2009-01-06 18:42:00
O trabalho de prevenção e combate a dengue
Mesmo com a queda brusca dos números, a vigilância das autoridades de saúde do Estado e das prefeituras continua. “2008 foi um ano em que as pessoas estavam naturalmente imunizadas, 2009 será a grande prova, é o que vai mostrar o resultado do nosso trabalho”, afirma o diretor de Vigilância em Saúde e secretário substituto da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Eugênio Barros.
Dos 4.891 casos notificados em 2008, 80% ocorreram no primeiro quadrimestre. De lá até dezembro, a oscilação foi, em geral, negativa. No Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Agypti (LIRAa) feito em novembro, os resultados foram animadores na maioria das cidades, com quase todas ficando abaixo de 1% de infestação predial. Nas poucas localidades que apresentaram índice superior, foram intensificados os trabalhos que compõem a estratégia. “Mandamos equipes a campo, orientamos o zoneamento e a associação do trabalho contra a dengue ao das equipes do PSF [Programa Saúde da Família], explica o diretor.
Campo Grande reduziu de 46.042 para 1.532 o número de notificações de dengue. Os casos confirmados foram somente 181, contra os assustadores 34.910 de 2007. Em 34 municípios não houve sequer um caso confirmado no ano passado, um visível avanço, considerando que em 2007 em todas as cidades houve confirmações de ocorrência de dengue.
2009
Neste mês de janeiro, a Secretaria de Saúde realiza mais um Levantamento de Índice Rápido, abrangendo os 20 municípios eleitos como prioritários no trabalho de prevenção e combate à dengue. O grupo é composto pelas sete cidades definidas conforme critérios do Ministério da Saúde e mais 13 eleitos pela SES em função de peculiaridades como serem pólos turísticos ou fazerem fronteira com outros países.
A adoção do LIRAa, no qual Campo Grande e Mato Grosso do Sul, foram uns dos pioneiros, proporciona ganho de tempo no enfrentamento da dengue. O levantamento utiliza método estatístico de amostra para definir as regiões, bairros e casas de um determinado município onde os dados devem ser coletados. “A dengue é muito rápida, por isso os fatores tempo e recursos humanos são fundamentais”, destaca Eugênio Barros, completando que a observação das informações recolhidas no LIRAa permite identificar as áreas problemáticas e atacar diretamente aquele local.
A agilidade ajuda a conter a propagação de focos do mosquito transmissor da doença. “Em 15, 20 dias, um surto pode virar uma epidemia. A combinação de chuva, calor e mosquito é sempre um risco”, alerta o diretor da SES. Em cidades onde há boa cobertura do PSF, os recursos humanos que compõem o programa atuam também na prevenção e combate à dengue. Eugênio Barros explica que as equipes, formadas por agentes comunitários, enfermeiros e médicos, atuam constantemente sobre os problemas que mais afligem a população, e que, por isso, priorizam as ações de controle da dengue.





