17.6 C
Amambai
quarta-feira, 1 de julho de 2026

Coluna Periscópio “Me dá uma Brahma!!!” por Antonio Luiz

2009-03-20 12:10:00

Me dá uma Brahma!!!

O senhor Luis Inácio Lula da Silva se acha uma pessoa muito espirituosa; por isso é metido a fazer gracinhas ou piadinhas, quase sempre inapropriadas, de mau gosto e inoportunas. Alguns de seus pronunciamentos entraram para o anedotário nacional, como o exemplo acabado de como é nefasta a presença de um ignorante no cargo mais alto da nação. Evidentemente eu não me lembraria de todas as asneiras que foram expelidas pelo digníssimo nesses últimos seis anos e pouco.

Uma das mais famosas é a de que ele era filho de uma mãe que havia nascido analfabeta e sem dentes. Ou seja, completamente diferente das crianças nascidas nas elites que ele tanto combate em discursos furiosos, mas que bajula acintosamente nos bastidores.

Lula leva uma extraordinária vantagem sobre seus pares idiotas, como Hugo Chávez, Fidel Castro ou Evo Morales. Lula sempre se renova. Não há pronunciamento dessa besta em que não sejamos contemplados com alguma pérola dialética. A cada discurso de Lula, nós ficamos um pouco mais burros. 

Há alguns dias, em Nova York, nos minutos finais de seu discurso aos empresários, Lula fez um improviso para comentar suas impressões sobre a viagem aos EUA e tropeçou no nome do presidente americano, Barack Obama: “Eu me retiro dos EUA com a convicção de que a eleição do presidente “Obrama” é possivelmente uma oportunidade para os EUA fazerem coisa diferente do que fizeram no século passado”, disse Lula, que, em seguida, referiu-se ao embargo americano a Cuba como uma política do século XIX e não uma política para o século XXI.

Deve ser a força do hábito de encostar o umbigo no balcão e soltar o “me dá uma Brahma aí, ó meu!”

Querem acabar com o MS

O sr. Márcio Augusto Freitas de Meira, ao que parece, não gosta de produtores rurais, especialmente os sul-mato-grossenses. Como se sabe, ele assinou, em 2008, em conluio com um promotor frustrado e mal intencionado, várias portarias determinando vistorias e possíveis furtos de terras de produtores de 26 municípios do Estado. Trata-se de uma decisão absurda por qualquer ângulo de observação. Para começar, os indígenas – a não ser aqueles baderneiros que são a exceção – não pleitearam absolutamente nada, até porque têm terras demais e quase na totalidade ociosas. Só a Aldeia Sete Cerros tem mais de 5 mil alqueires, arrendados é claro, onde vivem menos de 300 pessoas.

A FUNAI, presidida pelo sr. Márcio, deveria controlar o uso dessas terras, que em sua maioria estão arrendadas ilegalmente, confrontando visceralmente o Estatuto do Índio, que proíbe tal prática, já que as terras ocupadas pelos índios são da União, ou seja, de todos nós brasileiros que pagamos impostos. Depois vem o aspecto econômico. A região afetada pela estupidez atinge quase toda a faixa de fronteira que contribui com cerca de um terço do PIB estadual, onde vivem mais de um milhão de pessoas. No aspecto legal, o sr. Márcio e seus asseclas parece que ainda não perceberam que todas, sim, todas as propriedades são tituladas e legalizadas com a rubrica do mesmo governo que ele acredita servir.

Desde que as infames portarias foram publicadas no Diário Oficial, elas tiveram apenas três efeitos: o primeiro foi causar instabilidade e temor nas regiões “contempladas” e sua consequente desvalorização patrimonial; a segunda foi de indignação por ter sido um ato unilateral sem que a sociedade tivesse sido consultada; e por último a mobilização de todos os setores, inclusive do próprio governador do Estado, para embargar essa aberração.

No último dia 6 de março, a FUNAI voltou a reeditar as abjetas portarias com algumas mudanças, mas nada significativo, a não ser o fato de que as vistorias serão mesmo realizadas, apesar dos protestos e da ilegalidade.

Acho que a maneira mais eficaz de evitar que esses senhores continuem com essa ideia maluca de acabar com o Mato Grosso do Sul é exigir que os antropólogos ou funcionários da FUNAI só adentrem a propriedade mediante Mandado Judicial.

Leia também

Edição Digital

Jornal A Gazeta – Edição de 01 de julho de 2026

Clique aqui para acessar a edição digital do Jornal...

Enquete