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domingo, 26 de abril de 2026

Em 7 meses, Estado abriu 13,6 mil postos de trabalho

2007-08-23 09:04:00

Em sete meses, Mato Grosso do Sul registrou a abertura de 13.621 postos de trabalho, o que representa uma variação positiva de 4,48% no número de empregos disponíveis para a população. Os dados sobre a evolução no mercado foram medidos em dez cidades do EStado, e apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, através do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), indicando um cenário presente em praticamente todo o País em julho – quando apenas três Estados (Pernambuco, Paraíba e Alagoas) apresentaram redução no “estoque” de empregos.

No mês anterior, foram gerados 1.498 novos postos de trabalho no Estado – diante de 15.399 admissões e 13.901 demissões – o que representa uma variação de 0,47%. De janeiro a julho, ocorreram em Mato Grosso do Sul 105.787 contratações com carteira assinada, contra 92.166 desligamentos de trabalhadores. O saldo também é positivo nos últimos 12 meses, mas em proporção menor: foram 164.096 admissões de julho de 2006 até o mês passado, enquanto 159.139 trabalhadores foram demitidos (saldo de 4.957 postos de trabalho, ou 1,57% positivo).

A agropecuária continua a ser o principal gerador de empregos do Estado: de janeiro a julho, foram 24.547 contratações, contra 17.285 demissões – representando um saldo de 7.262 novos postos de trabalho, e uma variação positiva de 14,61%. Porém, no mês passado, o saldo de admissões mostrou-se menor nesse setor, com 2.671 contratações e 2.452 demissões (219 empregos criados).

O setor de serviços aparece em segundo lugar na geração de postos de trabalho no Estado. Foram 28.594 contratações entre janeiro e julho, e 26.330 demissões no mesmo período. O saldo positivo de 2.264 empregos representa uma evolução de 2,12%. Em julho, as empresas de serviço contrataram 4.937 pessoas, demitindo outras 4.172 (saldo positivo de 765, ou 0,7%).

Em números absolutos, as indústrias de transformação aparecem em terceiro lugar na geração de novos empregos: nos últimos sete meses, foram 20.742 contratações e 16.997 demissões, um saldo positivo de 3.765 novos postos de trabalho. No mês anterior, registraram-se 2.382 contratações e 1.914 demissões. Porém, proporcionalmente, esse setor fica atrás da construção civil, onde foram abertas 1.248 vagas de trabalho neste ano (diante de 9.676 contratações e 8.428 demissões), uma evolução de 9,92%. No mês passado, a construção civil contratou 2.041 pessoas e demitiu outras 1.809 (saldo positivo de 232).

Estável – O setor comercial, responsável por um grande número de postos de trabalho, mantém uma tendência de estabilidade neste ano. Foram 21.117 admissões diante de 21.031 demissões, um saldo de apenas 86 empregos, superado inclusive pelo saldo do mês de julho, quando foram criados 626 postos de trabalho na área (diante de 3.242 contratações e 2.616 demissões).

Retração – O Caged aponta que dois setores registram, no ano, retração no total de vagas disponíveis. A mais significativa ocorre na administração pública, onde foram fechados 948 postos de trabalho: 582 pessoas foram contratadas, diante de 1.530 demissões (queda de 15,7%). Em julho, esse setor contratou 48 pessoas, demitindo outras 867 (queda de 13,7%, ou 819 vagas). Outra atividade com saldo negativo é voltada para a utilidade pública. No ano, são 253 contratações, contra 367 demissões (queda de 3,94%).

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