2008-07-09 23:42:00
Resolução inédita e restritiva baixada pelo novo chefe regional da Polícia Nacional do Paraguai em Pedro Juan Caballero, comissário Miguel Cardozo, proíbe qualquer funcionário policial subordinado à Regional Amambay da PN de atravessar a linha internacional e ingressar em território brasileiro.
A determinação não repercutiu nada bem no quadro policial do Departamento (Estado) de Amambay, mas é a marca de Cardozo, que assumiu recentemente o cargo prometendo ‘moralização da tropa’. A norma, bastante criticada, é clara no sentido de que nenhum policial pode sair daquele país, uniformizado ou não.
A medida vale para todo o território do Departamento de Amambay, ou seja, os policiais não podem passar de Pedro Juan Caballero para as cidades brasileiras de Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Paranhos e Bela Vista, que fazem divisa com as co-irmãs paraguaias de Pedro Juan Caballero, Capitán Bado, Ipehum e Bella Vista Norte.
Um oficial que não quis ser identificado, disse que a media é uma estupidez. “Não tem outro nome, pois seria compreensível se a proibição fosse para pessoal armado, mas como cidadãos, não se justifica pois alguns de nós temos famílias do lado brasileiro”, criticou.
Segundo ele, não se pode proibir que policiais de folga voltem para suas casas. “Eu vou passar quando tiver necessidade e nada vai me impedir, porque essa medida não tem nenhum amparo legal”, acrescentou. A resolução também provocou discussão em outros setores da polícia.
Coisa de chefe da zona – Outros funcionários policiais assinalaram que embora a medida tenha sido assinada pelo chefe de polícia, a idéia não foi dele e sim do chefe da zona distrital, “uma pessoa tremendamente verticalista que logo em sua primeira medida ao chegar a Amambay, proibiu os integrantes da instituição de dar declarações à imprensa”, acrescentou a fonte.
Vigiados – A proibição policial não agradou também os administrativos, que prometem, na medida do possível ou através de terceiros, vigiar e fotografar o novo comissário, o chefe distrital e outros oficiais, caso eles decidam atravessar a fronteira para fazer alguma ‘comprinha’ do lado de cá. “Se isso acontecer, vamos entregar as fotos para a imprensa”, advertem.









