2008-04-25 20:23:00
Vilson Nascimento
Em uma ação conjunta que envolveu a Polícia Militar de Coronel Sapucaia, com respaldo da Polícia Civil local, funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio) e lideranças indígenas da Aldeia Taquapery
A vítima, Roberto Benedito de Abreu, o “Ventania” de 52 anos, foi assassinado a golpes de faca por volta das 19h de quinta, após ter levado os três acusados de Amambai, cidade onde residia, até a Aldeia Taquapery, situada às margens da rodovia MS-
Os acusados, Eliseu Benites de 25 anos, Dandrieli Gomes de 20 e Maria de Souza de 24 anos, foram presos por volta das 14h30 e trazidos para a Delegacia de Polícia Civil de Amambai onde foram ouvidos na presença de um funcionário da Funai, posteriormente autuados em flagrante pelo delegado encarregado pelas investigações do caso, Dr. Marcius Geraldo Santos Cordeiro e enquadrados no crime de latrocínio, que com as qualificadoras acarreta, em caso de condenação, a uma pena que varia de
Mulheres revelaram detalhes do crime- Ao receber voz de prisão, Elizeu, que teria sido reconhecido por outro taxista como sendo o autor outro assalto ocorrido meses atrás na região, negou as acusações, más em seus depoimentos às mulheres contaram detalhes do crime.
De acordo com o depoimento de uma das acusadas, ela, sua companheira e Eliseu estavam na cidade em Amambai quando Eliseu teria decidido tomar um táxi para levá-los até a aldeia
Eles se deslocaram até o ponto de táxi situado na região do Terminal Rodoviário de Amambai e adentraram no Fiat Uno de cor branca pertencente à vítima e seguram viagem, porém antes, segundo a indígena, passaram em um posto de combustível onde o táxi foi abastecido e em um mercado.
Eliseu premeditou o crime- Segundo a mulher, que também foi autuada em flagrante e vai responder pelo crime, durante a viagem de aproximadamente
Sabendo das intenções de seu comparsa, ao chegarem à reserva indígena as duas mulheres teriam saído rapidamente do carro e corrido.
Agindo de boa fé, o taxista também desceu do veículo na esperança de receber a corrida, foi quando Elizeu teria sacado de uma faca que carregada e começado a atacar Ventania com vários golpes.
Segundo a depoente mesmo vendo que a vítima estava caída no chão e se esvaindo
Acusado demonstrou tranqüilidade- Em depoimento na Delegacia uma das mulheres acusadas de envolvimento no crime relatou que após apanhar os objetos do taxista, Eliseu Benites, que teria ficado com as roupas sujas de sangue da vítima, teria corrido para o local onde as duas estavam e dito calmamente, “esse já era, peguei a carteira e o dinheiro dele”, relatou a mulher ao dizer que não teve contato com os pertences do taxista e não sabe a quantia de dinheiro que tinha e nem onde Elizeu escondeu as roupas sujas de sangue e a carteira com a documentação do taxista.
A indígena relatou também que antes que ela, Eliseu e sua acompanhante deixarem o local, ela pode perceber que o taxista se levantou, começou a pedir por socorro e teria conseguido entrar no carro e deixar o local dirigindo.
Acusado usava roupas compradas com dinheiro da vítima- Em depoimento ao delegado, Dr. Marcius Cordeiro, uma das acusadas presas afirmou que a roupa, uma camisa azul e uma calça jeans, também de cor azul, usada por Eliseu Benites no ato de sua prisão, na tarde dessa sexta-feira, havia sido comprada com o dinheiro roubado do taxista.
Segundo relatou a indígena em seu depoimento, na manhã dessa sexta-feira, de posse do dinheiro roubado, Eliseu teria se deslocado até a cidade de Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai e comprado roupas, outros objetos e voltado para a aldeia onde acabou preso.
Polícia continua buscas- Segundo o delegado responsável pelo caso, Dr. Marcius, a arma do crime, uma faca com cabo de madeira, amarrado com borrachas, foi encontrada e apreendida e a polícia trabalha agora para localizar a carteira com a documentação da vítima e as roupas que eram usadas por Eliseu Benites na hora do crime.
Após serem autuados em flagrante, os três acusados foram encaminhados para o EPAm (Estabelecimento Penal de Amambai) onde permanecerão presos à disposição da Justiça.
Como o crime foi cometido com o objetivo de roubar e o trio foi autuado por “latrocínio”, caso sejam denunciados pelo Ministério Público pelo mesmo crime, os três acusados deverão ser sentenciados diretamente pelo Juiz da Vara de Execuções Penais e não passarão pelo júri popular como ocorre em caso de homicídios simples e qualificados.






