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sexta-feira, 5 de junho de 2026
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Polícia Militar de Ponta Porã recupera peça de alto valor furtada em oficina mecânica e encaminha autores à delegacia

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Foto: Divulgação

A Polícia Militar de Ponta Porã recuperou um bloco de motor furtado e encaminhou dois autores à Delegacia de Polícia Civil nesta quarta-feira (27), durante ações da Operação Integrar-Sul Fronteira, no bairro Altos da Glória, em Ponta Porã – MS.

Conforme informações, inicialmente a equipe policial foi acionada por uma mulher de 41 anos, que relatou possuir medidas protetivas de urgência contra o próprio filho e informou que ele estaria em sua residência, descumprindo a determinação judicial.

Ao chegar no local, os policiais localizaram o indivíduo no fundo do quintal da residência. Durante a abordagem, ele também foi questionado sobre a participação em um furto de um bloco de motor ocorrido na terça-feira (27) em uma oficina mecânica localizada no mesmo bairro, momento em que admitiu o furto e disse que teria participado da ação junto com outro homem, de 20 anos.

Ainda de acordo com o autor, o objeto teria sido levado até um ferro-velho para ser vendido, porém a venda não foi concretizada pois o proprietário disse que não queria fazer negócio. Então, os envolvidos esconderam a peça em uma área de mata próxima ao local e, segundo os autores, buscariam em momento oportuno para tentar vender o objeto.

Em diligências, a equipe policial localizou o segundo suspeito, que também admitiu participação no crime. Os policiais realizaram buscas no terreno indicado pelos envolvidos e encontraram o bloco de motor escondido em meio ao matagal.

A peça recuperada foi reconhecida como pertencente ao proprietário da oficina mecânica vítima do furto. Durante a ocorrência, o segundo suspeito ainda confessou envolvimento em outro furto de motocicleta ocorrido no ano passado, fato que ganhou repercussão nas redes sociais na época.

Os dois envolvidos foram encaminhados à Primeira Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã – MS, onde permanecem à disposição da Justiça.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do 4° BPM/CPA 4

Agro avança em transição biológica

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A agricultura passa por mudança estrutural, marcada pela busca por sistemas menos dependentes de químicos e mais conectados à biologia do solo. A avaliação é de Jacques Dieu, especialista em Agricultura Regenerativa, para quem o agro vive sua transição mais profunda em um século, com a biologia ganhando espaço antes dominado pela química.

Durante décadas, a Revolução Verde consolidou um modelo em que o solo foi tratado como suporte físico, enquanto fertilizantes sintéticos e defensivos assumiram papel central nas lavouras. Segundo a análise, esse processo reduziu a atenção à biodiversidade subterrânea e contribuiu para solos degradados, custos altos e dependência de insumos importados.

Na visão de Dieu, a inovação relevante não está na criação de moléculas sintéticas, mas em compreender e potencializar a inteligência biológica do solo. A agricultura regenerativa surge como mudança de mentalidade, na qual o produtor deixa de organizar sua estratégia em torno do controle de problemas e passa a planejar a produção a partir da vida no sistema.

A regeneração é apontada como caminho para reconstruir bases produtivas e econômicas da fazenda. Em solos saudáveis, com microrganismos ativos, a fixação biológica de nitrogênio e a solubilização natural de fósforo podem reduzir a necessidade de adubos químicos. Sistemas regenerativos melhoram a estrutura do solo, ampliam a retenção de água e elevam a tolerância das plantas a secas.

Com uso mais eficiente de insumos e ferramentas biológicas de precisão, o produtor pode ampliar a margem líquida. Para ganhar escala, a transição depende de pesquisas em sistemas vivos, crédito, seguros e investimentos na descarbonização das cadeias.

Boas Práticas Agrícolas: como produzir mais com eficiência e responsabilidade no campo

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Foto: Divulgação

Para o coordenador de boas práticas agrícolas da Corteva, produtividade e sustentabilidade caminham juntas — e o planejamento das aplicações é o ponto de partida para um agro mais rentável e competitivo.

As boas práticas agrícolas deixaram de ser apenas uma recomendação técnica para se tornarem um diferencial estratégico do agronegócio brasileiro. Em entrevista ao Portal Agrolink, Jair Maggioni, coordenador de boas práticas agrícolas da Corteva Agriscience, explica por que o tema é fundamental para que o produtor rural alcance eficiência no campo, reduza riscos operacionais e reforce a credibilidade do setor frente ao mercado nacional e internacional.

O que são boas práticas agrícolas e por que elas importam

O conceito de boas práticas agrícolas vai muito além de uma lista de regras a ser seguida. Segundo Maggioni, trata-se de um conjunto de ferramentas, procedimentos e padrões operacionais de gestão que orientam o produtor a realizar suas atividades com eficiência e responsabilidade ambiental — gerando, ao mesmo tempo, viabilidade econômica e conformidade com a legislação municipal, estadual e federal.

Na prática, esse conjunto envolve desde a escolha correta dos insumos, o manejo adequado do solo e da água, a regulagem de equipamentos, o monitoramento das condições climáticas no momento da aplicação de defensivos agrícolas, o uso correto dos equipamentos de proteção individual (EPIs), até o armazenamento e descarte correto das embalagens. Para o coordenador, a rastreabilidade das operações é parte igualmente essencial dessa equação.

“O setor hoje precisa entregar muito mais do que só produtividade. O produtor precisa trabalhar com qualidade, sustentabilidade e transparência nos processos.”

Jair Maggioni · Coordenador de Boas Práticas Agrícolas, Corteva Agriscience

O especialista destaca que o Brasil ocupa um lugar de destaque no agronegócio mundial, o que aumenta a responsabilidade dos produtores de reforçar suas operações para manter a competitividade internacional e a credibilidade crescente do setor. Nesse contexto, as boas práticas agrícolas funcionam como uma estratégia para proteger o agricultor, a lavoura, o meio ambiente e a reputação do agronegócio como um todo.

O papel da Corteva na disseminação do conhecimento técnico

A aproximação com o produtor rural é o ponto central da atuação da Corteva Agriscience na disseminação das boas práticas. Conforme explicou Maggioni, esse trabalho passa por uma forte base educacional, com capacitações técnicas, orientações no campo, treinamentos, dias de campo, mini dias de campo, materiais educativos — que vão desde cartilhas até vídeos — e o apoio de equipes especializadas que acompanham o agricultor nos diferentes processos da propriedade.

O coordenador ressalta que pequenas decisões operacionais, quando bem tomadas, podem gerar ganhos enormes dentro de uma propriedade. Além das iniciativas educacionais, a empresa investe em inovação tecnológica para apoiar uma agricultura cada vez mais precisa, contribuindo para a eficiência do produtor em toda a cadeia produtiva — desde a compra dos insumos até a entrega final do produto ao mercado.

Planejamento da aplicação: o diferencial que reduz perdas e aumenta resultados

Diante dos desafios climáticos crescentes — como os períodos de chuvas intensas e ventos fortes que têm marcado o Sul do Brasil nos últimos anos —, o planejamento da aplicação de defensivos surge como uma ferramenta indispensável. Para Maggioni, quando o produtor planeja bem cada etapa do processo, ele consegue considerar fatores como a janela de aplicação, o estágio da cultura, a identificação antecipada de plantas daninhas e possíveis doenças ou pragas, além das variações climáticas como vento, temperatura e umidade relativa do ar.

“Fazendo tudo isso, ele vai evitar retrabalho, vai desperdiçar menos insumos, vai ter impacto menor em culturas vizinhas, e vai ter uma exposição desnecessária muito menor do aplicador”, explica Maggioni.

Esse conjunto de cuidados permite que a aplicação seja mais precisa, com melhor deposição das gotas no alvo, maior aproveitamento do produto e menor chance de perda por deriva — fenômeno em que o agroquímico não atinge o objetivo pretendido e é carregado para fora da área de aplicação.

Regulagem dos pulverizadores: impacto direto na produtividade e na sustentabilidade

Um dos aspectos mais técnicos — e frequentemente negligenciados — das boas práticas é a regulagem e calibração dos pulverizadores. Conforme Maggioni, essa etapa tem impacto direto tanto na produtividade quanto na sustentabilidade da lavoura, pois favorece aplicações mais precisas, com cobertura uniforme e atingindo o alvo: seja a planta, quando se trata de herbicidas, a doença, no caso de fungicidas, ou a praga, no uso de inseticidas.

Quando a regulagem está adequada, o produtor aumenta a eficiência do controle, reduz perdas, evita retrabalho e melhora o aproveitamento dos insumos como um todo. Do ponto de vista ambiental, a calibração correta é fundamental para reduzir o risco de deriva, diminuindo o desperdício do produto e o impacto sobre áreas e culturas vizinhas.

Erros mais comuns que levam à deriva

– Aplicar em condições climáticas inadequadas: ventos muito fortes, ausência de vento, temperaturas extremamente elevadas ou baixa umidade do ar
– Uso incorreto do tamanho de gota e das pontas de pulverização
– Pressão desajustada nos pulverizadores
– Operadores sem treinamento adequado ou que não seguem as orientações técnicas dos produtos
– Falta de monitoramento climático durante a aplicação

Clima como fator crítico: como temperatura, vento e umidade influenciam a aplicação

O comportamento da gota no momento da pulverização é diretamente determinado pelas condições climáticas. Ventos muito intensos favorecem que a gota não atinja o alvo, sendo carregada para fora da área de aplicação. Temperaturas acima de 30 graus combinadas com baixa umidade do ar podem provocar a evaporação das gotas, comprometendo a cobertura e reduzindo a eficiência da pulverização.

Quando o agricultor não observa corretamente essas condições, o risco é duplo: há perda de desempenho no controle, já que o produto não atinge o alvo, e pode haver impacto em áreas vizinhas ou no meio ambiente, com o produto sendo arrastado para fora da área desejada. Por isso, na avaliação de Maggioni, monitorar as condições climáticas durante a aplicação é uma medida essencial para melhorar o aproveitamento do produto e diminuir os riscos no campo.

Sustentabilidade e rentabilidade: caminhos que se complementam

Um dos principais equívocos que ainda persiste entre parte dos produtores é a percepção de que adotar práticas mais sustentáveis implica necessariamente em reduzir a produção ou aumentar os custos. Para Maggioni, as boas práticas agrícolas demonstram exatamente o oposto: sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas.

Quando o produtor realiza um manejo mais técnico e eficiente, respeitando as ferramentas das boas práticas, ele consegue reduzir o desperdício, evitar perdas e usar o solo e a água de forma muito mais racional. Isso ajuda a proteger o meio ambiente, diminuindo riscos de contaminação e melhorando a eficiência da operação no campo. Como sintetizou o coordenador: preservar recursos não significa produzir menos, mas produzir com muito mais precisão — e melhorar o retorno sobre o investimento.

Inovação tecnológica: soluções que aliam eficiência e menor risco de deriva

A Corteva tem investido no desenvolvimento de tecnologias que unem eficiência operacional, sustentabilidade e eficiência na aplicação. Um dos destaques mencionados por Maggioni é o Sistema Enlist, que oferece ao produtor flexibilidade no controle mais preciso e manejo de plantas daninhas no campo, apoiado por sementes com biotecnologias cada vez mais eficientes.

Enlist Colex-D: herbicida com até 90% de redução no potencial de deriva

O Enlist Colex-D é um herbicida à base de 2,4-D colina, desenvolvido para oferecer controle eficiente de plantas daninhas durante a aplicação com redução do potencial de deriva em até 90% quando utilizado em parceria com pontas de indução de ar. O produto proporciona flexibilidade operacional ao produtor e melhora o uso dos recursos no campo.

Além do Sistema Enlist, a empresa trabalha com diferentes tecnologias em fungicidas, inseticidas, herbicidas e tratamento de sementes, todas voltadas para entregar eficiência crescente e soluções cada vez mais tecnológicas aos produtores.

EPI: cuidado como investimento, não como obrigação

O uso correto dos equipamentos de proteção individual ainda enfrenta resistência em algumas propriedades. Para Maggioni, essa percepção precisa mudar: o EPI deve ser encarado como parte integrante da gestão da propriedade, e não apenas como uma obrigação legal. Quando o produtor e a equipe que trabalha com ele compreendem que seguir as recomendações de uso reduz afastamentos do trabalho, evita acidentes e dá mais controle à operação como um todo, fica claro que um trabalho seguro significa mais continuidade, mais eficiência e menor risco para as pessoas e para o negócio.

A conscientização, segundo o coordenador, passa por orientação técnica, exemplos no campo, treinamentos constantes e pela compreensão de para que serve cada EPI em cada etapa do processo.

A mensagem para o produtor gaúcho — e para o agro brasileiro

Ao encerrar a conversa, Maggioni deixou uma mensagem direta ao produtor gaúcho e ao setor como um todo: as boas práticas agrícolas não fortalecem apenas a lavoura, mas também a imagem do agronegócio perante a sociedade. Quando o agricultor produz com responsabilidade e cuidado com o solo, a água e as pessoas, ele demonstra que produtividade e sustentabilidade são complementares, e não opostas.

“Utilizem as ferramentas de boas práticas agrícolas. Elas são fantásticas. Pois auxiliam na agricultura responsável, sustentável e produtiva.”

Jair Maggioni · Coordenador de Boas Práticas Agrícolas, Corteva Agriscience

Para o coordenador, esse compromisso é fundamental para gerar confiança, valorizar o trabalho do produtor no dia a dia e reforçar a credibilidade tanto do agro gaúcho quanto do agro brasileiro dentro e fora das porteiras. Em um cenário global cada vez mais exigente em termos de rastreabilidade, responsabilidade ambiental e transparência, as boas práticas agrícolas representam não apenas uma escolha técnica, mas uma vantagem competitiva real.

Risco cardíaco dobra para pacientes com doença de Chagas após cirurgia

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Arquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil

Portadores de doença de Chagas que apresentam arritmias graves têm mais risco de mortalidade do que outros grupos com doenças do coração. A informação é uma das conclusões de estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP.Risco cardíaco dobra para pacientes com doença de Chagas após cirurgiaRisco cardíaco dobra para pacientes com doença de Chagas após cirurgia

O estudo, que revisou dados de atendimento a pacientes com doença de Chagas que precisaram passar por cirurgias cardíacas no Hospital das Clínicas, em São Paulo, encontrou um padrão preocupante: o risco de morte após as cirurgias é muito maior, cerca de 2,4 vezes, para esse público do que para portadores de outras doenças cardíacas em pós-operatório. Entre esse grupo a mortalidade geral, após a cirurgia, é de 36%.

“O estudo reflete que é necessário melhorar o cuidado em saúde do paciente com doença de Chagas de uma forma geral, considerando que a grande maioria dessa população é atendida no Sistema Único de Saúde (SUS)”, destaca Rodrigo Melo Kulchetscki, um dos autores do estudo e doutorando em cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP.

A equipe destacou que o acompanhamento rigoroso da insuficiência cardíaca e de outras comorbidades após a alta hospitalar tem grande importância.

Isso indica, para os pesquisadores, que há necessidade de se pensar em procedimentos específicos de acompanhamento para esse grupo. O que aumenta esse risco, porém, não são as próprias arritmias. Ele até pode acontecer, mas sua incidência não é maior do que aquela que aparece para outras doenças cardíacas.

O aumento ocorre pelo que os pesquisadores destacaram como fatores não cardíacos, e tem relação com a complexidade da cirurgia.

A doença de Chagas é uma condição crônica causada por infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi, principalmente pelo contato com fluídos ou fezes do inseto barbeiro, que se alimenta do sangue de mamíferos, inclusive humanos, e é o reservatório natural do parasita. A infecção sobrecarrega órgãos internos, principalmente o coração e os intestinos, e pode causar lesões neles.

Com as lesões, o coração tem risco de funcionar mal, as arritmias graves, que podem ser fatais. A condição pode ser revertida com cirurgias que “queimam” as lesões. Esse processo é a chamada ablação por cateter e também é um procedimento usado para outras doenças cardíacas que levam a lesões no órgão.

Segundo o estudo, as operações para os pacientes com Chagas exigem normalmente o acesso à camada externa do coração, que é mais difícil. Isso se dá em quase 80% dos casos. Numa comparação, portadores de cardiopatia isquêmica, outra doença relevante, precisam desse tipo de intervenção em 15% dos casos. Como a intervenção é mais difícil, aumentam consideravelmente os riscos de complicações durante a operação e de instabilidade clínica, e por isso a mortalidade aumenta.

Os detalhes do estudo, que acompanhou 378 procedimentos cirúrgicos em 288 pacientes, ocorridos no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) entre 2011 e 2020, foram publicados na revista The Lancet Regional Health – Americas.

Os pesquisadores destacaram ainda que o estudo tem limites relacionados à própria estrutura do hospital: não foi possível realizar um número de acompanhamentos capaz de garantir fidelidade estatística em associações modestas, ou seja, não “enxerga”  situações específicas para esses pacientes; alguns exames, como o mapeamento eletroanatômico, não foram realizados em todos os pacientes, por restrições orçamentárias; não houve  acompanhamento da rotina de medicamentos dos pacientes ao longo da pesquisa, que durou cerca de oito anos para cada paciente. O protocolo de acompanhamento após as cirurgias também variou entre os casos, por fatores além do clínico.

“A retenção no período pós-alta foi alta em todos os grupos; no entanto, a duração do acompanhamento variou, o que reduz a precisão em momentos posteriores e pode subestimar a detecção de eventos tardios, principalmente entre pacientes de regiões remotas que enfrentam barreiras socioeconômicas e logísticas para o cuidado a longo prazo”, pondera o estudo, em tradução livre.

Doença de Chagas ainda atinge milhões

Atualmente, a estimativa é de que 7 milhões de pessoas tenham a doença de Chagas e de que outras 100 milhões residam em áreas de risco. Há de 30 a 40 mil novos casos por ano e menos de 10% dos infectados foram diagnosticados, normalmente aqueles que têm as versões mais agressivas do mal, presente em 21 países da América Latina e, de forma pontual, na América do Norte, Europa, Japão e Austrália.

Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6×1

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A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6x1Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6x1

O texto segue para votação no Senado.

A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O texto aprovado hoje foi apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa deu um passo importante para “uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988”.

“Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores”, disse Motta. 

“Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, completou.

Transição

De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.

Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

>> Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

– escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias); 
– redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
– jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses). 

Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no plenário.

A aprovação da PEC foi comemorada pelos parlamentares da base governista e criticada pela oposição.

“Vamos fazer história mostrando em que lado nós estamos. Nós estamos do lado do povo mais sofrido, das pessoas que mais precisam”, comemorou o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS). 

A deputada Dandara (PT-MG), que trabalhou como caixa de loja de departamento em escala 6×1, recordou a rotina desgastante e afirmou que a redução vai dar tempo para os trabalhadores poderem viver.

“Eu conheço o barulho do busão [sic] lotado às 5h, o café corrido, o uniforme vestido ainda no escuro. Eu conheço o pé inchado de tanto ficar em pé: oito, 10, 12 horas. Eu conheço porque eu vivi. Eu sei que a escala 6×1 não cabe no calendário. Não cabe, porque não é sobre tempo, somente, é sobre a vida”, disse.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) lembrou que a iniciativa é uma pauta de várias centrais sindicais.

“Essa é uma luta que começou há muito tempo. Mas, no Brasil, essa batalha não evoluiu, a cultura escravocrata, a visão colonialista, a visão racista, prevaleceu, mas nós vamos derrubar a escala seis por um. Hoje, aqui, vamos fazer história”, afirmou. 

Durante a sessão, deputados da oposição se posicionaram contra a redução da jornada de trabalho.

O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que a proposta não vai melhorar a vida do trabalhador.

“Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo para ele que com a aprovação dessa PEC vai acabar a escala 6×1”, disse. 

O deputado Sérgio Turra (PP-RS) chamou a proposta do governo de eleitoreira. “Estamos tratando do futuro de um país e da dignidade dos trabalhadores”, afirmou.

>> Entenda mais pontos da PEC pelo fim da escala 6×1:

.- Jornada de trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, podendo haver compensação e redução de jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

– Lei ordinária irá tratar da jornada e descanso de regimes diferenciados, como trabalhadores com seis horas diárias de trabalho.

– Nova regra não se aplica: a quem tem jornada igual ou inferior a 40 horas semanais, a empregados com nível superior e com remuneração mensal igual ou superior a R$ 8.475,55 (equivalente a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS)

– Lei complementar poderá adotar medidas de transição para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

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Foto: Lyon Santos/ MDS

A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (28) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9.Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,08 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,9 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais: o Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 para cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, para cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento no último dia 18, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca.

Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Pará (1), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (3), Roraima (6) e Sergipe (6).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF).

O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Neste mês, 159.248 novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026
Arte EBC

Casa do Trabalhador disponibiliza 38 oportunidades de emprego nesta quinta-feira em Amambai

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Fachada da edificação onde funciona a Casa do Trabalhador em Amambai. Órgão oferece pelo menos 38 oportunidades de emprego nesta quinta-feira, dia 28 de maio. (Foto: Vilson Nascimento)

Vilson Nascimento

A Casa do Trabalhador, órgão ligado a Fundação do Trabalho (Funtrab) do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza pelo menos 38 oportunidades de emprego para esta quinta-feira, dia 28 de maio, em Amambai.

Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas

5 vagas para vendedor ou vendedora 

4 vagas para atendente 

4 vagas para ajudante de sinalização 

3 vagas para pedreiro 

3 vagas para servente de pedreiro 

2 vagas para soldador 

1 vaga para consultor de vendas 

1 vaga para auxiliar de cozinha 

1 vaga para empregada doméstica 

1 vaga para cozinheira 

1 vaga para auxiliar de pizzaiolo 

1 vaga para auxiliar de linha de produção 

1 vaga para monitor de sistema eletrônico de segurança interno 

1 vaga para técnico de sistema eletrônico de segurança 

1 vaga para técnico de telecomunicações 

1 vaga para motorista categoria E 

1 vaga para mestre de obras 

1 vaga para ajudante de serralheiro 

1 vaga para serralheiro 

1 vaga para mecânico de autos em geral 

1 vaga para auxiliar de mecânico de autos 

1 vaga para mecânico de bicicleta 

1 vaga para mecânico de máquinas pesadas manutenção 

Casa do trabalhador também oferece

A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região. 

Segundo o órgão para dar entrada no pedido de benefício o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade). 

A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa às instalações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.

O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 11h. Das 13h às 17h o trabalho é interno.

Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148 ou celular/WhatsApp (67) 9880-0533

Nota de falecimento de Maria Campos

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Comunicamos com pesar o falecimento nessa quarta-feira, dia 27 de maio, no Hospital Regional, em Amambai, de Maria Campos, de 68 anos.

Seu corpo foi velado no Memorial Primavera e o sepultamento aconteceu nesta quinta-feira (28), às 15h, no Cemitério Municipal Santo Antônio.

Informou Pax Primavera Fone: 3481-1887

Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai

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Plantão: Farmácia Bampi    Fone: 3481-2272

Próximo a torre da antiga Telems

Com nove equipes, Conesul Amador de Futebol 2026 começa dia 26 de julho

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Congresso técnico virtual realizado na noite dessa terça-feira (26) sob coordenação de Denílson Rafaíne, secretário de esportes em Paranhos, definiu detalhes da competição. (Fotos: Sejel)

Vilson Nascimento

Com a participação de nove dos quatorze municípios que integram o Conisul (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento da Região Sul de Mato Grosso do Sul), tem início previsto para o dia 26 de julho, o Campeonato Amador de Futebol do Conesul, edição 2026.

Vão participar do certame regional, que visa resgatar a tradição do futebol de campo na região, os municípios de Mundo Novo, Paranhos, Caarapó, Sete Quedas, Jutí, Coronel Sapucaia, Eldorado, Tacuru e Aral Moreira.

Apesar da importância da competição para promover o esporte e o intercâmbio regional, Amambai, Naviraí, Itaquiraí, Iguatemi e Japorã não vão participar da competição deste ano.

Um congresso técnico virtual realizado na noite dessa terça-feira, dia 26 de maio, em Paranhos, município que, através da Sejel (Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer) da prefeitura local, coordena o campeonato, definiu a composição das chaves para a primeira fase da competição regional.

Segundo Denílson Rafaíne, coordenador geral do campeonato, a Chave-A é composta por Mundo Novo, Paranhos e Caarapó.

Na Chave-B estão Sete Quedas, Jutí e Coronel Sapucaia e a Chave-C é formada por Eldorado, Tacuru e Aral Moreira.

Com nove equipes, Conesul Amador de Futebol 2026 começa dia 26 de julho

De documento a casamento, mutirão da Agraer resolve a vida dos produtores de Itaquiraí

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Fotos: Néia Maceno, Agraer

No Assentamento Santo Antônio, em Itaquiraí, o dia ainda nem tinha amanhecido quando as primeiras filas começaram a se formar. Homens e mulheres do campo chegaram cedo, carregando documentos em pastas simples, esperanças antigas e problemas que, por muito tempo, pareciam difíceis demais para resolver.

Ali, onde não existe linha de ônibus e uma ida até a cidade pode custar R$ 100 de táxi, muita gente aprendeu a adiar sonhos e enfrentar a burocracia como quem enfrenta estrada de chão em dia de chuva: com paciência e resistência.

De documento a casamento, mutirão da Agraer resolve a vida dos produtores de Itaquiraí

Foi assim durante anos para o agricultor familiar Sidinei de Azevedo. Morador do assentamento desde 2012, ele vive da pequena produção e da criação de galinhas voltada principalmente para o consumo da família. Procurou atendimento apenas para resolver uma questão na conta de energia, mas saiu dali com algo muito maior: a tranquilidade de não perder o benefício social que sustenta parte da renda da casa.

Sem saber, Sidinei estava prestes a ter o benefício cancelado por falta de atualização cadastral.

“Foi por pouco que eu não perdi”, contou, aliviado.

A descoberta veio a tempo. E o sentimento também.

“Graças a Deus, primeiramente, e depois a vocês que vieram ajudar a gente”.

A história dele se mistura com a de muitos produtores que vivem longe dos centros urbanos e acabam ficando distantes também dos próprios direitos.

De documento a casamento, mutirão da Agraer resolve a vida dos produtores de Itaquiraí

Depois de 23 anos vivendo e trabalhando no lote rural, o produtor Natalício Firmino Marangoni segurava pela primeira vez nas mãos um documento que pode transformar o futuro da família: o CAF, Cadastro Nacional da Agricultura Familiar.

Pode parecer apenas papel para quem vê de fora. Para Natalício, significava oportunidade.

Durante mais de duas décadas, ele sustentou a pequena produção leiteira apenas com esforço próprio, sem acesso a financiamentos e políticas públicas voltadas ao pequeno produtor.

“Agora acredito que minha vida vai melhorar muito, porque vou poder fazer financiamento. Em 23 anos, nunca tive essa oportunidade”, disse emocionado.

O próximo sonho já está desenhado: ampliar a criação, melhorar o rebanho e aumentar a renda da propriedade.

Mas, entre tantos atendimentos e documentos emitidos, houve espaço também para histórias que falam de afeto.

De documento a casamento, mutirão da Agraer resolve a vida dos produtores de Itaquiraí
De documento a casamento, mutirão da Agraer resolve a vida dos produtores de Itaquiraí

Depois de 18 anos juntos, Jéssica Almeida Pasqualim e Anderson José Neves decidiram oficializar o casamento civil. Casados na igreja e pais de dois filhos, eles aproveitaram a oportunidade para regularizar a documentação sem precisar enfrentar os custos e as dificuldades do deslocamento até a cidade.

“Como moramos no sítio, a documentação facilita muito as coisas”, explicou Jessica.

Ela conhece de perto a realidade das famílias rurais. Trabalhando na área da saúde, acompanha diariamente a luta de quem depende de vizinhos, favores ou dinheiro emprestado para resolver qualquer pendência fora do assentamento.

“Aqui não tem linha de ônibus. Muitas pessoas precisam pagar táxi para ir até a cidade, e isso custa caro”.

Por isso, mais do que um dia de atendimentos, o que aconteceu no Assentamento Santo Antônio foi um encontro entre necessidade e oportunidade. Enquanto documentos eram regularizados, sonhos antigos ganhavam espaço para sair do papel.

Teve produtor descobrindo que ainda pode investir na propriedade. Teve família percebendo que o futuro pode ser maior do que apenas sobreviver. Teve casal transformando anos de união em casamento oficial.

E teve, principalmente, gente do campo sendo vista.

Porque, para quem vive longe da cidade, cidadania muitas vezes começa quando alguém decide percorrer o caminho contrário – levando os serviços públicos até onde o povo está.

É esse o propósito do Mutirão Agraer – Juntos Pelo Campo: aproximar o poder público das comunidades rurais, garantindo acesso, dignidade e oportunidades para quem produz, gera renda e movimenta o campo sul-mato-grossense.

Mais do que resolver burocracias, ações como essa lembram que desenvolvimento também passa por escuta, presença e cuidado com as pessoas que sustentam o campo todos os dias.

Fonte: Ricardo Campos Jr., Agraer

Prefeitura de Iguatemi promove grande ação social no Jardim Élida neste sábado (30)

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A Prefeitura de Iguatemi realiza neste sábado, 30 de maio, uma grande ação social voltada para toda a comunidade. O evento acontece no Ginásio do Jardim Élida, a partir das 8h, com diversos atendimentos gratuitos, orientações e atividades para crianças e famílias.

Com o tema “Plantando o Futuro”, a iniciativa vai reunir serviços nas áreas de saúde, assistência social, cidadania e lazer, oferecendo atendimento direto à população em um único espaço.

Entre os serviços disponíveis estarão atendimentos de saúde, vacinação e atualização da carteira de vacinação, orientações sociais, serviços do CRAS e CREAS, atualização do CadÚnico Bolsa Família, emissão de documentos e orientações diversas para a comunidade.

A programação também contará com brincadeiras para as crianças, distribuição de guloseimas e sorteio de brindes para os participantes.

Além disso, serão oferecidas orientações sobre violência doméstica, programas sociais, regularização fundiária, prevenção em saúde, serviços voltados à pessoa idosa, pessoas com deficiência e emissão de documentos específicos, como a Carteira do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A Prefeitura convida toda a população para participar da ação e aproveitar os serviços disponíveis. A recomendação é que os moradores levem documentos pessoais e compareçam com toda a família.

Prefeitura de Iguatemi promove grande ação social no Jardim Élida neste sábado (30)

Fonte: A.N /Grupo A Gazeta

Fundtur apresenta potencialidades de MS durante feira nacional de negócios em SP

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Foto: EBS

Nos dias 27 e 28 de maio, em São Paulo (SP), a Fundtur-MS (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul) participa da Feira EBS, considerada um dos principais encontros do segmento MICE no Brasil — setor que engloba eventos corporativos, incentivos, feiras e congressos. O evento reúne profissionais e empresas em busca de oportunidades de negócios, networking estratégico e atualização de mercado.

Segundo os organizadores, a Feira EBS se destaca por oferecer uma estrutura voltada à geração de conexões qualificadas, com destaque para o tradicional Speed Meeting, uma das principais ferramentas de negócios do setor, que promove reuniões agendadas entre expositores e compradores.

Para o diretor-presidente da FundturMS, Bruno Wendling, a participação na feira representa uma importante oportunidade para fortalecer a presença de Mato Grosso do Sul no mercado de eventos e turismo de incentivo. “Será uma grande oportunidade para apresentarmos nosso destino para o segmento de MICE, negócios e turismo de incentivo. Teremos um estande e contaremos com a participação dos empresários sul-mato-grossenses, conteúdos exclusivos e faremos muito networking para apresentarmos o destino e colocarmos MS nas prateleiras”, destaca.

Segundo o diretor de Mercado e Eventos da FundturMS, Breno Amorim, esta será a primeira participação da Fundação na Feira EBS. “Nosso principal objetivo é conhecer melhor o mercado e fortalecer o relacionamento com o segmento de eventos corporativos. Estamos em fase de planejamento para atuar de forma mais estratégica nesse mercado, que já começa a demonstrar interesse pelo nosso estado”, afirma.

Realizada anualmente, a Feira EBS reúne fornecedores e compradores qualificados em um ambiente voltado ao networking, à troca de experiências e à geração de negócios. O evento combina exposição de produtos e serviços com espaços de conteúdo e relacionamento, promovendo oportunidades comerciais e conexões estratégicas entre os participantes.

Um dos grandes diferenciais da feira é o Speed Meeting, dinâmica de reuniões previamente agendadas entre expositores e compradores. O formato possibilita encontros mais assertivos entre empresas e tomadores de decisão, otimizando o tempo dos participantes e ampliando as oportunidades de negócios durante o evento.

Além das rodadas de negócios, a programação inclui o Congresso MICE, com palestras e painéis sobre tendências, inovação, tecnologia e estratégias voltadas ao mercado de eventos corporativos. A proposta é proporcionar uma experiência integrada entre conteúdo e geração de negócios.

Na edição de 2025, a Feira EBS reuniu 90 expositores, promoveu mais de 12 mil reuniões de negócios por meio do Speed Meeting, atraiu cerca de 1.600 visitantes qualificados e ofereceu 15 horas de conteúdo especializado, consolidando-se como uma das principais plataformas do segmento no país.

Mais informações:  https://feiraebs.com.br

Fonte: Débora Bordin, Comunicação Fundtur-MS 

HPV leva a 7,5 mil mortes anuais por câncer no Brasil

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os cânceres causados por HPV provocaram cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações anuais no Brasil, e 85% dos afetados são mulheres. A maioria desses casos é considerada prevenível, com a identificação das chamadas lesões precursoras, que podem ser tratadas antes que se tornem câncer e, principalmente, com vacinação.

Os dados fazem parte de um estudo publicado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, que analisou dados oficiais do Ministério da Saúde. O objetivo foi identificar as tendências de hospitalização e mortalidade, por isso a análise englobou o período de 2011 a 2019, anterior à pandemia de covid-19, que impactou diversos indicadores de saúde.

De acordo com a líder do estudo, a diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, Cintia Parellada, um dos destaques é o alerta a respeito dos diversos tipos de câncer que o HPV pode causar. Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram todas as ocorrências e estimaram quantas foram causadas pelo vírus, considerando as proporções consolidadas pela literatura médica.

O câncer de colo do útero permanece como a maior preocupação, correspondendo a 74,3% das hospitalizações e 77,3% das mortes ocorridas no período analisado. Mas isso significa que um a cada quatro pacientes desenvolveu a doença em outro local, somando mais de 50 mil hospitalizações.

“O foco no colo do útero pode passar uma falsa percepção de que só a mulher tem que se vacinar. Mas, na verdade, o HPV é responsável por oito tipos de cânceres, que atingem mulheres e homens: colo do útero, vagina, vulva, ânus e pênis, e orofaringe, laringe e cavidade oral, que são os cânceres de cabeça e pescoço”, complementa a diretora executiva.

O câncer anal foi o tipo que apresentou maior aumento nas ocorrências, de 3,1% nas hospitalizações e de 10,9% na mortalidade. Homens que fazem sexo com homens e pessoas imunosuprimidas são especialmente vulneráveis.

Cintia também chama a atenção para o fato dos cânceres de cabeça e pescoço acometerem quatro vezes mais homens do que mulheres.

“Nos países que já conseguiram atacar o problema do câncer do colo do útero, o problema do HPV está maior nos homens por causa disso. E nesse tipo de câncer não existe lesão precursora que possas ser tratada. A prevenção é apenas a vacinação”, alerta a médica.

O estudo também mostra uma tendência preocupante com relação ao câncer do colo do útero. De 2011 a 2016, as hospitalizações caíram 4,7%, mas, de 2016 a 2019, o movimento foi o inverso, com crescimento de 3,9%. A mortalidade apresentou o mesmo padrão, com queda de 0,7% no primeiro período e alta de 1,5% no segundo.

Outro dado preocupante vem da análise etária. Enquanto todos os outros tipos começam a ter maior incidência a partir dos 40 ou 50 anos, no caso do câncer de colo do útero, as hospitalizações já são expressivas a partir dos 30. A a média de idade das pacientes é de 47 anos, pelo menos dez a menos do que nos outros tipos de câncer. A idade média das pessoas que morreram pela doença também é menor: 56 anos.

“Hoje o câncer do colo do útero é o câncer que mais mata mulheres em idade reprodutiva e é o que tem maior nível de incidência [nessa faixa etária]. A gente sabe que apenas 40% das mulheres fazem o papanicolau de maneira periódica como é recomendado. Então, elas são diagnosticadas quando já têm um tumor invasivo”, reforça Cintia.

O papanicolau ou exame preventivo é o procedimento ginecológico que deve ser feito periodicamente para detectar a presença do HPV ou de lesões precursoras no colo uterino, possibilitando que a paciente seja acompanhada com mais cautela ou receba o tratamento, em caso de lesões, evitando que elas evoluam para câncer.

No ano passado, o Ministério da Saúde atualizou as diretrizes para esse exame de rastreamento. Agora, todas as mulheres e outras pessoas com útero, entre 25 e 64 anos, devem fazer o teste DNA-HPV oncogênico, que detecta não somente a presença do vírus, como também identifica de que tipo ele é, já que apenas alguns tem potencial cancerígeno.

Em caso negativo, o exame só precisa ser repetido depois de cinco anos. Em caso positivo, a paciente deve ser encaminhada para outros exames, para confirmar ou descartar lesões ou o câncer já instalado, e realizar o tratamento. As autoridades de saúde acreditam que, com rastreamento organizado, tratamento oportuno e vacinações com alta cobertura, o câncer de colo do útero pode ser eliminado em 20 anos.

Cintia Parellada reforça que apesar dos desfechos agressivos, este é um tipo de câncer que oferece grande oportunidade de prevenção. “Depois que uma pessoa se infecta, ela demora dois anos para ter a lesão precursora. E da lesão precursora até o câncer, esse caminho pode ser de dez anos.”

Por outro lado, isso também demonstra a importância da vacinação precoce. “Uma pessoa que começou a atividade sexual com 15 anos, quando ela chega nos 30, já pode ter o câncer do colo do útero”, alerta.

A vacina contra o HPV foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2014, e estudos já mostram que ela ajudou a reduzir a incidência de câncer e das lesões precursoras. No entanto, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta que mais de 19 mil novos casos serão diagnosticados por ano no país, durante o período 2026-2028, um aumento de 14% em comparação ao triênio anterior.

A vacina é recomendada a todas as crianças e adolescentes, de 9 a 14 anos, porque sua eficácia é maior se for tomada antes do início da vida sexual. O Ministério da Saúde está com uma campanha vigente de resgate vacinal para todos os jovens de até 19 anos que não foram vacinados na idade correta.

Além disso, também devem receber a vacina: pessoas imunodeprimidas, vítimas de abuso sexual, pessoas com papilomatose respiratória recorrente, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e pacientes que já tiveram lesões pré-cancerosas de alto grau. Para outros públicos, a vacina está disponível em serviços privados de saúde.

Fonte: Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil

Dívida Pública sobe 1,91% em abril e encosta em R$ 8,8 trilhões

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© Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A emissão recorde de títulos, principalmente vinculados à Taxa Selic (juros básicos da economia), fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em abril. Segundo números divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,633 trilhões em março para R$ 8,798 trilhões no mês passado, alta de 1,91%.

Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 1,93%, passando de R$ 8,302 trilhões em março para R$ 8,462 trilhões em abril. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 68,04 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis ligados à Selic. A alta foi reforçada pela apropriação de R$ 92,54 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,5% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 201,09 bilhões em títulos da DPMFi, volume recorde para todos os meses desde o início da série histórica. O principal fator foi a substituição de títulos vinculados à Selic que venceram no mês passado, mais o lançamento que atende à demanda dos investidores em abril.

Apesar da emissão recorde, os resgates foram altos em abril e somaram R$ 133,05 bilhões. Isso porque tradicionalmente o primeiro mês de cada trimestre concentra vencimento de títulos prefixados (com juros determinados no momento da emissão).

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,28%, passando de R$ 331,64 bilhões em março para R$ 335,88 bilhões em abril. Apesar da queda de 4,42% do dólar no mês passado, provocada pelo aumento no preço do petróleo, a dívida aumentou por causa da emissão recorde de 5 bilhões de euros em meados de abril.

Colchão

Após uma queda expressiva em março, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu. Essa reserva passou de R$ 885 milhões em março para R$ 1,091 trilhão em abril. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foram as emissões superiores aos resgates no mês passado.

Atualmente, o colchão cobre 8,91 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,649 trilhão em títulos federais.

Com a forte emissão de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de março para abril:

  •     Títulos vinculados a Selic: 47,71% para 48,59%;
  •     Títulos corrigidos pela inflação: 26,67% para 26,76%;
  •     Títulos prefixados: 21,80% para 20,85%;
  •     Títulos vinculados ao câmbio: 3,83% para 3,8%.

O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos:

  •     Títulos vinculados a Selic: 46% a 50%;
  •     Títulos corrigidos pela inflação: 23% a 27%;
  •     Títulos prefixados: 21% a 25%;
  •     Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.

Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.

Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa das altas promovidas pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) até meados do ano passado. A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.

Prazo

O prazo médio da DPF subiu de 4,1 para 4,12 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:

  •     Instituições financeiras: 31,46% do estoque;
  •     Fundos de pensão: 22,32%;
  •     Fundos de investimentos: 22,17%;
  •     Não residentes (estrangeiros): 10,38%
  •     Demais grupos: 13,66%.

Com a maior tensão no mercado financeiro em abril, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a março, quando estava em 10,7%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Detran-MS alerta sobre golpe: pátios credenciados não realizam leilões de veículos

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Foto: Arquivo/Detran-MS

O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) alerta a população sobre um golpe virtual que utiliza indevidamente o nome e a identidade visual de pátios credenciados pelo órgão para anunciar falsos leilões de veículos pela internet.

O site fraudulento “autotranleiloes.org/leiloes” utiliza informações da empresa Autotran, pátio credenciado localizado em Dourados, incluindo endereço, logomarca e dados institucionais, para simular leilões diários de veículos apreendidos. No entanto, a empresa não realiza leilões.

O Detran-MS esclarece que os pátios credenciados, como a Autotran e a PMax, têm exclusivamente a função de guarda de veículos recolhidos, não sendo responsáveis pela venda dos bens.

Os leilões oficiais de veículos vinculados ao Detran-MS são realizados apenas por leiloeiros e empresas devidamente credenciados junto ao órgão, mediante publicação de edital oficial no Diário Oficial do Estado e divulgação no portal institucional do Detran-MS.

A orientação é para que a população desconfie de anúncios publicados fora dos canais oficiais, especialmente aqueles que prometem veículos com valores muito abaixo do mercado ou exigem pagamentos antecipados.

Adriano Cezar Pendloski, proprietário da Autotran, informou que já registrou boletins de ocorrência e adotou medidas judiciais para tentar retirar o site fraudulento do ar. Segundo ele, mesmo após bloqueios temporários, a página volta a funcionar poucos dias depois, fazendo novas vítimas diariamente.

Além do prejuízo financeiro às vítimas, os golpistas também utilizam documentos enviados pelos interessados durante o falso cadastro para possíveis fraudes financeiras e tentativas de financiamento indevido.

O Detran-MS reforça

  • Todo leilão oficial possui edital publicado no Diário Oficial do Estado;
  • Os leilões são divulgados no site oficial do Detran-MS;
  • Os leiloeiros credenciados estão listados nos canais oficiais do órgão;
  • Pátios credenciados não realizam vendas diretas ou leilões de veículos.
  • Antes de participar de qualquer leilão, o cidadão deve verificar a autenticidade das informações nos canais oficiais do Detran-MS e evitar realizar pagamentos sem confirmação da procedência do anúncio.

Recomendação do Especialista

O delegado Leandro Azevedo, especialista em Investigação Digital e Inteligência Artificial, alerta que criminosos têm utilizado estruturas cada vez mais sofisticadas para aplicar golpes virtuais, simulando páginas oficiais e utilizando indevidamente logomarcas, endereços reais e linguagem semelhante à de órgãos públicos e empresas conhecidas. “Com inteligência artificial, esse golpe ficou mais sofisticado. Hoje, a IA permite copiar textos, identidade visual e linguagem institucional com alta precisão, tornando alguns sites falsos quase indistinguíveis dos verdadeiros”, explica.

Segundo o delegado, alguns sinais ajudam a identificar a fraude, como preços muito abaixo do mercado, pressão para pagamento imediato, transferências via Pix para terceiros, ausência de edital oficial e atendimento restrito ao WhatsApp. “Não basta o site parecer confiável: é preciso confirmar tudo em canais oficiais. Leilão oficial tem edital publicado, leiloeiro identificado e divulgação em canal oficial”, reforça.

Em caso de suspeita de golpe, a orientação é registrar boletim de ocorrência e comunicar imediatamente às autoridades competentes.

Fonte: Mireli Obando, Comunicação Detran-MS

Mato Grosso do Sul lidera o Centro-Oeste no Programa Centelha e alcança resultado histórico em inovação

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Fotos: Comunicação Fundect

Mato Grosso do Sul consolidou-se como o estado da região Centro-Oeste com o maior número de ideias submetidas à terceira edição do Programa Centelha, cujas inscrições foram encerradas na segunda-feira (25). Ao todo, foram registradas 1.135 ideias inovadoras, resultado que representa um crescimento de 363% em relação à edição anterior e coloca o Estado à frente de Goiás (1.063), Mato Grosso (813) e Distrito Federal (692).

O desempenho também projeta Mato Grosso do Sul no cenário nacional da inovação. Atualmente, o Estado ocupa a segunda posição em número de inscrições, empatado com o Ceará, atrás apenas do Espírito Santo. O resultado ainda é parcial, já que Paraná e Rio de Janeiro seguem com inscrições abertas.

Entre as principais áreas temáticas das propostas submetidas estão Inteligência Artificial e Machine Learning (27,8%), Impacto Socioambiental (19,4%), Tecnologia Social (15%), TI e Telecom (8,6%) e Biotecnologia e Genética (6%). Os dados demonstram o alinhamento das ideias inscritas às tendências tecnológicas e às demandas por soluções inovadoras com impacto econômico e social.

Mato Grosso do Sul lidera o Centro-Oeste no Programa Centelha e alcança resultado histórico em inovação
O Centelha é uma iniciativa voltada ao estímulo do empreendedorismo inovador e à criação de novos negócios de base tecnológica

O Programa Centelha é uma iniciativa voltada ao estímulo do empreendedorismo inovador e à criação de novos negócios de base tecnológica. O objetivo é apoiar a transformação de ideias inovadoras em empreendimentos sustentáveis e competitivos.

A execução estadual do programa é realizada pela Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), vinculada à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com promoção nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Finep, CNPq, Confap e Fundação CERTI.

Em Mato Grosso do Sul, o edital prevê investimento total de R$ 6,5 milhões, com seleção final de até 47 propostas. Os projetos aprovados receberão R$ 89,6 mil por meio de subvenção econômica, além de R$ 50 mil em bolsas de fomento tecnológico, capacitações, suporte técnico especializado, conexões com o ecossistema de inovação e oportunidades de visibilidade.

Para o diretor-presidente da Fundect, Cristiano Carvalho, o resultado evidencia o amadurecimento do ecossistema de inovação sul-mato-grossense.

Mato Grosso do Sul lidera o Centro-Oeste no Programa Centelha e alcança resultado histórico em inovação
Mato Grosso do Sul consolidou-se como o estado da região Centro-Oeste com o maior número de ideias no 3ª Centelha

“Esse resultado histórico mostra que Mato Grosso do Sul vive um novo momento na inovação. Liderar o Centro-Oeste em número de ideias submetidas ao Programa Centelha demonstra a força do nosso ecossistema, o talento dos nossos empreendedores e o compromisso do Governo do Estado com a ciência, tecnologia e inovação. Mais do que números, estamos falando de oportunidades, geração de conhecimento, desenvolvimento econômico e transformação social em todas as regiões do Estado”, destaca.

A próxima etapa do programa será a seleção das 200 melhores ideias submetidas. Na Fase 2, chamada Projeto de Fomento, os empreendedores irão estruturar e detalhar suas propostas, transformando as ideias em planos de negócio mais robustos e preparados para o desenvolvimento tecnológico e mercadológico.

O resultado preliminar das propostas classificadas para a próxima fase está previsto para o dia 29 de junho, enquanto o resultado final deve ser divulgado em 29 de julho.

Inovação presente em todas as regiões do Estado

Outro destaque do Centelha 3 em Mato Grosso do Sul foi a interiorização da inovação. Pela primeira vez, o programa alcançou 44 municípios sul-mato-grossenses, atingindo 56% das cidades do Estado com propostas submetidas.

Os municípios com maior número de ideias inscritas foram Campo Grande (589), Ponta Porã (117), Dourados (86), Três Lagoas (43), Naviraí (42), Corumbá (32), Chapadão do Sul (30), Coxim (23), Bonito (19) e Nova Andradina (19).

O alcance estadual do programa é resultado da mobilização conjunta de diferentes instituições parceiras. Em 55 dias a equipe da Gerência de Inovação da Fundect realizou 40 oficinas, em 13 cidades, orientando e tirando as dúvidas sobre como submeter o projeto ao Programa Centelha, sempre com apoio do Sebrae, Senai, Senac, Universidades, prefeituras municipais e coordenadores regionais e locais dos ecossistemas de inovação, que acreditaram no potencial do nosso Estado e mobilizaram empreendedores em todas as regiões.

Fonte: Maristela Cantadori, Comunicação Fundect

Secretaria de Educação de Paranhos realiza visita técnica em Japorã para fortalecimento da educação indígena

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Fotos: Divulgação

No dia 25 de maio de 2026, a Secretaria Municipal de Educação de Paranhos realizou uma importante visita técnica ao município de Japorã, com o objetivo de conhecer o funcionamento das escolas e Centros de Educação Infantil (CEIs) localizados nas comunidades indígenas. A comitiva foi liderada pela secretária municipal de educação, Sra. Cleonice Barce de Lima, que esteve acompanhada de toda a equipe técnica, pedagógica e administrativa da secretaria.

A iniciativa teve como foco promover a troca de experiências e fortalecer ações voltadas à melhoria da qualidade da educação ofertada aos estudantes indígenas.

Durante a visita, a equipe conheceu de perto a estrutura organizacional, pedagógica, administrativa e técnica das unidades escolares indígenas do município de Japorã, além de acompanhar práticas educacionais desenvolvidas junto às comunidades. A recepção foi realizada pela equipe da Secretaria Municipal de Educação de Japorã e pela secretária municipal, que compartilharam experiências, desafios e avanços da rede de ensino.

Segundo a secretária Cleonice Barce de Lima, momentos como este são fundamentais para ampliar conhecimentos e fortalecer políticas públicas educacionais. “Foi um momento muito valioso de aprendizado, diálogo e troca de experiências. Conhecer outras realidades nos ajuda a construir uma educação cada vez mais inclusiva, humana e de qualidade para nossos estudantes”, destacou.

A visita técnica reforça o compromisso da gestão municipal de Paranhos com uma educação pautada na equidade, no respeito às culturas indígenas e na busca constante pela melhoria do ensino. A administração municipal segue investindo em formação, planejamento e fortalecimento das equipes técnicas e pedagógicas, entendendo que a valorização da educação indígena é essencial para garantir oportunidades e desenvolvimento às comunidades.

A Secretaria Municipal de Educação de Paranhos destacou ainda que ações de integração entre municípios contribuem para o fortalecimento das políticas educacionais e permitem a construção de soluções conjuntas para os desafios enfrentados pelas redes públicas de ensino.

Fonte: Assessoria Prefeitura

Milho segunda safra mantém cenário favorável em Mato Grosso do Sul

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Foto: arquivo da Aprosoja/MS

A segunda safra de milho 2025/2026 em Mato Grosso do Sul segue com cenário favorável no campo. De acordo com o levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, 71,5% das lavouras do Estado apresentam boas condições de desenvolvimento, enquanto 17,8% são classificadas como regulares e 10,7% como ruins.

A estimativa atual aponta cultivo em 2,206 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 84,2 sacas por hectare e produção estimada em 11,139 milhões de toneladas.

Entre as regiões acompanhadas pelo projeto, o norte do estado apresenta o melhor desempenho, com 92,1% das áreas avaliadas em boas condições. Na sequência aparecem as regiões oeste, com 84,6%, e nordeste, com 82,9% das lavouras classificadas como boas.

De acordo com os dados levantados pelas equipes da Aprosoja/MS, as condições climáticas registradas em abril contribuíram para o desenvolvimento das lavouras, principalmente nas regiões centro-norte e oeste do Estado. Em grande parte de Mato Grosso do Sul, os volumes de chuva ficaram acima da média histórica, favorecendo a umidade do solo e as atividades agropecuárias.

“Apesar do cenário positivo, o monitoramento segue voltado para os riscos climáticos típicos do período, como estiagem e ocorrência de geadas em algumas regiões produtoras”, aponta o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

O boletim também destaca mudança no perfil da segunda safra no Estado. Nesta temporada, o milho deve ocupar aproximadamente 46% da área cultivada com soja, percentual abaixo dos 75% registrados em anos anteriores. A redução está relacionada às limitações da janela de plantio e ao avanço de culturas alternativas em áreas consideradas de maior risco climático.

No mercado, a comercialização do milho segunda safra 2026 já alcança 24% da produção estimada em Mato Grosso do Sul, avanço de 2,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Crislaine Oliveira (Comunicação Aprosoja/MS)