2013-05-21 17:35:00
Bruno Martins
Os policiais militares da 3ª CIPM de Amambai deram inicio na tarde dessa terça-feira, dia 21, a paralização estadual que reivindica melhorias salarias e nas condições de trabalho da categoria.
Os militares aderiram ao regime de aquartelamento, ou seja, não serão realizadas diligencias nas ruas ou qualquer atendimento de pequenas ocorrências. O jornal A Gazeta procurou os militares para saber quais as ações que serão realizadas.
Os policiais aquartelados relataram que “permaneceremos aquartelados até nossas reivindicações serem atendidas, nós temos trabalhado sem as mínimas condições, o governo estadual não cumpre nada do que prometeu em campanha e enquanto isso nós temos que se desdobrar para proporcionar segurança para a população”. Relataram os policiais.
A categoria reivindica um reajuste de 17% sobre o salário de um coronel, o governo em contrapartida ofereceu 7% desse valor. Além do reajuste salarial, os militares reivindicam melhorias nas condições de exercerem suas funções, os policias da 3ª companhia relatam estar desde o ano de 2006 sem receber fardamento do Estado, todo o efetivo que desempenha suas funções nas ruas, desdobram-se para atender todas as solicitações com menos de 10 litros de combustível por turno de 24 horas.
Ao todo, 89 militares são responsáveis pela vigilância de 4 municípios, Amambai, Coronel Sapucaia, Tacuru e Paranhos, sem todo o efetivo necessário, os policiais tem se desdobrado para manter a ordem e segurança dos moradores dessas cidades. A defasagem de efetivo chega a aproximadamente 40%, com isso, em algumas ocasiões, os militares se vem obrigados a encerrar um turno de serviço e se deslocar até outra cidade para atuar em eventos festivos.
Com o 3º pior salário do Brasil, os militares reclamam do não cumprimento do plano de carreira, cabos e soldados com vários anos de serviço, ainda aguardam para receber suas respectivas promoções.
Essa paralização seguirá por tempo indeterminado, só serão atendidos casos de extrema urgência e um reduzido efetivo de policiais continuará mantendo a segurança no EPAM (Estabelecimento Penal de Amambai).








