2012-05-06 13:22:00
“Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”
“Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.” (Rm 7.24,25).
Dentro de cada cristão há duas naturezas que guerreiam sem parar: a carnal e a espiritual. A natureza carnal quer satisfazer o ser humano exterior, que se inclina para a terra, para si próprio e para as coisas materiais. A natureza espiritual é aquela que se volta para Deus, vivendo e andando no Espírito.
O cristão carnal vive dando espaço para o seu “eu”. Ele tem dúvidas a respeito da fé e constantemente entristece o Espírito Santo que habita nele.
É acomodado, não persevera na busca a Deus, nos sacrifícios espirituais que constituem em constante dedicação em estudos bíblicos, orações, jejuns e louvores a Deus em comunhão com os irmãos na congregação, realizar os trabalhos na obra, atribuídos pelo seu líder, ungido de Deus, ter obediência e fidelidade com Deus e a sua igreja.
O cristão espiritual vive na atmosfera celestial de graça e poder. Ele dá espaço para que o Espírito trabalhe livremente no seu coração. Tem bom ânimo, mesmo nas tribulações, sabendo que “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” (Rm 8.28).
Como as duas naturezas guerreiam sem parar, os cristãos passam por momentos de derrota e de vitória. O apóstolo Paulo escreveu em Rm 7 uma experiência pessoal em que se sentiu derrotado e a natureza carnal prevaleceu. O Espírito estava nele: “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus” (Rm 7.22), mas também era “carnal, vendido à escravidão do pecado” (Rm 7.14).
Se o cristão não der espaço ao Espírito Santo, viverá em constantes derrotas e humilhações. O orgulho, a soberba, tomam conta do seu coração; tem sempre razão em tudo; todos estão errados, só ele é que está certo. Se especializa em acusar, julgar, reclamar e quer que as coisas aconteçam conforme os seus pensamentos e não conforme os pensamentos de Deus.
O apóstolo chegou ao desespero de dizer: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24). Mas devemos dar graças a Jesus, que nos oferece o perdão e uma nova chance. Perdoados e em oração constante podemos dar espaço ao Espírito e nos tornarmos cristãos espirituais, praticantes do amor e da justiça de Deus. Amém!
Eloir Vieira









