2009-06-30 08:51:00
Antonio Luiz
Preocupado com o alto endividamento dos produtores rurais de Amambai junto ao Banco do Brasil, o presidente do Sindicato Rural, Christiano Bortolotto, reuniu-se no último dia 26 com o sr. Ricardo Lot, superintendente do Banco do Brasil, o deputado federal Valdemir Moka, o vice-presidente da Famasul, Eduardo Riedel e o presidente da Aprosoja, Almir Dalpasquale.
Essa reunião é o resultado de uma solicitação que o presidente do Sindicato fez ao deputado Moka para ajudar Amambai e região no sentido de que os produtores tenham acesso ao crédito agrícola, pois hoje não estão tendo, por conta do nível de risco, devido às sucessivas frustrações de safras, e para solicitar um apoio para se tentar viabilizar uma readequação nos vencimentos dos custeios prorrogados. Então, o Moka marcou esta reunião para iniciar este trabalho.
Christiano Bortolotto preparou e apresentou ao deputado Moka e ao superintendente do Banco do Brasil, durante a reunião, um trabalho onde apresenta os números de custo de produção e receita bruta dos últimos seis anos, o qual mostra que destas seis safras, quatro os produtores não colheram para pagar a conta, e mais a cópia dos quatro decretos de situação de emergência que tivemos nestes seis anos. Este material serviu de subsídio para mostrar que é impossível que os produtores de Amambai e região consigam pagar as prorrogações de custeio da forma que estão dispostos os vencimentos, e que desta forma o prazo deve ser alongado.
O superintendente ficou de fazer uma avaliação da região para tentar minimizar o impacto da dificuldade de acesso ao crédito dos produtores rurais, e o deputado Moka com o material que lhe foi entregue vai pleitear junto à presidência do banco que seja feito algo diferenciado para esta região.
O presidente do Sindicato salientou ainda que Amambai, antes destas secas sucessivas, sempre foi uma das melhores praças do banco, com produtores que sempre tiveram suas contas em dia, mas devido a este desastre climático, a região está em uma situação caótica, muito pior que o resto do Estado e deve ser olhado de uma forma diferente.












