2009-01-21 02:18:00
Carlos Monfort
A pavimentação da rodovia ligando exatamente a estrada iniciada no posto fiscal do Maemi até a cidade fronteiriça de Coronel Sapucaia, obra prevista para ter início ainda este ano, é aguardada com grande expectativa pela população de Aral Moreira, um dos municípios mais beneficiados com a obra. O asfalto mudará completamente a localização geográfica econômica da cidade como lembra o prefeito Edson David (PTB). “Deixaremos de ser fim da linha para sermos inseridos na rota econômica do Estado”, diz o entusiasmado recém-empossado prefeito.
Em entrevista ao JORNAL REGIONAL nesta semana, Edson David lembrou que já manteve contatos com o secretário de Infra-Estrutura do Estado, Edson Girotto de quem recebeu a notícia do empenho de R$ 29 milhões para o início das obras. “Esse asfaltamento será divisor de águas para nossa economia local”, diz ele.
A pavimentação da rodovia Sul Fronteira vai fortalecer a base econômica dos municípios do sul de Mato Grosso do Sul e do Paraguai, na medida em que serão incentivados o plantio de florestas e os projetos de agroenergia e transformação de alimentos. Ao todo, a obra prevê recursos para concluir os 337 quilômetros, ligando Mundo Novo, Sete Quedas, Coronel Sapucaia passando por Aral Moreira ate o Posto Maemi.
As obras da pavimentação da rodovia Sul-Fronteira-Integração, que ligará toda a área divisória entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai, deve começar ainda este ano. A afirmação já foi feita pelo próprio governador André Puccinelli, feita após a abertura da 48º Reunião Ordinária do Condel/FCO.
De acordo com a Seop (Secretaria de Estado de Obras Públicas e Transportes) primeiramente, será pavimentado o trecho de 80 quilômetros entre Sanga Puitã (distrito de Ponta Porã) a Coronel Sapucaia, passando pelo município de Aral Moreira onde os investimentos chegam a R$ 79 milhões entre recursos da União e do governo estadual.
A região de fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai está contemplada no Plano Plurianual 2008/2011 estabelecido pelo governo do Estado. O Projeto de Integração Fronteiriça direciona o desenvolvimento da região de divisa internacional seca com o país vizinho, proporcionando infra-estrutura para a segurança, vigilância sanitária e fiscal, e alternativas para a diversificação da matriz econômica regional. Essa expansão está prevista por meio da constituição de um Maciço Verde, com 15 quilômetros de largura.
REFLEXOS – O prefeito de Aral Moreira, Edson David afirmou que sem sombra de dúvidas o município será o maior beneficiado, pois o asfalto passará justamente em uma situação geográfica hoje desfavorável. “A rodovia sul-fronteira estabelecerá uma ligação entre a capital e a divisa com o Estado do Paraná, passando pela região de fronteira. Uma rota alternativa beneficiada com o asfalto passando pelo distrito de Vista Alegre. Nasce aí uma nova opção de escoamento de grãos e, sobretudo, de produtos no eixo MS com a região Sul do país”, lembra Edson David.
Economia regional foi afetada pela aftosa recentemente – A área fronteiriça teve a economia agropecuária fortemente afetada há pouco mais de dois anos, com o registro de focos de febre aftosa. O objetivo do governo é reverter esse declínio e ampliar as oportunidades. Na primeira etapa, o Projeto de Integração Fronteiriça prevê a implantação e pavimentação das rodovias MS-299 e MS-165, desde Sete Quedas até Sanga Puitã (Ponta Porã), numa extensão de 227 quilômetros. O investimento chega a R$ 175 milhões;
A segunda etapa do Projeto de Integração trata da implantação e pavimentação da rodovia MS-299 entre Sete Quedas/MS e a divisa MS/PR numa extensão de 110 quilômetros. Isso representa a complementação da infra-estrutura rodoviária na fronteira com o Paraguai, propiciando acesso à hidrovia Paraná/Tietê. Colocar em prática essa iniciativa exigirá investimento de cerca de R$ 85 milhões.
Também nesta etapa, é estimada a formação do Maciço Florestal entre Ponta Porã/MS e Bela Vista/MS e entre Sete Quedas/MS e a Divisa MS/PR. O resultado é a disponibilidade de mais de 220 mil hectares de área verde (recomposição de floresta nativa, exploração de biomassa e formação de floresta energética).













