2007-12-29 22:41:00
Em seis anos, de 2000 a 2006, a dívida de longo prazo de Mato Grosso do Sul cresceu 52,06%. Isso ocorreu em decorrência da correção cambial no período, das taxas de juros, bem como dos empréstimos realizados no valor de R$ 134.671.000,00 (cento trinta e quatro milhões, seiscentos setenta e um mil reais). Pelo levantamento do presidente da Comissão de Execução Orçamentária, deputado Antônio Carlos Arroyo (PR), a dívida do Estado estava em R$ 4.225.889.000 (quatro bilhões, duzentos vinte e cinco milhões e oitocentos e oitenta e nove reais) em 2000. Já era considerado um montante elevado para a situação da economia estadual.
Em 2001, a dívida saltou para R$ 4.722.835.000, apresentando acréscimo de R$ 496,946 milhões em relação ao ano de 2000 e representava quase quatro vezes mais a arrecadação de ICMS no mesmo período, que foi de R$ 1.221,645.000. A situação descontrolou-se em 2002 com o crescimento dos compromissos financeiros do Estado em quase R$ 1 bilhão. Neste ano, a dívida atingiu R$ 5.687.005.000, superando mais de quatro arrecadações de ICMS do mesmo ano, que foi de R$ 1.341.762.000. Este valor representa aumento de R$ 964,170 milhões em apenas um ano. Este acréscimo foi reflexo das altas taxas de juros aplicadas sobre o financiamento da dívida.
Mato Grosso do Sul entrou em 2003 sob a ação dos juros altos. Mesmo pagando todos os meses os serviços da dívida, ocorreu aumento de R$ 536,621 milhões durante o ano. Com isto, a obrigação financeira do Estado com a União subiu para R$ 6.223.626.000. Um débito impagável para o Estado que, no mesmo período, arrecadava apenas R$ 1.683.460,00 de ICMS, sem contar com a injeção de outros tributos e repasses constitucionais. Mesmo assim, a dimensão da dívida deixou o Estado atolado numa profunda crise financeira.
No ano seguinte, o cenário econômico foi diferente, com a retração das taxas de juros, que elevou a dívida de R$ 6.223.626.000 de 2003 para R$ 6.280.153.000 em 2004. A diferença de um ano para outro mostra aumento de R$ 56,257 milhões, que representa diminuição de cerca de 90% em relação a 2003, quando a dívida incorporou R$ 536,621 milhões em consequência das taxas de juros.
Em 2005, a dívida estava estabilizada em decorrência da queda das taxas de juros e do dólar. Mesmo assim, elevadas para os padrões da capacidade de desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. A dívida, naquele ano, subiu R$ 37,773 milhões em comparação ao ano anterior, totalizando R$ 6.317.926.000, que representava pouco mais de duas vezes e meia a receita anual do Estado do mesmo período só de ICMS. Em 2005, o Estado arrecadou do seu principal tributo o total de R$ 2.426,674.000.
No último ano da administração de José Orcírio dos Santos (PT), a dívida continuava estabilizada, ocorrendo aumento de R$ 108,072 milhões. Com isto, o atual governador André Puccinelli (PMDB) recebeu o Estado com dívida de R$ 6.425.998.000.









