2007-08-24 20:40:00
O cacique Izidio Fernandes, 54 anos, indígena de etnia guarani-caiuá, esteve na Promotoria de Justiça da Comarca de Naviraí, para dizer que no grupo do acampamento Tarumã, com mais de 40 famílias, estão passando fome e há crianças desnutridas, além de relatar a ausência de assistência de saúde, incluindo para duas mulheres grávidas.
O indígena disse para a promotora Letícia Rossana Pereira Ferreira, que há quatro meses não recebem nenhum tipo de alimento, no acampamento formado na margem da BR-163, há três anos. Foi feito um apelo através da Rádio Cultura AM, para que populares e comerciantes façam doações.
Segundo Izidio, o grupo indígena é desaldeado, remanescente de um grupo da aldeia Tei-Cuê, de Caarapó e que após desentendimentos internos, decidiram lutar pela posse de terras em Naviraí, reivindicando a demarcação de uma área de 6,8 mil hectares do espaço eu denominam como sendo Santiago-Cuê, que abrangeria as fazendas Araguaia, Ponta Grossa, Brilhante, Seita-Porã e Maringá.
O problema se agravou com a divulgação de que após ter sido feito os estudos antropológicos, mais dois acampamentos forma formados perto do assentamento Junca. Agora há mais 70 famílias acampadas, em dois lugares, o que eleva para 110 famílias o número de desaldeados, em Naviraí.
A nutricionista da Fundação Nacional de Saúde (FNS) disse que não tem cadastro de beneficiários do acampamento Tarumã, e que se recebiam cestas básicas, foi via pólo da Funasa,












