (jogos de ida), e 5 e 6 de agosto (volta).  As quartas ocorrerão em 26 e 27 de agosto (ida) e 2 e 3 de setembro (volta). Já as semifinais estão programadas para 1º e 8 de novembro. A decisão do título da Copa do Brasil 2026, em 6 de dezembro, será realizada em estádio a ser definido pela CBF, com no mínimo 30 dias de antecedência.

Confira a lista de jogos, com os times mandantes de campo sempre à esquerda.

Primeira fase – dias 18 e 19 de fevereiro

Ji-Paraná-RO x Pantanal-MS

Ivinhema-MS x Independente-AP

Baré-RR x Madureira-RJ

Gama-DF x Monte Roraima-RR

Galvez-AC x Guaporé-RO

Vasco-AC x Velo Clube-SP

Araguaína-TO x Primavera-SP

Sampaio Corrêa-RJ x Desportiva Ferroviária-ES

Betim-MG x Piauí

América de Propriá-SE x Tirol-CE

Santa Catarina x IAPE-MA

Porto-BA x Serra Branca-PB

Maguary-PE x Laguna-RN

Primavera-MT x Bragantino-PA

Segunda fase – 25 e 26 de fevereiro, e 4 e 5 de março

Grupo 15 – Atlético-MG x América de Propriá-SE ou Tirol-CE

Grupo 16 – Ivinhema-MS ou Independente-AP x Volta Redonda

Grupo 17 – América-RN x Grêmio Sampaio-RR

Grupo 18 – Anápolis-GO x Cianorte-PR

Grupo 19 – Sampaio Corrêa-RJ ou Desportiva Ferroviária-ES x Sport 

Grupo 20 – Ypiranga-RS x Ji-Paraná-RO ou Pantanal

Grupo 21 – Rio Branco-ES x Athletic-MG

Grupo 22 – Manauara-AM x Itabaiana-SE

Grupo 23 – Fortaleza  x Maguary-PE ou Laguna-RN

Grupo 24 – Castanhal-PA x Guarani

Grupo 25 – Nova Iguaçu-RJ x Lagarto-SE

Grupo 26 – Ceilândia-DF x Jacuipense-BA

Grupo 27 – Santa Catarina ou IAPE-MA x Cuiabá

Grupo 28 – Novorizontino x Nacional-AM

Grupo 29 – Mixto-MT x Botafogo-PB

Grupo 30 – São Luiz-RS x Maranhão

Grupo 31 – Ceará x Araguaína-RO ou Primavera-SP

Grupo 32 – Joinville x CSA

Grupo 33 – São Bernardo FC-SP x Atlético-BA

Grupo 34 – ASA-AL x Operário-MS

Grupo 35 – Velo Clube-SP ou Vasco-AC x Vila Nova

Grupo 36 – Tombense-MG x Oratório-AP

Grupo 37 – Caxias-RS x Guarany de Bagé-RS

Grupo 38 – Operário VG-MT x Gazin de Porto Velho-RO

Grupo 39 – Atlético-GO x Primavera-MT ou Bragantino-PA

Grupo 40 – Retrô x Uberlândia-MG

Grupo 41 – Boavista-RJ x Maringá-PR

Grupo 42 – Trem-AP x Fluminense-PI

Grupo 43 – Gama-DF ou Monte Roraima x Goiás

Grupo 44 – Baré-RR ou Madureira x ABC

Grupo 45 – Águia de Marabá-PA x Independência-AC

Grupo 46 – Tuna Luso-PA x Tocantinópolis

Grupo 47 – Juventude x Galvez-AC ou Guaporé-RO

Grupo 48 – Londrina x Penedense-AL

Grupo 49 – Capital-TO x Manaus

Grupo 50 – Juazeirense-BA x Capital-DF

Grupo 51 – Betim-MG ou Piauí x Operário-PR

Grupo 52 – Imperatriz-MA x Amazonas

Grupo 53 – Figueirense x Azuriz-PR

Grupo 54 – Santa Cruz x Sousa-PB

Grupo 55 – CRB x Porto-BA ou Serra Branca-PB

Grupo 56 – Avaí x Porto Vitória-ES

Grupo 57 – Portuguesa x Altos-PI

Grupo 58 – Portuguesa-RJ x Maracanã-CE

Terceira fase – 11 e 12 de março

Grupo 59 – Barra-SC x vencedor do grupo 15

Grupo 60 – vencedor do grupo 16 x vencedor do grupo 17

Grupo 61 – vencedor do grupo 19 x vencedor do grupo 18

Grupo 62 – vencedor do grupo 21 x vencedor do grupo 20

Grupo 63 – vencedor do grupo 22 x vencedor do grupo 23

Grupo 64 – vencedor do grupo 24 x vencedor do grupo 25

Grupo 65 – vencedor do grupo 27 x vencedor do grupo 26

Grupo 66 – vencedor do grupo 29 x vencedor do grupo 28

Grupo 67 – vencedor do grupo 30 x vencedor do grupo 31

Grupo 68 – vencedor do grupo 32 x vencedor do grupo 33

Grupo 69 – vencedor do grupo 35 x vencedor do grupo 34

Grupo 70 – Confiança x vencedor do grupo 36

Grupo 71 – Ponte Preta x vencedor do grupo 37

Grupo 72 – vencedor do grupo 38 x vencedor do grupo 39

Grupo 73 – vencedor do grupo 41 x vencedor do grupo 40

Grupo 74 – vencedor do grupo 43 x vencedor do grupo 42

Grupo 75 – vencedor do grupo 44 x vencedor do grupo 45

Grupo 76 – vencedor do grupo 46 x vencedor do grupo 47

Grupo 77 – vencedor do grupo 49 x vencedor do grupo 48

Grupo 78 – vencedor do grupo 51 x vencedor do grupo 50

Grupo 79 – vencedor do grupo 52 x vencedor do grupo 53

Grupo 80 – vencedor do grupo 54 x vencedor do grupo 55

Grupo 81 – vencedor do grupo 57 x vencedor do grupo 56

Grupo 82 – Paysandu x vencedor do grupo 58

Embraer fecha 2025 com a maior carteira de pedidos de sua história

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Foto: Antonio Milena/Arquivo Abr

A Embraer fechou o ano de 2025 com uma carteira de pedidos de US$ 31,6 bilhões, a maior de sua história. O resultado é 20% superior ao registrado no final de 2024. Embraer fecha 2025 com a maior carteira de pedidos de sua históriaEmbraer fecha 2025 com a maior carteira de pedidos de sua história

O segmento da aviação comercial da companhia foi o que registrou mais pedidos em valor (US$ 14,5 bilhões), seguido da aviação executiva (US$ 7,6 bilhões), serviços e suporte (US$ 4,9 bilhões), defesa e segurança (US$ 4,6 bilhões).

Em número de aeronaves encomendadas, o segmento da aviação comercial totalizou 1.471 pedidos: o modelo E175 liderou, com 1.003 encomendas, seguido do E195-E2 (401) e do E190-E2 (67). As companhias que fizeram mais pedidos foram SkyWest-EUA (288), American Airlines-EUA (204), e Republic Airlines-EUA (187).

Em defesa e segurança, o KC-390 Millennium foi o mais encomendado (46 pedidos), principalmente pela Força Aérea Brasileira (18), Força Aérea Holandesa (5), e Força Aérea 

Austríaca (4). Já o A-29 Super Tucano recebeu 39 encomendas, principalmente da Força Aérea Portuguesa (12), Força Aérea Uruguaia (6) e Força Aérea do Panamá (4).

Em 2025, a companhia entregou 244 aeronaves, um crescimento de 18% em comparação às 206 entregues em 2024. As entregas, em número de aeronaves, foram lideradas pelo segmento de aviação executiva (155 entregas), seguido da aviação comercial (78) e defesa e segurança (11).

BC mantém juros básicos em 15% ao ano pela quinta vez seguida

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Banco Central

Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.BC mantém juros básicos em 15% ao ano pela quinta vez seguidaBC mantém juros básicos em 15% ao ano pela quinta vez seguida

Essa é a quinta reunião seguida em que o Copom mantém os juros básicos. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.

No comunicado, o Copom confirmou que deverá começar a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.

“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o BC.

A decisão unânime ocorreu com o Copom desfalcado. No fim de 2025, expirou o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só encaminhará as indicações dos substitutos na volta do Congresso Nacional, em fevereiro.

Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado, sendo mantida nesse nível desde então.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2025, o IPCA ficou em 4,26% , o menor nível anual desde 2018. Com o resultado, o indicador voltou a ficar dentro do teto da meta contínua de inflação.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2026, a inflação desde fevereiro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 3,5% a previsão do IPCA para 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março.

As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4%, levemente acima acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,05%.

Crédito caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central aumentou de 1,5% para 1,6% a projeção de crescimento para a economia em 2026.

O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,8% do PIB em 2026.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Bolsa renova recorde e supera os 184 mil pontos

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Em mais um dia de euforia no mercado financeiro, a bolsa de valores voltou a bater recorde e superou os 184 mil pontos. O dólar oscilou ao longo do dia, mas fechou estável e manteve-se no menor nível em quase dois anos.Bolsa renova recorde e supera os 184 mil pontosBolsa renova recorde e supera os 184 mil pontos

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (28) aos 184.691 pontos, com alta de 1,52%. Em apenas duas semanas, a bolsa brasileira subiu 11,83%. Das últimas 11 sessões, o Ibovespa atingiu recorde em oito.

O mercado de câmbio teve um dia de ajustes. Após duas quedas consecutivas, o dólar comercial fechou o dia em R$ 5,206, mesmo nível de ontem (27). A cotação oscilou, chegando a cair para R$ 5,17 por volta das 10h, mas passou a subir quando investidores aproveitaram a moeda barata para comprar. Por volta das 16h, a moeda subiu para R$ 5,22, mas recuou nos minutos finais de negociação.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 28 de maio de 2025, quando estava em R$ 5,15. A divisa acumula queda de 5,16% em 2026.

Num dia sem surpresas em relação aos juros no Brasil e nos Estados Unidos, o mercado financeiro reagiu positivamente. A bolsa acelerou após o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) manter os juros básicos da maior economia do planeta entre 3,5% e 3,75% ao ano.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano, mas confirmou que deverá começar a reduzir a taxa em março. A diferença em relação aos juros nos Estados Unidos ajuda a atrair capitais financeiros para o Brasil, contribuindo para manter baixa a cotação do dólar.

Anvisa proíbe marca de fita usada para clareamento dental

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Foto: VM Global Trade/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, importação, propaganda, transporte e uso da fita 9D White Teeth Whitening Strips, usada para clareamento dental. Anvisa proíbe marca de fita usada para clareamento dentalAnvisa proíbe marca de fita usada para clareamento dental

A determinação foi publicada na terça-feira (27) no Diário Oficial da União. Na resolução, a agência determina a apreensão de todos os lotes da fita.

Em nota, a Anvisa esclarece que o produto não está regularizado junto à agência e que a empresa responsável, a VM Global Trade, não possui autorização de funcionamento para atuar nessa área no Brasil.

Apesar de estar irregular, foi identificada a importação e comercialização da fita no país. O uso de produtos sem registro pode causar danos à saúde, alerta a agência reguladora. 

Anvisa aprova cultivo de cannabis por empresas e amplia acesso

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Foto: TV Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução que amplia o uso de terapias à base de cannabis. Com a norma, fica autorizada a venda do canabidiol em farmácias de manipulação e o cultivo da planta no país — por pessoas jurídicas — voltada para a fabricação de medicamentos e outros produtos aprovados.Anvisa aprova cultivo de cannabis por empresas e amplia acessoAnvisa aprova cultivo de cannabis por empresas e amplia acesso

Neste caso, a produção é restrita, compatível com a procura pelos itens e conforme indicado pelas empresas à Anvisa.

A Anvisa pretender criar e coordenar um comitê, integrado pelos Ministérios da Justiça, da Saúde e da Agricultura e Pecuária. Essa instância ficará incumbida de manter ações permanentes de controle e assegurar fiscalização e segurança em todas as etapas de produção.

Com a nova resolução do órgão, também fica permitida a comercialização de medicamentos usados via bucal, sublingual e dermatológica.

Também fica permitida a importação da planta ou do extrato para a fabricação de medicamentos.

Ficou decidido na reunião da Anvisa um limite de até 0,3% de THC (Tetrahidrocanabinol), composto da planta, tanto para materiais importados como para adquiridos. O THC é usado para tratamento de pessoas que vivem com diversas doenças debilitantes e crônicas.

As mudanças nas regras do uso da cannabis no país atendem a pedido do Superior Tribuna Federal (STF) que, no fim do ano passado, determinou que a Anvisa regulamentasse o uso da planta desde que com fins medicinais.

Otimismo

O mais novo passo na regulamentação da cannabis sativa como medicamento e objeto de pesquisa é recebido com otimismo por parcela significativa das entidades que levantam a bandeira.

Emilio Figueiredo, que participou da criação da primeira associação do país pensada para garantir o acesso de pacientes a medicamentos canábicos, celebra o avanço no debate e na concepção do ato normativo. “Foi muito interessante e surpreendente abrirem para a escuta”, afirmou o advogado, observando ser uma iniciativa inédita.

Cofundador da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas, Figueiredo aposta em mais lucidez e assertividade sobre as soluções de ampliação do acesso. Ele comenta, ainda, o poder de atração da cannabis em diversos círculos, independentemente da posição política-ideológica, de modo que “a gente não tem nenhum modelo em que as pessoas se reúnem da mesma forma”.

Durante a reunião desta manhã, Jair Pereira Barbosa Júnior, representante da Federação das Associações de Cannabis Terapêutica (Fact), de Alto Paraíso (GO), salientou a capacidade de auto-organização do movimento associativo e a diminuição da insegurança jurídica com a regulamentação.

Aderência à cannabis no Brasil

Apesar dos obstáculos para obtenção dos remédios à base de cannabis, o Brasil soma 873 mil pessoas em tratamento, segundo o anuário da Kaya Mind, de 2025. O número é recorde e aparece após uma curva ascendente, ano após ano.

No total, há 315 associações provedoras de cannabis medicinal, das quais 47 conquistaram avanços judiciais para cultivo. Ao todo, foram identificadas pela Kaya Mind 27 hectares de plantio mantido por essas organizações.

O faturamento anual também é uma demonstração da maior aceitação desse tipo de substância. Em 2025, houve uma alta de 8,4% na comparação com 2024, chegando a R$ 971 milhões. Por seu potencial de mercado, o Brasil sedia a ExpoCannabis, que, ano passado, realizou sua terceira edição.

A proporção é de cerca de 2,7 médicos que prescrevem medicamentos canábicos para cada 10 mil pacientes, com uma média que fica entre 5,9 mil e 15.100 profissionais da saúde receitando mensalmente. Se, entre médicos, tem havido popularização, dentistas têm tido mais resistência. Apenas 0,2% deles os indicam aos pacientes que atendem.

Desde 2015, ao menos R$ 377,7 milhões foram gastos com fornecimento público de produtos à base de cannabis e somente cinco estados ainda não têm leis de fornecimento público de cannabis medicinal. Além disso, oito em cada dez (85%) dos municípios brasileiros já tiveram ao menos um paciente tratado com cannabis desde 2019. O relatório ressalta o encaminhamento, por 68 empresas, de 210 pedidos de Autorização Sanitária pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 327/19 desde 2020, com aprovação de 24 foram delas.