2007-10-17 13:48:00
A substância apreendida pela Polícia Militar Rodoviária Estadual (PRE) em conjunto com o serviço reservado da PM (P2), no início da tarde de ontem, no quilômetro 13 da rodovia MS-162 e que pesou 49 quilos, corre o risco de não ser cocaína, como a princípio foi suspeitado pela polícia.
O produto depois de apreendido foi entregue na Delegacia de Polícia Federal de Dourados, onde passou por um teste preliminar que reagiu positivamente para cocaína. Mas segundo um dos responsáveis pela análise química da instituição, outros 80 produtos químicos que não são cocaína podem dar o mesmo resultado neste tipo de teste.
O analista disse que a substância será encaminhada ainda esta semana para Campo Grande, onde será feito um teste com Cromatógrafo. Esse aparelho, segundo o especialista, irá discriminar todas as substâncias que contém o produto apreendido. O resultado do teste deverá ficar pronto somente na próxima semana.
Os três homens que foram presos durante a ação da PRE afirmam de forma unânime que o produto trata-se de anabolizante para cavalos. O delegado de plantão da DPF não descartou essa possibilidade.Se confirmado que é cocaína, a PF afirma que a polícia terá descoberto uma nova modalidade de tráfico, já que o produto estava sendo transportado em grande quantidade e em sacolas, forma não muito comum usadas pelos traficantes. A rota também é uma surpresa, já que não é hábito passar com cocaína por essa região, segundo informou o delegado de plantão da PF.
A DPF informou ainda que já está em fase de construção, no prédio da instituição em Dourados, um laboratório que será capaz de realizar testes mais detalhados, como esse que será feito em Campo Grande. O objetivo da obra é agilizar as investigações da Polícia Federal na região Sul do Estado.
A apreensão
Com a substância, a PRE prendeu Amarildo D, de morador em Ponta Porã, que entregaria o produto para Carlos D., em Dourados, que também foi preso. O jovem estava esperando um outro homem às margens da rodovia, quando foi abordado pela PRE. José S também foi preso. A substância estava em duas bolsas de nylon. O produto seria entregue para um desconhecido que viria de Campo Grande. Cada um receberia R$ 1 mil pelo serviço. Os três foram autuados em flagrante e encontram-se presos na DPF de Dourados.





