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domingo, 14 de junho de 2026

Pai de Eloá serrou corpo de ex-mulher ao meio, diz PC

2008-10-31 00:19:00


Em depoimento à Polícia Civil de Alagoas, duas irmãs de Marta Lúcia Alves Vieira, ex-mulher do ex-cabo da PM de Alagoas Everaldo Pereira dos Santos pai da garota Eloá Pimentel, 15, informaram que ele serrou ao meio o corpo da ex-mulher. Marta Lúcia morreu em 1993. Everaldo é o suspeito, segundo a Polícia Civil de Alagoas.

Eloá foi morta após ser baleada pelo ex-namorado, Lindemberg Fernandes Alves, após ser mantida em cárcere privado por mais de cem horas no apartamento onde morava, em Santo André (Grande São Paulo). Lindemberg foi preso e na terça-feira (28). O promotor Antonio Nobre Folgado apresentou à Justiça a denúncia (acusação formal) contra o pai de Eloá.

O ex-cabo é acusado de ter feito parte da chamada "Gangue Fardada" –espécie de esquadrão da morte de Alagoas– e de participar, entre outros crimes, do assassinato do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador do Estado Ronaldo Lessa.

Ele nega que tenha participado da morte de Ricardo Lessa e sua defesa informou que ele permanecerá foragido até que processos sejam estudados. Até por volta das 15h desta quinta-feira Everaldo permanecia foragido.

Crueldade – A delegada Luci Mônica Rabelo, diretora de estatística, informática e armas da Polícia Civil de Alagoas, colheu o depoimento das irmãs de Marta Lúcia, em Pilar (AL). Rita de Cássia e Claudilene Vieira, irmãs de Marta Lúcia, já haviam anunciado a disposição em colaborar no inquérito sobre a morte da irmã.

Luci afirma que a morte de Marta Lúcia foi cruel. Everaldo é o único suspeito, segundo a delegada, pois foi o último a ser visto com Marta Lúcia.

Durante o depoimento, as irmãs da ex-mulher do cabo da PM disseram que o corpo de Marta Lúcia foi encontrado partido ao meio num corte horizontal, como se dividido em dois. A cabeça foi carbonizada e o pescoço tinha sinais de enforcamento.

"Eu me assustei com o que ouvi. É uma monstruosidade sem fim", afirmou a delegada. As ex-cunhadas de Everaldo disseram que o IML (Instituto Médico Legal) constatou as agressões e o corpo de Marta Lúcia foi encontrado em Pilar (AL).

Luci afirmou que devido à gravidade do teor dos depoimentos e também após as irmãs terem dito que se sentem ameaçadas –carros estranhos estariam rondando as casas onde elas moram—, enviou o relato das duas ao juiz Rodolfo Ozório Gatto, da 17ª Vara Criminal da Capital pedindo a antecipação de provas.

No entanto, o juiz manifestou a necessidade de o inquérito policial ser reaberto. A Polícia Civil de Alagoas não soube informar até por volta das 15h se havia um inquérito. "Pode não ter sido investigado", afirma Luci.

Ainda ontem o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Marcílio Barenco, viajou a Recife para pedir informações à Polícia Civil de Pernambuco sobre supostos crimes praticados pelo ex-cabo da PM.

Outro lado – A reportagem entrou em contato por telefone e enviou um mail ao escritório do advogado Ademar Gomes. Não houve resposta ao pedido de informações até por volta das 15h20 desta quarta.

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