2008-06-18 01:40:00
Vilson Nascimento
Um cabo reformado do Exército Brasileiro de 62 anos foi preso em flagrante na manhã dessa terça-feira (17) em Amambai, acusado de abusar sexualmente de uma menina de apenas 9 anos de idade.
Segundo a Polícia Militar que realizou a prisão, Crodoaldo Nunes Otanõ, que teria confessado o crime ao ser preso, atraiu a menina para sua residência sobre o pretexto de presenteá-la com um ovo de chocolate e quando a garota chegou na casa, o militar aposentado a teria arrastado para um corredor e estuprado a jovem, posteriormente a ameaçado ela e sua família de morte caso a menor contasse o corrido para alguém.
Versão da avó- Procurado pela nossa reportagem, a avó da vítima, uma mulher de 63 anos que trabalha como cozinheira em Amambai e relatou o ocorrido à polícia, contou detalhes sobre o caso.
Segundo a avó da vítima, a mãe da menina, que reside
No final da manhã da segunda, ao sair de um programa governamental que freqüenta, aproveitando que se tratava do caminho de casa, a menina teria resolvido passar na casa do militar para pegar o “tal ovo de páscoa”, foi quando o homem a teria agarrado a força e estuprado.
Menina Traumatizada- De acordo com a avó da menor, que é de família humilde, após sofrer o estupro a menina teria mudado de rumo e ao invés de seguir para casa, correu até o local onde a avó trabalha que fica a apenas alguns quarteirões da casa do acusado.
“Ela chegou chorando e sangrando muito. Estranhei o sangramento em uma menina de apenas 9 anos, mas imaginei que fosse menstruação. Pedi ajuda para companheiras de trabalho, foi comprado absorvente e ela foi para casa, chocada, más sem dizer nada”, disse a avó ao relatar que ao chegar em casa a jovem foi orientada sobre como proceder por uma tia e seguiu para a escola no período da tarde.
A Desconfiança- Segundo a avó, na noite da segunda-feira ela começou a desconfiar que algo estava errado com a neta que se mostrava apreensiva, quando notou que a menor não apresentava mais sangramento.
“Peguei uma toalhinha de pano e coloquei para realizar um teste. Pela manhã não tinha nenhuma mancha de sangue, foi então que perguntei a ela o que havia acontecido e ela me contou tudo. Indignada acionei a polícia” disse a avó ao relatar que sabia que a neta passaria na residência do militar para apanhar o ovo prometido, mas em hipótese alguma imaginava que algo dessa natureza pudesse acontecer.
“Está doendo muito em mim saber que uma filha, eu considero ela como uma filha, passou por uma situação dessa. Eu quero que a justiça seja feita e vou lutar até o último minuto por isso”, desabafou a indignada avó.
Legista diz que não teve estupro- Procurado pela nossa reportagem, o médico legista de Amambai, Dr. José Luiz Saldanha Moreira, a quem a menor foi submetida para a realização de exame, negou que tivesse ocorrido o estupro.
Segundo o médico não ouve rompimento do hímen o que caracterizaria apenas a “tentativa de estupro”, versão que foi contestada pela autoridade policial e pelo Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente de Amambai que encaminhou a jovem para uma nova avaliação com uma médica ginecologista onde, segundo o Conselho Tutelar, inclusive foi colhido amostras para exames laboratoriais.
Acusado foi autuado em flagrante- Crodoaldo Nunes Otanõ foi autuado em flagrante e enquadrado no artigo 213 do Código Penal Brasileiro que diz, “Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça”, que em caso de condenação acarreta em uma pena que varia de
Crodoaldo está preso no Exército- Mesmo não estando na ativa, por se tratar de um militar reformado, Crodoaldo Nunes Otanõ que até então levava uma vida como produtor rural em Amambai, tem direito assegurado por lei de aguardar os tramites do processo em uma prisão dentro de uma Organização Militar e não em um presídio comum.
Diante da situação, após ser autuado em flagrante na Delegacia de Polícia Civil de Amambai, o cabo foi encaminhado para uma prisão no 17º RC Mec, onde deverá permanecer preso à disposição da Justiça.
Menor vai receber atendimento psicológico- De acordo com a avó, após sofrer o suposto abuso sexual, abatida, a menor teria mudado de comportamento, segundo a avó.
Segundo o Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente de Amambai, a menina já está passando por tratamento psicológico para superar o trauma, supostamente sofrido.










