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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Amambai não tem casos de Gripe Suina, diz Saúde

2009-07-23 17:40:00

Vilson Nascimento

O município de Amambai, apesar de estar situado em uma região considerada de risco, a apenas 45 quilômetros da fronteira com o Paraguai e entre duas cidades com casos já confirmados da doença, Mundo Novo em Mato Grosso do Sul e Pedro Juan Caballero no Paraguai, ainda não registrou nenhum caso oficial de contaminação pelo vírus Influenza A (H1N1), conhecido vulgarmente por “Gripe Suína”.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, desde que a doença surgiu no Brasil, cinco casos suspeitos foram registrados no município.

Em quatro deles os exames laboratoriais descartaram a existência da doença e um quinto, o caso de uma mulher grávida que recebeu atendimento médico em clínica particular e chegou a ser internada fora do município para averiguação, mas já estaria recuperada, os exames ainda não foram efetivamente conclusivos, mas as informações iniciais são que a causa da internação não seria o  Influenza A (H1N1).

Casos suspeitos na Monte Cristo

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os dois casos que mais levantavam suspeitas sobre a possível contaminação de pessoas pelo Influenza A (H1N1) em Amambai foram registrados no final da semana passada quando uma mulher de 33 anos, residente na região da Vila Monte Cristo e seu filho de 11 anos, foram internados no Hospital Regional de Amambai com sintomas semelhantes aos apresentados pela doença.

Ambos receberam atendimentos em Amambai, mas devido ao estado de saúde, acabaram removidos para locais com maiores recursos médicos.

A mãe para um hospital na cidade de Dourados, onde, segundo as informações, estaria em estado delicado de saúde e o filho foi encaminhado para um hospital na Capital do Estado, Campo Grande, onde teria permanecido internado, sob tratamento médico.

Exames deram negativo para Gripe Suína

Nesta quinta-feira (23) a Secretaria Municipal de Saúde de Amambai recebeu informações sobre os exames realizados nos pacientes, enviadas pelas unidades de saúde onde mãe e filho estão internados, descartando a possibilidade dos dois pacientes, que a pelo menos dois anos não viajavam para fora do município, em Amambai, estar contaminados com o Influenza A (H1N1).

De acordo com o secretário de saúde de Amambai, Ednor Bampi, no caso da mãe os exames médicos realizados em Dourados teriam apontado diabetes descompensada, (taxas altas de açúcar no sangue) como a causa da enfermidade. Já no caso do menino os exames realizados em Campo Grande teriam apontado pneumonia comum.

Prevenção- Desde que a mãe e o irmão foram internados, agentes de saúde e agentes epidemiológicos da Prefeitura de Amambai passaram a acompanhar diariamente o esposo, os outros dois filhos menores da mulher e as pessoas com quem ela manteve contato nos dias anteriores a apresentação dos sintomas, mas ninguém apresentou nenhum anormalidade em relação à saúde nesse período, segundo a SMS.

Gripe Suína provocou correia aos postos e no hospital

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde desde que foi confirmado a existência de casos do Influenza A (H1N1) na região, aumentou drasticamente a procura das pessoas aos postos de saúde e ao Hospital Regional em Amambai, fator desnecessários, segundo os profissionais da área.

“A doença não é letal como se comenta. O Influenza A (H1N1) mata menos pessoas que o Influenza comum, um seja, a gripe normal, portanto não é necessário que busque um postos de saúde ou ao hospital quando aparecer qualquer sintoma de gripe resfriado. Isso só vai acarretar uma sobrecarga desnecessária nas unidades de saúde”, disse o secretário Ednor Bampi ao relatar que na maioria das pessoas a gripe passa simplesmente despercebida, sem sintomas.

O secretário reforçou o que já vem sendo amplamente divulgado pela mídia e pelo Governo Federal através de campanhas, que a doença é agravante para pessoas que tem organismo debilitado, seja por outro tipo de doença ou com baixa imunidade provocada por alimentação incorreta e outros fatores como consumo excessivo de álcool, cigarro e drogas, produtos que afetam a defesa imunológica do indivíduo.

Segundo Ednor Bampi, a Prefeitura de Amambai está elaborando um folder com as orientações do Ministério da Saúde, para ser distribuído à população, com dicas sobre os sintomas e como proceder para evitar contrair a doença.

Veja a seguir, algumas dicas do Ministério da Saúde sobre a doença e como se prevenir

O Ministério da Saúde está fazendo todos os esforços possíveis para deixar a população informada sobre a Influenza A (H1N1). O trabalho da imprensa tem ajudado também a esclarecer os brasileiros sobre a nova gripe.

O Ministério mantém no seu site www.saude.gov.br um espaço específico para o tema, que traz informações atualizadas, além de colocar à disposição da população o atendimento gratuito pelo Disque Saúde 0800 061 1997. Veja algumas dúvidas e as respostas:

1 – Qual é a previsão de produção da vacina contra a influenza A (H1N1) no Brasil?
O Instituto Butantan, ligado à Secretaria de Saúde do Governo do Estado de São Paulo, é responsável no Brasil por desenvolver as vacinas contra a gripe comum (sazonal) e estará à frente também do desenvolvimento da gripe contra a influenza A (H1N1). A vacina a ser produzida no Brasil estará disponível no próximo ano. Além de desenvolver a vacina, o MS avaliará, junto ao Butantan, a necessidade de comprar vacinas prontas de outros fabricantes.

2 – O Brasil tem medicamento suficiente para enfrentar a influenza A (H1N1)?
Sim. O Ministério da Saúde tem medicamento suficiente para enfrentar a pandemia de influenza A (H1N1). O MS tem um estoque de 9 milhões de tratamentos em pó. Eles foram adquiridos em 2005, época de uma possível epidemia de gripe aviária. Além disso, na terça-feira (21 de julho), o governo federal recebeu mais 50 mil tratamentos. Desses, 15 mil vão para o Rio Grande do Sul, estado entre os mais afetados pela doença. Outros estados com maior número de casos também receberam quantidade adicional de tratamento. Até o fim de julho, o MS vai receber mais 150 mil tratamentos. Nas próximas semanas, será um milhão a mais de medicamentos disponíveis, além do que está estocado em pó. O Ministério esclarece que o estoque de remédios está de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).


3 – Quem está no grupo de risco?
O grupo de risco é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), pessoas com obesidade mórbida e também com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.

4 – Grávidas podem tomar fosfato de oseltamivir?
Não há registros de efeitos negativos do uso do fosfato de oseltamivir em mulheres grávidas e em fetos. No entanto, como medida de precaução e conforme orientação do fabricante, esse medicamento só deve ser tomado durante a gravidez se o seu benefício justificar o risco. Essa decisão deve ser tomada de acordo com indicação médica.

5 – Qual a diferença entre a gripe comum e a Influenza A (H1N1)?
Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus Influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, não importa, neste momento, saber se o que se tem é gripe comum ou a nova gripe. A orientação é, ao ter alguns desses sintomas, procure seu médico ou vá a um posto de saúde. É importante frisar que, na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%.

6 – Quando eu devo procurar um médico?
Se você tiver sintomas como febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza, procure um médico ou um serviço de saúde, como já se faz com a gripe comum.

7 – O que fazer em caso de surgimento de sintomas?
Qualquer pessoa que apresente sintomas de gripe deve procurar seu médico de confiança ou o serviço de saúde mais próximo, para receber o tratamento adequado. Nos casos de agravamento ou de pessoas que façam parte do grupo de risco, os pacientes serão encaminhados a um dos 68 hospitais de referência.

8 – Por que o exame laboratorial parou de ser realizado em todos os casos suspeitos?
Essa mudança ocorreu porque um percentual significativo — mais de 70% — das amostras de casos suspeitos analisadas em laboratórios de referência, antes dessa mudança, não era da nova gripe, mas de outros vírus respiratórios, ou não era de nenhum virus. Com o aumento do número de casos no país, a prioridade do sistema público de saúde é detectar e tratar com a máxima agilidade os casos graves e evitar mortes.

9 – Como eu posso me prevenir da doença?
Alguns cuidados básicos de higiene podem ser tomados, como: lavar bem as mãos frequentemente com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

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