“E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado” (Lc 16.22).
O seio de Abraão significa um lugar de descanso e paz! É para lá que vão todas as almas dos que creram em Jesus Cristo antes de morrerem a morte natural. Abraão é o pai na fé de todo cristão: “Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” (Rm 4.3); “Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós” (Rm 4.16).
Na parábola do Rico e Lázaro (Lc 16.22), o “seio de Abraão” refere-se à posição de honra, descanso e bem-aventurança dos justos no mundo espiritual após a morte do corpo. Na parábola, anjos escoltaram a alma de Lázaro para o seio de Abraão, lugar dos salvos: “E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado” (Lc 16.22).
Observe que a alma do rico não foi salva! Ele foi parar no inferno, um lugar de tormento: “E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio” (Lc 16.23). Veja que a alma não salva, vai para baixo; ela olha para cima, e vê a alma do salvo no céu! A Bíblia diz que o inferno é em baixo, no centro da terra: “Para o sábio, o caminho da vida é para cima, para que ele se desvie do inferno que está embaixo” (Pv 15.24). Sábio é quem crê em Cristo!
A Bíblia ensina que a morte física não é o fim da existência, mas sim uma separação entre o corpo e a alma. O destino eterno da alma é determinado pelas escolhas feitas em vida e pela relação com Deus, dividindo-se em destinos finais distintos. Todos os pecadores que se arrependem e confessam Jesus Cristo como seu único Salvador e mediador entre Deus e os homens, são salvos: “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo” (1ªTm 2.5,6).
Após a morte física não há oportunidade para escolher e mudar de lado. A escolha deve ser feita antes de morrer. O rico da parábola, tentou mudar de lugar depois que morreu, mas foi informado de que não existe essa possibilidade: “E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá” (Lc 16.26).
O rico não foi salvo porque não tinha fé! Ele teve condições e oportunidade de praticar o amor ao próximo, mas não o fez: “Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele. E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas” (Lc 16.19-21). “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo?” (Tg 2.14). “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg 2.17). Deus abençoe!











