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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Área de soja pode perder ritmo em 2026/27

Entre os fatores de influência estão os custos elevados

A próxima safra de soja começa a ser observada em ambiente de cautela, no qual custos, crédito, clima e relações comerciais influenciam decisões de plantio. Segundo Alê Delara, consultor em Agronegócios, os primeiros números reforçam a possibilidade de redução na área de soja, tema acompanhado nos últimos meses diante de cenário mais restritivo.

O levantamento do Imea para a safra 2026/27 em Mato Grosso projeta produção de 48,88 milhões de toneladas, queda de 5,19% ante o ciclo anterior. A produtividade foi estimada em 62,44 sacas por hectare, recuo de 5,43%, enquanto a área aparece quase estável, com avanço de 0,25%, para 13,04 milhões de hectares.

Embora o dado ainda não confirme retração, o menor ritmo de expansão chama atenção por Mato Grosso ser o maior produtor do país. A alta dos custos na janela de aquisição e o possível menor uso de tecnologia podem sinalizar dinâmica semelhante em outros estados. Durante anos, a área de soja no Brasil apareceu em crescimento. Para a próxima temporada, esse comportamento passa a ser visto com mais atenção.

Entre os fatores de influência estão custos elevados, relações de troca apertadas, clima e chance de El Niño forte. Também pesam a relação entre Estados Unidos e China, juros e endividamento. Com financiamentos próximos de 20% ao ano, produtores devem avaliar pacote tecnológico, arrendamento, abertura de áreas, crédito e seguros. A discussão sobre área deixa de ser apenas estatística e passa a integrar o cenário 2026/27, com reflexos sobre logística, preços e fluxos. As informações foram divulgadas no LinkedIn.

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