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sexta-feira, 8 de maio de 2026

ONU tem em 2007 um dos anos mais sangrentos

2008-01-03 08:30:00

Os 42 trabalhadores civis e capacetes azuis da ONU que morreram no exercício de suas funções em 2007 fizeram desse ano um dos mais sangrentos na história da organização, disse hoje o Sindicato do Pessoal das Nações Unidas.

O número de mortos da ONU devido a atos violentos quase que dobrou em comparação com 2006, quando foram registradas 22 mortes, e inclusive supera as 32 de 2005, segundo o sindicato, que não divulgou dados anteriores.

Em comunicado, o presidente do órgão, Stephen Kisambira, assegurou que esse número evidencia a necessidade de aumentar as medidas de prevenção e de intensificar a busca pelos responsáveis dos ataques contra a organização, que costumam ficar impunes.

"Os Estados-membros, que são os responsáveis pela segurança nacional em cada um de seus países, devem buscar os responsáveis por esses atos e levá-los à Justiça", afirmou.

Pior ataque- O pior golpe contra a ONU em 2007 foi o atentado que em 11 de dezembro destruiu o edifício de quatro andares que abriga a sede da organização em Argel.

Um total de 17 empregados internacionais e locais das Nações Unidas morreu devido ao ataque reivindicado pelo grupo Al Qaeda no Magrebe Islâmico.

O atentado em Argel é o mais sangrento sofrido pela ONU desde o que em 2003 demoliu a sede da organização em Bagdá e deixou 23 mortos. Na ocasião faleceu o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello.

A porta-voz da ONU, Michèle Montas, lembrou hoje que o subsecretário-geral para a área de Segurança da organização, David Veness, visitou recentemente Argel e está preparando um relatório sobre o ocorrido.

Mas o sindicato se mostrou descontente com a investigação interna, e solicitou que a mesma possa vir a ser realizada por órgãos externos para evitar conflitos de interesse.

Além dos empregados civis, pelo menos nove capacetes azuis perderam a vida em serviço em 2007.
Além do elevado número de mortos, o sindicato destacou no comunicado que vários empregados também foram vítimas de seqüestros, agressões e detenções no exercício de suas funções no ano que acaba de terminar.

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