2007-05-08 02:51:00
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, em entrevista a emissoras católicas de rádio, que o governo vai conseguir impedir a aprovação pelo Congresso da PEC (proposta de emenda à constituição) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no país.
Lula disse que reduzir a idade penal mínima do país é um "absurdo" e uma "atitude de preconceito" contra os jovens brasileiros. "Essa juventude não está precisando de mais chicotada, essa juventude está precisando de mais esperança, de mais alento, está precisando de uma utopia, na verdade", defendeu. Lula disse ser um "ledo engano" acreditar que a redução da maioridade será um instrumento eficaz para reduzir a violência no país.
O presidente afirmou que o Estado precisa descobrir a origem dos motivos que levam os jovens à criminalidade ao invés de endurecer as punições. "É preciso saber por que esse jovem cometeu aquele delito. Como é a vida dele dentro de casa? Como vive o pai dele? Como vive a mãe dele? Qual é a razão social que existe dentro daquela família? Como eles convivem? Porque aí você pode encontrar uma solução muito mais eficaz."
Na opinião de Lula, o dinheiro gasto com a internação de jovens em instituições de recuperação de menores teria mais utilidade se fosse direcionado para as famílias. "Às vezes, o erro não está no jovem, o erro está dentro de casa. Eu estou convencido –peço a Deus não estar errado– de que essa meninada está precisando de uma luz, está precisando de uma esperança", afirmou.
Se a mudança na maioridade penal for aprovada, Lula acredita que a tendência é reduzi-la sistematicamente no país. "Se for assim, daqui a pouco vamos pegar e baixar a maioridade penal para 14 anos, vamos baixar para 10, vamos baixar para 8, daqui a pouco estão querendo punir o feto que está na barriga das pessoas pobres deste país."












