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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Carlinhos quer poços com bombas manuais em aldeia

2009-03-20 08:09:00

Vilson Nascimento

Preocupado em evitar que cenas como as registradas no final do ano passado, quando dezenas de famílias, tiveram que consumir água de poças formadas pela chuva e bebedouros de gado por falta de água na reserva indígena, voltem a se repetir, o vereador Carlos Roberto Batista do Nascimento, o “Carlinhos” (PPS) encaminhou expediente à Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e ao prefeito Dirceu Lanzarini (PR) pedindo a implantação de poços semi-artesiano com bombas d’água manual na Aldeia Limão Verde em Amambai.

Segundo o vereador devido à fragilidade do sistema de captação que conta com apenas um poço artesiano para abastecer uma comunidade com mais de 1.200 moradores, o risco de desabastecimento é muito grande, já que qualquer problema na bomba fatalmente vai gerar falda de água para as pessoas.

“Poços semi-artesianos com bombas manuais são baratos e vão resolver de vez o problema de falta de água para a sofrida comunidade da Limão Verde”, disse o vereador ao ressaltar que para garantir um bom abastecimento, em caso de falha da bomba elétrica, seria necessária a implantação de pelo menos três poços semi-artesianos com bombas manuais, um em cada extremidade, nos setores norte e sul da reserva indígena e outro na região da escola.

“Por falta de água na aldeia no ano passado crianças chegaram a deixar de frequentar as aulas. Situações como essas queremos evitar que se repita daqui por diante com medidas preventivas e as instalações dessas bombas é uma dessas medidas”, disse Carlinhos que é um dos principais defensores dos interesses da comunidade indígena dentro do legislativo municipal em Amambai.

O problema do desabastecimento

No segundo semestre de 2008 os moradores da Aldeia Limão Verde, situada a cerca de três quilômetros da cidade em Amambai, chegaram a ficar cerca de 40 dias sem água por conta da queima de bombas do único poço artesiano que abastece a reserva indígena.

Segundo a Funasa, órgão federal responsável pela distribuição de água nas aldeias da região, em menos de três meses pelo menos cinco bombas elétricas do poço foram queimadas e tiveram que serem substituídas, motivos pelo qual gerou o desabastecimento.

Em janeiro desse ano (2009) ao assumir a Prefeitura em Amambai, o atual prefeito, Dirceu Lanzarini (PR) designou uma equipe técnica para levantar o problema e ficou constatado, segundo os técnicos, que a oscilação de energia, que vinha do mesmo transformador que distribuía energia elétrica para a escola da reserva indígena, seria a causa principal da frequente queima das bombas.

Diante dessa situação o prefeito determinou a retirada da rede da escola, deixando o transformador exclusivamente para o poço, fator que parece ter eliminado o problema, já que desde a mudança da rede não teria ocorrido mais queima de bomba, porém por ser o único poço que abasteça a aldeia, uma nova pane fatalmente vai voltar a causar falta de água para a população local, situação que poderá ser prevenida com a implantação dos poços semi-artesianos e a colocação de bombas manuais.

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