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Começa a liberação de crédito para o milho safrinha

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2008-03-20 01:32:00

O Banco do Brasil iniciou hoje (19/03) a liberação de crédito para custeio da safrinha de milho. O governo vai oferecer crédito aos produtores que realizarem o plantio das lavouras até amanhã. Na agência de Dourados, a expectativa é liberar custeio de R$ 30 milhões para a faixa de 40 mil hectares.


De acordo com o gerente da agência de agronegócios do Banco do Brasil em Dourados, José Gonçalves Dias Neto, o banco começa a liberar as propostas a partir de hoje, para lavouras com plantio realizado até amanhã. Ele explica que, nesta etapa, o BB vai liberar crédito de custeio somente para o milho, considerado a principal cultura de inverno no Mato Grosso do Sul.


Para custeio do trigo, por exemplo, o crédito será liberado de 1º a 30 de abril. Para o milho, segundo ele, o limite de crédito é de R$ 450 mil por produtor, com taxa de juros de 6,75% ao ano. “Este juro bastante baixo faz parte do chamado recurso controlado; quem quiser financiar acima do teto estipulado pelo governo, pagará uma taxa de 10% a 12% ao ano”, explica.


Com o financiamento, segundo ele, o produtor poderá investir no custeio da lavoura, como semente, adubo, mãe de obra, equipamentos e colheita. “A liberação do crédito faz parte da política agrícola do governo, que pretende contribuir para a produção em todo o país”, explica o gerente.


Para o trigo, o crédito de custeio liberado por produtor será de R$ 250 mil. Em Dourados, segundo o BB, 1.200 produtores estão aptos a adquirir o financiamento.

Educação:Comissão da Câmara aprova piso de R$ 950

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2008-03-20 00:16:00

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira (19) o projeto de lei que regulamenta o piso salarial para professores.

O valor aprovado pela comissão é de R$ 950 para professores do ensino básico e do ensino médio da rede pública de ensino. De acordo com o parecer do relator da matéria na comissão, deputado Manoel Junior (PSB-PB), o valor é para uma jornada de 40 horas semanais. "Esse valor seria alcançado gradativamente ao longo do triênio 2008-2010", diz o parecer do relator.

No parecer, o relator afirma que, em todos os estado, a média salarial na rede estadual de ensino básico supera o valor do piso aprovado hoje na comissão. Somente em quatro estados – Alagoas, Espírito Santo, Paraíba e Pernambuco – a média supera em cerca de 20% o piso de R$ 950.

O deputado também faz referência à média salarial da rede municipal de ensino. Segundo o relatório, a média salarial na rede municipal de educação é inferior ao piso aprovado na comissão em 11 estados – Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins. A média na rede municipal só é superada em cerca de 20% em 8 estados – Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina São Paulo e Sergipe.

Nos casos em que o estado ou o município não tiver recursos para pagar o piso salarial dos professores da rede pública de ensino, o projeto de lei estabelece que a União deve complementar o valor restante.

Agora, o projeto segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e depois segue para análise no Plenário da casa.


Concurso PM: Classificação sai na próxima semana

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2008-03-19 23:19:00

A lista dos candidatos aprovados na primeira fase (prova objetiva) do Concurso Público para Ingresso no Curso de Formação de Soldado PM deve sair no início da próxima semana no Diário Oficial do Estado. As informações são do diretor-presidente da Fundação Escola de Governo, Lamartine dos Santos Ribeiro.

A lista conterá os nomes dos candidatos que conseguiram obter 50% de acertos na prova, sem zerar nenhuma matéria. Já a lista com os convocados para a próxima fase deve ser publicada no dia seguinte. A previsão é de que sejam chamados 3 mil candidatos para realizarem os exames de aptidão mental (exame psicotécnico), obedecendo a proporção estabelecida no edital de abertura de 3 candidatos por vaga oferecida para o município de opção.


 A ordem de classificação também será obedecida. “Mesmo quem fez a pontuação mínima, acertando 50% da prova, pode não ser chamado para a próxima fase”, diz Lamartine. Ou seja, os candidatos deverão ser convocados pela ordem decrescente de suas notas, da mais alta para baixo.

Os candidatos ainda terão que realizar os exames de saúde e antropométrico e por último o de aptidão física. A previsão de conclusão de todas as etapas do concurso é no final de maio, para que os alunos comecem a academia no início de junho. O salário inicial é de R$1.118,00 para o soldado-aluno e R$1.397,57 após a conclusão do curso de formação.

Apostador de MG fatura só R$ 20 milhões na Mega-Sena

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2008-03-19 22:45:00

Apenas um ganhador, de Uberlândia (Minas Gerais), acertou os seis números milionários sorteados hoje na Mega-Sena, e faturou um prêmio de R$ 20 milhões.

As dezenas saíram em São Paulo.O prêmio estava acumulado a cinco concursos. Confira os números que fizeram mais um brasileiro milionário: 01-16-39-42-48- 55. Para o próximo concurso, no sábado, o prêmio é estimado em R$ 1,2 milhão.

Iguatemi:Lídio lançou pacote de quase 12 milhões

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2008-03-19 22:38:00

O prefeito de Iguatemi, Lídio Ledesma (PDT), lançou ontem, terça-feira, à noite, na Câmara Municipal, o pacote de obras que serão executadas ao longo deste ano. Somando-se os recursos próprios e os dos governos estadual e federal, o município terá perto de doze milhões em investimentos, “o que significará um marco histórico para Iguatemi e beneficiará todos os setores da sociedade”, disse o prefeito.

Ele esclareceu ainda que muitas das ações do plano já têm verbas asseguradas e outras estão em tramitação nas esferas competentes, apenas aguardando parecer favorável dos órgãos governamentais a que se refere cada convênio.

As ações foram divididas por área administrativa. No setor de Obras e Infra-estrutura o município vai receber R$ 1.2 miem pavimentação asfáltica, com recursos próprios. Serão 10.000 m2na Vila Esperança, 15.000 m2na Vila Rosa e 10.000 m2na Vila Nova.

Com recursos federais serão pavimentadas outras localidades, como a conclusão do asfalto da Avenida Jardelino José Moreira, na Vila Rosa, com recursos de R$ 193.503,52, emenda do deputado federal Geraldo Resende. Outra emenda, de R$ 290.556,59, do Senador Valter Pereira, será utilizada para pavimentar todas as travessas do Jardim Aeroporto, ligando a Avenida Francisco Fernandes Filho à Rua João Garcia.

OUTRAS AÇÕES DO PACOTE- Reforma e revitalização da Praça Marcílio Augusto Pinto: R$ 550 mil. Reurbanização dos canteiros centrais da Vila Rosa: R$ 300 mil. Aquisição de bloquetes para o programa Faça sua Calçada: R$ 110 mil. Iluminação pública: R$ 70 mil. Recuperação de estradas vicinais, pontes e transporte escolar: R$ 1 mi. Na área de Educação e Serviço Social foi lançada a construção da escola do Assentamento Rancho Loma, R$ 200 mil, reforma do anexo antigo da escola Tancredo Neves, obra em fase de conclusão, R$ 120 mil, aquisição de mobília para novo anexo da escola Tancredo Neves, R$ 80 mil, reforma do ginásio de esportes, R$ 130 mil, construção de creche na Vila Operária, R$ 707.070,71 mil, ampliação da creche Menino Jesus R$ 162 mil, reforma do anexo da Educação Infantil da escola Tancredo Neves e revitalização das demais unidades, R$ 200 mil. O prefeito anunciou ainda a construção da sede da Melhor Idade, com piscina, R$ 200 e reforma e ampliação do posto de saúde do assentamento Rancho Loma, R$ 157.5 mil.

A prefeitura vai receber ainda quatro milhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para extensão da rede de esgotamento sanitário em toda a cidade, construção de usina pós-tratamento e ampliação da estação de tratamento existente, construção de novos poços artesianos e expansão da rede de água. Da Funasa virão R$ 576 mil para módulos sanitários para famílias de baixa renda.

Para a agricultura familiar virão recursos do Pronat: aquisição de resfriadores de leite, kits para inseminação artificial, copiadoras e computadores: R$ 145.680 mil; aquisição de 10 resfriadores de leite: R$ 136.415 mil; construção da estrutura física, aquisição de materiais e equipamentos de escritório, aquisição de veículo e equipamentos para trabalho no campo: R$ 206.186 mil.

No setor de habitação serão construídas 26 casas com recursos do PAC, R$ 486 mil e mais 50 casas com recursos do FGTS: R$ 600 mil. A prefeitura vai investir contrapartida de R$ 190 mil

Os investimentos anunciados ficaram assim divididos: recursos próprios: R$ 3.970 mi7.966.636,82 mi. Total: R$ 11.936.636,82 mi.

Aldeias: Funasa anuncia que do MS todas terão água potável

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2008-03-19 21:39:00

O Programa de Aceleração do Crescimento executado por meio da Fundação Nacional de Saúde (PAC/Funasa) destinará em 2008 R$ 5,4 milhões para obras de universalização do abastecimento de água potável nas aldeias indígenas.

O presidente da Fundação, Danilo Fortes, anunciou durante assinatura de contratos de urbanização na Capital, que está analisando com o governo de Mato Grosso do Sul os projetos do estado que podem ser contemplados no orçamento de 2008. "Estamos verificando os projetos juntamente com o secretário Edson Giroto [Obras Públicas e Transportes]", informou.
 
O PAC/Funasa, lembrou Danilo Fortes, já havia alocado R$ 56,4 milhões para MS, destinados a investimentos nas 18 cidades com os maiores índices de mortalidade infantil. Com a garantia de recursos, fica assegurado que todas as aldeias do Estado serão abastecidas com água de qualidade.
 
O presidente da Funasa afirmou que o governador André Puccinelli tem sido o grande parceiro da Fundação na implementação de políticas públicas de saneamento básico, o que permitiu a redução da mortalidade entre crianças indígenas. “Essa parceria tem se solidificado e pretendemos contribuir mais nesse desenvolvimento”, comprometeu-se. 

O PAC Funasa surgiu com o objetivo de reduzir a mortalidade por meio de ações de saúde via o saneamento. A preocupação era justificada por números: “70% das internações hospitalares de crianças de zero a cinco anos se dá por contaminação veiculada pela água”, apontou Danilo Fortes. Mas já há boas notícias. Segundo ele, em cinco anos a mortalidade infantil indígena no Estado caiu de 140 para cada mil nascidas vivas, para 38 por mil nascimentos.   

A parceria se consolida na política de saneamento básico e também no atendimento direto à saúde. Detentor da segunda maior população indígena do Brasil – 63 mil índios – o Estado conta agora com três Casas da Saúde Indígena: em Campo Grande, Dourados e a mais recente, inaugurada esta semana em Amambai, que atenderá cerca de 12 mil pessoas residentes na região de fronteira com o Paraguai .

Túmulo de Tancredo Neves é destruído parcialmente

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2008-03-19 20:27:00

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para investigar a destruição da parte superior do túmulo do ex-presidente Tancredo Neves, na Igreja de São Francisco de Assis, em São João del-Rei, na região do Campo das Vertentes, a 185 quilômetros de Belo Horizonte.

A peça de mármore foi quebrada. Em princípio, as hipóteses são ato de vandalismo ou acidente. A sepultura teria sido danificada na segunda-feira à noite. A averiguação foi instaurada na terça-feira (18) e está a cargo da Delegacia Regional da cidade.

Uma perícia foi realizada no local. Como parte da investigação, imagens do sistema do circuito interno de vídeo serão examinadas. Representantes do cemitério, localizado atrás da igreja, afirmam acreditar que o dano foi causado por visitantes.

Tancredo morreu em 21 de abril de 1985, no Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo. O corpo dele foi enterrado três dias depois, na cidade natal.

Anvisa libera uso de embalagens PET recicladas em alimentos

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2008-03-19 20:25:00

Cerca de 184 mil toneladas de garrafas PET deixaram de ser recicladas, no Brasil, em 2007. Uma resolução aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta terça-feira (18), pode contribuir para a mudança deste quadro. As novas regras editadas pela agência permitem que as empresas utilizem PET reciclado para embalar alimentos. 
 
A principal exigência para o uso do Polietilenotereftalato (PET) reciclado em contato com alimentos será o registro do produto na Anvisa. Além disso, o rótulo da embalagem deverá conter o nome do produtor, o número de lote e a expressão “PET-PCR”.

Tecnologia – A norma da Anvisa fundamenta-se no surgimento de novas tecnologias capazes de limpar e descontaminar esse tipo de material, independentemente do sistema de coleta. São as chamadas tecnologias Super Clean e Bottle to Bottle. Até o momento, apenas quatro empresas apresentaram pedidos à Anvisa para utilizar esse tipo de tecnologia: duas no Rio de Janeiro, uma em São Paulo e uma na Bahia. 

O gerente de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Anvisa, Lucas Dantas, ressalta que as novas tecnologias são aplicadas em diferentes fases da cadeia de reciclagem. “O material a ser reciclado passa por várias etapas e testes experimentais, sendo que no final do processo dá origem à resina de PET limpa e própria para a confecção de embalagens que entram em contato com alimentos”, explica Dantas.

Plástico – O PET é o material utilizado, principalmente, na fabricação de garrafas plásticas para bebidas não alcoólicas como refrigerantes e sucos, entre outros alimentos. De acordo com o site www.ambientebrasil.com.br, as garrafas PET demoram cerca de 100 anos para se decompor no meio ambiente. A Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) estima que, só em 2006, foram produzidas 378 mil toneladas de embalagens a base de PET, no Brasil.

Exigências para reciclagem de PET em alimentos: Habilitação e o registro do estabelecimento na Anvisa;

Registro do plástico de Polietileno Tereftalato pós-consumo reciclado (PET – PCR) na Agência;

Autorizações especiais de uso da tecnologia utilizada de PET-PCR (FDA ou outra referência reconhecida);

Análise validada de contaminantes e análise sensorial: Comprovação pelo estabelecimento produtor que dispões de: sistemas de controle de processo/produto e garantia da qualidade, laboratório de análise e pessoal capacitado e programa de monitoramento analítico que assegure a continuidade da qualidade do PET-PCR;

Na embalagem do produto deverá ser identificado o produtor, o número de lote ou codificação quer permita a rastreabilidade.

BBB: Marcelo revela: ‘Bial é apaixonante, ele faz o meu tipo’

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2008-03-19 19:40:00

Marcelo Arantes desce à recepção do hotel onde está hospedado, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, para encontrar a equipe de QUEM. Depois, mostra o caminho até sua suíte, no 14o andar, onde será realizada a entrevista. No elevador, ele se admira no espelho. No quarto, oferece, orgulhoso, os chocolates que ganhou da TV Globo. ‘Maior protagonista da oitava edição do Big Brother Brasil’, segundo o apresentador Pedro Bial, o psiquiatra foi eliminado na terça-feira (11), com 71% dos votos. Mesmo assim, ele se considera vitorioso. ‘Atingi meu objetivo de fazer as pessoas repensarem conceitos’, diz.

Marcelo, talvez um dos mais polêmicos personagens de toda a história do BBB, assumiu ser homossexual já na primeira semana do jogo. Cinco dias depois, disse ser bissexual. E, mais recentemente, ao se referir à colega piauiense Gyselle Soares, afirmou estar vivendo uma fase hétero. Fora isso, arrumou briga com quase todos os participantes, chamando-os de falsos, preguiçosos, dissimulados. Na última semana de confinamento, só conseguia mirar com doçura a imagem de Pedro Bial. ‘Confesso que Bial faz meu tipo’, afirma. Além de Bial, o psiquiatra conta que se encantou com o estudante de medicina Rafael Galego, eliminado na segunda semana. Com tantas paixões e polêmicas em 62 dias de confinamento, o mineiro, de 31 anos, agora quer se afastar da fama de briguento, montar um consultório no Rio ou em São Paulo e namorar muito. ‘Sou pegador’, diz.

Famasul estima quebra de 30% na safra agrícola de MS

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2008-03-19 18:28:00

O deputado estadual Júnior Mochi (PMDB) ocupou a tribuna da Assembléia Legislativa nesta manhã de quarta-feira para falar da crise na agricultura em Mato Grosso do Sul. Levantamento da Federação de Agricultura e Pecuária no Estado (Famasul) apontou quebra média de 30% na safra agrícola de 2007/2008, podendo superar 50% em algumas regiões.

Mochi destacou que não se trata de problema localizado. Somente na reunião realizada na entidade para discutir a crise, teve a participação de sindicatos rurais de 10 municípios, incluindo os grandes produtores sul-mato-grossenses de grãos, como Maracaju, Sidrolândia e Rio Brilhante.

Em São Gabriel do Oeste, conforme Mochi, as perdas superaram 50%. Produtores rurais estão tendo prejuízos em decorrência da ferrugem asiática. Um dos fatores foi o excesso de chuvas, que prejudicou a aplicação de defensivos agrícolas. Em janeiro, foram 21 dias consecutivos de chuva.

FINANCIAMENTO – O peemdebista revelou números de levantamento realizado pela Famasul. De 40% a 45% da produção foi vendida pelos produtores para as multinacionais pelo valor de US$ 13 a US$ 14 a saca de 60 quilos de soja. "O compromisso é entregar o produto", destacou Mochi. As multinacionais respondem por 70% do financiamento da safra, enquanto o Banco do Brasil por 30%. Três grandes multinacionais dominam o setor: Cargil, Bunge e ADM.

Mochi alertou que poderá ocorrer grave crise na agricultura, com reflexo na economia sul-mato-grossense. Ele destacou que Mato Grosso do Sul ainda tem a base econômica centrada no binômio soja-boi.

Na próxima semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anuncia, em reunião com a bancada ruralista no Congresso Nacional, a proposta de renegociação da dívida agrícola no País. Ontem, na Vila Popular, Mochi entregou uma carta do setor ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pedindo a renegociação da dívida.

Mãe aplica defensivo para matar piolho e intoxica filha

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2008-03-19 18:25:00

Uma menina de 3 anos está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Criciúma (SC), por intoxicação com agrotóxico. De acordo com o neurologista pediátrico Eraldo Belarmino Junior, a criança está internada desde sexta-feira (14), quando a mãe lavou a cabeça da filha, aplicando um defensivo agrícola, para matar piolhos.

Segundo o médico, o quadro da menina é grave. Ela sofreu parada respiratória, que evoluiu para parada cardiorrespiratória e crise convulsiva. A garota está em coma e respira com ajuda de aparelhos.

Ainda de acordo com o neurologista que atendeu a criança, o produto é usado na lavoura do fumo e não deve ser aplicado em pessoas. “Quando adultos fazem uso dele para fins agrícolas, devem se proteger com máscaras e luvas, pois o produto químico tem alto grau de absorção”, diz.

Cuidados– A Vigilância Sanitária de Criciúma emitiu nota de orientação aos pais, afirmando que a medida mais eficaz contra piolhos é procurar as unidades e postos de saúde da rede municipal, que disponibilizam medicação gratuita.

O medicamento é receitado sob prescrição médica. Casos de intoxicação por contato ou ingestão de produtos tóxicos devem ser encaminhados de imediato ao hospital mais próximo. O responsável pelo paciente deve levar a embalagem, rótulo ou bula do produto, para agilizar o tratamento médico adequado.

PF prende outros dois PMs acusados de contrabando

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2008-03-19 18:13:00

Outros dois policiais militares de Mato Grosso do Sul foram presos na tarde de hoje pela Polícia Federal, acusados de envolvimento em esquema de contrabando de madeira e cigarros. Agora são quatro PMs detidos.

Após terem a prisão decretada, os policiais Florisvaldo Oliveira dos Santos e Flávio Freitas Barbosa, ambos de Naviraí e até então considerados foragidos, resolveram se apresentar à PF e procuraram a delegacia no início da tarde. Os dois foram ouvidos e presos.

No início da manhã outros dois PMs já haviam sido presos durante a Operação Atalaia: Anastácio da Silva, policial militar de Mundo Novo e Flávio Inácio Geromini, de Naviraí. Todos são acusados de facilitar a entrada de mercadorias contrabandeadas do Paraguai, que seriam comercializadas dentro do Estado.

No total onze pessoas foram presas até agora. Mais dois policiais militares também são suspeitos de envolvimento. Eles prestaram depoimento nesta quarta-feira, mas ainda não tiveram a prisão preventiva decretada por falta de elementos.

Todos os presos são da região sul, de Ivinhema, Iguatemi, Mundo Novo e Itaquiraí. Os sigilos bancário e telefônico dos acusados foram quebrados, mas os documentos ainda não chegaram a Polícia Federal em Dourados.

PESEBEM já tem 450 produtores de MS

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2008-03-19 17:39:00

O programa Pesebem, que instala uma balança do produtor no frigorífico, já conta com cerca de 450 produtores rurais de Mato Grosso do Sul. Desde o último dia 4 os pecuaristas de Porto Murtinho a 443 quilômetros de Campo Grande, também podem contar com o serviço.

O Pesebem, como é chamado, é uma forma de levar confiabilidade ao pecuarista e também melhorar o relacionamento entre produtor e frigoríficos. As balanças que estão sendo instaladas nos frigoríficos foram doadas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O programa começou em Goiás com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), que já conta com seis balanças instaladas. Desde 2003 a FAEG vem desenvolvendo em parceria com frigoríficos do Estado. Além do estado de Goiás, o programa também está em São Paulo e Mato Grosso.

Como funciona? – Denominado PESEBEM, o programa trabalha com um software desenvolvido especialmente para este modo de conferência. Em associação a uma balança de tendal (suspensa) eletrônica e computadorizada idêntica à utilizada pelo frigorífico, os lotes abatidos são pesados duplamente, pela balança do frigorífico e pela balança do PESEBEM que fica dentro das plantas industriais. Ao final, é impresso um relatório do romaneio de todas as carcaças que passam pela balança do programa. A partir do relatório, o pecuarista tem a certeza do peso de seus animais.

Instaladas pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (FAMASUL) e doadas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as balanças são monitoradas por um software desenvolvido com exclusividade para o Pesebem. O objetivo é assegurar aos produtores a certeza do peso de seus animais, assim todas as dúvidas sobre a pesagem serão eliminadas garantindo a lucratividade para o produtor rural.

Serviço – Para aderir ao programa, entre em contato com a coordenação do Pesebem, na FAMASUL, pelo telefone (67) 3326-6211, no sindicato rural de Amambai pelo telefone (67) 3481-1093, ou pelo e-mail: [email protected]

Opinião: “A esmola que compra voto” Alberto Eduardo Rings

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2008-03-19 16:57:00

 
Há um ensinamento oriental que diz: “quando você quiser ajudar um necessitado, comece dando-lhe peixes para matar sua fome; depois, ensine-o a pescar para que quando ele for responsável pelo seu sustento, sinta-se dignificado”.

Quando Lula foi eleito, lançou alguns programas humanitários elogiáveis, dado o momento social do país. Esqueceu-se, no entanto, de que tais programas deveriam ser emergenciais e não definitivos, como o são hoje, correndo-se o risco de torná-los mais prejudiciais do que benéficos, principalmente, para o sistema produtivo, que paga a conta. Depois de “dar o peixe”, o governo deveria ter se preocupado em “ensinar os beneficiários a pescar”. Isto explica por que a popularidade de Lula, apesar de todos os escândalos que envolvem seu governo, continua subindo. Tal popularidade  esta blindada pelo populismo que acabou gerado por tais programas sociais. Estes programas deixaram a esfera do social e passaram para a esfera do político, pela “descoberta”, demagógica/populista, que o ato de “dar o peixe” compra voto, mesmo sabendo que grande parte dos beneficiários não tem mais necessidade desta ajuda.

Recebi um e-mail cujo remetente jura ser verdadeiro, onde o zelador de um edifício em Natal, no Rio Grande do Norte, pede para ser dispensado do emprego, com uma justificativa que explica bem o que estou tentando dizer. Diz ele:

“Tenho dois cunhados desempregados e que, por conta do Bolsa-Família, Cartão-Cidadão, Cartão-Alimentação, Vale-Gás, Vale-Transporte, Vale-Refeição e outros benefícios do nosso governo, vivem melhor do que eu que trabalho oito horas por dia mais horas extras”.

Aí, ele faz a seguinte conta:
1-     Bolsa-Escola para três filhos= R$ 350,00
2-     Cartão-Cidadão= R$ 350,00
3-     Vale-Gás/mês= R$ 70,00
4-     Vale-Transporte/mês= R$ 160,00
5-     Vale-Refeição/família/mês= R$ 420,00
Somando tudo, dá R$ 1.350,00/mês.

Ele continua: “meu salário de zelador, acrescido de horas extras, dava R$ 830,00. Se eu somar o salário-desemprego que vou receber, então compensa ficar à-toa”.

Por que você acha que o Nordeste em peso votou em Lula?

Você entendeu o “por que” da popularidade do Lula estar subindo, apesar de tudo?

Em terra de maneta quem tem nove dedos é rei!!!

Alberto Eduardo Rings

Sindicato Rural de Amambai: Balcão de Emprego

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2008-03-19 16:33:00

Nome: Vitorino Pereira dos Santos 30/01/2008
Idade: 28Anos     Telefone: (067) 9638-1159
Estado Civil: casado – 02 filhos menor de 14 anos
Função: Serviços Gerais -Tratorista Campeiro ETC…..
Referência: Não Tem. 
 
Nome: ALEXANDRO ALVES DE OLIVEIRA 01/02/2008
Idade: 24 Anos     Telefone: (067) 9903-6552
Estado Civil: casado –
Função: Serviços Gerais-Tratorista Campeiro ETC…..
Referência: Empresa Cola João Mariano. 

Nome: RAMÂO GRACIA BRUNO 04/02/2008
Idade: 30 Anos     Telefone: (067) 9911-9765
Estado Civil: casado –
Função: Capataz “Campeiro, Tratorista”
Referência: Ariovaldo do Amaral – 31 meses, Dirceu Lanzarini 
 
Nome: AFONSO CELSO SANTOS DA SILVA – 12/02
Idade: 49 anos        Telefone: (67) 9626-3147
Estado Civil: Casado     não tem filhos menor de 14 anos
Função: Capataz.
Referência: Elio Sperafico (02 anos) – pedido de demissão pois foi para outra cidade.
Francisco Chamorro de Souza (02 anos e meio) – saiu porque o proprietário arrendou a fazenda.
 
Nome: ALTAIR PERALTA DE OLIVEIRA – 12/02
Idade: 23 anos        Telefone: (67) 9618-3774
Estado Civil: Amasiado tem 01 filho de 10 meses de idade
Função: Serviços Gerais “ Campeiro e Similares”
Referência: Antonio Ires – 3481-3300 9 meses de trabalho, Wilson Otano Nunes 2 anos  9976-1199.
 
Nome: ADILSON ANTUNES VILHALVA  – 15/02
Idade: 29 anos        Telefone: (67) 8422-8173
Estado Civil: casado tem 02 filhas menos de 14 anos Estudam na escola Flávio Derzi
Função: Serviços Gerais “ Campeiro e Similares”
Referência: Trabalho como diarista com Vilobaldo Peres. 
 
Nome: ONÓRIO RAMIRES – 29/02
Idade: 60 anos        Telefone: (67) 9229-2385
Estado Civil: casado
Função: Caseiro
 
Nome: SILMAR NOGUEIRA PADILHA – 04/03
Idade: 27 anos        Telefone: (67) 3481-3280
Estado Civil: Solteiro
Função: Campeiro, Trator, Serviço c/ Gado.
Referencia: Benjamim J. Bortolotto (07 anos)
Gomercindo Bonamigo (02 anos)
Nego Silva (10 meses)
 
Nome: ODAIR DE SOUZA SILVA – 06/03
Idade: 25 anos        Telefone: (67) 9961-0454 ou 9257-6080
Estado Civil: Solteiro
Função: Motorista com carteira AE.
Referencia: Serviço prestado ao Exército Brasileiro por 07 (sete) anos, com a patente de Cabo do regimento, exercendo a função de motorista e de mecânico.
 
Nome:ALCIDE DOS SANTOS SIQUEIRA – 07/03
Idade: 49 ANOS TELEFONE 92671970
Estado Civil: AMAZIADO
Função: Serviços Gerais.
Referencia: LAURO M. TSUZUKI
 
Nome: LUCIO MARCOS PIGAIHANE – 10/03
Idade: 32 ANOS TELEFONE 9958-1902
Estado Civil: Casado
Função: Serviços Gerais.
Referencia: Hugo Koji No – 3anos, Ricardo José Busato – 01 ano.

Marisa ameaça deixar presidência da CPI dos cartões

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2008-03-19 16:15:00

A presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), ameaçou deixar a presidência da CPMI se os requerimentos de acesso a informações sigilosas não forem votados na próxima semana.

"Se a oposição vir que não há como avançar nas investigações, serei a primeira a sair. Não estou aqui para brincar de  senadora e não quero ficar três meses [prazo de duração da CPMI] discutindo o sexo dos anjos", disse ao chegar para o depoimento do ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage.

A declaração foi uma reação às críticas feitas pela própria oposição de que a CPMI não quer ir fundo na investigação dos dados sigilosos. Marisa, no entanto, ponderou que a decisão de deixar a comissão é coletiva e deve ser tomada pelas lideranças partidárias.

A oposição acusa o governo de não querer avançar nas investigações com o argumento de que dados sigilosos não podem ser divulgados, pela possibilidade de comprometerem a segurança da Presidência da República.

"Se os requerimentos não forem votados, as lideranças partidárias vão tomar a decisão. Se decidirem que devemos ficar e bater até o último dia, ficamos. Se não, nos retiramos", completou.

Para o relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), no entanto, é preciso ouvir os diretores da Agência Brasileira de Informação (Abin) no atual governo e no governo de Fernando Henrique Cardoso, para decidir se será possível ter acesso às informações sigilosas.

"Se eles convencerem a CPMI de que é essencial à segurança do Estado o sigilo, acho prudente manter. Se não, a CPMI tem autorização para tomar os rumos que achar necessários", disse o relator. Os depoimentos estão marcados para a próxima terça-feira (25).

Luiz Sérgio também rebateu o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que ontem defendeu que a oposição deixe a CPMI caso os requerimentos não sejam votados. "Essa é uma tática que começa a se revelar por aqueles que queriam a CPMI, mas não querem a CPMI para investigar", comentou.

O deputado negou que o depoimento de Jorge Hage possa se resumir a dados e gastos já divulgados pelo Portal da Transparência. "É fundamental que ele também possa esclarecer que medidas já foram tomadas e quais os problemas que foram encontrados".

Assomasul recomenda a prefeitos reajuste de 5%

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2008-03-19 16:06:00

Em assembléia-geral extraordinária da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), os prefeitos aprovaram hoje que os servidores municipais deverão ter reajuste de no mínimo 5%.

O percentual foi sugerido pela diretoria da entidade, em razão do aumento do salário mínimo para R$ 415,00.Conforme a Assomasul informou, esse é o percentual mínimo que pode ser oferecido, para não ultrapassar o limite de gasto do orçamento das prefeituras com a folha de pessoal, de 54%, como exige a LRF (Lei de Respponsabilidade Fiscal). 

A entidade diz que o índice sugerido se baseia nos índices apresentados pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que alcançaram 5,16% e 4,47% no ano passado.

O presidente da Assomasul, Eraldo Jorge Leite (PSDB), afirmo que a prefeitura que estiver em condições de conceder índice de reajuste superior tem toda liberdade para fazê-lo. Advertiu, porém, que qualquer que seja o percentual de reajuste salarial, o que pesa mais nas finanças públicas são os encargos sociais.

"Além do mais, os agentes públicos não podem comprometer mais do que 54% de seus orçamentos com a folha de pagamento, sob o risco de ser penalizado pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal)", acrescentou. Leite lembrou que, além de possíveis punições, o município deixa de receber transferências voluntárias da União.

Endividamento Rural: Dourados debate dívidas agrícolas

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2008-03-19 15:55:00

O endividamento rural será o tema do debate que acontece no próximo dia 27 de março, quinta-feira, no auditório da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Dourados. O governo Federal prometeu dar uma resposta definitiva aos produtores rurais com dívidas antigas (Securitização e PESA, Pronaf) até o dia 31 de março.

O advogado Carlos Alberto Pereira, especialista em contratos de Execução e Revisão Judicial, será o palestrante do evento, que tem entrada franca. Na ocasião, o advogado estará lançando também o livro Contratos de Crédito Rural. Na palestra, Pereira vai abordar a Legislação Rural e Jurisprudência crédito rural e também estratégias de Defesa em Ação de do Superior Tribunal de Justiça e recálculo de contratos de crédito rural.

Entre os maiores problemas para os produtores rurais endividados está principalmente o cálculo dessas dívidas pelo Governo Federal. Conforme Carlos Alberto, muitas das vezes os cálculos têm incorreções e o agricultor pode acabar pagando a mais.

Livro – Na ocasião, o advogado e especialista em crédito rural, Carlos Alberto Pereira, lança o livro Contratos de Crédito Rural. O lançamento acontece na OAB, na Rua Onofre Pereira Mattos, 1712 será feito em Dourados, no dia 27 de março.

Com uma linguagem simples, direta e objetiva, o autor ensina como identificar e evitar os encargos ilegais que afetam o crédito rural. Apresenta também as normas legais e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que limitou os juros remuneratórios aplicáveis ao crédito rural e fixou, através do Decreto nº. 167/67 os juros moratórios devidos em casos de inadimplência, o que deixa claro que está vedada a cobrança de outros encargos financeiros por absoluta ausência de previsão legal.

Os interessados em adquirir acessem o site www.defesarural.com.br ou através do telefone (17) 3323-3499.

Opinião: “A festa na ilha da fantasia” Claudio Luis Agostini

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2008-03-19 15:33:00


Para ser sincero contigo, leitor, e também para comigo mesmo, confesso que fiquei remoendo cá com os meus botões, os últimos acontecimentos que perlambulam os bastidores condicionados dos palácios, alas disso e alas daquilo, anexos e por aí afora, daquele pedaço de Brasil, que um dia JK fundou, lá no coração do Planalto Central, e eu creio que, para gozarem da gente.

Fico a imaginar aquele cidadão, que no ano passado, num ímpeto e último desespero, tentara invadir o Palácio do Planalto, porque sem trabalho, sem perspectivas e com Lepra (hanseníase), sem assistência e marginalizado, tentava falar com o Presidente ( aquele mesmo Presidente das três refeições diárias, da fome 0, que é zero%, e da saúde impecável), como último instrumento à sua desesperança.

 Fiquei analisando com propriedade aquele ato e invejei aquele cidadão, pois ele não gritava a todos os seus pulmões, a sua própria doença, e sim de um país que está doente, que está leproso, que está podre.

O que me apavora são os muitos “Brasis” que vamos vislumbrando ao longo deste intruncado caminho: por um lado, o Brasil doente, sem saneamento básico, desprovido de teto e de letras,  ora amarelo por febre  amarela, ora amarelo de vergonha na cara de muitos de seus cidadãos, por verem a sua terra, o seu país, mergulhados em escândalos, diuturnamente; por outro, um país de discurso, do discurso fácil e irresponsável, daqueles com tempero socialista, ( todo mundo tem saúde, está comendo bem, vestindo bem, tem trabalho, dignidade, enquanto “eu aqui”  arrebento os ricos) daquele que só fala em direitos, mas “esquece” dos deveres, daquela pele de “esquerda”, quando na verdade é a direita  mais reacionária e travestida,  é o Lobo Mau, comendo todos  os porquinhos, os Chapeuzinhos Vermelhos e até as vovozinhas, enquanto o caçador que poderia vir em socorro, queda-se  ao horror do holocausto, ou vende, na surdina sórdida, o destino dos seus concidadãos.

Prova daquilo que  estou falando, é o espírito corporativista que rola na Ilha da Fantasia. Direitos iguais e austeridade? Balela! É a maior festa, a maior farra de que já se tem notícia na história republicana deste país, com o nosso pobre, sofrido e suado dinheiro público. É dinheiro saindo pelo ladrão e para ladrão. Dinheiro até para comprar aparelhos de ginástica sofisticados, mesa de bilhar; Estamos mesmo pela bola oito. Estão fazendo de tudo que se possa imaginar com os nossos impostos, e  escudando-se , enfim, com questões de independência e soberania, com a auréola  pátria da “Segurança Nacional”… , como se gastos fúteis, como por exemplo, de Luriel,  da própria filha do Presidente, como já noticiou a imprensa deste país, fosse questão de Segurança Nacional. 

Segurança Nacional é segurarem essa gente e fazê-los devolver todo e qualquer centavo usado em benefício próprio. Segurança Nacional ( ao menos um pouco mais) terá o povo deste país, quando a administração pública a nível federal, deixar de ser a Casa da Mãe Joana, ninhos de marajás e “aspones”, e os recursos, de fato, chegarem ao cidadão comum, o seu legítimo dono. Ah, que saudades que eu tenho do meu rico dinheirinho. Como já dizia um tio meu: “Quando envolve poder público, eu e o meu pobre  dinheirinho nunca temos um momentinho a sós; sempre tem cinco ou seis na jogada”. O pior disso tudo, é ouvir o Presidente da República do meu país, falar em igualdade de  oportunidades para os cidadãos, como no seu último pronunciamento, ao mesmo tempo em que vemos tantos  desmandos, “jeitinho brasileiro”, corporativismo, empreguismo e tantos outros “ismos” nocivos que campeiam esses bastidores do poder. Por favor…Mudemos isso, por uma questão de “Segurança Nacional”: segurança nacional de saúde, de educação, merenda escolar, de segurança pública…

Claudio Luis Agostini

Carne Brasileira tem que se adequar às regras européia

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2008-03-19 15:05:00

Novas tecnologias, terras baratas, recursos naturais abundantes e grande oferta de mão-de-obra transformaram o Brasil em líder mundial na produção e exportação de açúcar, café, suco de laranja concentrado, soja, carne bovina e frango. Dos 854 milhões de hectares do país, praticamente a metade, uma área equivalente a sete territórios franceses, é ocupada por pastagens, áreas cultivadas ou potencialmente cultiváveis. Às vantagens comparativas brasileiras somou-se o aumento de produtividade. O Brasil usa hoje um terço da terra que ocupava há trinta anos para produzir a mesma quantidade de álcool, e a carne brasileira, só para citar alguns exemplos, chega a custar um terço da produzida na Europa. Com tal poderio vieram novos desafios. Em janeiro, a União Européia, o maior importador de carne brasileira em valor (a Rússia importa mais em quantidade), suspendeu a importação do produto brasileiro in natura. Alegou que o Brasil não cumpre com rigor as exigências sanitárias às quais espontaneamente aderiu, em 2000, como condição para exportar carne in natura para a União Européia após a crise da doença da vaca louca na Inglaterra.

A primeira reação brasileira a esse embargo foi estridente: governo e produtores acusaram os europeus de usar barreiras sanitárias para satisfazer interesses protecionistas – em especial, de produtores irlandeses, ferrenhos concorrentes dos brasileiros, que flagraram, com sorrateiras equipes de TV enviadas ao Brasil, as irregularidades sanitárias brasileiras. Finda a gritaria, no entanto, verificou-se algo constrangedor: os europeus tinham razão. No dia 13 de fevereiro, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, reconheceu candidamente que vários frigoríficos brasileiros estavam exportando gado não certificado como se fosse adaptado às exigências européias. Pior: desde 2002, o Brasil vinha sendo insistentemente informado da inexistência de relatórios que comprovassem a fiscalização na maioria das 2.681 propriedades que, segundo o controle claramente falho do Ministério da Agricultura, estariam aptas a exportar. Nada fez diante de tanta insistência. Desmoralizado, o governo tentou então aplacar a ira dos europeus. Inicialmente, reduziu o número de fazendas aptas a exportar para 600; num segundo momento, para 200. Não foi suficiente: na semana passada, os europeus anunciaram que apenas 106 fazendas estavam liberadas. Ou seja, 1% das 10.000 que constam do Sisbov, serviço criado pelo governo, em 2002, para selecionar as propriedades que poderiam exportar para a UE.

Podem-se medir as perdas que o Brasil terá com a confusão caso ela perdure: o país deixa de exportar 1 bilhão de dólares até o fim do ano, 30% de tudo o que ganha com a venda de carne ao exterior. Mas essas perdas certamente serão suplantadas pelos benefícios pedagógicos, ainda intangíveis, de tal confusão. Protecionismo à parte, o Brasil só se tornou um grande competidor internacional porque, em vez de reclamar dos importadores (seus clientes, no final das contas), se adequou às regras internacionais. Nos últimos anos, os produtores brasileiros diminuíram os teores de impurezas, como metais pesados e antibióticos, o que melhorou a qualidade da carne, das verduras e das frutas exportadas. Investimentos tecnológicos também permitiram diminuir a acidez da laranja, aumentar a produtividade da cultura de soja e o tempo de engorda dos bois, que, desde 1990, baixou de cinco para dois anos. Nada indica que o país deva adotar outra estratégia agora. Principalmente se considerarmos o fato, nada desprezível, de que os europeus estão corretos. "Essa história chegou a um limite. Os europeus fizeram várias visitas, e os brasileiros empurraram com a barriga, baseados na crença de que eles dependiam da nossa carne e fariam vista grossa para nossos problemas", afirmou César de Castro Alves, da MB Agro.

Isso significa que os europeus não são protecionistas? Não, muito pelo contrário. A União Européia concede 40 bilhões de euros por ano só em benefícios agrícolas. A França, com seus produtores barulhentos, abocanha a maior parte deles. Também há quem diga que o sistema de rastreamento espelhado no europeu, onde o gado é criado intensivamente, seria inadequado à realidade brasileira, de pecuária extensiva. Nessa realidade, argumentam, seria impossível criar um "RG bovino" com informações atualizadas sobre vacinação e alimentação de cada uma dos 200 milhões de cabeças nos nada menos que 220 milhões de hectares de pastagens no país. Diz Ricardo Cotta, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil: "Os protecionistas aproveitam politicamente essas falhas. Nós temos de nos preparar. Daqui para a frente, eles vão exigir mais do que a rastreabilidade. Vão exigir o cumprimento de questões trabalhistas e ambientais, por exemplo. Vai ficar cada vez mais difícil exportar".

É possível que o sistema de rastreamento seja incompatível com a realidade brasileira? Talvez, mas fica uma pergunta: se for esse o caso, por que o Brasil aderiu a ele assim tão facilmente, sem nada propor em troca? Sem uma explicação razoável, é de supor que apostaram no bom e velho jeitinho brasileiro. E que jeitinho! VEJA teve acesso a uma escuta telefônica em poder da Polícia Federal na qual um produtor de Goiás negocia o pagamento de propina para certificar cabeças de gado que não estavam rastreadas. O diálogo se dá com a funcionária de uma das 49 empresas certificadoras credenciadas pelo governo. "Daqui a dois dias te entrego prontinho. Eu consigo, mas no nome de alguém que já está inserido no Sisbov", diz a funcionária. "É importante termos um sistema de segurança alimentar. É um direito do consumidor. É necessário e correto. Mas não um sistema em que você faz o que quiser, desde que pague", afirmou José Vicente Ferraz, da AgraFNP.

O agronegócio brasileiro avançou muito na última década. Mas pode melhorar ainda mais. Basta não colocar a culpa no cliente, que tem sempre razão. A União Européia alega que o rastreamento dos bois é uma garantia de que as 200.000 toneladas de carne in natura importadas do Brasil anualmente não passaram por áreas infectadas e estão limpas para chegar à mesa dos europeus. Nada mais justo. O problema não está nos concorrentes, mas nos argumentos que o Brasil lhes entrega de bandeja. Tropeções do governo, desleixo dos órgãos de fiscalização e má-fé de alguns poucos produtores e frigoríficos nacionais prejudicam centenas de pe-cua-ristas nacionais que há anos trabalham para ofertar carne de qualidade por preços competitivos.