2009-10-01 08:35:00
Vilson Nascimento
O delegado de Polícia Civil de Amambai, Dr. Marcius Geraldo da Silva Cordeiro irá instaurar procedimento em desfavor do promotor de eventos, José Carlos de Almeida, o “Ganso”, por descumprimento de regulamentação para a realização de eventos.
De acordo com o delegado, ao promover um baile com o Grupo Herança, do estado do Paraná, no início dessa semana em Amambai, o organizador deixou de recolher a taxa exigida pela Secretaria de Fazenda do Estado,
Segundo a Polícia Civil o documento foi pedido, chegou a ser emitido pela Delegacia local, mas como não foi apresentado o comprovante de recolhimento da taxa junto a Agência Fazendária do Estado, o documento não foi liberado.
De acordo com a polícia um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) será instaurado e o organizador responderá judicialmente.
Segundo a polícia a legislação prevê para esses casos, detenção de 15 dias a 6 meses, mais o pagamento de multa, mas na maioria das vezes a pena é revertida em apenas multas durante transação penal.
A taxa para a concessão do alvará, que é obrigatório em todos os eventos como festas e bailes, varia de acordo com o número de ingressos.
Em eventos com emissão de até 500 ingressos, a taxa é de R$ 82,98, já para evento cujo número de ingressos é igual ou superior a
O organizador tem que recolher este valor na sede local da Agenfa (Agência Fazendária) e apresentar a guia quitada na Delegacia para a emissão do documento.
Outro episódio
A falta do alvará policial para a realização do evento não foi o único episódio envolvendo o show baile com o Grupo Herança essa semana em Amambai.
O baile, que foi realizado em um clube, cujas instalações foram locadas ao organizador, José Carlos de Almeida, para a realização do evento, estava marcado para acontecer na noite de domingo (27), véspera do feriado do aniversário da cidade, em Amambai.
O evento, cujos ingressos haviam sido comercializados a R$
Temendo pela sua segurança, o organizador do baile chegou a pedir apoio da Polícia Militar e deixou o clube escoltado pela polícia, no final da madrugada, já da segunda, dia 28.
A justificativa da organização para a não realização do baile teria sido o atraso do grupo, que teria tocado em outro evento no Paraguai e não teria chegado a tempo de animara festa em Amambai.
Por conta desse contratempo, o grupo acabou tocando outro baile no mesmo clube, com portões abertos, na noite do dia seguinte (segunda-feira 28) o que gerou novos protestos das pessoas que haviam pagado pelo ingresso para o baile na noite anterior e não tiveram o dinheiro devolvido.








