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sábado, 13 de junho de 2026

Exportações de soja devem crescer em junho

Brasil embarca 14,8 milhões de toneladas de soja

As exportações brasileiras de soja mantiveram ritmo elevado em maio, com embarques de 14,8 milhões de toneladas e a China permanecendo como principal destino do grão. A informação consta na análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) referente ao período de 5 a 11 de junho, divulgada na quinta-feira (11).

Segundo a entidade, o mercado internacional acompanha os desdobramentos das negociações comerciais entre China e Estados Unidos realizadas em meados de maio. A expectativa é de que os chineses ampliem as compras de soja norte-americana nos próximos meses. No entanto, até o momento, esse movimento ainda não se concretizou em grandes volumes.

No mercado brasileiro, a queda das cotações em Chicago foi parcialmente compensada pela valorização do dólar frente ao real. Durante a semana analisada, a moeda norte-americana alcançou R$ 5,17, favorecendo uma recuperação dos preços internos da oleaginosa. Com isso, as principais praças do Rio Grande do Sul voltaram a registrar valores próximos de R$ 115,00 por saca. Nas demais regiões produtoras do país, os preços oscilaram entre R$ 101,00 e R$ 115,00 por saca.

Para junho, a expectativa é de que o Brasil embarque 14,4 milhões de toneladas de soja, volume superior às 13,8 milhões de toneladas exportadas no mesmo período do ano passado. De acordo com a Ceema, a projeção é de que o país alcance 72,9 milhões de toneladas exportadas no primeiro semestre de 2026.

No segmento de derivados, a previsão é de que os embarques de farelo de soja somem 2,3 milhões de toneladas em junho, conforme estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Enquanto o mercado acompanha o desempenho das exportações, medidas fitossanitárias também avançam nas regiões produtoras. Conforme informou o Sistema Famato, o vazio sanitário da soja teve início em 8 de junho em Mato Grosso e seguirá até 7 de setembro. Durante esse período, é proibida a presença de plantas vivas de soja em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e outros locais onde possa ocorrer germinação espontânea, como forma de auxiliar no controle de doenças da cultura.

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