2009-07-31 07:52:00
Vilson Nascimento
A Câmara Municipal e a Prefeitura, através da Secretaria de Indústria, Comércio e Geração de Emprego e Renda, estão buscando saída para socorrer uma facção (oficina de montagem de peças de jeans) e salvar 40 empregos em Amambai.
A facção montada há 1,6 anos no município, operando com a maior parte dos maquinários cedidos pela Prefeitura local, que também paga o aluguel do prédio onde a fábrica funciona. A indústria começou a entrar em colapso financeiro nos primeiros meses desse ano (2009).
Atualmente a empresa deve três meses de salários aos funcionários, energia e aluguéis de maquinários e até a paralisação das atividades, nessa quinta-feira (30) trabalhava com quadro reduzido de funcionários, impossibilitando atender a demanda e restabelecer o equilíbrio financeiro.
Os diretores da empresa, o proprietário, Egídio Monti Rebechi e o gerente de produção, Isaias Rebechi, que é irmão do proprietário, colocam a culpa pela decadência financeira da empresa em um plano de expansão mal formulado, segundo eles mediante uma garantia de benefícios da Prefeitura, entre eles o aluguel de 40 máquinas para ampliar a fábrica.
A Prefeitura, por sua vez, se defende e relata que todos os incentivos discutidos com a empresa e aprovados pela comissão que rege sobre os incentivos fiscais a empresas no município foram cumpridos a risca.
“Nesse plano de expansão foram discutidos com os empresários e aprovados pela comissão a locação e a adequação elétrica de um barracão com maior espaço físico para a instalação da indústria e isso foi rigorosamente cumprido pela administração municipal, com algum atraso por conta de tramites legais exigidos, mas foi cumprido. A locação de tais maquinários não foi aprovada pela comissão e a Prefeitura não assumiu esse compromisso”, disse o vice-prefeito e secretário de Indústria e Comércio de Amambai, José Aparecido Aguiar ao ressaltar que a Prefeitura tem cumprido rigorosamente, segundo ele, os compromissos junto à empresa e inclusive gasta mensalmente entorno de R$ 6 mil reais com incentivos para manter a empresa atuando no município.
Impasse em reunião
Uma reunião convocada pelos funcionários da facção, realizada na manhã dessa quinta-feira (30) na Câmara de Amambai com a presença dos vereadores, dos diretores da empresa e do secretário de indústria e comércio do município, acabou em impasse e nenhuma solução para resolver o problema foi apontada pelas partes.
Uma comissão de vereadores, liderada pelo presidente da Câmara Municipal em Amambai, vereador Anderson Mansano (PR) se reuniria na tarde dessa quinta com os diretores da facção e uma equipe da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio se reuniria com os funcionários da empresa para tentar sanar o impasse gerado e tentar reaver os empregos ameaçados.
Uma nova reunião com a participação dos diretores da facção, dos vereadores e da Secretaria de Indústria e Comércio com o prefeito do município, Dirceu Lanzarini, que nessa quinta estava na Capital do Estado, Campo Grande, deverá acontecer nos próximos dias para tentar resolver de vez a questão.
De acordo com a direção da facção, só de salários atrasados a empresa, que em julho operou com apenas 17 funcionários, deve hoje cerca de R$ 60 mil reais.









