O manejo da ferrugem asiática na soja continua gerando debate entre produtores que buscam equilibrar eficiência, segurança e redução de custos. Segundo Bryan Ferst, gerente comercial e gerente de fazenda, a experiência prática mostra que o controle biológico e o químico não devem ser tratados como soluções isoladas, mas como ferramentas complementares dentro de um sistema integrado.
Na operação conduzida por Ferst, o planejamento começa antes do plantio, com tratamento de sementes com biológicos e inoculantes. A estratégia tem custo baixo e oferece proteção de base para a cultura. Durante a fase vegetativa, o manejo prioriza aplicações químicas nos momentos críticos, especialmente antes do fechamento, mantendo segurança no controle da doença.
No período reprodutivo, os biológicos são utilizados de forma escalonada. A combinação entre as duas alternativas permitiu reduzir despesas sem perda de eficiência. Como resultado, o custeio ficou em R$ 2.800 por hectare, com a produtividade mantida.
A avaliação é de que não existe uma solução única para todas as lavouras. Cada região apresenta uma realidade diferente, e um modelo que funciona no Paraná pode não ter o mesmo desempenho em Mato Grosso. Por isso, a estratégia precisa considerar as condições de cada operação, sem descartar o uso do químico nos momentos críticos nem o potencial dos biológicos para reduzir custos.
A experiência reforça que a escolha não precisa ser feita entre um método ou outro. O ponto central está na integração das ferramentas, com aplicações definidas conforme a fase da cultura e a necessidade de proteção. Dessa forma, o produtor pode buscar eficiência no controle da ferrugem asiática, preservar a produtividade e manter o custeio sob controle, ajustando o manejo à realidade da propriedade.










