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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Procuradoria pode pedir prisões de indiciados pela PF

2009-07-31 21:03:00

O inquérito das operações Owari e Brothers, concluído ontem e já entregue ao Ministério Público Estadual, em Dourados, acumulou 30 volumes, uma pilha de ao menos 9 mil páginas e provocou o indiciamento de 73 pessoas.

Cabe agora ao MPE oferecer ou não denúncias contra os envolvidos na quadrilha acusada de, entre outros crimes, fraudar licitações públicas.

Na Owari, “ponto final” em japonês, 41 pessoas foram presas, entre os quais políticos, empresários, servidores públicos e profissionais liberais.

O MPE informou que, dependendo da gravidade das denúncias, pode solicitar de novo a prisão dos implicados, libertados uma semana após a operação, desencadeada no dia 7 deste mês.

O inquérito da PF já se encontra na Central de Inquérito Policial e os empresários, políticos e servidores envolvidos no esquema são mantidos na mira do MPE, que tem até o fim da semana que vem para se pronunciar.

“Se for preciso, novas prisões serão solicitadas. Para que isso ocorra, não se analisa o crime e, sim, os requisitos como risco de tentativa de fuga e dilapidação de patrimônio”, informou ao Midiamax um promotor que pediu para não publicar seu nome na reportagem.

No caso dos prefeitos das cidades investigadas, caberá à Procuradoria Geral de Justiça denunciar os supostos envolvidos, ou não, e até decidir se pede prisão deles.

Os processos serão divididos nas esferas estadual e federal. Crimes como fraudes em certames federais como da Funai (Fundação Nacional do Índio), Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e universidades federais e ainda, lavagem de dinheiro, ficarão a cargo da Justiça Federal.

Já o esquema que envolve formação de quadrilha, as licitações das prefeituras de Dourados e Ponta Porã, por exemplo, será investigado pela Justiça estadual.

De acordo com as investigações da PF, o empresário Sizuo Uemura, de Dourados, seria o chefe da quadrilha. Ele é um dos empresários mais ricos de Dourados, dono de funerárias, hospital, factoring, empresa de cobrança e concessionária de veículos.

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