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terça-feira, 30 de junho de 2026

Mato Grosso do Sul vacina 771 mil contra rubéola

2009-03-03 23:19:00

O Ministério da Saúde realizou a maior campanha de vacinação contra a rubéola já realizada no mundo ao imunizar, nos últimos cinco meses, mais de 67,2 milhões de pessoas. A meta foi ultrapassada e alcançou 95,79% da população alvo. Diante deste resultado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, vão solicitar à Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), no dia 3 de março, o reconhecimento do êxito da campanha de vacinação. É o primeiro passo para o Brasil conseguir o certificado de eliminação da circulação do vírus da rubéola no país.

“Essa é uma conquista que tem de ser comemorada e dividida com toda a população brasileira. É um feito histórico e que aponta o Brasil para o caminho da eliminação da circulação do vírus no país”, comenta o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Os dados do Ministério da Saúde mostram que, entre as mulheres, foram vacinadas mais de 34,8 milhões, com 98,4% de cobertura. Entre os homens, o número de vacinados chegou a 32,4 milhões, alcançando o índice de 93,1% desse segmento da população. No grupo de 12 a 19 anos de idade, foram alcançadas altas coberturas precocemente, chegando a 108,44%. Nesse caso, há duas explicações: a estimativa de público alvo se deu sobre uma base populacional defasada ou foram imunizadas pessoas com idade próxima ao limite fixado pela campanha. Já no grupo de 20 a 39 anos, o percentual de cobertura ficou muito próximo do preconizado: 94,45%.

No tocante às regiões brasileiras, as coberturas chegaram no Nordeste a 98,98%; no Norte a 97,0%; no Centro-Oeste a 98,8%; no Sudeste a 94,0% e no Sul a 92,9% (veja tabela por estado). No tocante às regiões brasileiras, o Centro-Oeste aparece em terceiro lugar, com 98,8%. A cobertura geral no estado de Mato Grosso do Sul ficou em 99,13%, sendo que 374.345 (96,65%) dos homens e 397.221 (101,58%) das mulheres foram vacinados.

A concessão do certificado de eliminação da rubéola, um documento internacional, ocorrerá em duas etapas. A primeira é a certificação que a campanha teve êxito e o país conseguiu atingir a meta de vacinação. A segunda etapa é comprovar que não há transmissão do vírus da rubéola no país. Durante o período de vigilância epidemiológica, se identificado qualquer caso, as autoridades sanitárias farão o bloqueio para que a rubéola não se espalhe. A previsão é que, até meados de 2009, o país esteja livre da doença e, no fim do ano, tenha eliminado a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC – transmitida da mãe para o filho, durante a gravidez).

“O reconhecimento internacional, certificado por um comitê indicado pela Opas, será efetivado após 12 meses sem evidência da circulação do vírus da rubéola, de acordo com critérios epidemiológicos pré-estabelecidos”, afirma o Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Oliveira Penna.

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