2008-11-24 09:37:00
Suzana Machado
A Secretaria do Meio Ambiente, através de ações simples, mas de impacto forte, conseguiu alterar positivamente determinados fatores referentes à área.
Uma dessas mudanças se deu através da APA (Área de Proteção Ambiental) do Rio Amambai, que por meio de um levantamento minucioso, está sendo montado um Plano de Manejo sobre o rio. “Junto com o Plano de Manejo da APA do Rio Amambai estamos fazendo o do Rio Iguatemi. A APA é criada através de um decreto e nós temos um prazo de cinco anos para realizar esse plano de manejo. Fizemos um estudo complexo dos ecossistemas desses dois rios para a elaboração do plano”, acrescenta José Luis Karasek, secretário municipal de Meio Ambiente.
No dia 19 de dezembro será realizada uma audiência pública, na Câmara Municipal, para discussão do plano. “Fizemos um trabalho junto com todos os segmentos ligados a esse ecossistema – produtores rurais, população ribeirinha, enfim, todos os interessados -, e agora, em dezembro, será feita a última reunião para tratar do assunto.”
Outra conquista importante para o município foi a inclusão de Amambai no PDGA (Plano de Descentralização de Gestão Ambiental). “Isso significa que Amambai tem autorização para efetuar Licenciamento Ambiental. Desde 2006, são mais de 200 tipos de atividades para as quais podemos emitir o licenciamento.”
De acordo com Karasek, as vantagens são muitas. “Geração de emprego e renda; a inclusão no PDGA resultou na abertura de cerca de 10 empresas de consultoria, além de diminuir os gastos para quem faz a solicitação. O resultado também é muito mais rápido; enquanto que
Através da ECOBAI, a Secretaria também teve a oportunidade de fomentar a educação ambiental, com a participação maciça das escolas e da população em geral. “A ECOBAI proporcionou melhorias, como o reservatório da Escola Guarani, que é abastecido com a água da chuva, utilizada para irrigação e limpeza do local.”
A parceria com a Agepen também gerou a oportunidade para que os presos em regime semi-aberto pudessem prestar serviços comunitários, possibilitando a inserção social dos mesmos.
A criação de um ponto de coleta para o lixo hospitalar também facilitou o trabalho dos garis, diminuindo o perigo com relação ao manuseio de tais materiais. “Somos os únicos no Estado que desenvolvemos este tipo de ação.”
O mapeamento de todas as nascentes e córregos possibilitou a recuperação de alguns lugares e a continuação da preservação. “Esse trabalho auxiliou na seleção das famílias ribeirinhas, que antes viviam em situação de risco e que, através dessa ação, foram inscritas no plano de conjuntos habitacionais do município e conseguiram uma casa.”
A atenção para arborização urbana e para o paisagismo dos meios-fios e a construção de calçadas ecológicas, também foram ações praticadas pela Secretaria de Meio Ambiente. “Atualmente, para plantio ou poda, a pessoa tem que ter autorização da Secretaria. O cidadão tem que saber qual espécie pode ser plantada e qual local é apropriado.”
O viveiro de mudas também atende essa parte de arborização urbana. “Cedemos mudas aos proprietários rurais também. São milhares de espécies de árvores.”
Com relação às queimadas, a fiscalização e notificação mais intensas contribuíram para diminuição de 90% das ocorrências. “Fizemos um trabalho de conscientização junto à população, e em parceria com o Corpo de Bombeiros também.”
Para o secretário, uma das construções de mais destaque nesses anos foi do Parque da Cidade. “Acredito que foi uma obra que veio a atender a vários setores, como o próprio meio ambiente, com revitalização da área e também trouxe mais segurança para o local, lazer e saúde para as pessoas que freqüentam o parque todos os dias. Conseguimos colocar em prática muitas ações que antes eram apenas idéias.”
Erosões – A Secretaria também trabalhou e investiu na contenção de erosões em diversos locais da cidade, mas a que ainda levanta muitas discussões e recebe ações que trarão maiores resultados a longo prazo se trata da Vila Indiana. “Esse é um problema que vem já há três décadas, resultante de uma urbanização que se deu de forma inadequada na região. Adicionado a isso, as características naturais do local, que, por ser uma baixada, ajuda a água descer com muito mais força. A canalização feita para essa água escorrer e as ações dos moradores para defender suas casas, o que é natural, também ajudam para agravar o problema.”
De acordo com Karazek, o processo de contenção dessa erosão vem sendo feito há algum tempo. “Estamos investindo; os moradores têm que ter consciência de que um problema de 30 anos não será resolvido da noite para o dia, mas começamos e os resultados estão vindo. Antes, os moradores corriam risco de desmoronamento; hoje eles já podem morar em segurança, sem se preocupar com esse fator.”











