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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Frota da PM aumenta e combustível não em MS

2009-06-28 18:04:00

O novo lote de veículos entregues este ano para todos os batalhões da PM (Polícia Militar) de Mato Grosso do Sul contou com 163 viaturas, custou R$ 18,9 milhões, segundo o governo estadual, e representou um incremento de 43% na frota. Porém, a cota de combustível não acompanhou esse crescimento, segundo informações de PMs que trabalham nos batalhões distribuídos na Capital.

“Quando tem viatura não tem gasolina, quando tem gasolina, não tem viatura”, reclama um dos policiais que trabalha no 1º Batalhão da PM, responsável pelo patrulhamento da área central, onde residem ao menos 300 mil pessoas.

Há três semanas, as viaturas da PM são vistas paradas em esquinas da área central e dos bairros de Campo Grande, em locais na periferia antes nunca vistos.

O giroflex luminoso é sinal de que os PMs estão em alerta. Mas, segundo os profissionais que atuam no trabalho de policiamento ostensivo, se houver necessidade de fazer um atendimento, falta combustível.

Realidade- Em regiões consideradas violentas, como a do Los Angeles, na saída para São Paulo, moradores reclamam da falta do patrulhamento ofensivo. Lá, eles consideram urgente tanto a viatura estacionada em alerta, como também a presença dos policiais em rondas principalmente durante noites e madrugadas.

Mas, acontece que ali as viaturas são vistas paradas a pelo menos dois quilômetros do complexo que envolve a região do Los Angeles. "As viaturas ficam paradas na Avenida Gury Marques, perto da entrada do Conjunto Moreninhas, muito longe", diz um morador.

Características- “Não adianta aumentar a frota se a gente tem limitação”, frisa outro PM, cujo nome foi preservado a pedido da fonte.

No 1º Batalhão da PM, por exemplo, a cada 24 horas, a cota para atender todas as 15 viaturas é de 360 litros, o equivalente a R$ 1.004,00. “A nossa cota diária é de 15 litros por viatura quando o ideal é 35 litros, ou seja, uma tanqueada a cada 24 horas”.

Uma viatura Blazer roda 5 quilômetros com 1 litro e durante o dia inteiro necessitaria de 60 litros, segundo o PM. “Colocam 30 litros. Estão com uma nova modalidade de policiamento e todos os dias a gente chega para trabalhar e encontra os veículos Blazer todos na reserva”, reclama.

No 9ª Batalhão, que cobre toda a região da saída para Cuiabá, e também no 10º, do Tiradentes, o problema é registrado, mas policiais dizem que a situação é de adaptação com a chegada das novas viaturas.

Adaptação- Durante a incineração de queima de drogas no frigorífico Bertin, na manhã de sexta-feira (25), o secretário de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, negou que haja racionamento. Segundo ele, a chegada das novas viaturas exigiu rigor e controle do combustível para que não haja abusos e ainda, diz que em momento de adaptação o aumento de gasolina ou álcool será gradativo aos batalhões que fazem o trabalho de prevenção.

“O batalhão que precisar mais, se houver ali naquela determinada área necessidade de fazer o patrulhamento é feito o pedido para nossa reserva técnica e o combustível é liberado. Não tem que ficar andando por ai sem objetivo”, diz.

O policiamento a pé e as viaturas paradas nas esquinas do centro e bairros da Capital fazem parte da estratégia de segurança pública e não de racionar serviço essencial. Aonde tiver circulação maior de pessoas, como na área central, a ordem é manter a viatura ali em alerta, mas parada.

“A viatura parada é para apoiar o trabalho dos policiais que estão a pé. Não é para ficar andando pela cidade de viatura. Tem que haver um planejamento e a necessidade”, finaliza Jacini.

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