O mercado da soja iniciou julho com recuperação nas cotações, movimento observado tanto no mercado físico de Mato Grosso do Sul quanto no indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e na Bolsa de Chicago. Apesar da alta registrada nas últimas semanas, especialistas avaliam que ainda é cedo afirmar uma mudança consistente na tendência dos preços, já que oscilações fazem parte da dinâmica do mercado de commodities.
Entre 25 de junho e 6 de julho, o preço médio da saca de 60 quilos da soja em MS passou de R$ 116,19 para R$ 118,88, alta de 2,31%. No mesmo período, o indicador Cepea avançou 3,82%, alcançando R$ 139,01 por saca. Já na Bolsa de Chicago, principal referência mundial para a commodity, os contratos futuros avançaram entre 4,65% e 6,68%.
Para o analista de Economia do Sistema Famasul, Jean Américo, o fato de a recuperação ter ocorrido simultaneamente nos principais mercados de referência reforça a relevância do movimento, embora ainda seja necessário acompanhar seu comportamento nas próximas semanas
“Oscilações como essa fazem parte da dinâmica do mercado da soja e ainda não permitem concluir que houve uma mudança consistente na tendência dos preços. Para o produtor que ainda possui soja disponível para comercialização, esse movimento melhora momentaneamente as cotações, mas é importante acompanhar a evolução do mercado antes de tomar decisões”, avalia o analista.
Dados da Granos Corretora, até o dia 29 de junho, Mato Grosso do Sul havia comercializado 64% da safra 2025/2026, percentual 2,3 pontos percentuais inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior. Isso significa que parte dos produtores ainda possui volume disponível para negociação e poderá acompanhar a evolução das cotações nas próximas semanas.
De acordo com Jean Américo, a valorização pode estar relacionada ao fortalecimento da demanda internacional, especialmente da China, aliado e à valorização do dólar, fatores que aumentam a competitividade da soja brasileira no mercado externo.
“Ainda é cedo para afirmar que esse movimento representa uma reversão de tendência. O mercado continuará reagindo às condições climáticas, ao comportamento da demanda internacional e ao câmbio, fatores que podem provocar novas oscilações nas próximas semanas”, reforça.
Diante desse cenário, a orientação é que os produtores acompanhem a evolução do mercado e avaliem as oportunidades de comercialização dentro de sua estratégia de gestão, considerando que a formação dos preços permanece sujeita às condições econômicas e climáticas.
ACESSE O BOLETIM COMPLETO AQUI
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Evelyn Thamaris










