2009-03-16 02:34:00
Antonio Luiz
Na safra de 2008/2009 o município de Amambai deverá manter a mesma área cultivada de soja da safra anterior, mesmo com as perdas já confirmadas de 27,5 por cento na produtividade esperada, ou seja, os 43 mil hectares de soja plantados produzirão mais de 93,5 toneladas ou mais de 1,5 milhão de sacas. Segundo o técnico agrícola Sérgio Costa Curta, o vilão dessa vez deve ser o milho, que é a cultura que deve ter a queda mais expressiva de produção em todo o estado. O milho também manteve a mesma área cultivada na safra passada, de 3 mil hectares em todo o município, no entanto sofreu uma queda maior na produtividade, estimada em torno de 60 por cento, que renderão apenas 6,8 mil toneladas, muito distante da previsão inicial, de 17 mil toneladas. Esses dados são confirmados pelo engenheiro agrônomo Adalberto Favilla, que acompanha de perto o desenvolvimento dos plantios em Amambai.
Mais uma vez, a seca foi o fator preponderante para essa quebra de safra, o que, aliás, ocorreu em quatro das últimas seis safras. Essas frustrações causaram prejuízos incalculáveis para toda a cadeia produtiva do município, afetando desde o agronegócio em si, até o comércio em geral.
Outro fator determinante na produtividade foram os custos elevados para o plantio, especialmente os fertilizantes, que na época da semeadura chegaram a custar 70 por cento a mais do que na safra 2007/2008. O adubo é o item de todos os insumos com maior participação e influência nos custos da lavoura.
Atualmente, os preços da soja estão estabilizados num patamar muito baixo, cerca de US$ 16, devido à crise mundial que foi deflagrada no último trimestre de 2008 e que atingiu todos os setores de atividade.
Novamente o produtor rural será o maior prejudicado, pois a sua rentabilidade será inferior, o que lhe causará problemas para cumprir com seus compromissos financeiros assumidos para custear a safra e quitar débitos anteriores.
No Mato Grosso do Sul
Dados divulgados pela Conab – Companhia Nacional de Abastecimento -, apontam uma queda de 11,7% na produção de grãos
No país, a pesquisa mostrou crescimento de 0,47% em relação ao levantamento feito no mês passado, mas ainda assim, o total a ser colhido deve ficar 6,1% menor do que em 2008.
Ainda segundo a Conab, a soja, principal commoditie sul-mato-grossense, deve ter na safra 2008/2009 uma redução na produção de 10,5% neste ciclo, em relação à safra 2007/2008, de 4,569 milhões de toneladas para 4,090 milhões de toneladas. Entretanto, a área plantada teve pouca variação no período, 09% – de 1,731 milhões de hectares para 1,715 milhões de hectares -, mas a produtividade teve uma queda abrupta: de 2.639 quilos por hectare para 2.383 quilos por hectare.
A causa apontada pelos peritos para a queda na produção da soja é a estiagem, que causou grave comprometimento das lavouras nas principais regiões produtoras da oleaginosa no Estado. A ocorrência de dezenas de focos de ferrugem asiática também contribuiu para a redução na produção.





