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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Produção de azeite cresce quase 500% no Brasil

País alcança maior safra de azeite da história

A produção brasileira de azeite de oliva alcançou 1,434 milhão de litros em 2026, o maior volume já registrado no país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (14), em Porto Alegre (RS).

O resultado representa crescimento de 496,75% em relação aos 240,3 mil litros produzidos em 2025, ano marcado por condições climáticas adversas. O volume também ficou 123,98% acima do recorde anterior, de 640.228 litros, registrado em 2023.

O Rio Grande do Sul concentrou a maior parte da produção nacional, com 1,17 milhão de litros de azeite. O volume representa alta de 514,82% sobre os 190,3 mil litros registrados em 2025 e supera em 101,64% o recorde estadual de 580.228 litros, alcançado em 2023. De acordo com o Instituto Brasileiro de Olivicultura, o estado conta atualmente com 31 lagares, responsáveis pelo processamento das azeitonas e extração do azeite, além de cerca de 390 produtores.

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A região da Mantiqueira aparece na segunda posição, com produção de 250 mil litros em 2026. Santa Catarina registrou 10 mil litros, seguida pelo Paraná, com 2,5 mil litros, e pelo Espírito Santo, com 1,5 mil litros.

A vice-presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura, Solange Neves, afirmou que a safra superou todas as marcas anteriores da olivicultura nacional. “Tivemos uma safra muito boa em 2023, com 580 mil litros no Rio Grande do Sul. Agora, o estado supera esse recorde em 101,64%, enquanto o Brasil fica 123,98% acima da melhor marca anterior”, afirmou.

Segundo Solange, o crescimento da produção também reflete a experiência adquirida pelos produtores, a evolução das técnicas de manejo e o trabalho conjunto da cadeia produtiva. “Essa é uma conquista conjunta, construída com a organização dos produtores e a parceria entre instituições públicas e iniciativa privada. Temos avançado no manejo, compreendido melhor os efeitos das condições climáticas e trabalhado para produzir azeites de qualidade”, acrescentou.

A vice-presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura destacou ainda que o avanço da olivicultura gera impactos que vão além das propriedades rurais, especialmente nas regiões que concentram pomares, lagares e empreendimentos ligados ao turismo. “O Rio Grande do Sul concentra a maior área plantada e uma produção expressiva. Quando uma região se torna exemplo de produção, ela agrega valor para toda a comunidade, movimenta o município e cria oportunidades ligadas ao turismo. Precisamos conhecer mais as regiões produtoras do próprio estado e também de outras partes do Brasil, como a Mantiqueira”, observou.

O secretário da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Marcio Madalena, atribuiu o resultado ao processo de consolidação da olivicultura gaúcha iniciado há pouco mais de duas décadas. “Trabalhávamos com uma projeção abaixo de 1 milhão de litros e não havia, até então, a expectativa de superar essa marca neste ano. Estamos falando de uma cultura que começou a ser trabalhada por volta de 2005 no Rio Grande do Sul e que, em pouco mais de 20 anos, consolidou o estado na produção brasileira”, afirmou.

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