2009-07-21 18:37:00
Vilson Nascimento
Uma reunião prevista para acontecer a partir das 19h desta quarta-feira (22) no salão de eventos da Maçonaria, em Iguatemi, vai discutir a questão indígena na região de fronteira com o Paraguai e no Estado,
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Iguatemi, Márcio Margatto, a reunião, que faz parte de uma séria de ações da mesma natureza realizada pelos sindicatos rurais em parceria com a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) em vários municípios do Estado, terá como tema principal as ameaças de demarcações de terras proporcionadas pelos estudos antropológicos pleiteados pela Funai (Fundação Nacional do Índio) que resultaria na tomada, para transformar em aldeias indígenas, de pelo menos um terço de todas as terras produtivas do Estado, atingindo um total de 26 municípios.
Entre os municípios atingidos pelas ameaças de demarcações estão, Dourados, Douradina, Amambai, Aral Moreira, Caarapó, Laguna Carapã, Ponta Porã, Jutí, Iguatemi, Coronel Sapucaia, Antônio João, Fátima do Sul, Vicentina, Naviraí, Tacuru, Rio Brilhante, Maracaju, Mundo Novo, Sete Quedas, Paranhos, Japorã, Bela Vista, Caracol, Porto Murtinho, Bonito e Jardim.
“São terras legalmente documentadas pelo Governo Federal a séculos onde os proprietários compraram, pagaram, se instalaram e fazem produzir riquezas para o Estado e para o País”, disse o presidente ao ressaltar que todas as terras cumprem suas funções sociais e são fiscalizadas com rigor pelo Governo.
“São empecilhos ambientais, impostos e várias exigências estipuladas pelo Governo que o produtor tem que cumprir para não sofrer sanções. Se não tiver cem por cento legal não pode se quer comercializar a sua produção. Com todas essas exigências acha que alguma dessas terras apresentassem problemas já não havia sido descobertas?”, ressalta Márcio Margatto.
“Nós, sindicatos rurais, a Famasul e o Governo do Estado, estamos buscando todos os caminhos possíveis e legais para solucionar o problema de forma pacífica. Caso isso não prospere a classe vai agir. Não vamos deixar ninguém entrar em nossas propriedades e tomar o que adquirimos com a força de nosso trabalho”, finalizou Márcio Margatto durante uma entrevista concedida recentemente ao jornal A Gazeta e ao site A Gazetanews, de Amambai.
Estão sendo aguardados para participar da reunião na noite desta quarta-feira em Iguatemi, além de produtores rurais, membros sindicais e autoridades de Iguatemi e região.










