2007-07-10 06:01:37
Uma babá confessou à polícia ter matado uma criança de 4 anos na madrugada desta segunda-feira (9) a golpes de lixa de madeira, usada para pés, no município de Campos, na região Norte Fluminense. Segundo o delegado Geraldo Rangel de Andrade Junior, da 146ª DP (Guarus), a babá Silauca Kelly Rodrigues de Oliveira, de 32 anos, disse que estava cuidando de duas crianças e teria espancado uma delas, pois a menina estaria fazendo bagunça.
A babá disse que teria ido ao bar e quando voltou, embriagada, teria visto que Júlia tinha mexido em uma garrafa de vodca. A babá então teria batido com as mãos na criança, depois com um galho e depois com a lixa. Segundo o depoimento de Silauca, ela teria percebido que a menina tinha desmaiado e tentou reanimá-la. Quando viu que não estava conseguindo, Silauca teria ido procurar o companheiro, que teria dado dinheiro para ela fugir para outra cidade.
Tortura seguida de morte- O companheiro teria ido até a casa de Silauca, onde as crianças estavam, e constatado a morte de Júlia. Ele avisou à polícia, que foi até o local. Segundo Geraldo, Silauca foi encontrada em São Francisco do Itabapoana, também no Norte Fluminense. Segundo o delegado, ela será autuada por tortura seguida de morte, quando a pessoa tem intenção de causar sofrimento físico e acaba matando a vítima.
A mãe das crianças, identificada como Danúzia, que também prestou depoimento na delegacia, contou ser prostituta. Segundo ela, as crianças ficavam direto com a babá e nos últimos dias, ela estaria vendo pouco as filhas, já que estava devendo dinheiro para Silauca. Segundo a mãe, quando ela fazia visitas, não percebia nenhum machucado nas filhas.
O delegado informou que o companheiro de Silauca será autuado por favorecimento pessoal, por ter dado dinheiro para ela sair da cidade. Ainda segundo o delegado, o pai da criança está sendo localizado para ser chamado à delegacia. O delegado disse ainda que a irmã de Júlia estava com um hematoma pequeno no roxo, e foi encaminhada a exames, sob a guarda do conselho tutelar.











