Os preços do trigo de qualidade superior se mantiveram estáveis durante a semana no Brasil. A média gaúcha fechou a mesma em R$ 60,29/saco, enquanto no Paraná os preços oscilaram entre R$ 63,00 e R$ 64,00/saco, conforme os dados divulgados na análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA).
Como se previa, muitos moinhos brasileiros correm atrás do trigo tipo 1, de qualidade superior, porém, a oferta é reduzida devido à frustração da safra passada. Com isso, a opção é trazer o cereal da Argentina, que tem apresentado preços competitivos e produto de qualidade superior. Na semana entre o 11 e o 15 de março, por exemplo, “a paridade de importação do trigo, com origem na Argentina, foi de US$ 229,55/tonelada para o produto posto no Paraná. Considerando-se o dólar médio do período, de R$ 4,98, o cereal importado foi negociado a R$ 1.143,46/tonelada, enquanto que o trigo brasileiro, no Paraná, teve média maior, de R$ 1.240,38/tonelada. No Rio Grande do Sul, a paridade do produto argentino seria de US$ 214,47/tonelada, o equivalente a R$ 1.068,34/tonelada em moeda nacional, contra R$ 1.184,60/tonelada para o trigo local, de acordo com dados do Cepea/Esalq.
Por outro lado, vale destacar que um estudo desenvolvido pela Embrapa, visando avaliar a tolerância do trigo ao déficit hídrico, mostrou que a cultivar BRS 404 pode representar até sete sacos a mais nos anos de pouca chuva no Brasil Central. A pesquisa avaliou o rendimento de trigo tropical das principais cultivares de sequeiro, disponíveis no mercado no período 2019-2023. Em média, os rendimentos da cultivar BRS 404 foram 12,4% superiores quando comparados às demais cultivares em uso na região. A variação ficou entre 5% e 23% superior, considerando que a brusone foi limitação somente em 2019, enquanto nos demais anos o déficit hídrico foi o fator limitante, conforme a Embrapa.
Enfim, a Conab mantém sua projeção de uma safra final de trigo, no Brasil, em 2024, ao redor de 9,5 milhões de toneladas, caso o plantio se confirme sobre 3,26 milhões de hectares e o clima ajude. Deste total produzido, 57.000 toneladas serão no Nordeste, 411.000 toneladas no Centro-Oeste, 840.100 toneladas no Sudeste e 8,3 milhões no Sul do país, sendo este último volume dividido em 3,4 milhões no Paraná, 4,4 milhões no Rio Grande do Sul e 448.700 toneladas em Santa Catarina.
A terça-feira (02) promete ser marcada por instabilidade climática em todo oEstado de Mato Grosso do Sul, conforme indica a previsão meteorológica do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima). Espera-se a ocorrência de chuvas de intensidade variável, desde fraca a moderada, com possibilidade de tempestades localizadas, acompanhadas de raios e rajadas de vento.
As instabilidades atmosféricas são atribuídas à atuação de uma área de baixa pressão atmosférica, combinada com a disponibilidade de umidade. O deslocamento de cavados também contribui para a formação de nebulosidade e chuvas em todo o território sul-mato-grossense, explica a coordenadora do Cemtec, Valesca Fernandes.
Quanto às temperaturas, elas devem oscilar entre 20°C e 34°C. Nas regiões sul, sudeste e leste do Estado, a mínimas previstas fica em 20°C, com máxima chegando a 30°C. Já nas regiões sudoeste e pantaneira, a mínima pode chegar a 24°C, com máximas de até 33°C.
No norte e Bolsão, as temperaturas mínimas deve situar-se em 22°C, alcançando máxima de 34°C. Na capital Campo Grande espera-se um dia com mínima de 21°C e máxima de 30°C.
Os ventos predominantes serão do quadrante norte, com velocidades estimadas entre de até 60 km/h em grande parte do Estado. É importante estar atento, pois podem ocorrer rajadas de vento, pontualmente, com intensidade acima de 60 km/h.
A busca por alternativas energéticas limpas e sustentáveis tem impulsionado o debate em torno do hidrogênio verde como uma solução promissora para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, podendo oferecer oportunidades para avançar em direção a uma matriz energética mais sustentável e ecológica.
Nesse contexto, a ABIHV (Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde) surge como uma coalizão de empresas líderes nos setores de energia, tecnologia e agro, unidas pela visão de impulsionar o hidrogênio verde como solução para a neoindustrialização e sustentabilidade econômica e ambiental do Brasil. Além de contribuir para a descarbonização da economia global, a associação busca liderar o país nesse setor emergente e estratégico, desempenhando um papel unificado e representativo.
Fernanda Delgado, diretora-executiva da ABIHV (Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde) – Foto: Divulgação
Nesta entrevista concedida ao Jornal A Gazeta, a diretora-executiva da ABIHV, Fernanda Delgado, compartilhou insights sobre o papel promissor do hidrogênio verde na redução das emissões de gases de efeito estufa, o atual cenário das políticas públicas brasileiras, o mercado de créditos de carbono e as perspectivas futuras. Além disso, ela abordou o papel que a ABIHV desempenha no avanço desse setor estratégico em nosso país.
No entanto, embora o hidrogênio verde tenha potencial, Fernanda ressalta desafios a serem superados para sua adoção em larga escala. Aspectos notórios, como a viabilidade econômica, a infraestrutura necessária para produção e distribuição e a disponibilidade de tecnologias adequadas, demandam uma abordagem abrangente. Nesse sentido, ela destaca a importância de um compromisso global e políticas coordenadas para impulsionar o desenvolvimento e garantir a sua plena integração na matriz energética mundial.
Confira a entrevista na íntegra:
A GAZETA: Como o hidrogênio verde pode contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa?
FERNANDA DELGADO: O hidrogênio verde pode contribuir muito para reduzir as emissões de carbono porque é confeccionado com energéticos renováveis, como energia solar e energia eólica. A eletrólise, processo que separa o hidrogênio do oxigênio da água, evita a emissão direta de CO2 associada a métodos tradicionais de produção de hidrogênio. Por isso, o uso de hidrogênio verde no lugar do hidrogênio cinza, ou do óleo combustível ou do carvão, seja como carburante ou como matéria prima no processo produtivo, contribui para a neutralização de emissões líquidas de carbono, posicionando a produção de hidrogênio verde como componente-chave na transição para uma economia de baixo carbono.
Quanto às preocupações ambientais associadas à sua produção, como todo processo produtivo, há impactos gerados, sendo um deles a necessidade de metais raros para a fabricação de eletrolisadores de membrana de troca de prótons (PEM). Outro aspecto é a dependência de eletricidade proveniente de fontes renováveis para alimentar os eletrolisadores, o que implica em desafios relacionados à variabilidade na oferta de energia. A produção intermitente dessas fontes pode criar discrepâncias na produção de hidrogênio verde, demandando soluções de armazenamento de energia ou sistemas de backup. No entanto, de acordo com todos os estudos nacionais e internacionais já realizados, os benefícios para o meio ambiente são incomparavelmente maiores.
A GAZETA: Quais são os desafios e obstáculos atuais na produção e implementação do hidrogênio verde? E quais são as políticas atuais do Brasil em relação a ele e ao mercado de créditos de carbono?
FERNANDA DELGADO: Neste momento, o desafio maior na implementação do Hidrogênio Verde está sendo justamente o da regulamentação do setor. No final do ano passado, foi aprovada no Parlamento brasileiro a primeira versão do Projeto de Lei que regulamenta a cadeia produtiva do Hidrogênio Verde (PL 2308/2023). Atualmente, em tramitação no Senado. Este é um passo muito importante na construção de um marco regulatório para o desenvolvimento do Hidrogênio no país. Isso abre caminho para se estabelecer o Hidrogênio como vetor energético, coloca o Brasil no processo para estabelecer essa economia de baixo carbono e a neoindustrialização verde, com essa questão de trazer a indústria verde dos processos produtivos. Essa construção de um arcabouço legal viabiliza a competitividade do Hidrogênio Verde no país, é o primeiro passo para o país ser líder da descarbonização, para trazer projetos para o Brasil, projetos sólidos, sustentáveis, de ordem nacional e internacional. Porém, ainda existem avanços significativos que podem ser feitos nessa etapa final de tramitação, para mecanismos que estimulem o desenvolvimento da indústria, como incentivos regulatórios e financeiros, para deixar o Hidrogênio mais competitivo. É importante mencionar que outras formas de energia tiveram também um apoio, um estímulo, creditício, financeiro, tributário, no início do adensamento das suas cadeias produtivas. Promover essa demanda, promover a competitividade é justo e pertinente para um amadurecimento tecnológico e um estímulo da cadeia produtiva do hidrogênio verde.
Em relação ao mercado de créditos de carbono, o Brasil possui um marco regulatório para o mercado de créditos de carbono desde 2009, com a criação da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e do Sistema Nacional de Mudança do Clima (SISNAMA). Essas políticas estabelecem diretrizes importantes para a ação do governo federal na mitigação das mudanças climáticas, incluindo o desenvolvimento do mercado de créditos de carbono.
Além disso, o país conta com o Programa Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (PNRE), que define metas de redução de emissões de GEE e utiliza o mercado de créditos de carbono como um dos instrumentos para alcançar tais metas. Outra iniciativa relevante é a Política Nacional de Combate ao Desmatamento Ilegal na Amazônia Legal (PPCDAm), que busca reduzir o desmatamento na região e pode recorrer ao mercado de créditos de carbono para financiar projetos que contribuam para esse objetivo.
A GAZETA: Como o mercado de créditos de carbono funciona e qual é a sua importância para a sustentabilidade?
FERNANDA DELGADO: O mercado de créditos de carbono é um sistema que permite que empresas e países compensem suas emissões de gases do efeito estufa (GEE). Funciona de tal maneira que empresas e países que emitem mais GEE do que o permitido por suas metas podem comprar créditos de carbono de empresas ou países que emitem menos. Cada crédito de carbono equivale a uma tonelada de CO2 ou outro gás equivalente não emitido na atmosfera. Esses créditos podem ser gerados por diversos projetos que reduzem as emissões de GEE, como projetos de reflorestamento, energia renovável e eficiência energética.
A importância do mercado de créditos de carbono para a sustentabilidade é que, em primeiro lugar, ele incentiva a redução das emissões de GEE, pois ao comprar créditos, as empresas e países assumem a responsabilidade por suas emissões e são motivados a buscar formas de reduzi-las. Além disso, o recurso gerado com a venda de créditos de carbono pode financiar projetos que reduzem as emissões de GEE, contribuindo assim para a mitigação das mudanças climáticas. Por fim, o mercado de créditos de carbono pode promover o desenvolvimento sustentável ao estimular a criação de novas tecnologias e investimentos em projetos verdes.
A GAZETA: Como a integração do hidrogênio verde ao mercado de créditos de carbono pode impulsionar a descarbonização da economia?
FERNANDA DELGADO: A produção de Hidrogênio Verde, por si só, já é um passo significativo na luta contra às mudanças climáticas. Ao substituir combustíveis fósseis em diversos setores da economia, como transporte, indústria e geração de energia, este energético pode reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa. Nessa integração entre setores produtivos, há vantagens para o Hidrogênio Verde, pois a geração de créditos de carbono torna este vetor energético mais competitivo em relação aos combustíveis fósseis, acelerando sua adoção em larga escala. Por outro lado, para o mercado de carbono, o Hidrogênio Verde fornece uma fonte confiável e verificável de reduções de emissões, aumentando a credibilidade e a eficiência do sistema.
A GAZETA: Quais são as perspectivas futuras para o hidrogênio verde e o mercado de créditos de carbono no Brasil e no mundo?
FERNANDA DELGADO: Segundo os estudos da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde, enxergamos que a partir da tomada de decisão de 2024, que podem começar a sair do papel os atuais projetos atualmente em discussão no país, para o uso de 180 Megawatts de eletrolisadores, e a previsão de R$ 7 trilhões de impactos diretos, indiretos e afetos ao PIB nacional. Sem mencionar a arrecadação para todas as esferas do governo até 2050. Se formos pensar em tudo o que esse montante pode reverberar na economia, isso significa também um superávit primário de R$ 72 bilhões, a partir de 2027. Esses são os números iniciais de um estudo contratado pela ABIHV. De acordo com estimativas de órgãos internacionais, o mercado global de hidrogênio verde pode chegar a US$ 1,4 trilhão até 2050 (no câmbio de hoje, cerca de R$ 7,44 trilhões). Esse montante representa um crescimento de mais de 10.000% em relação ao mercado atual, que é estimado em cerca de US$ 14 bilhões.
A GAZETA: Quais são as oportunidades de investimento e parceria no setor de hidrogênio verde para empresas e governos interessados em promover a transição energética sustentável? E quais são os principais mercados e setores que demonstram interesse e o adotam como parte de suas estratégias de sustentabilidade?
FERNANDA DELGADO: A maioria dos 57 projetos em estudo para implantação no Brasil são de iniciativa internacional. Companhias da Europa, da Ásia e da Austrália têm realizado diversos estudos a respeito da potencialidade do Brasil na produção do hidrogênio verde. Todos são unânimes em afirmar que o país é um dos que possui a maior capacidade de produzir hidrogênio verde de forma sustentável e com retorno comercialmente viável, em comparação com outros locais do planeta. Entretanto, apenas condições favoráveis não são suficientes para colocar uma indústria de pé. Ainda falta estímulo governamental. Ainda falta o arcabouço legal, que permitiram as tomadas de decisão.
Entre as principais parcerias internacionais podem ser destacadas a Aliança Brasil-Alemanha para o Hidrogênio Verde, criada em 2020 para promover a cooperação entre os dois países no desenvolvimento do hidrogênio verde, incluindo empresas, instituições de pesquisa; e o Memorando de Entendimento entre o Brasil e a União Europeia para a Cooperação no Setor do Hidrogênio, assinado em maio de 2022, para promover a cooperação entre os dois blocos no desenvolvimento do hidrogênio verde, contemplando áreas como pesquisa e desenvolvimento, produção, armazenamento e transporte deste vetor energético. Além disso, o Brasil participa de iniciativas internacionais, a exemplo da Hydrogen Council, organização global que reúne empresas, governos e organizações de pesquisa para promover o desenvolvimento do hidrogênio verde. Essas parcerias internacionais são importantes para o desenvolvimento do hidrogênio verde no Brasil, pois permitem o acesso a tecnologias, financiamento e conhecimento.
A GAZETA: Como a ABIHV está contribuindo para o avanço do hidrogênio verde?
FERNANDA DELGADO: A Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV) reúne as principais empresas participantes da cadeia produtiva do Hidrogênio Verde no Brasil, e com atuação neste mesmo setor em outros países. Por isso, a instituição possui um papel fundamental no avanço do Hidrogênio Verde no Brasil por meio de diversas iniciativas. A ABIHV atua como representante do setor do Hidrogênio Verde em fóruns e eventos nacionais e internacionais, defendendo os interesses da indústria e promovendo o diálogo entre os diferentes stakeholders. Além disso, incentiva a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias relacionadas ao Hidrogênio Verde, realizando workshops, seminários e publicando estudos e relatórios. A ABIHV também se dedica à divulgação dos benefícios do Hidrogênio Verde para a sociedade e o meio ambiente, por meio de campanhas de marketing, materiais informativos e eventos.
Dentre os exemplos concretos de atuação da ABIHV, destaca-se sua participação na elaboração do Marco Legal do Hidrogênio Verde, contribuindo para o projeto de lei que institui tal marco no Brasil. Além disso, a ABIHV participa regularmente eventos para promover o debate sobre o Hidrogênio Verde, e publica estudos e relatórios sobre o potencial do Hidrogênio Verde no país.
O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (Sebrae Rio) está com edital aberto oferecendo consultoria gratuita para redução da conta de luz para micro e pequenas empresas fluminenses com faturamento entre R$ 81 mil e R$ 4,8 milhões ao ano. O edital beneficiará 800 empresas.
“É um edital de eficiência energética, onde o principal impacto é as empresas conseguirem reduzir a conta de luz”, disse nesta segunda-feira (1º) à Agência Brasil a analista do Sebrae Rio, Michelle Vaz de Mello. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), 70% do custo das indústrias correspondem à conta de energia. No caso do comércio e serviços, esse percentual reduz, porque o consumo é menor, mas ainda é significativo, destacou Michelle.
A analista do Sebrae Rio chamou a atenção que além da conta de energia, a pauta abrange a redução das emissões de carbono na atmosfera. “Não só a empresa precisa fazer o seu dever de casa, mas também há a cobrança da sociedade no sentido da imagem corporativa, atendimento aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), das Nações Unidas, e até mesmo gerar uma oportunidade de competitividade para essas empresas.A partir do momento em que elas conseguem ter menor custo de produção, elas automaticamente vão ter maior lucro, explica Michelle.
Perfil energético
As inscrições para o edital podem ser feitas pelo site do Sebrae até o dia 30 de novembro ou enquanto houver vagas. As empresas responderão a um questionário para definir o perfil energético. “As empresas que têm menor gasto com conta de luz possivelmente não vão passar para as outras fases. Mas se o consultor entender a realidade dessa empresa, ele vai dar toda orientação, desde ações simples como sair, apagar a luz”.
Caso a empresa tenha imóvel próprio, com teto para colocação de um painel solar e a conta seja condizente com essa realidade, existem linhas de financiamento na qual ela poderá pagar com a redução de custo que a empresa tiver. Caso a empresa não tenha imóvel próprio nem teto para energia solar, ela poderá fazer assinatura de energia solar.
As empresas que têm consumo de energia acima de R$ 8 mil podem migrar para o mercado livre de energia, cuja legislação, a partir deste ano favorece as pequenas empresas. “Para empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano, a redução do custo de energia pode chegar a até 35%, que é um custo muito significativo para essas empresas. Se pensar que uma empresa tem conta de luz de R$ 8 mil por mês, colocar 20% ou 30% a menos é redução expressiva”.
Questão climática
A analista do Sebrae Rio salientou ainda a importância das reuniões do G20, grupo de países com as maiores economias do mundo, que estão ocorrendo no Brasil e que destacam a questão climática e a redução de emissões de gás carbônico na atmosfera. O que cabe às empresas fazerem é reduzir as emissões de gás carbônico (CO2).
Michelle destacou também que o estado do Rio de Janeiro é base de muitas micro e pequenas empresas que são fornecedoras de grandes companhias, como a Petrobras, por exemplo, do setor de óleo e gás, que atualmente seguem um protocolo GHG para redução de emissões de gases poluentes. “Não necessariamente a empresa de grande porte vai reduzir essas emissões na operação dela. Mas consegue reduzir na cadeia de relacionamento. Para as grandes empresas, já virou requisito de contratação que os fornecedores que já estejam reduzindo suas emissões de carbono vão ter mais favorecimento para serem contratados do que outros que não estão preocupados com isso”.
O Protocolo GHG foi lançado em 1998 como uma parceria entre organizações não governamentais (ONGs) e empresas para estabelecer métodos padronizados de contabilização, capazes de atender à necessidade de uma metodologia global comum. Hoje, a estrutura de “três escopos” do GHG Protocol é a base para a contabilização de emissões corporativas. GHG é a abreviação para “greenhouse gas”, ou gases de efeito estufa.
Radiografia
A ideia do Sebrae é fazer também um mapeamento das 800 micro e pequenas empresas do estado do Rio de Janeiro este ano, de modo a ter uma radiografia mais acurada dos setores de comércio, bares, hotéis, para os quais já estão sendo produzidos materiais para orientação dos segmentos. O edital lista 17 segmentos prioritários para entender os que apresentam maiores custos com energia.
Além de ter acesso à primeira fase do edital de perfil energético, elas terão acesso também à segunda etapa de análise da conta de luz. “Dá oportunidade ainda maior de redução dos gastos e de uma orientação maior do que o empresário pode fazer, qual é o horário de ponta. O horário de consumo de energia de 18h às 21h é muito mais caro, mas muitas empresas desconhecem isso”. Segundo Michelle, são informações simples que o empresário não tem conhecimento.
Na terceira fase, as empresas passam por um critério de seleção maior. Os consultores vão nas empresas e fazem um diagnóstico energético, mensurando todos os equipamentos e componentes elétricos para mostrar de modo efetivo onde estão os maiores gastos na conta de luz, identificando os gargalos que provocam o maior custo de energia.
Após as fases de perfil energético, análise da conta de luz e inventário energético, é feita a devolutiva final e mais completa dessa estratégia para que o empresário consiga reduzir seus gastos de energia. Futuramente, será aberta uma rodada de oficinas e palestras para micro e pequenas empresas sobre o tema. O edital não aceita microempreendedores individuais (MEIs).
Rio de Janeiro - Edifício sede do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no Centro do Rio. (Fernando Frazão/Agência Brasil)
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram nesta segunda-feira (1º) o contrato para execução de R$ 10,4 bilhões pelo Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima).
Trata-se do maior volume de recursos da história do fundo, criado em 2009, e que desde então possui uma carteira de contratos em vigor que soma R$ 2,5 bilhões. Nos últimos quatro anos, no entanto, o fundo ficou praticamente parado, segundo o governo.
“Saímos do volume de recursos de R$ 400 milhões [em média, por ano] para R$ 10 bilhões, e esses recursos com certeza farão a diferença no processo de mudança da nossa matriz energética, agricultura resiliente, cidades resilientes, com adaptação e outras agendas”, destacou a ministra Marina Silva, em entrevista a jornalistas após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. Ela estava acompanhada do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, que confirmou os valores das taxas de juros dos projetos a serem financiados pelo fundo.
As taxas mais altas serão para projetos na área de energia solar e eólica, que têm um mercado mais bem estabelecido no Brasil, definidas em 8% ao ano. Já a taxa para restauro de floresta será de apenas 1% ao ano. Todas as demais áreas, como financiamento para compra de ônibus elétricos, obras de resiliência para adaptação climática das cidades, descarbonização da indústria e agricultura, entre outros, terão taxa de juros de 6,15% ao ano.
“A taxa de juros que estamos oferecendo é equivalente à de um país que tem grau de investimento, captando recurso em dólar. Com uma diferença: quem pega financiamento não tem risco de câmbio porque a Fazenda garante essa taxa [por meio de um fundo garantidor contra risco cambial]. Então, é uma taxa muito competitiva e a demanda é muito forte. Vamos liberar com muita rapidez esses recursos”, afirmou Mercadante. Ele não informou quanto cada segmento vai ter de recurso disponível. O BNDES deve abrir uma plataforma específica com informações sobre cada projeto contemplado, incluindo desembolsos e andamento da iniciativa.
A carteira de R$ 10,4 bilhões foi viabilizada ainda no ano passado, quando o governo federal realizou, pela primeira vez, uma emissão de títulos públicos sustentáveis no mercado internacional, que rendeu mais de US$ 2 bilhões.
O Fundo Clima tem o objetivo de financiar projetos, estudos e empreendimentos voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa e à adaptação aos efeitos da mudança do clima. São disponibilizados recursos nas modalidades reembolsável, administrados pelo BNDES, e não-reembolsável, que são operados pelo MMA.
As áreas de atuação do Fundo serão: desenvolvimento urbano resiliente e sustentável; indústria verde; logística de transporte, transporte coletivo e mobilidade verde; transição energética, florestas nativas e recursos hídricos e serviços e inovação verde.
Em um dia de nervosismo no mercado internacional, o dólar teve mais uma sessão de alta e atingiu o maior valor em quase seis meses. A bolsa de valores recuou após duas altas seguidas, também influenciada pelo mercado externo.
O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (1º) vendido a R$ 5,059, com valorização de R$ 0,044 (+0,87%). A cotação operou em alta durante toda a sessão. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,07.
A moeda norte-americana está no maior nível desde 13 de outubro do ano passado. No primeiro trimestre, a divisa tinha ganhado 3,34%, ultrapassando a barreira de R$ 5 na última quinta-feira (28).
No mercado de ações, o dia também foi tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 126.990 pontos, com queda de 0,87%. As ações de bancos puxaram o recuo.
O dólar subiu em todo o planeta após a divulgação de que a atividade industrial nos Estados Unidos ficou acima de 50 pontos pela primeira vez desde setembro de 2022. A barreira de 50 pontos separa expansão e encolhimento.
O aquecimento da economia norte-americana pressiona o dólar porque diminui as chances de o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) cortar os juros da maior economia do planeta três vezes neste ano. Aumentaram as possibilidades de o Fed reduzir os juros apenas duas vezes em 2024, o que indica taxas altas por mais tempo.
Juros altos em economias avançadas estimulam a fuga de recursos de países emergentes, como o Brasil. No caso dos Estados Unidos, as taxas maiores aumentam a rentabilidade dos títulos do Tesouro norte-americano, considerados os investimentos mais seguros do planeta. O aumento do interesse por esses papéis atrai recursos financeiros de todo o planeta, pressionando o dólar e as bolsas de valores.
A Prefeitura de Naviraí, por meio da Gerência de Esportes e Lazer (GEREL), abre na quarta-feira (03/04), a partir das 19 horas no Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Naviraí (SFPMN), a 18ª Copa Máster de Futebol Suíço.
A competição será disputada realizada às quartas-feiras e sábados em duas categorias: 38 a 44 anos e 45 anos acima. A categoria de 38 a 44 anos, contará com a participação de quatro equipes, enquanto na categoria 45 anos acima, serão cinco equipes competindo em busca do título.
Duas partidas estão programadas para a noite de abertura do evento esportivo. Às 19 horas jogam Veteras contra Pinheirinho/Mercado Naviraí/Priori, pela categoria de 38 a 44 anos; e às 20 horas jogam Itaquiraí Máster contra Botafogo/Concrenavi/Naviraí Calçados/Fran Motos, em partida válida pela categoria acima de 45 anos.
Todos estão convidados a prestigiar a rodada de abertura e torcer pelos times envolvidos nesta competição que faz parte do Calendário Esportivo da Gerência de Esportes e Lazer. O primeiro turno será disputado até o dia 27 de abril.
A vereadora Janete Córdoba. Além das diversas pessoas que utilizam o espaço diariamente para a prática de caminhadas e corridas, a revitalização da pista vai trazer maior segurança para os moradores da Aldeia Amambai que usam o espaço para transitar a pé entre a comunidade e a cidade. (Fotos: Vilson Nascimento)
Vilson Nascimento
Em indicação apresentada durante a sessão da Câmara Municipal dessa segunda-feira, dia 1 de abril, a vereadora Janete Córdoba (PSDB) solicitou ao prefeito do município, Dr. Edinaldo Bandeira, também do PSDB, a revitalização da Pista de Caminhada Antônio Francisco Schultz, em Amambai.
Localizada às margens da Rodovia MS-156, na saída para Caarapó, a pista, que dá nome ao maratonista amambaiense Antônio Francisco Schultz (in memória) é frequentada diariamente por dezenas de pessoas que utilizam o espaço para prática de exercícios físicos como caminhadas e corridas e também é utilizada periodicamente por moradores da comunidade indígena da Aldeia Amambai que se deslocam a pé para a cidade, vice e versa e utilizam o espaço evitando o risco de atropelamento, trafegando pela rodovia.
“Esta indicação visa atender a reinvindicação recebida de diversos moradores que solicitam um projeto de revitalização e manutenção da Pista de Caminhada Antônio Francisco Schultz, tendo em vista que a referida pista é diariamente utilizada pelos munícipes, em diversos períodos do dia, dessa maneira, requer cuidados como paisagismo, locais de descanso com bancos, zelo com o solo da pista, corte de grama e devida restauração em diversos pontos”, estacou a vereadora.
Ainda durante sua justificativa a matéria apresentada, Janete Córdoba ressalta que a revitalização é de suma importância, pois contribuirá para a melhoria da qualidade de vida de todos, considerando que a mesma se encontra com algumas partes totalmente danificadas devido à ação do tempo e do homem, e que em dias de chuva a água fica empoçada em vários pontos, originando muita lama, fazendo com que as pessoas tenham que desviar pelo asfalto, ocasionando riscos de acidentes.
“A caminhada e a corrida estão entre as atividades físicas mais praticadas em todo país, a infraestrutura visa estimular cada vez mais nossa população a caminhar, correr e praticar seus exercícios, considerando que este espaço já se tornou um ambiente de promoção de saúde, lazer e bem-estar”, disse a parlamentar.
A Pista de Caminha margeia por quilômetros a Rodovia MS-156 que liga Amambai a Caarapó.
A Gerência de Educação da Prefeitura de Naviraí realizou no dia 26 de março, o 1º Encontro Formativo do Projeto Melodias da Infância: Música e Ludicidade na Creche, junto aos professores e coordenadores das instituições educativas da Rede Municipal de Ensino (nível creche). O referido Projeto tem a finalidade promover o desenvolvimento integral das crianças de 0 a 3 anos de idade por meio da exploração da música e da ludicidade, contando com a participação das famílias, visando estimular o crescimento físico, cognitivo, emocional, social e linguístico das crianças.
O projeto também tem como objetivo proporcionar experiências musicais significativas que explorem ritmos, sons, melodias e movimentos, enriquecendo o repertório sensorial e expressivo dos pequenos alunos, desde a primeira infância, bem como fortalecer os laços afetivos entre crianças, familiares e educadores.
Deste modo, este projeto surgiu com o intuito de trazer maneiras diferenciadas de trabalhar os campos de experiências trazidos pela BNCC – Base Nacional Comum Curricular, a partir da musicalização englobando a aprendizagem da criança de forma integral e ampliando desta forma o fazer pedagógico dos professores da creche. Também vem ao encontro com a necessidade de aproximar mais e fortalecer a conexão entre a família, a criança e a escola, ou seja, trazer todos para o centro do desenvolvimento e aprendizagem da criança. Com este envolvimento das famílias, a creche estará incentivando uma cultura de participação ativa dos pais e/ou cuidadores na educação de seus filhos, e essa prática trás benefícios significativos para o desenvolvimento das crianças.
O projeto Melodias da Infância: Música e Ludicidade na Creche será desenvolvido até o mês de novembro, sendo destinado apenas aos professores de creche da Rede Municipal de Educação de Naviraí, o qual contará com a participação das famílias nas ações do mesmo. Serão realizados novos encontros formativos com os docentes nos meses de abril, maio e junho, além de mais um encontro com as famílias que está previsto para acontecer no final de outubro. O encerramento do projeto será no dia 02 de novembro, na Câmara Municipal, com uma apresentação de registros iconográficos (fotos e/ou vídeos) feitos pelos coordenadores pedagógicos.
Para as coordenadoras Lourdes Matos, Giseli Tavares e Lourdes Gabriela Prevedel, “o projeto Melodias da Infância: Música e Ludicidade na Creche representa um marco significativo no campo da educação infantil em nossa rede de ensino. Ao longo deste projeto, buscaremos explorar o poder transformador da música e da ludicidade no desenvolvimento integral das crianças”.
O presidente do NOVO, em Amambai, José Karasek (e) com o pré-candidato a prefeito pela sigla no município, Renato Habitzreuter. Eles convidam a população para ato de filiação do partido nesta terça, em Amambai. (Foto: Assessoria NOVO)
Vilson Nascimento
O partido NOVO realiza nesta terça-feira, dia 2 de abril, no Plenário Lourino de Jesus Albuquerque, na Câmara Municipal, em Amambai, um importante ato de filiação.
Segundo a direção da sigla em Amambai, o ato de filiação, que visa fortalecer as fileiras do partido no município, está previsto par iniciar a partir das 19h.
Em Amambai o NOVO tem como presidente do diretório municipal o empresário José Luiz Karasek e como pré-candidato a prefeito para as eleições 2024 o produtor rural Ricardo Renato Habitzreuter, o “Renato Habitzreuter”.
Na manhã desta segunda-feira (01/04), o prefeito Donizete promoveu no Paço Municipal um café da manhã para os servidores da unidade.
O café da manhã foi realizado no período das 7h00 às 7h30, no gabinete do executivo, sem prejuízo ao atendimento à população local. Esta ação visa à integração entre os servidores, gestores e o executivo municipal.
A reunião contou com a presença dos vereadores: Elizabeth Brites Benites, Adriana Ribeiro, Joãozinho de Quadros, Denilson Rafaine, Helio Acosta e o diretor-presidente do Previpar, Aldinar Ramos (Dinho).
“Quero parabenizar a todos os nossos servidores do município, que têm andado lado a lado com a gestão e não têm medido esforços para levar benefícios e atender as demandas da nossa população. Realizamos uma festa e foi um sucesso. Parabenizo a todos os envolvidos, os servidores e colaboradores. Os vereadores foram e são importantes neste processo. Eu agradeço de coração e fico muito satisfeito em comemorar junto com todos vocês um resultado positivo. O trabalho que fazemos é para todos nós, e vamos juntos deixar o nosso legado e a nossa história escrita como uma gestão participativa e humanizada”, disse o prefeito Donizete.
O Momento Devocional para os funcionários e convidados foi ministrado por Aldinar Ramos Dias.
A equipe Maranata foi a campeã na categoria feminina da 1ª Copa Guapo’y de futebol em grama sintética na Aldeia Amambai, no ano passado. (Fotos: Organização)
Vilson Nascimento
Já estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Supercopa Guapo’y de futebol em quadra sintética, em Amambai.
A competição, que é disputada nas categorias masculina e feminina e tem a frente da organização o acadêmico de educação física, Rikitieison Gonçalves Lopes, o “Rick”, vai acontecer na quadra de grama sintética da Aldeia Amambai e será aberta a participação de equipes indígenas e não indígenas de Amambai e toda a região.
De acordo com a organização em 2024 a competição, que tem início previsto para o mês de maio, vai distribuir um total de 10 mil e 800 reais em prêmios.
As equipes campeãs, tanto no masculino como no feminino, vão faturar R$ 3 mil cada, as vice-campeãs R$ 1,500 e as equipes classificadas em terceiro lugar R$ 700,00 cada. Também haverá premiação de R$ 100,00 para o artilheiro e para a artilheira e de R$ 100,00 para o goleiro e a goleira menos vazada do certame. As inscrições para o certame, que terá vagas limitadas, serão no valor de R$ 350,00 por equipe.
Em 2023, na primeira edição do campeonato, na categoria masculina a campeã foi a equipe Invernada, da Aldeia Amambai e no feminino a equipe Maranata, também da comunidade local.
Maiores informações sobre as inscrições da Supercopa Guapo’y 2024, bem como maiores detalhes sobre o certame poderão ser obtidos pelo celular/WhatsApp (67) 99935-3435 com o Rick.
A equipe Invernada, da Aldeia Amambai, foi a campeã na categoria masculina.
Quase 90% da população brasileira admite ter acreditado em conteúdos falsos. É o que revela uma pesquisa do Instituto Locomotiva e obtida com exclusividade pela Agência Brasil. Segundo o levantamento, oito em cada dez brasileiros já deu credibilidade a fake news. Mesmo assim, 62% confiam na própria capacidade de diferenciar informações falsas e verdadeiras em um conteúdo.
Sobre o conteúdo das notícias falsas que acreditaram, 64% era sobre venda de produtos, 63% diziam respeito a propostas em campanhas eleitorais, 62% tratavam, de políticas públicas, como vacinação, e 62% falavam de escândalos envolvendo políticos. Há ainda 57% que afirmaram que acreditaram em conteúdos mentirosos sobre economia e 51% em notícias falsas envolvendo segurança pública e sistema penitenciário.
O instituto ouviu 1.032 pessoas com 18 anos de idade ou mais entre os dias 15 e 20 de fevereiro. Na opinião de 65% dos entrevistados, as notícias falsas são distribuídas com a ajuda de robôs e inteligência artificial. A cada dez pessoas, oito reconhecem que há grupos e pessoas pagas para produção e disseminação de notícias falsas.
O maior risco da desinformação para 26% da população é a eleição de maus políticos, enquanto 22% acreditam que o perigo maior e atingir a reputação de alguém e 16% avaliam como maior problema a possibilidade de causar medo na população em relação a própria segurança. Há ainda 12% que veem como maior risco prejudicar os cuidados com a saúde.
Ingenuidade e vergonha
Ser enganado por uma notícia falsa gera um sentimento de ingenuidade para 35% das pessoas, 31% ficam com raiva e 22% sentem vergonha.
Um quarto da população (24%) afirma já ter sido acusado de espalhar informações falsas por pessoas que têm uma visão de mundo diferente.
O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, defende medidas educativas como forma de combater a disseminação de conteúdos mentirosos. “Para enfrentar essa questão, há um desafio para as instituições públicas de formular estratégias que incluam a promoção da educação midiática e a verificação rigorosa das fontes de informação, para fortalecer a comunicação do país e garantir que a população receba informações precisas e confiáveis”, afirma.
A Prefeitura de Amambai, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDESC), convida todos os artesãos e artesãs do município para emitir a carteirinha profissional. A iniciativa, que ocorrerá nesta sexta-feira, dia 5 de abril, contará com a presença dos técnicos da Fundação de Cultura da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura- SETESC.
O documento visa reconhecer e valorizar o trabalho dos artistas locais, promovendo o desenvolvimento cultural e econômico local.
Os interessados em obter a carteirinha devem comparecer à Câmara Municipal de Amambai durante todo o dia, das 7h30 às 16h, munidos dos seguintes documentos:
RG
CPF
Comprovante de residência
Amostra de material produzido (mínimo de 03 itens de diferentes tipos)
Durante o processo de emissão da carteirinha, será tirada uma foto do artesão, conforme exigido pelo procedimento padrão.
Conforme o Manual de Tipologias e Técnicas do Programa do Artesanato Brasileiro, a produção artesanal é classificada em diversas categorias, que incluem:
Artesanato Tradicional: produção geralmente de origem familiar ou comunitária, que preserva a memória cultural de uma comunidade e é transmitida de geração em geração.
Arte Popular: peças únicas reconhecidas pelo valor histórico, artístico e cultural, expressando aspectos identitários da comunidade ou do imaginário do artista.
Artesanato Indígena: resultado do trabalho produzido por membros de etnias indígenas, valorizando a relação social e cultural da comunidade, com produtos muitas vezes incorporados ao cotidiano da vida tribal.
Artesanato Quilombola: resultado do trabalho produzido coletivamente por membros remanescentes dos quilombos, identificando o valor de uso e a relação social e cultural da comunidade.
Artesanato de Referência Cultural: produção decorrente do resgate ou da releitura de elementos culturais tradicionais nacionais ou estrangeiros assimilados.
Artesanato Contemporâneo-Conceitual: produção predominantemente urbana, que incorpora elementos criativos e técnicas tradicionais, agregando inovação de materiais e processos.
A emissão da carteirinha de artesão é uma oportunidade para os artistas de Amambai serem reconhecidos e valorizados pela sua produção, além de possibilitar acesso a benefícios e oportunidades oferecidos pelo setor cultural. Compareça e garanta a sua carteirinha para fazer parte desse importante registro da cultura local!
Fachada da Secretaria de Desenvolvimento/Casa do Trabalhador em Amambai. Foto: Vilson Nascimento
Vilson Nascimento
A Casa do Trabalhador, órgão ligado à Fundação do Trabalho (Funtrab), do Governo do Estado, em Mato Grosso do Sul, disponibiliza 43 oportunidades de emprego nesta terça-feira, dia 02 de abril, em Amambai.
Veja abaixo as oportunidades de emprego disponibilizadas
1 vaga para auxiliar administrativo (PCD) 1 vaga para auxiliar de estoque (PCD) 1 vaga para secretária recepcionista (PCD) 1 vaga para promotor de vendas 2 vagas para repositor de mercadorias 1 vaga para repositor de mercadorias (PCD) 3 vagas para vendedor 1 vaga para pedreiro 1 vaga para operador retroescavadeira 1 vaga para operador de rolo compactador 1 vaga para soldador 1 vaga para vidraceiro 1 vaga para auxiliar de armazenamento 1 vaga para auxiliar de arquitetura 2 vagas para auxiliar de engenheiro da construção civil 1 vaga para cabeleireira 1 vaga para manicure 4 vagas para gerente de produção 2 vagas para costureira 1 vaga para cozinheira 1 vaga para chapeador 2 vagas para faxineira 1 vaga para cuidador de idoso 1 vaga para mecânico de automóveis e caminhão 2 vagas para mecânico de automóveis 1 vaga para operador de caixa 1 vaga para motorista carreteiro 1 vaga para motorista de caminhão 1 vaga para mecânico de veículos automotores a diesel 1 vaga para motofrentista
Casa do trabalhador também oferece
A Casa do Trabalhador também realiza encaminhamento do seguro-desemprego para trabalhadores de Amambai e municípios da região.
Segundo o órgão, para dar entrada no pedido de benefício, o trabalhador deve apresentar o termo de rescisão, a carteira de trabalho, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o RG (Carteira de Identidade).
A Casa do Trabalhador em Amambai funciona anexa a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, ao lado do Salão Paroquial, no centro da cidade.
O horário de atendimento presencial ao público é de segunda a sexta no período das 7h às 13h. Maiores informações sobre os serviços prestados pela Casa do Trabalhador em Amambai poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-6148.
Servidores federais que atuam na área de educação iniciarão, a partir de quarta-feira (3), uma greve nacional por tempo indeterminado que, segundo o Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), contará com a adesão de mais de 230 unidades de ensino em pelo menos 18 unidades federativas.
Coordenador geral do Sinasefe, David Lobão diz que a greve abrangerá professores e funcionários técnico-administrativos dos Institutos federais de mais de 600 campi; Colégio Pedro II; Instituto Nacional de Educação de Surdos; Instituto Benjamin Constant; bem como colégios e escolas federais vinculadas ao Ministério da Defesa.
Além de uma recomposição salarial que varia de 22,71% a 34,32%, dependendo da categoria, os servidores pedem também reestruturação das carreiras da área técnico-administrativa e de docentes; a revogação de “todas as normas que prejudicam a educação federal aprovadas nos governos Temer e Bolsonaro”; bem como a recomposição do orçamento e o reajuste imediato dos auxílios e bolsas dos estudantes.
Aprovada durante rodadas de assembleias realizadas desde o dia 18 de março em 29 seções sindicais, a greve será nacional e por tempo indeterminado, conforme informado no dia 28 de março documento protocolado junto aos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, da Defesa e da Educação, bem como ao Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).
Governo
Contatado pela Agência Brasil, o Ministério da Gestão informou que, em 2023, viabilizou, a partir de negociação com as entidades representativas dos servidores federais, reajuste linear de 9% para todos os servidores, além do aumento de 43,6% no auxílio-alimentação.
“Esse foi o primeiro acordo para reajustes fechado entre o governo e servidores em oito anos”, destacou a pasta, ao acrescentar que, no segundo semestre de 2023, iniciou debate sobre reajuste para o ano de 2024.
Ainda de acordo com o ministério, como parte desse processo foram abertas mesas específicas para tratar de algumas carreiras.
“A recomposição da força de trabalho na Administração Pública Federal, para recuperar a capacidade de atuação do governo para a execução de políticas públicas, é pauta prioritária do Ministério da Gestão, que vem atuando dentro do possível e dos limites orçamentários para atender às demandas dos órgãos e entidades do Executivo Federal”, informou o ministério.
No caso específico da carreira de técnicos-administrativos educacionais, dois ministérios (o da Gestão e o da Educação) criaram grupo de trabalho para tratar da reestruturação do plano para cargos técnico-administrativos em educação.
No dia 27 de março, o relatório final do grupo foi entregue à ministra Esther Dweck, do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, para servir de “insumo” para a proposta de reestruturação de carreira que será apresentada na mesa de negociação.
Começa a valer a partir de hoje (1°) o Programa Litígio Zero, voltado para atender pessoas físicas e jurídicas que possuem dívidas em disputa administrativa com a Receita Federal até o valor de R$ 50 milhões. Entre as possibilidades de negociação, está a redução de até 100% do valor dos juros, das multas e dos encargos legais para os créditos classificados como irrecuperáveis ou de difícil recuperação.
Segundo a Receita, o novo sistema de renegociação tem diferentes modalidades, conforme o nível de risco do débito. Em alguns casos, na renegociação das dívidas será observado o limite de até 65% sobre o valor total de dívida, com entrada de 10% do valor consolidado da dívida, após os descontos, pagos em até cinco parcelas, e saldo devedor em até 115 parcelas.
As dívidas de microempresas, pessoas físicas ou empresas de pequeno porte, também poderão ser negociadas no âmbito do Litígio Zero 2024. Para tanto, é necessária uma entrada de 5% do valor consolidado dos créditos transacionados em até cinco parcelas e o restante pago em 12, 24, 36 ou em até 55 meses.
“Quanto mais curto o prazo de pagamento, maior o desconto. Por exemplo: se o plano escolhido for de 12 meses, será aplicada redução de 50%, inclusive do montante principal do crédito. Se o contribuinte escolher a modalidade de até 55 meses para o pagamento, a redução cai a 30%”, informou a Receita.
A Receita informou ainda que se houver utilização de créditos decorrentes de Prejuízo Fiscal (PF) ou Base de Cálculo Negativa (BCN) nas renegociações dos casos considerados irrecuperáveis ou de difícil recuperação, a entrada será de, no mínimo, 10% do saldo devedor, parcelado em até cinco vezes, e o restante com o uso desses créditos, apurados até 31 de dezembro de 2023, limitados a 70% da dívida após a entrada, e o saldo residual dividido em até 36 parcelas.
No caso de créditos classificados como de alta ou média perspectiva de recuperação, será aceita entrada de 30% do valor consolidado, com pagamento em até cinco parcelas, e o restante do saldo devedor com uso de créditos decorrentes de Prejuízo Fiscal (PF) ou Base de Cálculo Negativa (BCN) apurados até 31 de dezembro de 2023, limitados a 70% da dívida após a entrada. O saldo residual poderá ser dividido em até 36 parcelas. Sem a utilização de PF/BCN, a entrada será 30% do valor consolidado da dívida, em até cinco parcelas e o restante em até 115 parcelas.
O contribuinte com débitos junto à Receita e que quiser aderir ao programa encontrarámais informações na página do Litígio Zero. (https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programa-litigio-zero)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro da vacina Abrysvo, da farmacêutica Pfizer. A dose combate o vírus sincicial respiratório (VSR), causador de infecções no trato respiratório, como a bronquiolite. A resolução foi publicada nesta segunda-feira (1º) no Diário Oficial da União.
Em nota, a Anvisa destacou que a bronquiolite é uma inflamação dos brônquios que acomete com bastante preocupação crianças pequenas e bebês. O imunizante é indicado para a prevenção da doença do trato respiratório inferior em crianças desde o nascimento até os seis meses de idade por meio da imunização ativa em gestantes.
“Isso significa que, para a proteção das crianças, a aplicação da vacina deve ser feita nas mães, durante a gestação. A vacina não é aplicada diretamente nos bebês”, reforçou a agência. A dose também foi autorizada para a prevenção da doença do trato respiratório inferior em pessoas com 60 anos ou mais, população também considerada de risco para a doença.
A vacina
A vacina Abrysvo é descrita como bivalente, já que é composta por dois antígenos da proteína de superfície F do VSR. A administração é intramuscular e em dose única. Segundo a Anvisa, o imunizante deve ser aplicado durante o segundo ou terceiro trimestre da gestação.
“Como todo medicamento, foram observados alguns efeitos colaterais na administração do imunizante, sendo os mais comuns: dor no local da vacinação, dor de cabeça e dor muscular”, destacou a agência. “Ainda assim, a totalidade das evidências apresentadas à Anvisa foi capaz de demonstrar que os benefícios da vacina são superiores aos seus riscos.”
A Anvisa já havia autorizado o registro da vacina Arexvy, da farmacêutica GlaxoSmith Kline, também destinada à prevenção de doenças causadas pelo VSR, porém, com indicação restrita à população com idade superior a 60 anos.
A Prefeitura de Iguatemi, través da Lei Complementar Nº 127/2024, concede a partir deste mês, revisão salarial aos servidores públicos municipais no valor 4,51% (quatro vírgula cinquenta e um por cento) sobre o vencimento base dos servidores, com efeito retroativo a 1º de março de 2024.
A administração municipal ressalta que, este resultado foi construído a partir de detalhadas avaliações no orçamento municipal ao longo do ano. O percentual foi definido após reuniões com as Secretarias de Finanças, de Governo e de Administração, além do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Iguatemi (Sindimig). Em seguida, o Projeto foi enviado para votação na Câmara Municipal onde foi aprovado.