2008-11-07 15:49:00
Suzana Machado
Ela aprece nas formas mais variadas e se encontra presente em todos os setores da sociedade e algo, que parece não se encaixar na era da democracia, ainda permeia os diversos meios, ora de forma sutil, ora escancarada. Eis a Censura.
Foi com o intuito de discutir o tema e alertar para possíveis ações, que os integrantes do Rotary Clube de Amambai discutiram o assunto durante encontro na última segunda-feira (03), às 20h, na sede do clube.
A rotariana Viviane Viaut, que trabalha na área de comunicação há mais de 20 anos, fez um recorte dentro do assunto com relação à censura nos meios de comunicação, expondo alguns fatos históricos envolvendo jornalistas e a ditadura militar e episódios mais recentes de violência contra esses profissionais. Viviane também falou das relações dos veículos de comunicação com o poder público e a sociedade privada, o velho embate entre a importância da notícia e os interesses comerciais e políticos de cada empresa, com os quais o profissional de comunicação se depara em seu cotidiano.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a liberdade de expressão para todo ser humano, porém muitas são as vezes que somos impedidos de realmente expressar aquilo que pensamos e entendemos sobre determinados assuntos e isso não se restringe apenas à imprensa e sim, a todos os segmentos da sociedade.
“Um fato comum no meio jornalístico são alguns assuntos que, obrigatoriamente, o profissional acaba tendo que deixar de lado ou porque não atende aos interesses comerciais da empresa em que trabalha ou porque acaba se confrontando com questões políticas às quais o meio de comunicação também está ligado”, ressaltou Viviane, que como todo profissional da área, também já sofreu algum tipo de censura “velada ou exposta”.
Segundo Viviane, a intenção não é polemizar o assunto. “Mas sim fazer com que as pessoas repensem os relacionamentos com a sociedade e percebam o que pode ser feito para se mudar determinadas situações.”
O fato é que a censura existe e atinge famílias, gêneros (feminino/masculino), está presente nas instituições educativas, sociais, etc. É um fantasma que perambula pelos meios de comunicação, de uma forma ou de outra, com o qual o profissional tem que aprender a lidar, buscando um equilíbrio entre a importância da notícia, sua publicação e os interesses da empresa em que trabalha; querendo ou não, essa é a realidade da grande maioria dos veículos de comunicação nacionais e também internacionais.










