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sábado, 2 de maio de 2026

MS, PR, SC e RS firmam força-tarefa de combate à dengue

2007-10-18 23:29:00

Os Estados do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul) vão trabalhar juntos para o combate, controle e erradicação da dengue. Na reunião desta quinta-feira (18), foi definida a criação da força-tarefa, formada por representantes das Secretarias da Saúde do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, sob coordenação da Secretaria gaúcha. “Temos um problema seriíssimo e temos que enfrentá-lo em conjunto”, afirmou Yeda Crusius, governadora do Rio Grande do Sul.

Ela disse que pretende que a força-tarefa deve ser estabelecida em parceria com o Ministério da Saúde. Na próxima reunião do Codesul, relatório das atividades exercidas e planejadas será apresentado, conforme a moção assinada também pelos governadores Roberto Requião, André Puccinelli (MS) e Luiz Henrique da Silveira (SC).

ARMAS – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou, durante a reunião que não adianta a população esperar por uma vacina, que, segundo ele, não chegará em um curto espaço de tempo. “Precisamos lutar com as armas que temos”, enfatizou. Para Temporão, esses instrumentos são vigilância epidemiológica, atenção básica, atendimento de urgência e emergência, planejamento, monitoramento, avaliação e acompanhamento.

De outro lado, segundo o ministro, estão estratégias de comunicação que permitam “falar mais de perto” a cada pessoa sobre a importância da mobilização social. Temporão afirmou que o Ministério da Saúde produziu materiais levando em conta as especificidades locais, além de vídeos para a TV. “Há regiões em que o maior problema são as caixas de água, em outras, são os pneus”, exemplificou. São essas diferenças que estão norteando a campanha de informações do Ministério da Saúde. Diferentes jingles também foram produzidos, para atingir públicos diferentes, com ritmos como música sertaneja, samba e hip-hop.

Temporão também disse que a dengue é um problema de todos. “Não podemos jogar a culpa no vizinho”, afirmou. Para o ministro, há a necessidade de mudança no enfoque com relação ao agente de saúde que faz a visita domiciliar. “Percebe-se que a expectativa de visita do agente funciona como uma espécie de atenuador, diluidor de responsabilidade: ‘não preciso fazer nada, porque daqui a três meses vem aquele guarda para ver se está tudo certo’”, comentou. É nesta perspectiva que o Ministério da Saúde trabalha agora. O objetivo é esclarecer e ensinar que todos devem combater os focos do mosquito diariamente.

CULTURA – O ministro citou, como exemplo da necessidade da mudança de cultura, a reportagem de um jornal paranaense. “Li na mídia do Paraná uma matéria muito crítica em relação à questão da dengue e fiquei muito surpreso, porque o jornal cumpriu com sua função importante de criticar, apontar problemas e dificuldades, mas, surpreendentemente, não havia uma única menção de como fazer para combater a dengue”, relatou. O ministro também prometeu que o Ministério da Saúde manterá a mobilização contra a doença durante o todo ano.

Temporão classificou a dengue como epidemia, sobretudo com as mortes que estão ocorrendo em todo o Brasil. Neste ano, morreram 121 vítimas da doença em todo o país e sete, no Paraná. “Conviveremos com a dengue durante décadas, mas me dou por satisfeito quando nenhum brasileiro morrer devido a ela”, disse. Para isso, segundo Temporão, o Ministério da Saúde está distribuindo 300 mil CD-ROMs para médicos de todo o País, com informações sobre a doença. No Brasil, o número de casos notificados já passa 439 mil. No Paraná, foram 46.473, dos quais 24.838 foram confirmados.

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