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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Milho já registra perdas de até 30%

2009-04-22 15:21:00

A 2ª safra do milho já vem registrando perdas de até 30% em algumas lavouras de Dourados por causa da estiagem, segundo técnicos e produtores da área.

A falta de chuva, que completa hoje 22 dias, está sendo crucial para as lavouras de milho que estão em fase de floração e formação de grãos.

De acordo com a Embrapa Agropecuária Oeste, a última chuva acorreu no dia 31 de março. O maior período consecutivo sem chuvas registrado em abril era de 16 dias e havia ocorrido em três ocasiões: 1980, 2002 e 2005. Isso significa um recorde dos últimos 30 anos.

A falta de chuva e os médios a altos índices de evapotranspiração durante este período mantêm, atualmente, a umidade dos solos em níveis inferiores a 50% da disponibilidade de água, informou o pesquisador Carlos Ricardo Fietz.

O presidente da Aeagran (Associação dos Engenheiros Agronômos da Região da Grande Dourados), Bruno Andrade Tomasini, acredita que as perdas já atinjam entre 25% a 30% das lavouras de milho da região plantadas no início de fevereiro e que hoje encontram-se em fase de formação de grãos. “Este período é o mais crítico, quando a planta depende da umidade do solo para se desenvolver”, disse.

Dos 100 mil hectares de milho cultivados em Dourados, 60 mil, plantados até 10 de março, estão neste período crítico. No entanto, Tomasini não vislumbra otimismo para o restante – 40 mil hectares plantados recentemente –, já que a previsão que existe, é de pouca chuva, isso sem contar com as possíveis geadas, que ainda estão por vir.

“Isso sem dúvida é péssimo para maioria dos produtores que já vem de uma safra frustrada de soja”, lembra o engenheiro agrônomo.

O produtor rural, Issao Iguma, que plantou 150 hectares de milho no início de fevereiro, disse que se não chover daqui a dez dias, as perdas serão inevitáveis.

“O milhão está em fase de formação de grãos e este período é o mais crítico, se não chover, com certeza vou ter perdas”, revelou.

Segundo ele, a situação é parecida em outras lavouras de toda região, principalmente entre
Dourados a Caarapó, Vila Vargas, entre outras.

Ele lembra que muitos produtores estão em situação difícil, já que com a perda na lavoura de soja, tiveram que fazer outro financiamento para plantar o milho a fim cobrir o prejuízo da soja.
Em média, a perspectiva era de que as perdas na safra de soja seriam de 40%, no entanto, houve produtores que isoladamente registraram perdas de 100% na lavoura.

“Caso percam o milho também, esses produtores vão ficar com duas dívidas no banco de lavouras frustradas”, comenta.

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