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quarta-feira, 8 de julho de 2026
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Proposta cria medidas para evitar evasão escolar de mães e pais adolescentes

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O projeto de Augusta Brito está em análise na CAS e tem Marcelo Castro como relator. Luiz Silveira/Agência CNJ

Proposta em análise no Senado determina medidas para prevenir o abandono escolar em casos de gravidez, maternidade ou parentalidade precoces. O PL 3.748/2023, da senadora Augusta Brito (PT-CE), estabelece como dever do Estado a garantia de condições de acesso e permanência na escola nesses casos.

Entre as mudanças previstas, o projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 1990) para definir multa caso o responsável por estabelecimento educacional deixe de acolher a mãe ou o pai estudante quando precisarem permanecer com o filho. O valor da multa varia de R$ 1 mil a R$ 3 mil.

O projeto está em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e tem como relator o senador Marcelo Castro (MDB-PI). O PL também altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394, de 1996) para estabelecer como dever do Estado na educação escolar pública a obrigação de garantir creche para os filhos dos estudantes.

Pela proposta, o Estado deverá assegurar a oferta de creches e espaços lúdicos adequados no próprio ambiente escolar. Em relação às universidades, as instituições deverão desenvolver condições para o acolhimento de filhos de mães e pais estudantes.

Além disso, o poder público, as instituições e os empregadores deverão garantir condições adequadas ao aleitamento materno para os filhos de mães estudantes.

“Ocorre que muitos adolescentes, com um peso maior para as meninas, se deparam cedo em suas vidas com as responsabilidades de uma gravidez e da maternidade”, afirmou a autora na justificativa do projeto. Segundo Augusta Brito, a capacidade de acolhimento pelo poder público, família e sociedade ainda é “precária” quando se trata da parentalidade precoce.

“A concepção precoce agrava situações de pobreza, compromete a saúde da mãe, provoca a interrupção dos estudos e dificulta a inserção dos jovens no mercado de trabalho”, disse a senadora no texto. Para Augusta Brito, as políticas públicas “precisam considerar esse fator na alocação de recursos financeiros, técnicos e de conhecimento aplicados no desenvolvimento educacional”.

Atuação dos Conselhos

A proposta prevê que os estabelecimentos de ensino promovam ações integradas com os Conselhos de Direitos das Crianças e Adolescentes para prevenir a evasão escolar causada pela gravidez na adolescência.

O Conselho Tutelar deverá elaborar, junto com a escola, um plano individual para adolescentes em caso de gravidez, maternidade ou parentalidade precoces. A busca ativa daqueles que tenham abandonado a escola por esses motivos também será realizada pelos Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Tramitação

Depois da Comissão de Assuntos Sociais, a proposta também será debatida na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e na Comissão de Educação e Cultura.

A análise do projeto é em caráter terminativo, ou seja, depois da aprovação nos colegiados poderá ser enviado diretamente para a Câmara dos Deputados, sem passar pelo Plenário – exceto se houver recurso para isso.

Pioneira na física, professora lembra carreira de quase 70 anos na USP

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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Quando era adolescente, Yvonne Mascarenhas gostava de escrever e pensava em se tornar jornalista. Porém, quando chegou a época do vestibular, acabou optando pela química. “Tive um excelente professor e, pensando bem, vi o quanto a química é útil para a sociedade”, diz Yvonne, ao lembrar da decisão que a levou a ser a primeira mulher a ocupar uma cadeira no Departamento de Física da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), em 1956.

Quase 70 anos depois, aos 92 anos de idade, Yvonne vê na docência uma de suas maiores realizações na carreira. “Eu sempre digo: ‘não foi nenhum trabalho especial que eu fiz, que eu considere assim tão importante’. O mais importante foi o número de pessoas que aprenderam comigo, aprenderam nos cursos que eu organizei.”

São Paulo (SP) 09/02/2024.  A química Yvonne Mascarenhas, primeira mulher a ocupar uma cadeira no Departamento de Física e Engenharia de S. Carlos da USP em 1956 .  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Yvonne Mascarenhas, primeira mulher a ocupar uma cadeira no Departamento de Física e Engenharia de S. Carlos da USP em 1956.Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Em 2001, aos 70 anos e com quase 50 anos como professora da USP, ela se aposentou compulsoriamente, mas não deixou a universidade. “Recebi primeiro o título de professora emérita, depois surgiu uma posição na USP, que se chama professor sênior, que tem até um contrato. Não é um contrato de trabalho, é uma permissão de uso dos espaços”, explica. “Posso ter uma sala, ter meu computador, ter o laboratório. Só não posso dar aula, nem ter atividade administrativa”, diz a pesquisadora, ao lembrar como continuou orientando alunos de mestrado e doutorado depois da aposentadoria.

Prêmios

São Paulo (SP) 09/02/2024.  A química Yvonne Mascarenhas, primeira mulher a ocupar uma cadeira no Departamento de Física e Engenharia de S. Carlos da USP em 1956 .  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Yvonne Mascarenhas. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Yvonne, que estudou nos Estados Unidos e na Inglaterra, ganhou diversos prêmios especializando-se na cristalografia, ciência que estuda a composição dos materiais a partir da forma como as ondas os atravessam. “Como eu trabalhei em uma área muito interdisciplinar, tive prêmios de sociedades de química, de física”, relata, sem destacar nenhuma honraria em especial.

Em 2017, ela foi uma das 12 cientistas agraciadas com o prêmio Distinguished Women in Chemistry or Chemical Engineering Awards, da União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac).

Na última terça-feira (6), foi a vez de receber o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “Eu posso destacar como sendo um que engloba praticamente todos os outros de uma maneira como se fosse agora uma conclusão da minha vida”, resumiu a professora, logo após participar da cerimônia de entrega dos troféus no campus Maria Antônia da USP, no centro da capital paulista.

A professora conta que tem um carinho especial pela SBPC, por causa do papel que a instituição teve durante a ditadura militar. “Nos maiores momentos da vida nacional, em que vivíamos angustiados com os amigos sendo presos, torturados, durante a ditadura, a SBPC foi uma sociedade que teve comportamento ímpar de defesa da democracia, de defesa dos direitos humanos.”

Neste Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, lembrado anualmente no dia 11 de fevereiro, a Agência Brasil traz uma entrevista exclusiva com a pesquisadora que lembra os momentos mais marcantes de sua vida e sua carreira na ciência:

Agência Brasil – Como a senhora decidiu se tornar cientista?

Yvonne Mascarenhas – Eu fui, quando era adolescente, muito apaixonada por literatura, jornalismo, tudo que é de arte, tudo que é comunicação. O meu ideal era estudar no ensino superior na área de letras. Meu pai me estimulava muito, porque, como eu gostava muito de escrever, e ele tinha um amigo que tinha um jornal, de vez em quando, ele pegava uma das minhas redações, como se chamava naquele tempo, levava lá e publicava.

Mas quando eu cheguei no que antigamente chamava-se curso colegial, que era dividido em clássico e científico, eu fui para o clássico, mas tive professores muito bons em matemática, física e química, mesmo dentro do curso clássico. Então, eu me interessei muito por química. Tive um excelente professor e, pensando bem, eu vi que a química é tão útil para a sociedade, tem tantas vertentes em que ela é importante, tanto nas aplicações biológicas como nas aplicações industriais.

Eu me apaixonei pela química, principalmente a área de química orgânica. Aí, resolvi fazer vestibular para química. Consegui, passei, entrei na Faculdade de Filosofia, que antigamente era a Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, porque o Rio de Janeiro era a capital. E se transformou essa universidade em UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro].

No meu tempo – era um tempo muito mais ameno, digamos assim –, tudo acontecia, a faculdade de filosofia era ali perto da Cinelândia, do Rio, um lugar muito privilegiado. Tem o Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional, todos os cinemas, que era uma das coisas principais daquela época, teatros, tudo por ali. Eu tive uma oportunidade maravilhosa de conviver com cientistas, com matemáticos, com biólogos, tudo desde a Faculdade de Filosofia, e ao mesmo tempo frequentar esse ambiente cultural riquíssimo que era no Rio de Janeiro. Eu tive muita sorte.

Agência Brasil – Qual foi o seu primeiro marco na carreira de cientista?

Yvonne Mascarenhas – Decidir eu mesma, dentro da química, o que achava interessante, foi quando fiz uma disciplina com um professor que tinha acabado de voltar dos Estados Unidos, tinha se doutorado no MIT [Instituto de Tecnologia de Massachusetts], chamava-se Elysiário Távora [importante geólogo]. Ele tinha se doutorado junto com um orientador que era um dos grandes cristalógrafos da época, em que a cristalografia estava se formando mesmo, de difração de raio x. E ele nos deu um curso muito interessante.
Eu falei: “é isso que eu quero”. Porque as propriedades de todos os materiais dependem da estrutura molecular e da estrutura do empacotamento das moléculas dentro do cristal, dentro do material que vai ser usado.

Agência Brasil – O que é a cristalografia?

Yvonne Mascarenhas – É o estudo dos cristais. É um estudo, porque pode não ser cristal, começou como cristal, mas hoje em dia até com materiais amorfos a gente tem certas aplicações da difração e espalhamento de raios x. Então fiquei nessa área. [estudo da estrutura dos materiais a partir da maneira como as ondas, como os raios-x, se espalham ao atravessar a matéria].

Claro que essa área evoluiu muito. Hoje em dia, tem difração de nêutrons, aperfeiçoam-se muito as espectroscopias. A área de determinação de estruturas moleculares até hoje é muito importante. Quando era mais fácil, molécula pequena, depois passava para proteína, passava para moléculas muito maiores. Hoje em dia, complexos de proteína. Está indo assim num desenvolvimento extraordinário e muito vivo até hoje. Se você pensar bem, o Brasil se envolveu em ter um laboratório nacional de luz síncrotron, lá em Campinas, é do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. E aquilo se transformou no CNPEM [Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais], e agora nós temos um dos maiores aceleradores para essa finalidade lá no CNPEM.

É uma área que está muito viva até hoje. Tem muito aluno que está interessado nisso, tanto [de] departamentos químicos como físicos, muitas vezes bioquímicos, [que] acabam entrando nessa área para entender a estrutura das moléculas, para entender como que elas funcionam.

Agência Brasil – A senhora falou da importância que os professores tiveram na sua motivação. Vendo-se hoje, com muitos anos como professora, a senhora tem esse orgulho, essa felicidade de sentir que motivou muita gente também?

Yvonne Mascarenhas – Olha, esse é o principal produto do resultado do meu trabalho. Eu sempre digo: ‘não foi nenhum trabalho especial que eu fiz que eu considero assim tão importante’. O mais importante foi o número de pessoas que aprenderam comigo, aprenderam nos cursos que eu organizei. Não cursos na faculdade, na universidade. Cursos que podiam receber gente de qualquer lugar. Eu organizei muitos cursos fora de São Carlos, em Brasília, em Belo Horizonte, em vários lugares.

Essas pessoas que se formaram e que aprenderam, e que depois até foram fazer doutoramento fora do Brasil, até porque, esses cursos, em que a gente mostrava o panorama da cristalografia mundial e que levaram à formação de uma comunidade que absolutamente não existia quando eu voltei dos Estados Unidos, em 1960. Essa comunidade [que estuda cristalografia] é extremamente ativa. Eu fico muito feliz.

Agência Brasil – A senhora poderia contar um pouco mais das experiências internacionais que teve ao longo da carreira?

Yvonne Mascarenhas – A primeira foi na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, onde eu tive uma sorte incrível de encontrar o professor Ernesto Hamburger. Ele estava fazendo física nuclear, que era coisa da moda na época.

Eu estava muito desanimada porque a minha bolsa era para uma outra instituição lá de Pittsburgh, a Carnegie Tech. Aí, eu falei com ele que eu ia desistir, que eu ia fazer qualquer outra coisa, ia fazer uns cursos, umas disciplinas. Ele falou: ‘não, mas o melhor curso de cristalografia dos Estados Unidos é aqui, na Universidade de Pittsburgh’.

Eu fui lá e encontrei o chefe do laboratório, um inglês maravilhoso, o George Jeffrey, que relutou um pouquinho, mas depois me aceitou. Sem nenhuma burocracia, eu usei a minha bolsa da Fulbright e, em vez de ir no Carnegie Tech, eu usei trabalhando no laboratório do professor Jeffrey, lá na Universidade de Pittsburgh.

Foi uma maravilha, porque ali eu tive contato direto, havia um bom laboratório, com as técnicas daquela época, de 1960 – que era muito antes da automação, e tudo isso, mas com gente muito competente. Meu orientador era um cara muito bacana, Brian Craven, um cristalógrafo da Nova Zelândia radicado nos Estados Unidos, e que me botou para trabalhar, nem querendo saber quanto eu sabia de cristalografia nem de raio x.

Eu estava em um ambiente muito bom, com aquele monte de alunos ali, em que um ensinava o outro . Fui aprendendo e consegui trazer o conhecimento, que eu posso dizer que não era muito profundo, mas era razoável para começar. E aí comecei o laboratório de cristalografia lá em São Carlos [interior de São Paulo].

Agência Brasil – A senhora voltou dos Estados Unidos e já foi para São Carlos?

Yvonne Mascarenhas – Não, eu fui para São Carlos, passei lá uns quatro, cinco anos, aí fui para Pittsburgh. Depois que me graduei, conseguimos emprego, eu e o Sérgio [marido], para trabalhar na Universidade de São Paulo, no campus de São Carlos, onde tinha uma escola de engenharia. Então, eu e ele, depois que trabalhamos lá uns 4, 5 anos, conseguimos um afastamento, fomos passar um ano nos Estados Unidos com bolsa Fulbright, uma bolsa americana [organização internacional vinculada aos governos do Brasil e dos Estados Unidos].

Com isso, passamos lá quase dois anos. Quando acabou a bolsa Fulbright, o próprio cara do meu laboratório, o Jeffrey, me ofereceu uma bolsa de um contrato dele. E a mesma coisa aconteceu com o Sérgio, lá do Carnegie Tech. E criamos ótimos amigos nessa época, foi maravilhoso. Aí ficamos lá de meados de 59 até o fim de 60 e voltamos para São Carlos.

A cada quatro anos na USP você tinha direito ao que se chamava uma licença-prêmio, que era equivalente a um ano letivo fora do Brasil. Fomos para a Universidade de Princeton, depois eu fui para Boston, para a Universidade de Harvard, e depois, finalmente, a quarta saída, fui para a Universidade de Londres, onde passei um tempo muito bom, tendo um bom contato com cristalografia de proteínas, que era uma coisa que me interessava, difícil, muito difícil, mas que me deu um banho de cristalografia de proteínas.
Voltei para o Brasil, comecei a tentar fazer coisas com proteínas.

Agência Brasil – Qual a importância para a senhora de ter recebido Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência?

Yvonne Mascarenhas – Eu acho que foi uma ideia brilhante da Carolina [Bori, que foi presidente da SBPC], fazer essa premiação, porque as mulheres estão tendo um acesso, mas ainda falta muito para elas realmente terem disposição de entrar nessas carreiras mais difíceis, lutar pelos seus direitos e, principalmente, visar os postos mais elevados da função.Por exemplo, quando chegam à universidade, elas muitas vezes fazem mestrado, doutorado, às vezes, fazem postdoc, mas, depois, na hora da competição, para entrar como professoras, não é muito fácil. Algumas conseguem. Agora, galgar dentro da carreira docente vai ficando mais difícil.

Eu tenho a impressão de que tem algumas que até já nem competem, porque acham que é muito árduo, muito difícil vencer a barreira. Mas eu acredito que muitas já estão conseguindo ser professoras titulares. Então, precisa estimular para que elas não desistam de fazer uma carreira dentro da sua profissão, seja ela qual for, visando o progresso que elas merecem pela experiência, pelo conhecimento, pelo trabalho. Não precisa nem ser em ciência.

Em qualquer empresa, a mulher tem que entrar pensando: ‘eu vou poder ser chefe de sessão, eu vou poder ser gerente de não sei o quê’. Eu tenho visto muitos que estão conseguindo fazer isso. Acho que estamos no caminho certo. Ainda não é o ideal, não é, mas estamos no caminho certo. O foco está lá longe, mas estamos caminhando na direção dele. Estou muito otimista quanto a isso.

Agência Brasil – A senhora teria algo a dizer para as mulheres que pensam em seguir carreira na ciência?

Yvonne Mascarenhas – Que as mulheres novas agora sigam o exemplo das que já usaram os direitos e se estimulem mais ainda para exercer esses direitos de educação, de busca de uma vida econômica independente, sem ser dependente nem de marido, nem de pai, nem de ninguém, e que sejam felizes com uma vida em que elas se sintam mais bem realizadas, e sem desistir da vida familiar, se elas quiserem ser mães. Ficar frustrada porque não tem um filho também não é muito bom. Ficar frustrada porque não tem família também não é muito bom. O isolamento às vezes é penoso para mulheres. Para algumas mulheres, é a solução, para outras, não é.

Então, quando elas optarem por terem uma vida familiar, que saibam escolher um bom cara de cabeça aberta. Hoje em dia, já existem muitos, graças a Deus. Quando a gente fala da liberação das mulheres, eu acho que é também dos homens, de deixar de ser o preconceito contra a atividade da mulher. Já temos muitos homens de boas famílias, que têm essa cabeça aberta. Encontrar um bom marido com cabeça aberta, que os dois façam uma vida profissional de muito sucesso e que eduquem bem seus filhos.

E que ela, na hora mais difícil, que é quando tem filho, não perca o foco do seu ideal profissional. Continue trabalhando firme e mantendo o foco na profissão bem aceso, bem vivo, para poderem se realizar e se realizarem também como mães, como mães de família, como papel social. Quando a mulher tem filhos, começa a ter um papel social muito maior. Tem que se preocupar com a educação das crianças e tudo mais.

Agência Brasil – A senhora teve quantos filhos?

Yvonne Mascarenhas – Eu tive quatro. Quatro filhos. Quando eu fui para Pittsburgh, aquela senhora que está comigo [aponta para a filha do outro lado da sala], a Ivoninha, ela tinha 3 anos e o irmão dela, 4. Levei, coloquei no jardim de infância, no kindergarten [jardim de infância], eles ficavam quase o tempo todo lá, eu tinha que sair correndo, às 4h, para pegar eles. Nem precisava porque tinha uma condução que levava eles para casa.

Eu ia trabalhando o que dava para trabalhar, chegava em casa, fazia jantar, cuidava um pouco da casa. No fim de semana, cuidava da roupa, da limpeza, mas isso daí eu fiz sem nunca deixar de fazer a coisa que me interessava, que era a cristalografia. E todas as vezes foi assim. Sempre levamos nossos filhos junto [dois dos filhos de Yvonne são falecidos]

Cidadania vai às ruas mostrar que folia também é falar sobre acessibilidade e garantia de direitos 

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Fotos: Divulgação/SEC

“Não tem nada que me impeça de ser feliz”. É essa a frase que Ana Lúcia Serpa, 49 anos, solta em meio à folia. No primeiro dia de bloquinho, o “Nada sobre nós sem nós” foi o momento dela de mostrar que toda pessoa com deficiência tem sua fala e espaço no Carnaval.

“Nosso grupo carnavalesco vem mostrar que ninguém vai falar por nós. Quem falar pela gente, tem que estar com a gente. Carnaval é para todos, e pular é só mais um degrau”, completa a aposentada.

Cidadania vai às ruas mostrar que folia também é falar sobre acessibilidade e garantia de direitos 
Para Ana Lúcia, não tem barreira para ser feliz e pular Carnaval

Na sexta-feira (9), o teatro de arena do Horto Florestal foi palco para uma festa na qual o protagonismo era a acessibilidade. Para a subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Telma Nantes de Matos, no Carnaval a marchinha deve ser acessibilidade, inclusão e igualdade. 

“Isso é cidadania, é sair e foliar como as demais pessoas. Eu gosto de curtir, apoiar e precisamos proporcionar esse momento às pessoas. Cultura é inclusão, Carnaval é inclusão e as pessoas com deficiência merecem ter essas possibilidades”, ressalta.

Cidadania vai às ruas mostrar que folia também é falar sobre acessibilidade e garantia de direitos 
Subsecretária de Políticas Públicas para Pessoa com Deficiência, Telma Nantes, ressalta que Carnaval é inclusão, acessibilidade e respeito

Criador do bloco, Damião Zacarias da Silva, de 48 anos, é corumbaense de nascença e tem o Carnaval no coração. “Sou folião desde pequeno”, brinca. A ideia do bloco surgiu em 2018, e o primeiro cortejo foi realizado no Carnaval do ano seguinte. “Pensamos no bloco pra gente se reunir e mostrar para as pessoas, para a sociedade e para nós mesmos que a gente é capaz de ir e vir e ter nosso direito de brincar o Carnaval também”, acrescenta. 

Ainda na sexta, durante o bloco Farofolia, que abriu a programação da Esplanada Ferroviária, o Centro Estadual de Cidadania LGBTQIA+ levou conscientização e informação para o Carnaval. Foram 300 pessoas orientadas e que receberam o kit contendo preservativo, além de testes rápidos de HIV. A ação teve apoio da Subsecretaria de Políticas Públicas para a População LGBTQIA+, Secretaria de Estado de Saúde e ONG Águia Morena.

Cidadania vai às ruas mostrar que folia também é falar sobre acessibilidade e garantia de direitos 
Damião Zacarias é o criador do bloco “Nada sobre nós sem nós” que traz, desde 2019, a acessibilidade para a folia

“A festa mais popular do País também é a oportunidade de levar ações de promoção de saúde e prevenção de doenças às ruas, além de reforçar a necessidade de não negligenciar certos comportamentos que podem oferecer risco à saúde individual e coletiva da população”, explica a coordenadora do Centro, Gaby Antonietta.

Colaborador da ONG Águia Morena, Kedney Araújo esteve na ação ao lado do CEC LGBTQIA+ falando exatamente sobre redução de danos no Carnaval. “Este é um dos momentos onde existe maior concentração do uso de substância, principalmente de álcool, então estamos aqui levando informação, prevenção e orientação”, completa. 

Boas atitudes fazem um bom Carnaval

A campanha do Governo do Estado para o Carnaval 2024 bate na tecla de que “boas atitudes fazem um bom Carnaval”, e reforçando as regrinhas do rolê, entre elas o “não é não” para combater o assédio contra as mulheres.

Os materiais foram entregues aos municípios do interior do Estado e, na Capital, a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa, foi às ruas junto ao Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, presidido pela secretária-adjunta do Governo, Ana Nardes, a DEAM (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher), Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Só no sábado (10), pelo menos mil cartazes e folders foram distribuídos.

Cidadania vai às ruas mostrar que folia também é falar sobre acessibilidade e garantia de direitos 
No sábado, cartazes alertando que “boas atitudes fazem um bom Carnaval” foram entregues em ação do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher e da Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres

“Viemos lembrar que boas atitudes, importantes comportamentos e principalmente consciência, responsabilidade e acima de tudo respeito, são fundamentais para que o Carnaval seja divertido e fraterno. Vamos brincar, nos divertir e, acima de tudo, respeitar as nossas diferenças”, enfatizou Manuela..

Preservativos e testes rápidos foram entregues pelo Centro Estadual de Cidadania LGBTQIA+ no 1º dia de bloquinho na Esplanada

Como denunciar

Tanto a Polícia Civil quanto a Militar estarão atuando com suas equipes nas festividades de Carnaval. Reforçando que a DEAM, que já funciona 24h, estará com todos os integrantes da rede de proteção à mulher, da Casa da Mulher Brasileira, preparada para atender e fazer o acolhimento dessas mulheres.

Para denunciar qualquer tipo de assédio ou importunação sexual ligue para a Central de Atendimento à Mulher 180. A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul também está à disposição da população por meio do número 190, que deverá ser acionado quando a violência estiver acontecendo.

As vítimas também podem procurar diretamente as demais Delegacias, para registro do Boletim de Ocorrência.

Vale ressaltar que no site www.naosecale.ms.gov.br estão disponíveis todos os canais de denúncia.

Dourados AC e Operário encerram turno da primeira fase do Campeonato Sul-Mato-Grossense na liderança

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DAC (Camisa amarela) venceu o Ivinhema e assumiu a liderança do Grupo B – Foto: Tatiana Progeti /Ativa FM

Terminou neste sábado dia (10), o primeiro turno da primeira fase do Campeonato Sul-Mato-Grossense de futebol 2024. Destaque para a vitória do DAC, diante do Ivinhema. A surpresa do fim de semana, foi a vitória do Coxim, que jogando fora de casa venceu o Costa Rica.

Em Costa Rica, o CREC, recebeu a equipe do Coxim. Os visitantes venceram por 1 a o. Gustavo Henrique fez o único gol da partida.

O Dourados A C, foi até Ivinhema e venceu de virada o Azulão do Vale por 2 a 1. Com essa vitória, o DAC, assumiu a liderança do Grupo B.

Em Sidrolândia, a Portuguesa, recebeu o Operário. A partida terminou no empate em 1 a 1. O Galo lidera o Grupo A.

Em Corumbá, Corumbaense e Aquidauanense, ficaram no empate em 1 a 1.

      PLACAR/ 5ªRODADA
CORUMBAENSE1X1AQUIDAUANENSE FC
COSTA RICA EC0X1COXIM
IVINHEMA FC1X2DOURADOS AC
PORTUGUESA1X1OPERÁRIO
CLASSIFICAÇÃO DO GRUPO A – ATÉ A 4ªRODADA
         
  Classificação/EquipePtsJGVEDGPGSSG
1º Operário104310615
2º Coxim74211541
3º Costa Rica64202532
4º Portuguesa54121440
5º Náutico04004210-8
CLASSIFICAÇÃO DO GRUPO B – ATÉ A 4ªRODADA
         
  Classificação/EquipePtsJGVEDGPGSSG
1º Dourados AC94301734
2º Aquidauanense84220523
3º Corumbaense5412157-2
4º Ivinhema4411256-1
5º Novo FC1401338-5

Após causar acidente ao se jogar na frente de carros, homem é atropelado e morto na BR-163

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Homem morreu no local após ser atropelado - Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News

Neste sábado (10), um homem ainda não identificado foi atropelado e morto na BR-163, uns 500 metros do Trevo da Bandeira, sentido Dourados/Campo Grande.

De acordo com informações policiais, testemunhas relataram que o indivíduo estaria se atirando na frente de alguns veículos que transitavam pela via.

Inclusive, uma mulher, 30, conduzia um Voyage, avisou o homem e numa tentativa de desviar, perdeu o controle do veículo e capotou. Ferida, ela foi levada ao hospital.

Em seguida, uma carreta também desviou para não colidir, porém, na sequência, o indivíduo foi atropelado por um veículo, ainda não identificado.

A CCR foi acionada, mas o homem já estava morto no local. Ele não possuía documentos de identificação.

Uma carenagem de veículo Volkswagen foi apreendida no local, além de um pedaço do vidro de uma lanterna.

O corpo foi encaminhado para o IMOL – Instituto Médico Legal de Dourados.

Após ser filmado espancando mulher, homem morre em confronto com polícia no Pantanal

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Homem aparece em vídeo agredindo a mulher (Foto: Reprodução)

Um homem filmado agredindo a mulher, de 28 anos, numa fazenda no Pantanal de Corumbá, distante 428 quilômetros de Campo Grande, morreu em troca de tiros com a polícia, durante o resgate da vítima, na noite de ontem (10).

Ainda sem detalhes da ação policial, o corpo do autor de espancamento à mulher chegou na manhã de hoje no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Corumbá.

Ele teria espancado a esposa durante dois dias e mantido em cárcere privado sob ameaças. Além da mulher, mais duas crianças e um bebê de 4 meses estavam no local.

O fato tormou público, depois que vídeo enviado pelos familiares da vítima, passou a circular em grupos de redes sociais e chegou ao conhecimento da polícia, que foi para a fazenda, na região do Pantanal sul-mato-grossense, de difícil acesso.

No vídeo, divulgado pelo site de Corumbá, mostra a mulher sendo encurralada no chão pelo homem, que é muito maior que ela e a segura com as pernas contra o pescoço dela. No momento em que está sendo agredida, uma criança assiste a cena. Ela tenta se livrar dele, mas é impedida.

Uma tia da mulher disse que ela está sendo encaminhada pela polícia para Campo Grande. “Ela está vindo para Campo Grande. A polícia vai trazer ela pra cá. Está desesperada, apavorada, porque ela ficou dois dias em cárcere. Ele bateu, amarrou, fez tudo o que queria de maldade com ela. Bateu nas crianças e tudo. A hora que a polícia chegou lá, mandou ele deitar no chão porque ele estava cercado, ele não deitou e trocou tiros com a polícia”, disse.

Brasil amplia oportunidades de exportação de carnes bovinas e de aves para Rússia

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Brasil amplia oportunidades de exportação de carnes bovinas e de aves para Rússia. Foto: Divulgação/Governo Federal

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anuncia a recente habilitação de mais cinco plantas para exportação de carnes bovinas e de aves para a Rússia. A decisão foi comunicada pelo Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Federação da Rússia (Rosselkhoznadzor) e é resultado de uma rigorosa auditoria realizada no Brasil, a primeira está em andamento desde 2015 e foi concluída em dezembro de 2023.

Durante a inspeção, a delegação russa visitou unidades de produção em seis estados brasileiros, além do Distrito Federal, e também realizou reuniões técnicas com representantes da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), ambas do Mapa. Além de frigoríficos, foram vistoriados estabelecimentos de criação de bovinos e aves, e laboratórios oficiais, apresentando os controles sanitários de uma ponta a outra da cadeia produtiva.

Ainda, ampliando assim as oportunidades de exportação para o mercado russo, a auditoria resultou no levantamento de restrições temporárias que pesavam sobre o fornecimento de produtos de origem animal de determinadas unidades de produção nacionais.

A nova habilitação inclui a expansão das atividades de produção de algumas unidades, incluindo o abate e desossa de aves, produção de subprodutos e gorduras avícolas, e produção de farinha de origem animal. Adicionalmente, unidades que já possuíam licenças para exportação de carne bovina tiveram suas capacidades ampliadas, fortalecendo a posição do Brasil como um dos principais fornecedores de carnes e produtos de origem animal para a Rússia.

“A reafirmação desta parceria entre Brasil e Rússia não apenas fortalece a relação de confiança mútua entre as autoridades sanitárias de ambos os países, mas também destaca a qualidade inigualável dos produtos brasileiros no cenário internacional. O Ministério da Agricultura se compromete a continuar trabalhando para assegurar e expandir o acesso dos produtos brasileiros aos mercados globais, garantindo o cumprimento dos mais altos padrões de qualidade e segurança alimentar”, afirma Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

Em 2023, as exportações de carne bovina e de aves do Brasil para a Rússia alcançaram o valor de US$ 306 milhões, o que corresponde a 24% do total das exportações brasileiras para esse mercado.

MS: Repórter policial, Adilson Domingos morre após complicações renais

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Adilson Domingos em frente a delegacia exercendo a função de repórter policial (Foto: Arquivo Pessoal)

Bombeiro Militar da reserva e repórter policial, Adilson Domingos, de 55 anos, faleceu na noite deste sábado (10) em decorrência do agravamento de problemas renais crônicos. Ele estava internado no Hospital da Cassems em Dourados, a 250 quilômetros de Campo Grande.

Durante uma viagem pelo nordeste brasileiro no início do mês, Adilson teve uma crise renal, buscando atendimento médico imediatamente. No entanto, ao retornar a Mato Grosso do Sul, sua condição piorou e acabou sendo internado. Na manhã deste sábado passou por uma cirurgia e foi submetido à intubação, porém, não resistiu às complicações veio a óbito.

Adilson, conhecido por muitos como “lente nervosa”, era colaborador do jornalismo de Mato Grosso do Sul e do Campo Grande News desde 2016, fornecendo imagens e informações policiais da segunda maior cidade do Estado. Sua presença marcante e dedicação à cobertura policial o tornaram uma figura reconhecida na área.

Adilson deixa esposa, filhos e um neto. Até o momento, não há detalhes sobre o horário do velório e enterro. A comunidade jornalística de Mato Grosso do Sul lamenta a perda de um grande colega de profissão, cujas contribuições serão lembradas no campo do jornalismo

Quais repelentes posso usar contra o mosquito da dengue?

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Foto: Divulgação/Fiocruz

Os produtos para repelir o mosquito Aedes, que transmite a dengue, são de dois tipos: repelentes para aplicação na pele e produtos para uso no ambiente. Não existem produtos de uso oral, como comprimidos e vitaminas, com indicação aprovada para repelir o mosquito.

Repelentes de insetos para pele

Os repelentes de insetos para aplicação na pele são enquadrados na categoria “Cosméticos” e devem estar registrados na Anvisa.

Todos os ativos repelentes de insetos que já tiveram aprovação para uso em produtos cosméticos podem ser usados em crianças, mas é importante seguir as orientações descritas na rotulagem do produto, pois cada ativo tem suas particularidades e restrições de uso.

Por exemplo, o uso de produtos repelentes de insetos que contenham o ingrediente DEET não é permitido em crianças menores 2 (dois) anos. Já em crianças de 2 (dois) a 12 (doze) anos de idade, o uso de DEET é permitido desde que a sua concentração não seja superior a 10%, restrita a apenas 3 (três) aplicações diárias, evitando-se o uso prolongado.

Também é importante observar que produtos repelentes de insetos devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo, conforme a norma vigente de Cosméticos, a RDC 19/2013. O produto só deve ser aplicado nas roupas se houver indicação expressa na arte de rotulagem.

Produtos para uso no ambiente

Os produtos mais utilizados para uso no ambiente são inseticidas e repelentes.

Os inseticidas são indicados para matar os mosquitos adultos. Encontrados, principalmente, em spray e aerossol, eles possuem substâncias ativas que matam os mosquitos, além de solubilizantes e conservantes.

Os repelentes, por sua vez, apenas afastam os mosquitos do ambiente. Eles são comercializados na forma de espirais, líquidos e pastilhas utilizadas, por exemplo, em aparelhos elétricos.

Inseticidas e repelentes devem ter a substância ativa e os componentes complementares (solubilizantes e conservantes) aprovados pela Anvisa.

Fique ligado!

Os repelentes em aparelhos elétricos ou espirais não devem ser utilizados em locais com pouca ventilação nem na presença de pessoas asmáticas ou com alergias respiratórias. Podem ser colocados em qualquer ambiente da casa, desde que estejam, no mínimo, a dois metros de distância das pessoas.

Os equipamentos que emitem vibrações, CO2 ou luz, e também plantas e sementes que funcionariam como atrativos para os mosquitos ou equipamentos com outras tecnologias não são considerados saneantes passíveis de regularização junto à Anvisa.

Os inseticidas chamados “naturais”, à base de citronela, andiroba, óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia. Ou seja, as velas, os odorizantes de ambientes e incensos que indicam propriedades repelentes de insetos não estão aprovados pela Agência.

O óleo de neem, que possui a substância azadiractina, é aprovado pela Anvisa para uso em inseticidas, mas o produto deve estar registrado.

Consulte aqui os cosméticos repelentes regularizados.

Consulte aqui os saneantes regularizados.

EaD: Inscrições abertas para especialização da UFGD em Educação Especial

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O total de vagas é dividido entre os seguintes polos: Água Clara, Campo Grande, Japorã, Porto Murtinho, Rio Brilhante e São Gabriel do Oeste (Foto: Ricardo Zanella/Divulgação/UFGD)

A Faculdade de Educação a Distância da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) está com inscrições abertas até 29 de fevereiro para a especialização em “Educação Especial na Perspectiva Inclusiva”. Este curso de pós-graduação lato sensu é gratuito e destinado a professores, com 210 vagas para ingresso no primeiro semestre de 2024.

O total de vagas é dividido entre os seguintes polos: Água Clara, Campo Grande, Japorã, Porto Murtinho, Rio Brilhante e São Gabriel do Oeste. Uma vez por semestre, conforme será divulgado posteriormente no calendário acadêmico do curso, as aulas presenciais acontecerão às sextas-feiras no período noturno e aos sábados nos períodos matutino e vespertino.

Os candidatos podem atuar na educação básica ou superior ou ter graduação em qualquer área, desde que possuam o desejo de trabalhar com o público-alvo da educação especial. De acordo com o edital de seleção, o objetivo do curso é “apresentar e aprofundar saberes pedagógicos, a partir da oferta de suporte teórico, prático e metodológico para a atuação docente, pautados nas dinâmicas e nas necessidades advindas do trabalho cotidiano dos professores no espaço da escola e da sala de aula”.

Para realizar a inscrição é necessário acessar o sistema (https://sistemas.ufgd.edu.br/scpg-inscricao ) e inserir os dados cadastrais. Também será preciso anexar as cópias digitais da documentação exigida no edital, sendo que entre os documentos estão o currículo lattes atualizado e a tabela de pontuação de currículo (Anexo II do edital) preenchida e com os comprovantes. Essa tabela servirá como base para a análise curricular, que será a única fase de avaliação dos candidatos e ocorrerá internamente, de 12 a 19 de março.

Os participantes poderão verificar o resultado preliminar da avaliação em 21 de março e, após o período de recursos, o resultado final será divulgado em 27 de março, nas páginas da Faculdade EaD e de Editais da UFGD.

Para a matrícula, os aprovados precisarão enviar os originais ou cópias autenticadas dos documentos pelos Correios, de acordo com o prazo que for estabelecido no edital de matrícula, para a Faculdade de Educação a Distância.

A especialização em “Educação Especial na Perspectiva Inclusiva” é oferecida pela UFGD no âmbito do Programa Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), vinculado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação (MEC).

LINKS

Página da EaD UFGD: https://portal.ead.ufgd.edu.br/ 

Edital:

 CONTATOS

Secretaria da Direção da Faculdade EaD: 3410-2660.

E-mail: [email protected] 

Fundador do Instituto Homem Pantaneiro entra para lista das 50 pessoas que mudam o mundo

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Ângelo Rabelo — Foto: Reprodução

Quando o assunto é a preservação do Pantanal, um nome é certo, Ângelo Rabelo, presidente do Instituto Homem Pantaneiro (IHP). O ambientalista atua desde 1980 na proteção da cultura e da vida selvagem do bioma.

E seus esforços foram reconhecidos na lista das 50 pessoas pessoas que estão melhorando o mundo, graças às suas ações, o The Explorers Club 50.

A nomeação de 2024 foi divulgada neste mês de fevereiro e inclui somente quatro brasileiros. Além de Rabelo, ainda foram nomeados a geóloga Fernanda Avelar Santos, o ictiologista Luiz Rocha e o designer naturalista Lvcas Fiat.

O ex-policial militar ambiental possui uma atuação direta na conservação do Pantanal há mais de 40 anos.

“Esse reconhecimento contribui para mostrar a importância de trabalhos que buscam conservar o Pantanal. O bioma enfrenta um cenário que é desafiador, estamos vendo a redução das áreas úmidas e os impactos dessa mudança ainda não sabemos como será. No Pantanal, os alertas não estão apenas na planície, que sofre com o fogo. É preciso um outro olhar para o planalto, local em que ficam as nascentes”, detalha Rabelo, que começou suas ações no Pantanal ao lutar contra a caça e o tráfico de animais selvagens, principalmente para impedir a matança de jacarés.

Em 1977, Rabelo ajudou a fundar a Polícia Militar Ambiental no estado e formou as primeiras equipes para atuarem no combate a crimes ambientais no Pantanal. Enquanto atuava no combate direto ao tráfico de animais selvagens no bioma, Rabelo quase foi morto ao ser atingido por um disparo em uma emboscada.

Fundador do Instituto Homem Pantaneiro entra para lista das 50 pessoas que mudam o mundo
Fundador do Instituto Homem Pantaneiro. — Foto: Reprodução

Em 2002, fundou o Instituto Homem Pantaneiro (IHP). Mais de 20 anos depois da fundação da entidade, o IHP desenvolve programas permanentes no Pantanal voltados para prevenir incêndios, criar corredores de biodiversidade, promover o desenvolvimento em comunidades e fomentar a pesquisa científica.

“As pantaneiras e os pantaneiros sempre lutaram pela conservação e mantém até hoje um grande respeito pelo Pantanal. Entendem que é dali que a vida deles faz sentido. Me ensinaram muito, o que deu ainda mais ânimo para seguir lutando pela conservação. O tráfico e a caça diminuíram, mas não acabaram. Mas os desafios mudaram e as possibilidade de proteção também. Hoje temos os créditos de carbono, em breve haverá o crédito de biodiversidade. As ações são emergências para garantir a sobrevida do Pantanal.”

A indicação de Ângelo Rabelo para a seleção do The Explorers Club foi feita por Dereck and Beverly Joubert, o casal sul-africano que dedica a vida para a proteção da vida selvagem no continente africano e contribuíram na pesquisa e estudos para a criação do filme Rei Leão. Eles são membros da comunidade após receberem a medalha de Exploradores em 2021.

Fundador do Instituto Homem Pantaneiro entra para lista das 50 pessoas que mudam o mundo
A nomeação foi feita em 2024. — Foto: Reprodução

Instituto Homem Pantaneiro

O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos. Fundado em 2002, em Corumbá (MS), e atua na conservação e preservação do bioma Pantanal e da cultura local.

Entre as atividades desenvolvidas pela instituição destacam-se a gestão de áreas protegidas, o desenvolvimento e apoio a pesquisas científicas e a promoção de diálogo entre os atores com interesse na área.

Os programas que o Instituto atua são Rede Amolar, Cabeceiras do Pantanal, Amolar Experience, Felinos Pantaneiros, Memorial do Homem Pantaneiro, Brigada Alto Pantanal e Estratégias para Conservação da Natureza.

Mais de um milhão e meio de reais em defensivos agrícolas são apreendidos pelo DOF em Dourados

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Foto: Assessoria/DOF

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam na tarde deste sábado (10) na avenida Monte Alegre, Jardim Paulista em Dourados, um veículo Fiat Strada carregado com mil quilos, em pacotes, mais defensivo em líquido, com um total de 550 litros.

Os militares realizavam um patrulhamento ostensivo urbano quando visualizaram o condutor de um Fiat Uno rebocar a Fiat Strada. Durante a abordagem constatou-se a carga ilícita do veneno. O condutor do Uno realizava o serviço de “batedor de estrada” e apoio logístico ao seu irmão.

A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia da Polícia Federal em Dourados. O prejuízo estimado ao crime foi de R$ 1,6 milhão.

A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJ (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e da Operação Ágata Fronteira Oeste II, em parceria com o Exército Brasileiro.

O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas, receber reclamações e denúncias anônimas, através do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Siga o DOF no Instagram: @dofpmms

Mais de 300 mil reais em Smartphones são apreendidos pelo DOF em Laguna Carapã

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Foto: Assessoria/DOF

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam na tarde deste sábado (10) na MS-156, 84 aparelhos de telefone celular de origem estrangeira, sem a documentação legal para o transporte e comércio no Brasil.

Os militares realizavam um bloqueio policial para fiscalização na rodovia, área rural do município, quando deram a ordem de parada ao condutor de uma camionete Chevrolet S10. O homem de 42 anos de idade disse que foi contratado por uma mulher, em Dourados, para ir até à cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero buscar os aparelhos.

A ocorrência foi registrada e entregue na Receita Federal em Ponta Porã. O prejuízo estimado ao crime foi de R$ 305 mil.

A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJ (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e da Operação Ágata Fronteira Oeste II, em parceria com o Exército Brasileiro.

O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas, receber reclamações e denúncias anônimas, através do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Siga o DOF no Instagram: @dofpmms

Prefeitura de Iguatemi instala lâmpadas de LED em três praças

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Foto: Divulgação

Na noite de sexta-feira, dia 9, o prefeito de Iguatemi, Dr. Lídio Ledesma, juntamente com os vereadores Genésio, Jesus, Miriam, Carol, Ricardo, Gildo e Adilson, além de secretários, realizou a entrega oficial da iluminação com lâmpadas de LED em praças e espaços esportivos de três conjuntos habitacionais. Os recursos para essa iniciativa foram provenientes da Cosip, a taxa de iluminação paga pelos consumidores de energia.

Os conjuntos que receberam a nova iluminação foram o Conjunto Marisa, o Che Ro Gami e o Conjunto Élida Nogueira Lopes.

Dr. Lídio anunciou que até o final do mandato, a meta é modernizar toda a iluminação pública com lâmpadas de LED e pavimentar com asfalto todas as ruas e avenidas da cidade.

Brasil chega a 62 mortes e 408 mil casos prováveis de dengue

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Foto: nuzeee/Pixabay

O número de casos prováveis de dengue no Brasil em 2024 chegou a 408 mil, segundo atualização de sexta-feira (9) no Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. Já o número de vítimas confirmadas da doença atingiu 62, enquanto outras 279 mortes suspeitas estão sendo investigadas.

A média nacional aponta 201 casos de dengue por 100 mil habitantes. Mas, em alguns estados, esse coeficiente é bem maior. O Distrito Federal, por exemplo, registra mais de 1.700 casos por 100 mil habitantes. Na sequência proporcional de casos, aparecem Minas Gerais, Acre, Paraná e Goiás. 

Em número absoluto, Minas Gerais lidera, com mais de 143 mil pessoas registradas com dengue, seguido por São Paulo, Distrito Federal e Paraná. Na outra ponta, com menos casos registrados, aparecem dois estados do Nordeste: Piauí e Paraíba. As mulheres são as mais afetadas, com 55% dos registros, contra 45% dos homens.

O número de mortes, 62, praticamente não aumentou comparando as primeiras cinco semanas deste ano, com o mesmo período do ano passado, quando a dengue matou 61 pessoas. Já o número de casos graves mais do que triplicou. Nas cinco semanas deste ano, foram quase 4.600 casos, contra 1.355 registros, no mesmo período, em 2023.

Campo Grande inicia vacinação contra a dengue neste domingo

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(Foto: PMCG)

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande inicia neste domingo (11) a vacinação contra a dengue de crianças de 10 a 11 anos em duas unidades de saúde de regiões com alta incidência da doença, no Guanandi e Noroeste. O município recebeu 24.639 doses da vacina contra a doença enviadas pelo Ministério da Saúde.

A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, explica que o município adotou como estratégia levar a vacina a áreas de maior vulnerabilidade. Atualmente, o município possui sete bairros com alta incidência.

“Diante do número limitado de doses, nós optamos por disponibilizar a vacina às crianças de regiões que estão com índice alto de dengue. À medida em que novas doses forem sendo enviadas ao município, nós iremos ampliar para as demais regiões”, comenta.

Segundo o ministério, a vacinação irá avançar para outras idades assim que forem sendo entregues novas doses pelo fabricante da Qdenga, até alcançar todo o público-alvo de 10 a 14 anos

Conforme dados do serviço municipal de Imunização, há aproximadamente 73.500 crianças e adolescentes nesta faixa-etária em Campo Grande.

Se considerar somente as idades preconizadas para receberem a vacina nesta primeira etapa, 10 a 11 anos, o público é de aproximadamente 28 mil pessoas.

Orientações

Quem já teve dengue também deve se vacinar para evitar novas infecções ou, em caso de contágio, sintomas mais leves. Além disso, nessas pessoas, é esperada uma resposta melhor ao imunizante.

A recomendação para quem teve dengue recentemente é aguardar seis meses para tomar a vacina. Quem for diagnosticado com a doença no intervalo entre as doses deve manter o esquema vacinal, desde que o prazo não seja inferior a 30 dias em relação ao início dos sintomas.

Onde vacinar?

A Sesau estará com vacinação na USF (Unidade de Saúde da Família, localizada na Rua Dois Irmãos, 71), entre 7h às 17h, e também na UBS (Unidade Básica de Saúde) Dona Neta que fica na Rua Corá, Bairro Guanandi, entre 8 h às 17h.

Lembrando que serão imunizadas crianças 10 e 11 anos de idade.

Casos

Do dia 01 de janeiro a 06 de fevereiro deste ano, foram notificados 816 casos de dengue em Campo Grande. Até o momento, não houve a notificação de nenhum caso de zika e apenas 01 chikungunya. Em todo o ano passado a Capital registrou 17.033 notificações de dengue e seis óbitos provocados pela doença. Foram notificados, de janeiro a dezembro de 2023, 92 casos de zika e 176 de chikungunya.

A Capital fechou o segundo semestre do ano passado apresentando redução significativa nos casos de dengue, se comparado com o período anterior. O pico da doença foi registrado em abril, com mais de 3 mil casos notificados. A partir de junho, houve redução expressiva com estabilização nos meses seguintes.O mais recente Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) realizado em janeiro detectou três bairros com risco de infestação do mosquito, outros 42 em situação de alerta e 28 a situação é considerada satisfatória.

Em Mato Grosso do Sul, quatro cidades aparecem com alta incidência dos casos prováveis da doença, segundo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Campo Grande é a cidade que apresenta o menor índice entre os 79 municípios de Mato Grosso do Sul. No país, municípios como Rio de Janeiro (RJ), por exemplo, já enfrentam números alarmantes da doença.

Doses para MS

Mato Grosso do Sul recebeu 69.570 doses da vacina contra a dengue do Ministério da Saúde. A vacina desembarcou no Aeroporto Internacional da Capital neste sábado (10).

As doses são referentes a 1ª remessa para operacionalização da estratégia de vacinação contra a Dengue, que serão repassadas para 33 municípios.

A distribuição das doses aos municípios foi determinada com base em três critérios principais: o ranqueamento das regiões de saúde e municípios, o quantitativo necessário de doses para a população-alvo conforme a disponibilidade (prevista pelo fabricante) e o cálculo do total de doses a serem entregues em uma única remessa ao município.

Autoridades assinam ordem de serviço para continuidade das obras no hospital de Caarapó

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Prefeito André Nezzi assinando a ordem de serviço. Fotos: Divulgação

O prefeito de Caarapó André Nezzi anunciou na quinta-feira (8), em suas redes sociais, que foi assinado a ordem de serviço para início da segunda etapa da obra de reforma, ampliação e troca da cobertura do Hospital Beneficente São Mateus.

Além do mandatário participaram do ato, o vice-prefeito de Caarapó, Leônidas Ignácio Moreno, o Gordo da Tigre, o presidente da Câmara de Vereaodres, Gilberto Segóvia, o presidente do hospital, Davi Paulino Ratti e a diretora administrativa da referida entidade, Eliane Maria Naiverth Callegari.

Segundo o prefeito André, nesta fase serão investidos R$ 1.305,354,00, dinheiro viabilizado junto ao Governo do Estado. Já a prefeitura de Caarapó se dispôs a dar a contrapartida necessária para conclusão.

“Breve estaremos assinando também a retomada da etapa um, que foi devidamente corrigida e replanilhada, entrando agora na fase de tomada de preço para contratação de empresa”, informou Nezzi.

“Nenhum obstáculo ou empecilho supera o trabalho. Seguimos corrigindo todas as falhas, superando todos os percauços e adversidades que apareceram e trabalhando junto com a direção do hospital para entregar essa obra concluída ainda em nosso mandato que vence dia 31 de dezembro”, concluiu o prefeito André Nezzi.

Autoridades assinam ordem de serviço para continuidade das obras no hospital de Caarapó
Autoridades assinam ordem de serviço para continuidade das obras no hospital de Caarapó

Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai

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Plantão: Drogaria Amambai      Fones: 99626-7766 / 99822-7454

Estudo mostra como glitter usado no carnaval contamina rios e oceanos

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Glitter. Foto: Freepik

glitter usado em fantasias, adereços e maquiagem no carnaval, produzido a partir de metais, contamina rios e oceanos, prejudicando o crescimento da planta aquática Egeria densa, conhecida como elódea. Estudo produzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) constatou que o revestimento metálico das partículas decorativas reduz a penetração de luz na água e, consequentemente, as taxas de fotossíntese da elódea. O fenômeno pode impactar organismos que compõem a base da cadeia alimentar.Estudo mostra como glitter usado no carnaval contamina rios e oceanosEstudo mostra como glitter usado no carnaval contamina rios e oceanos

As macrófitas são plantas aquáticas visíveis a olho nu que servem de abrigo e alimento para diversas espécies, proporcionam sombreamento, produzem oxigênio e até podem ser usadas como biofiltro em projetos de fitorremediação. A elódea, por exemplo, é muito usada na ornamentação de aquários e lagos artificiais.

glitter já se consolidou como matéria-prima de roupas, adereços, peças de decoração, cosméticos e até maquiagem. E, neste mês de carnaval, sua popularidade atinge o auge. Porém, tanto brilho não vem sem consequências: nos últimos anos, a comunidade científica tem tratado o material como poluente emergente, já que esses microplásticos – partículas com menos de 5 milímetros – não são filtrados pelos sistemas tradicionais de tratamento de água e acabam lançados diretamente em rios e oceanos, onde interferem em diferentes aspectos da vida aquática.

Estudo conduzido na UFSCar, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), detectou um problema adicional: além de plástico, as partículas de purpurina carregam também metais, como o alumínio.

De acordo com resultados divulgados no New Zealand Journal of Botany, o metal presente no glitter pode alterar a passagem de luz pela água e comprometer a fotossíntese – e, consequentemente, o crescimento – de uma das espécies mais comuns de macrófita do Brasil, a Egeria densa, popularmente conhecida como elódea. Somente na Europa, por exemplo, aproximadamente 350 milhões de toneladas de plásticos se transformam em resíduos não degradados e agravam o problema de contaminação ambiental,

Os pesquisadores analisaram a ação do glitter por meio de ensaios de laboratório, que envolveram incubações in vitro com 400 unidades da macrófita submersa aclimatadas em água do reservatório Monjolinho, localizado na UFSCar. Foi usado no experimento glitter comum, do tipo comercial, com área de superfície média de 0,14 milímetros quadrados.

Quatro combinações foram testadas: macrófitas na presença de glitter (concentração de 0,04 gramas por litro) com e sem luz; e macrófitas na ausência do produto com e sem luz (grupos controle). As taxas fotossintéticas de cada grupo foram, então, analisadas usando um método conhecido como “frasco claro e escuro”, desenvolvido em 1927 e amplamente aplicado nesse tipo de estudo. Os frascos claros foram expostos à radiação fotossinteticamente ativa, enquanto os escuros foram protegidos para bloquear qualquer luz e usados para calcular as taxas de respiração.

Os resultados do experimento deixaram claro o tamanho do problema: as taxas fotossintéticas de Egeria densa foram 1,54 vezes maiores na ausência do glitter – responsável pela redução da intensidade luminosa que incidia no interior dos frascos. Os processos respiratórios das plantas também foram diminuídos, embora não de forma tão significativa.

“Essas descobertas apoiam a hipótese inicial de que a fotossíntese sofreria potencial interferência do glitter, possivelmente devido à reflexão da luz pela superfície do metal presente nesses microplásticos”, disse Luana Lume Yoshida, primeira autora do trabalho, que foi parte de seu projeto de iniciação científica no Laboratório de Bioensaios e Modelagem Matemática do Departamento de Hidrobiologia da UFSCar. Atualmente, ela é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais.

Carnaval sustentável

“Nesse experimento, observamos especificamente a interferência física do glitter em uma espécie macrófita, mas já há outras referências mais conhecidas na literatura científica sobre a contaminação da água e o consumo dessas partículas por diversos outros organismos aquáticos”, destacou Marcela Bianchessi da Cunha-Santino, que integra a coordenação do laboratório. “Encaixando todas essas peças, conseguimos traçar um panorama do funcionamento do ecossistema como um todo e do que pode acontecer com a cadeia alimentar completa – e esse é o grande diferencial da abordagem ecológica.”

“Com um banco de dados robusto, poderemos pensar em políticas públicas que pautem um consumo mais consciente desse tipo de material. Mas, por ora, é importante passar para a sociedade que alterações nas taxas de fotossíntese, embora possa parecer algo distante de nossa realidade, estão interligadas a outras mudanças que nos afetam mais diretamente, como a diminuição da produção primária das cadeias tróficas dos ambientes aquáticos [organismos na base da cadeia alimentar]”, afirmou Irineu Bianchini Jr., também coordenador do Laboratório de Bioensaios e Modelagem Matemática do Departamento de Hidrobiologia . “Se já há alternativas mais sustentáveis de adereço, por que, então, não fazer a mudança desde já?”, questionou.

DOF recupera veículo furtado no Paraná e prende homem foragido da Justiça em Itaquiraí

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Foto: Assessoria/DOF

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) recuperaram na madrugada deste sábado (10) na MS-487, município de Itaquiraí, um veículo Fiat Siena de cor cinza que estavam com as placas afixadas adulteradas e um registro de roubo/furto ocorrido na cidade de Curitiba.

Os militares realizavam um bloqueio policial para fiscalização na rodovia, área rural do município, quando deram a ordem de parada ao condutor e mais dois passageiros. Durante a checagem dos agregados do veículo constatou-se o registro criminal.

Ao checar os dados pessoais dos ocupantes do Siena localizou-se um mandado de prisão a cumprir expedido pela Comarca de Maracaju (MS), em desfavor de um dos passageiros.

A ocorrência foi então registrada e entregue na Delegacia da Polícia Civil em Itaquiraí. O prejuízo estimado ao crime foi de R$ 23,4 mil.

A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJ (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e da Operação Ágata Fronteira Oeste II, em parceria com o Exército Brasileiro.

O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas, receber reclamações e denúncias anônimas, através do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Siga o DOF no Instagram: @dofpmms