31.2 C
Amambai
terça-feira, 14 de abril de 2026

Feminicídios voltam a crescer em Mato Grosso do Sul

Com 10 casos confirmados e 1 sob investigação, MS ultrapassou números de 2025; arma de fogo, panela e marreta foram alguns dos instrumentos usados nos crimes

Dez mulheres foram assassinadas apenas de janeiro até este domingo em Mato Grosso do Sul, crimes esses enquadrados como feminicídio. Mães, filhas, tia e esposas, mais que um número, essas histórias refletem uma triste realidade da segurança pública do Estado, que é o segundo do País que mais mata mulheres em função do gênero.

O acumulado até agora já é maior que o do mesmo período do ano passado, contando os 30 dias de abril, e se assemelha a outros anos recorde.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), de janeiro até o fim de abril do ano passado, o Estado registrou oito feminicídios.

A última história interrompida foi a de Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, morta a tiros pelo ex-marido na frente da filha do casal, de 9 anos, no sábado. O crime ocorreu em Eldorado e a mulher estava separada do autor havia oito meses.

Segundo o delegado que investiga o caso, Robilson Junior Albertoni Fernandes, a criança viu não só os dois tiros contra a mãe, mas o pai se matar na sua frente.

“Nós apuramos que neste período em que o casal estava separado foram registradas algumas ocorrências de violência doméstica, sendo inclusive requisitadas algumas medidas em favor da vítima”, declarou o delegado.

Além de Vera Lúcia, também foram mortas: Rosana Candia, de 62 anos; Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos; Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos; Nilza de Almeida Lima, de 50 anos; Ereni Benites, de 44 anos; Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos; Leise Aparecida Cruz, de 40 anos; Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos; e Josefa dos Santos, de 44 anos.

As armas utilizadas nesses casos foram as mais variadas: panela, makita, marreta, arma de fogo, faca, fogo e a própria mão do assassino.

A maioria foi morta pelo marido, namorado ou ex- companheiro, porém, em um dos casos, a vítima foi morta pelo sobrinho.

Fátima Aparecida da Silva foi encontrada morta no dia 24 de março deste ano em sua casa, em Selvíria. À polícia, M.S., de 21 anos, confessou que matou a própria tia durante uma briga. Para cometer o crime, o autor usou o que estava a seu alcance, uma panela e até uma makita.

Feminicídios voltam a crescer em Mato Grosso do Sul
– Divulgação

CAMPO GRANDE

Dos 10 casos registrados até domingo, apenas um foi confirmado em Campo Grande. A subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues foi morta dentro de casa no dia 6 deste mês, no Bairro Estrela D’Alva.

A policial estava fardada e o principal suspeito era o namorado da vítima, G.J., de 50 anos, que, após depoimento, confessou o crime.

EM INVESTIGAÇÃO

Apesar da morte da policial ser o único caso confirmado, a polícia investiga a morte da arquiteta Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, que ocorreu ontem pela manhã.

Fonte: Daiany Albuquerque/Correio do Estado

Leia também

Edição Digital

Jornal A Gazeta – Edição de 14 de abril de 2026

Clique aqui para acessar a edição digital do Jornal...

Enquete