2008-03-25 13:24:00
O governo de Mato Grosso do Sul e a prefeitura de Campo Grande pleiteiam recursos da União para qualificar 17 mil jovens de 18 a 29 anos neste ano. Nesta segunda-feira o governador, André Puccinelli (PMDB) e o prefeito da Capital, Nelson Trad Filho (PMDB) estiveram reunidos com o secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego, Ezequiel Souza Nascimento, que vai levar o pleito do Estado para Brasília (DF). Ele acha o pedido factível e acredita que até maio devem ser firmados os convênios com o Estado e prefeitura, ato que deve trazer o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Cada jovem a ser qualificado receberá uma bolsa mensal de R$ 100,00 e o custo total do programa deve ficar em R$ 23,8 milhões (considerando R$ 1,4 mil per capita). Os cursos terão 10 meses de duração. Nascimento explica que há um tramite burocrático até que o recurso seja assegurado, já que o orçamento da união está aprovado, mas ainda não foi sancionado e há um decreto de contingenciamento. Por outro lado, há uma corrida contra o tempo porque em maio vence do prazo para destinação de recursos às cidades, por conta do ano eleitoral.
Caso consigam os recursos na íntegra, o governo do Estado e a prefeitura assumem compromisso de ao fim da qualificação colocar pelo menos 5,1 mil jovens no mercado de trabalho, ou seja, 30% dos qualificados. “É uma meta ambiciosa”, observa Nascimento. O aquecimento econômico e a falta de pessoal apto para as vagas de emprego que têm surgido em todos os estados revela que o País vive um “apagão de mão-de-obra qualificada”, na avaliação de Nascimento. Em Campo Grande, ele visitou curso de qualificação e segue ainda nesta terça-feira para Brasília.
Oportunidades – Ter mão-de-obra qualificada é sinônimo de barganha para atrair investidores. A presidente da Funsat, Luiza Ribeiro, afirma que os setores que têm registrado maior crescimento de empregos, conforme índices do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Demitidos) são a indústria da transformação, construção civil e de serviços. Somente em fevereiro o saldo entre admitidos e demitidos na Capital foi de duas mil vagas, um recorde histórico para o período, puxado principalmente pela indústria e a construção.
“Campo Grande e Mato Grosso do Sul como um todo não têm tradição para área da indústria. O apoio para qualificação é muito importante nesse aumento de empregos”, avalia Luiza. Além da qualificação de jovens e adultos, O MTE também definiu que este ano serão qualificados 200 mil trabalhadores da construção civil e trabalhadores do setor sucroalcooleiro. As cotas por Estado ainda não foram determinadas mas, segundo Ezequiel Nascimento, o governador André Puccinelli pediu que o MTE “olhe para o Mato Grosso do Sul com carinho” na questão. Essas qualificações serão feitas com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).












