2009-02-28 11:30:00
Enquanto Sua Excelência o bobo da corte e presidente da República mente mais do que bula de remédio e vive seu “Brasil Irreal”, a degradação em Brasília continua acontecendo sob as vistas grossas do governo. Como sempre, o presidente não devia saber de nada e como sempre também ignorava a demissão de mais de 4 mil funcionários em razão da crise mundial, que na ótica de um idiota não passava de uma “marolinha”. O Brasil do Lula certamente não é o Brasil em que vivemos. Lula vive na Ilha da Fantasia enquanto somos roubados diariamente por uma súcia de parlamentares que deveriam estar nos defendendo.
Uma reportagem da revista “Veja” desta semana mostra a evolução patrimonial de caciques do PMDB e aponta o que classifica como novas evidências de favorecimento de peemedebistas no esquema desvendado pela Operação Navalha, da Polícia Federal, que investiga fraudes em obras e licitações públicas.
A revista diz que a PF tem provas de que o presidente do Senado, José Sarney, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), e os senadores Renan Calheiros, Valdir Raupp e Roseana Sarney foram favorecidos com recursos desviados. As provas não foram apresentadas na reportagem.
A “Veja” diz que documentos inéditos mostram que o empreiteiro Zuleido Veras, dono da construtora Gautama – e operador do esquema investigado – “recorria à bancada do PMDB no Senado quando precisava de favores em Brasília”. Segundo a “Veja”, ele pagava os favores na época de campanhas eleitorais.
Entre os documentos, a “Veja” fala de uma planilha em que constam R$ 500 mil em contribuições de Zuleido para campanha no Amapá, por orientação de Sarney. Na planilha, Sarney é chamado de “PR” (presidente).
A reportagem diz que, segundo a PF, um dos lobistas da empreiteira, chamado José Ricardo, despachava no gabinete de Sarney. Segundo a “Veja”, a Gautama fraudou a licitação das obras do aeroporto de Macapá, capital do Amapá, reduto eleitoral de Sarney, e assinou contrato superfaturado em R$ 50 milhões.
“Veja” diz ainda que a PF tem comprovantes que mostram o rateio do dinheiro público obtido fraudulentamente por Zuleido: depósitos para assessores de Renan, Raupp e Roseana. A reportagem destaca que entre as provas inéditas há anotações que sugerem repasses de propina a Jucá. A PF não confirmou as informações ontem. Ao mostrar a evolução patrimonial de peemedebistas, a “Veja” enfatiza que vários líderes do partido ampliaram em várias vezes suas posses depois de entrar para a política. Cita, por exemplo, que, em 1978, quando entrou na política, Renan Calheiros tinha um fusquinha. Em 2002, declarou à Justiça Eleitoral bens equivalentes a R$ 1,6 milhão. Hoje, diz a revista, teria um patrimônio estimado em R$ 10 milhões. Segundo a “Veja”, Sarney e sua família têm, juntos, bens estimados em R$ 125 milhões. Como se esperava, Sarney desqualificou as acusações feitas pela revista. Afinal, aqui nesse Brasil varonil, político algum jamais teve culpa de alguma coisa. Esse é o meu país!!
Já foi tarde
O mundo ficou um pouquinho melhor na semana passada. O empresário e ex-deputado Sérgio Naya, de 66 anos, foi encontrado morto no quarto do hotel em que estava hospedado












