2008-12-23 11:44:00
Com a extinção de 1.689 postos de trabalho com carteira assinada, novembro foi o pior mês para os trabalhadores de Mato Grosso do Sul, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgado hoje (22) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Além de recorde para 2008, o déficit é o terceiro maior para o mês de novembro em toda série histórica do Caged, iniciada em 1999.
O movimento do mercado de trabalho tem oscilado durante o ano, com recuo expressivo no início do segundo semestre e o declínio acentuado no mês passado. Em janeiro, foram criados 4.086 empregos; em fevereiro, 4.030; em março, 4.910; em abril, 2.592; em maio, 3.326; em junho, 3.509.
A seqüência de saldos positivos foi interrompida em julho, quando houve déficit de 948 vagas de trabalho. Nos meses posteriores, as contratações voltaram a superar as demissões: agosto registrou saldo de 1.562 empregos; setembro, de 2.186; e outubro, de 1.405. Em novembro, no entanto, ocorre nova – e mais profunda – interrupção na trajetória de contratações. Foram contratados 17.999 trabalhadores e demitidos 19.679.
No mês passado, as demissões superaram as contratações em quase todos os setores. Apenas o comércio encerrou novembro com saldo positivo, em razão das admissões de temporários para atender a demanda de fim de ano. A atividade contratou 4.465 pessoas e demitiu outras 3.954, resultando no saldo de 511 empregos.
A agropecuária e a construção civil foram os setores que mais colaboraram para o déficit de novembro. No caso da agricultura, o esfriamento nas contratações é sazonal e se relaciona ao período de entressafra.
Os empregadores do campo contrataram 3.240 trabalhadores, mas mandaram embora outros 4.116, gerando déficit de 876 empregos. A construção civil demitiu 2.857 pessoas e contratou 2.261. O saldo é de -596 vagas.
Durante este ano, foram gerados 24.969 empregos
País
A performance do mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul segue a do país.











