2009-09-29 14:50:00
O cenário hoje é de otimismo após um ano do início da crise mundial, que abalou a economia de muitos países. O consumidor já demonstra que está mais disposto a gastar neste final de ano e os lojistas estão se programando.
O comércio pretende faturar bem mais do que no Natal do ano passado, em Mato Grosso do Sul. A diferença está nas ruas, nas lojas e na cabeça do consumidor.
“A gente tinha medo de gastar e pensava mil vezes antes de fazer uma compra ou parcelar em várias vezes. A gente ficava muito preocupado. Hoje a gente já está mais tranquilo”, disse Neila Nascimento Lima, auxiliar administrativa.
A confiança pode ser medida em números. O índice de expectativa do consumidor no país cresceu 4,7% no terceiro trimestre deste ano. Este indicador serve para medir a intenção de compra do brasileiro. Rosa Maria é especialista em Educação e começou a semana comprando. Ela está mais confiante na economia e diz que vai gastar mais neste final de ano.
“Ano passado eu não viajei e esse ano eu já estou programando uma viagem”, conta Rosa.
O entusiasmo de quem compra reflete no planejamento e nos investimentos de quem vende.
“Nós aumentamos o nosso estoque em torno de 30% e o crescimento do quadro de funcionários ficou em torno de 40%”, disse a vendedora de roupas, Dielle Alexandre.
A Federação do Comércio em Mato Grosso do Sul (Fecomércio) fez um levantamento entre os empresários do setor. O objetivo da pesquisa é saber a expectativa em relação as vendas de final de ano. O resultado mostra confiança, pois 75% dos entrevistados disseram que estão otimistas.
“Os setores do agronegócio e da indústria estão crescendo demasiadamente no nosso Estado e gera um desenvolvimento. Isso causa uma melhoria muito grande no nosso comércio, não só em Campo Grande, como em todo o interior”, garante o vice-presidente da Fecomércio, Edison Araújo. Os lojistas já fazem os cálculos com base nesses fundamentos de mercado.
“Os empresários já estão preparados para dezembro e já fizeram as suas compras. A expectativa de crescimento é de 12% a 15%, com relação a dezembro do ano passado”, afirma o presidente do Centro de Dirigentes Lojistas de Campo Grande, Ricardo Kuninari.
Mais faturamento gera mais empregos. A previsão da Fecomércio é gerar pelo menos 3 mil postos de trabalho temporários em todo Estado. O número é 8% maior que o ano passado. Uma loja de bolsas e acessórios já começou a selecionar os candidatos.
“Estamos pensando em contratar em torno de 15 pessoas para treinar em outubro e novembro. Em dezembro já está todo mundo afinado para o atendimento ao cliente”, disse a auxiliar de gerência da loja, Nueli Silva.









