2009-07-07 12:33:00
O vice-prefeito de Ponta Porã, Eduardo Esgaib Campos (DEM), a esposa dele, a advogada Paula Consalter (assessora jurídica da prefeitura) e o empresário Gilmar Corbari foram presos esta manhã pela Polícia Federal e devem ser encaminhados para Dourados. A informação foi confirmada pela PF.
Eles tiveram a prisão decretada pela Justiça na Operação Owari (ponto final em japonês). Na mesma operação, os vereadores de Dourados Paulo Bambu (DEM) e Júnior (PDT), que é o líder do governo na Câmara já foram presos juntamente com o secretário municipal de Saúde e empresário Sandro Barbara e o secretário de Governo, Darci Caldo.
A 1ª Vara da Justiça Federal de Dourados determinou a prisão preventiva de 4 pessoas e a provisória [por cinco dias] de 38. São 85 mandados de busca e apreensão. Os tentáculos da fraude na saúde investigada há dois anos pela PF culminou hoje na operação.
Eles alcançavam prefeituras e ainda funerárias, conforme informações policiais. A Operação da PF acontece na Capital, Dourados, Naviraí e Ponta Porã e reúne 250 policiais.
Estão na lista dos presos o vice-prefeito de Dourados Carlinhos Cantor (PR), os empresários donos de funerárias e do Hospital da Mulher de Dourados, Sizuo Uemura e Helena Uemura. Há informações de que o ex-secretário de Saúde, na administração de Laerte Tetila, João Paulo Barcellos Esteves já está preso.
O vereador Marcelo Barros (DEM) chegou a ser levado para a delegacia, onde prestou depoimento, mas não foi preso. A PF informou ainda que a operação alcança também o Paraná nas cidades de Guaíra e Umuarama.
Os crimes investigados há dois anos são: formação de quadrilha, exercício ilegal de atividade financeira, agiotagem, crimes contra a ordem econômica e o sistema financeiro, fraude à licitação e corrupção.
O esquema envolve agentes políticos, servidores públicos, empresários e profissionais liberais. Todos com o mesmo propósito: obter benefícios juntos a prefeituras municipais através da execução de serviços públicos, especialmente a exploração da atividade funerária.
Licitação com carta marcada seria o modus operandi. Os presos serão conduzidos à delegacia da Polícia Federal em Dourados, e depois, ao sistema prisional do Estado.







