2008-06-15 09:06:00
O presidente da Comissão Nacional de Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Pereira de Mesquita, esteve em Ivinhema na última quinta-feira (12) para falar sobre as tendências do mercado para a cafeicultura. Hoje, o Brasil é o maior produtor de café do mundo, o maior exportador e também tem o segundo maior consumo deste grão. “O governo Federal não tem um estoque estratégico do grão, se houver um intempérie, podemos ficar sem o produto no país, e com dificuldade para honrar os compromissos com o mercado externo”, apontou o Mesquita.
Na avaliação do presidente da Comissão falta sensibilização e estratégia por parte do governo. “É preciso democratizar os recursos”, alegou, comentando que o Pepro – Prêmio Equalizador Pago ao Produtor – é um recurso que equipara produtos em relação ao custo de produ ção. “Infelizmente, apenas produtores adimplentes ou as cooperativas que tem conseguido retirar o recurso”.
O presidente da Comissão esteve em Campo Grande e conversou sobre a produção de café com o diretor-secretário da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (FAMASUL), Dácio Queiroz, a diretora-tesoureira, Lizete Brito, e o assessor de agricultura da entidade, Lucas Galvan. A diretora lembrou que o Mato Grosso do Sul já teve extensas plantações de café. “São Gabriel do Oeste, que na época, ainda era uma propriedade rural tinha 1 milhão de pés de café, que foi perdido na grande geada de 1975”, afirmou.
Hoje, o Mato Grosso do Sul conta com apenas 1.993 hectares plantados com o grão, sendo que a metade está no município de Ivinhema.









